"Somos Físicos". Assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todos os assuntos resultam de pesquisas coletadas na própria internet.

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segunda-feira, 29 de junho de 2020

"Somos Físicos" Professores "Temporários" A Angustia dos 200 Dias

Prefeitura de Ourinhos abre Processo Seletivo para contratar ...
Ocorreu que um dia sentada nas escadarias de uma unidade escolar, no horário de intervalo, conversava com uma colega e chega uma pessoa vendendo panos de pratos e a colega me diz que era uma Professora na duzentena. Sinceramente, na época não acreditei. Hoje acredito!

Muitos Professores temporários pegaram o inicio da separação, por categorias, dos Professores. Muitos prestaram mais que um concurso para trabalhar: Fundação Carlos Chagas, Vunesp, e continuaram "temporários". Sem mérito algum, plano de carreira, convênio com o IAMSPE, essa categoria segue com extinção de contratos sem critérios de valorização e esperança. Saem com uma mão na frente e outra atrás. Sem direitos ao seguro desemprego e FGTS.

"No âmbito do Estado de São Paulo, especificamente quanto à política de pessoal docente, vê-se o estabelecimento de formas precárias de contratação na REE-SP, a diminuição dos gastos em educação e a manutenção de um excessivo número de docentes temporários, de forma que uma gestão regulada da folha de pagamento impacte menos no gasto do Estado, em detrimento dos direitos relativos ao trabalho –seguridade e proteção social."
Educadores terceirizados ou com contrato de trabalho temporário não deveriam ultrapassar 10% do total de docentes, segundo recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE). Mas a cifra nacional gira em torno de 25% - equivalente a 450 mil professores, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Para Heleno Araújo, secretário de assuntos educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), esse tipo de contratação é uma estratégia dos governos para gastar menos com a área. "O temporário faz o mesmo trabalho que um efetivo, mas com salário menor e sem direitos. O correto seria abrir vagas por concurso público", afirma. O drama aumenta no início do ano, quando o contrato de muitos se encerra. Para não configurar vínculo empregatício, os professores precisam ficar afastados até uma nova oportunidade. Em estados como São Paulo, o período longe das aulas e sem receber pode chegar a 200 dias - a chamada duzentena. Em depoimentos a NOVA ESCOLA, docentes da rede contam o que é viver nessa incômoda condição.
Disciplinas com mais temporários
  • Física 43%
  • Química 42%
  • Biologia 34%
  • Matemática 32%
Fonte: Relatório Subsídios e Proposições Preliminares para um Debate sobre o Magistério da Educação Básica no Brasil.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

"Somos Físicos" A Lua das Marés (Gravidade)

Novo evento de ondas gigantes da Nazaré vai ser “dez vezes melhor ...
As águas dos oceanos e mares estão sempre em movimento. As correntes marinhas e as marés são as principais responsáveis pela dinâmica das águas oceânicas.
Quem já passou o dia todo na praia já deve ter notado que no decorrer do dia há uma variação do nível da água do mar sobre a faixa de areia. Em alguns períodos a água recua e a impressão que temos é de que a praia fica mais “larga”. O oposto também ocorre: em outros momentos, podemos ver que a água do mar avança sobre a faixa de areia e a praia fica mais “estreita”.
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Como em nosso sistema os astros orbitas em rotas equatoriais (ou seja, em plano horizontal), o ponto onde se concentra a maior tensão gravitacional é bem na Linha do Equador.

Da mesma forma, a Terra tem força gravitacional suficiente para manter um satélite do tamanho da Lua em sua órbita. Ao girar em torno do nosso planeta, a Lua também atrai a Terra, mas com muito menos intensidade. A força gravitacional lunar é baixa para mover o corpo sólido da Terra, mas sua composição líquida - a saber, os oceanos - é impactada.
maré | Britannica Escola

Como ocorre o sobe e desce das marés?

