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sábado, 4 de abril de 2020

"Somos Físicos" "Prováveis" Causas de Como Surgem os Vírus que causam Epidemias e Pandemias?

China determina aumento na produção de alimentos por crise do ...

Sem julgamentos ou xenofobia, primeiro vamos entender que  a culinária do país se desenvolveu por influência de períodos de fome e da medicina tradicional do leste asiático
Os mercados chineses de animais silvestres receberam grande visibilidade nos últimos dias. O motivo? Ao que tudo indica, o surto de coronavírus teve como berço um mercado na cidade de Wuhan, que está em quarentena, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou estado de emergência em razão dos diversos casos já notificados. 
Apesar desses mercados parecerem extremamente populares na China, a realidade não é bem essa. Mas, para entrar neste assunto, é preciso entender o histórico chinês e o que levou a população a adquirir uma cultura gastronômica peculiar. 
Aventuras na História · De canibalismo a ratos: a grande fome de ...
A grande fome
Entre 1958 e 1962, mais de 45 milhões de chineses morreram. Mas não houve guerra ou aniquilações. As mortes tiveram uma causa ainda mais cruel: a fome. Sob a liderança de Mao Tse Tung, foi prometido que a China viveria uma nova era de prosperidade e crescimento. O que não se esperava eram as restrições que viriam junto com o governo comunista.
Comunas agrícolas foram criadas, mas os trabalhadores deveriam dar todos os grãos colhidos para o Estado. Não sobrava o que comer, e até mesmo cozinhar dentro de suas próprias casas era proibido. Havia uma coletivização forçada: tudo era de todos, mas, ao mesmo tempo, nada era de ninguém. 
Não era como se faltasse comida – ela apenas não era distribuída. Na verdade, lera usada como moeda de troca para o trabalhador. Funcionários de posições políticas opostas ou mesmo doentes eram impedidos de acessar a cantina e, consequentemente, morriam. 
A Grande Fome de Mao eBook by FRANK DIKÖTTER - 9789722050678 ...
Na obra “A grande fome de Mao – A história da catástrofe mais devastadora da China”, de Frank Dikötter, o autor relata cenas de canibalismo. Corpos de parentes mortos e ratos eram algumas das saídas para a alimentação. Diante deste cenário, a dieta de animais silvestres, como ursos e crocodilos, começa a ser melhor entendida. 
Mas o fato desse comércio existir não significa que todos os chineses estão de acordo com a ideia. Na verdade, em um estudo divulgado em 2014, 52,7% dos moradores entrevistados não consomem tal tipo de alimento. Os pesquisadores compararam os dados com 2004, que apresentava um número de 42,7%. A tendência, então, é que em 2020 a quantidade de não-consumidores seja ainda maior.
Isso é algo que se reflete bastante nos atuais noticiários chineses. A população parece estar insatisfeita com a manutenção dos mercados, pois estão colocando a saúde mundial em risco. Além disso, em 2002, a China enfrentou um surto de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que teve origem parecida com o coronavírus, e causou a proibição do funcionamento desses mercados.
Na época, as portas se fecharam por seis meses, mas logo tudo voltou ao normal, sem nenhuma restrição. Neste novo surto, os mercados também se encontram fechados por tempo indeterminado, mas muitas pessoas pedem pela proibição total. 
As regras do cardápio
Em 1988, a China estabeleceu uma lei de proteção da vida selvagem e que nunca foi atualizada desde então. No documento, são citados 54 espécies permitidas para comercialização e consumo. Entre eles, têm texugos, crocodilos, hamsters e até centopéias.
É bem difícil que você coma churrasquinho de hamster aqui no Brasil. De fato: a cultura brasileira não possui tais animais na dieta. Muitos, inclusive, deveriam ser revistos pelo governo chinês, devido aos problemas para o ecossistema causados pela sua exploração. Mas a excentricidade dos bichinhos não é o problema principal para a saúde humana, e sim a falta de higiene.
Os mercados pecam neste aspecto. São diferentes animais, retirados de seu habitat selvagem e colocados em gaiolas ainda vivos. Peter Li, especialista em políticas da China na Humane Society International, disse em entrevista à National Geographic que os animais “estão morrendo, com sede, em gaiolas enferrujadas e totalmente sujas”. 
Na China, entre porcos, escorpiões, aspartame, tomates e besouros ...
Os bichos podem, ainda, conter feridas abertas devido à falta de cuidados. Vírus como HIV e Ebola chegaram aos humanos justamente pelos hospedeiros terem sido retirados da selva e colocados em ambientes urbanos. São algumas das chamadas “doenças zoonóticas”, que poderiam ter tido a propagação impedida caso as condições de controle sanitário fossem melhores. 
Estamos caminhando para um futuro onde os surtos de doenças, como epidemias e pandemias podem se tornar mais frequentes. Já foi mostrado que o vírus da COVID-19 não foi criado em laboratório. Mas então, como essas novas doenças surgem na natureza?