Lua dá voltas em torno da Terra, e neste movimento, tanto a Terra é atraída pela Lua, quanto o nosso satélite natural é atraído pela Terra pela força da gravidade. É a atração gravitacional que a Lua exerce sobre o Planeta Terra que ocasiona o movimento das águas oceânicas, que chamamos de marés.
Sol também influencia no movimento das marés. No entanto a influência da Lua é bem mais forte, pois embora o Sol seja muito maior que a Lua, ele está muito mais afastado, o que reduz a intensidade da atração gravitacional.
Além da Lua e do Sol, a rotação da Terra sobre o seu eixo também colabora para a formação das marés. Uma “metade” de nosso planeta está sempre voltada para a Lua, que exerce seu poder de atração sobre as águas. Nesta face, teremos maré alta. Na face oposta à Lua teremos maré baixa. Ou seja, é como se a lua “puxasse” as águas da metade para a qual ela está voltada no momento.

Como ocorrem as marés? - Alunos Online

Maré baixa e maré alta

O nível máximo que a água do mar alcança chama-se maré alta ou preamar. Em oposição, o nível mais baixo que as águas oceânicas podem chegar é chamada de maré baixa ou baixa-mar. As marés baixas e as marés altas, ocorrem em intervalos de aproximadamente seis horas.
Amplitude de maré é o termo utilizado para designar a variação entre o nível mínimo da maré baixa e o nível máximo da maré alta.

O território dos pescadores | Uma visão popular do Brasil e do mundo

A importância das marés

O cotidiano das pessoas que residem nas regiões costeiras é influenciado pelas marés. Trabalhadores da pesca e da navegação, em especial, guiam-se pelas previsões de movimento das águas oceânicas para realizar suas atividades.
As marés também têm sido utilizadas como fonte geradora de energia elétrica. Um dos modos de geração de energia funciona da seguinte maneira: gigantescos tanques são construídos para serem cheios com a água do mar na maré alta. Quando a maré baixa, ou seja, a água sai do tanque, faz girar uma turbina ali contida, assim produzindo energia elétrica.

As marés e a formação do relevo costeiro

As marés – de duas formas – contribuem para a formação do relevo litorâneo:
  • O movimento das águas provoca continuamente o desgaste e a erosão – ou abrasão – do relevo da costa, desagregando rochas e deslocando materiais. Este processo cria diferentes formas de relevo ao longo do litoral.
  • As águas oceânicas, movidas pelas marés, transportam os sedimentos que se depositam ao longo da costa, contribuindo para a acumulação de materiais marinhos, criando assim outras formas de relevo como praias de areia, restingasmanguezais e ilhas.
Fontes:
UFGRS - Marés, fases da Lua e bebês - http://astro.if.ufrgs.br/lang/lang.htm
UFSCAR - ]As Influências da Lua na Terra e o Fenômeno das Marés - http://www.dm.ufscar.br/dm/index.php/component/attachments/download/19
Marés – Instituto Hidrográfico Marinha Portugal - http://www.hidrografico.pt/glossario-cientifico-mares.php
Novo Olhar – Geografia – Ensino Médio – 1- Rogério Martinez e Wanessa Garcia – São Paulo, Editora FTD, 2013.

sábado, 4 de abril de 2020

"Somos Físicos" "Prováveis" Causas de Como Surgem os Vírus que causam Epidemias e Pandemias?

China determina aumento na produção de alimentos por crise do ...

Sem julgamentos ou xenofobia, primeiro vamos entender que  a culinária do país se desenvolveu por influência de períodos de fome e da medicina tradicional do leste asiático
Os mercados chineses de animais silvestres receberam grande visibilidade nos últimos dias. O motivo? Ao que tudo indica, o surto de coronavírus teve como berço um mercado na cidade de Wuhan, que está em quarentena, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou estado de emergência em razão dos diversos casos já notificados. 
Apesar desses mercados parecerem extremamente populares na China, a realidade não é bem essa. Mas, para entrar neste assunto, é preciso entender o histórico chinês e o que levou a população a adquirir uma cultura gastronômica peculiar. 
Aventuras na História · De canibalismo a ratos: a grande fome de ...
A grande fome
Entre 1958 e 1962, mais de 45 milhões de chineses morreram. Mas não houve guerra ou aniquilações. As mortes tiveram uma causa ainda mais cruel: a fome. Sob a liderança de Mao Tse Tung, foi prometido que a China viveria uma nova era de prosperidade e crescimento. O que não se esperava eram as restrições que viriam junto com o governo comunista.
Comunas agrícolas foram criadas, mas os trabalhadores deveriam dar todos os grãos colhidos para o Estado. Não sobrava o que comer, e até mesmo cozinhar dentro de suas próprias casas era proibido. Havia uma coletivização forçada: tudo era de todos, mas, ao mesmo tempo, nada era de ninguém. 
Não era como se faltasse comida – ela apenas não era distribuída. Na verdade, lera usada como moeda de troca para o trabalhador. Funcionários de posições políticas opostas ou mesmo doentes eram impedidos de acessar a cantina e, consequentemente, morriam. 
A Grande Fome de Mao eBook by FRANK DIKÖTTER - 9789722050678 ...
Na obra “A grande fome de Mao – A história da catástrofe mais devastadora da China”, de Frank Dikötter, o autor relata cenas de canibalismo. Corpos de parentes mortos e ratos eram algumas das saídas para a alimentação. Diante deste cenário, a dieta de animais silvestres, como ursos e crocodilos, começa a ser melhor entendida. 
Mas o fato desse comércio existir não significa que todos os chineses estão de acordo com a ideia. Na verdade, em um estudo divulgado em 2014, 52,7% dos moradores entrevistados não consomem tal tipo de alimento. Os pesquisadores compararam os dados com 2004, que apresentava um número de 42,7%. A tendência, então, é que em 2020 a quantidade de não-consumidores seja ainda maior.
Isso é algo que se reflete bastante nos atuais noticiários chineses. A população parece estar insatisfeita com a manutenção dos mercados, pois estão colocando a saúde mundial em risco. Além disso, em 2002, a China enfrentou um surto de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que teve origem parecida com o coronavírus, e causou a proibição do funcionamento desses mercados.
Na época, as portas se fecharam por seis meses, mas logo tudo voltou ao normal, sem nenhuma restrição. Neste novo surto, os mercados também se encontram fechados por tempo indeterminado, mas muitas pessoas pedem pela proibição total. 
As regras do cardápio
Em 1988, a China estabeleceu uma lei de proteção da vida selvagem e que nunca foi atualizada desde então. No documento, são citados 54 espécies permitidas para comercialização e consumo. Entre eles, têm texugos, crocodilos, hamsters e até centopéias.
É bem difícil que você coma churrasquinho de hamster aqui no Brasil. De fato: a cultura brasileira não possui tais animais na dieta. Muitos, inclusive, deveriam ser revistos pelo governo chinês, devido aos problemas para o ecossistema causados pela sua exploração. Mas a excentricidade dos bichinhos não é o problema principal para a saúde humana, e sim a falta de higiene.
Os mercados pecam neste aspecto. São diferentes animais, retirados de seu habitat selvagem e colocados em gaiolas ainda vivos. Peter Li, especialista em políticas da China na Humane Society International, disse em entrevista à National Geographic que os animais “estão morrendo, com sede, em gaiolas enferrujadas e totalmente sujas”. 
Na China, entre porcos, escorpiões, aspartame, tomates e besouros ...
Os bichos podem, ainda, conter feridas abertas devido à falta de cuidados. Vírus como HIV e Ebola chegaram aos humanos justamente pelos hospedeiros terem sido retirados da selva e colocados em ambientes urbanos. São algumas das chamadas “doenças zoonóticas”, que poderiam ter tido a propagação impedida caso as condições de controle sanitário fossem melhores. 
Estamos caminhando para um futuro onde os surtos de doenças, como epidemias e pandemias podem se tornar mais frequentes. Já foi mostrado que o vírus da COVID-19 não foi criado em laboratório. Mas então, como essas novas doenças surgem na natureza?