Organização Mundial de Saúde declara pandemia do novo Coronavírus ...
Dia 11 de Março a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia da doença COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2. Uma epidemia ocorre quando uma doença, normalmente infecciosa, se dissemina rapidamente em um grande número de pessoas de uma comunidade ou região. Quando o surto epidêmico afeta uma grande região geográfica, como um continente, ou até todo planeta, é chamado de pandemia.
A população mundial já passou por alguns eventos devastadores nesse sentido, como a peste negra no século XIV, que dizimou quase metade da Europa, e a gripe espanhola, que matou 5% da população mundial em dois anos. Váriola, Tuberculose, Tifo, Cólera e outras doenças causadas por vírus ou bactérias já assombraram a humanidade ao longo de sua existência.
A eminência de uma nova epidemia era certa. Segundo Dr. Peter Daszark, presidente da EcoHealth Alliance, pelo menos 5 novas doenças surgem todos os anos no mundo, e essa taxa está crescendo, aumentanto as chances de surtos epidêmicos. Existem cerca de 1,6 milhões de vírus na vida selvagem dos quais conhecemos apenas 3 mil.
A origem dos vírus
Estima-se que surjam 5 novas doenças por ano no mundo.
Os vírus são os micróbios mais propensos a gerar pandemias, pois estão mais adaptados a pular de uma espécie para outra. Vírus zoonóticos são os que, vindo de outro animal, se adaptam aos humanos. Eles conseguem mudar, ganhando a capacidade de burlar nossa resposta imunológica rapidamente. A adaptação de um vírus zoonótico não acontece sempre, mas quando ocorre os efeitos podem ser devastadores.

O exemplo da Gripe Espanhola

gripe aviária, causado por um tipo de vírus influenza afetava galinhas, gansos e patos por pelo menos um século. Um tipo diferente de influenza, que causava gripe sazonal, afetava exclusivamente humanos. Os dois vírus isoladamente não conseguiam infectar a espécie do outro, mas ambos conseguiam infectar porcos. Em uma célula de porco os dois vírus se combinaram criando um novo vírus zoonótico: H1N1. O vírus H1N1 possui a capacidade de infectar humanos, no entanto, a parte de seu material genético derivado da influenza aviária impede que o nosso sistema imunológico identifique o vírus e o combata adequadamente.
A pandemia de H1N1 de 1918/1919, conhecida como gripe espanhola, matou de 50 a 100 milhões de pessoas no mundo e proximadamente 1/3 da população foi infectada. A gripe espanhola surgiu em uma fazenda no Kansas (EUA) e foi disseminado no mundo devido ao transporte de soldados americanos para a Europa durante a Primeira Guerra Mundial.

"Fábricas" de vírus

Alguns fatores contribuem para o aumento na taxa de surgimentos de novos vírus, sendo inevitável que, eventualmente, um deles seja melhor adaptado ao homem. Entre os maiores exemplos está o desmatamento e o aumento da demanda de carne para consumo humano. Animais criados em espaços confinados, seu transporte junto com outras espécies e seu processamento industrial aumentam a interação entre vírus de espécies diferentes.
Fábricas de doenças
Nesse sentido, mercados orientais, como os chineses, são considerados fábricas de doenças. Muitos animais de diferentes espécies, como cobras, patos, galinhas, porcos e morcegos são confinados vivos e abatidos no local, onde carnes e sangues se misturam. Nesse ambiente, os vírus se combinam e mudam, aumentando as chances de um deles conseguir infectar humanos.
Há evidências de que a epidemia do coronavírus que causou o surto de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) em 2002/2003 veio de um mercado próximo a Foshan, China. A origem exata do novo coronavírus (SARS-CoV-2) ainda não foi descoberta, mas há evidências que é derivado do coronavírus de morcegos, que "pulou" para um animal intermediário ainda desconhecido.
A hipótese do novo coronavírus ter sido gerado em laboratório foi derrubada após cientístas mostrarem que a estrutura que permite ao vírus se ligar às celulas do nosso corpo é complexa e resultado de processos naturais de mutação do vírus. Os resultados, publicados na Nature Medicine, mostram que essas estruturas de ligação, apesar de eficientes, não são perfeitas, e é pouco provável que tenham sido produzidas artificialmente.

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