Organização Mundial de Saúde declara pandemia do novo Coronavírus ...
Dia 11 de Março a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia da doença COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2. Uma epidemia ocorre quando uma doença, normalmente infecciosa, se dissemina rapidamente em um grande número de pessoas de uma comunidade ou região. Quando o surto epidêmico afeta uma grande região geográfica, como um continente, ou até todo planeta, é chamado de pandemia.
A população mundial já passou por alguns eventos devastadores nesse sentido, como a peste negra no século XIV, que dizimou quase metade da Europa, e a gripe espanhola, que matou 5% da população mundial em dois anos. Váriola, Tuberculose, Tifo, Cólera e outras doenças causadas por vírus ou bactérias já assombraram a humanidade ao longo de sua existência.
A eminência de uma nova epidemia era certa. Segundo Dr. Peter Daszark, presidente da EcoHealth Alliance, pelo menos 5 novas doenças surgem todos os anos no mundo, e essa taxa está crescendo, aumentanto as chances de surtos epidêmicos. Existem cerca de 1,6 milhões de vírus na vida selvagem dos quais conhecemos apenas 3 mil.
A origem dos vírus
Estima-se que surjam 5 novas doenças por ano no mundo.
Os vírus são os micróbios mais propensos a gerar pandemias, pois estão mais adaptados a pular de uma espécie para outra. Vírus zoonóticos são os que, vindo de outro animal, se adaptam aos humanos. Eles conseguem mudar, ganhando a capacidade de burlar nossa resposta imunológica rapidamente. A adaptação de um vírus zoonótico não acontece sempre, mas quando ocorre os efeitos podem ser devastadores.

O exemplo da Gripe Espanhola

gripe aviária, causado por um tipo de vírus influenza afetava galinhas, gansos e patos por pelo menos um século. Um tipo diferente de influenza, que causava gripe sazonal, afetava exclusivamente humanos. Os dois vírus isoladamente não conseguiam infectar a espécie do outro, mas ambos conseguiam infectar porcos. Em uma célula de porco os dois vírus se combinaram criando um novo vírus zoonótico: H1N1. O vírus H1N1 possui a capacidade de infectar humanos, no entanto, a parte de seu material genético derivado da influenza aviária impede que o nosso sistema imunológico identifique o vírus e o combata adequadamente.
A pandemia de H1N1 de 1918/1919, conhecida como gripe espanhola, matou de 50 a 100 milhões de pessoas no mundo e proximadamente 1/3 da população foi infectada. A gripe espanhola surgiu em uma fazenda no Kansas (EUA) e foi disseminado no mundo devido ao transporte de soldados americanos para a Europa durante a Primeira Guerra Mundial.

"Fábricas" de vírus

Alguns fatores contribuem para o aumento na taxa de surgimentos de novos vírus, sendo inevitável que, eventualmente, um deles seja melhor adaptado ao homem. Entre os maiores exemplos está o desmatamento e o aumento da demanda de carne para consumo humano. Animais criados em espaços confinados, seu transporte junto com outras espécies e seu processamento industrial aumentam a interação entre vírus de espécies diferentes.
Fábricas de doenças
Nesse sentido, mercados orientais, como os chineses, são considerados fábricas de doenças. Muitos animais de diferentes espécies, como cobras, patos, galinhas, porcos e morcegos são confinados vivos e abatidos no local, onde carnes e sangues se misturam. Nesse ambiente, os vírus se combinam e mudam, aumentando as chances de um deles conseguir infectar humanos.
Há evidências de que a epidemia do coronavírus que causou o surto de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) em 2002/2003 veio de um mercado próximo a Foshan, China. A origem exata do novo coronavírus (SARS-CoV-2) ainda não foi descoberta, mas há evidências que é derivado do coronavírus de morcegos, que "pulou" para um animal intermediário ainda desconhecido.
A hipótese do novo coronavírus ter sido gerado em laboratório foi derrubada após cientístas mostrarem que a estrutura que permite ao vírus se ligar às celulas do nosso corpo é complexa e resultado de processos naturais de mutação do vírus. Os resultados, publicados na Nature Medicine, mostram que essas estruturas de ligação, apesar de eficientes, não são perfeitas, e é pouco provável que tenham sido produzidas artificialmente.

sexta-feira, 20 de março de 2020

"Somos Físicos" COVID-19 (Ministério da Saúde)

O que você precisa saber e fazer.
Como prevenir o contágio:


  • Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel.

  • Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir.

  • Evite aglomerações se estiver doente.

  • Mantenha os ambientes bem ventilados.

  • Não compartilhe objetos pessoais.





















O que é coronavírus?

Coronavírus (CID10) é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China. Provoca a doença chamada de coronavírus (COVID-19).
Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.
A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.
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Período de incubação do coronavírus

Período de incubação é o tempo que leva para os primeiros sintomas aparecerem desde a infecção por coronavírus, que pode ser de 2 a 14 dias

Período de transmissibilidade do coronavírus

De uma forma geral, a transmissão viral ocorre apenas enquanto persistirem os sintomas É possível a transmissão viral após a resolução dos sintomas, mas a duração do período de transmissibilidade é desconhecido para o coronavírus. Durante o período de incubação e casos assintomáticos não são contagiosos.

Fonte de infecção do coronavírus

A maioria dos coronavírus geralmente infectam apenas uma espécie animal ou pelo menos um pequeno número de espécies proximamente relacionadas. Porém, alguns coronavírus, como o SARS-CoV, podem infectar pessoas e animais. O reservatório animal para o coronavírus (COVID-19) ainda é desconhecido. 

Quais são os sintomas do coronavírus?

Os sinais e sintomas do coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias. No entanto, o coronavírus (SARS-CoV-2) ainda precisa de mais estudos e investigações para caracterizar melhor os sinais e sintomas da doença. 

Os principais são sintomas conhecidos até o momento são:
  • Febre.
  • Tosse.
  • Dificuldade para respirar.

Como o coronavírus é transmitido?

As investigações sobre as formas de transmissão do coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por gotículas respiratórias ou contato, está ocorrendo.

Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1m) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção.

É importante observar que a disseminação de pessoa para pessoa pode ocorrer de forma continuada.

Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o coronavírus se espalha de pessoa para pessoa.

Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:
  
  • gotículas de saliva;
  • espirro;
  • tosse;
  • catarro;
  • contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
  • contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Os coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe.

O período médio de incubação por coronavírus é de 5 dias, com intervalos que chegam a 12 dias, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

A transmissibilidade dos pacientes infectados por SARSCoV é em média de 7 dias após o início dos sintomas. No entanto, dados preliminares do coronavírus (SARS-CoV-2) sugerem que a transmissão possa ocorrer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas.

Até o momento, não há informaçõesção suficientes de quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.

Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

Como é feito o tratamento do coronavírus?

Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. No caso do coronavírus é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:

  • Uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
  • Uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse.

Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

Todos os pacientes que receberem alta durante os primeiros 07 dias do início do quadro (qualquer sintoma independente de febre), devem ser alertados para a possibilidade de piora tardia do quadro clínico e sinais de alerta de complicações como: aparecimento de febre (podendo haver casos iniciais sem febre), elevação ou reaparecimento de febre ou sinais respiratórios, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), dor pleurítica (dor no peito), fadiga (cansaço) e dispnéia (falta de ar).

Se você viajou para a China nos últimos 14 dias e ficou doente com febre, tosse ou dificuldade de respirar, deve procurar atendimento médico imediatamente e informar detalhadamente o histórico de viagem recente e seus sintomas.
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Como é feito o diagnóstico do coronavírus?

O diagnóstico do coronavírus é feito com a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro). É necessária a coleta de duas amostras na suspeita do coronavírus.
As duas amostras serão encaminhadas com urgência para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).
Uma das amostras será enviada ao Centro Nacional de Influenza (NIC) e outra amostra será enviada para análise de metagenômica.
Para confirmar a doença é necessário realizar exames de biologia molecular que detecte o RNA viral. O diagnóstico do coronavírus é feito com a coleta de amostra, que está indicada sempre que ocorrer a identificação de caso suspeito. 
Orienta-se a coleta de aspirado de nasofaringe (ANF) ou swabs combinado (nasal/oral) ou também amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado bronca alveolar).
Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

Como é definido um caso suspeito de coronavírus?

Diante da confirmação de caso do coronavírus no Brasil e considerando a dispersão do vírus no mundo. A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde informa que a partir de 01 de março de 2020, passa a vigorar as seguintes definições operacionais para a saúde pública nacional.
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1. CASO SUSPEITO DE DOENÇA PELO CORONAVÍRUS 2019 (COVID-19)

  • Situação 1 – VIAJANTE: pessoa que apresente febre E pelo menos um dos sinais ou sintomas respiratórios (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de O2 < 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e dispneia) E com histórico de viagem para país com transmissão sustentada OU área com transmissão local nos últimos 14 dias (figura 1); OU
  •  Situação 2 - CONTATO PRÓXIMO: Pessoa que apresente febre OU pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de O2 < 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e dispneia) E histórico de contato com caso suspeito ou confirmado para COVID-19, nos últimos 14 dias.

2. CASO PROVÁVEL DE DOENÇA PELO CORONAVÍRUS 2019 (COVID-19)

  • Situação 3 - CONTATO DOMICILIAR: Pessoa que manteve contato domiciliar com caso confirmado por COVID-19 nos últimos 14 dias E que apresente febre OU pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de O2 < 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e dispneia). Nesta situação é importante observar a presença de outros sinais e sintomas como: fadiga, mialgia/artralgia, dor de cabeça, calafrios, manchas vermelhas pelo corpo, gânglios linfáticos aumentados, diarreia, náusea, vômito, desidratação e inapetência

3. CASO CONFIRMADO DE DOENÇA PELO CORONAVÍRUS 2019 (COVID-19)

  • LABORATORIAL: Caso suspeito ou provável com resultado positivo em RT-PCR em tempo real, pelo protocolo Charité.
  • CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO: Caso suspeito ou provável com histórico de contato próximo ou domiciliar com caso confirmado laboratorialmente por COVID-19, que apresente febre OU pelo menos um dos sinais ou sintomas respiratórios, nos últimos 14 dias após o contato, e para o qual não foi possível realizar a investigação laboratorial específica.

4. OBSERVAÇÕES

  • FEBRE: Considera-se febre aquela acima de 37,8°.
Alerta-se que a febre pode não estar presente em alguns casos como, por exemplo, em pacientes jovens, idosos, imunossuprimidos ou que em algumas situações possam ter Boletim Epidemiológico utilizado medicamento antitérmico. Nestas situações, a avaliação clínica deve ser levada em consideração e a decisão deve ser registrada na ficha de notificação.

  • CONTATO PRÓXIMO DE CASOS SUSPEITOS OU CONFIRMADOS DE COVID-19:
    • Uma pessoa que teve contato físico direto (por exemplo, apertando as mãos);
    • Uma pessoa que tenha contato direto desprotegido com secreções infecciosas (por exemplo, sendo tossida, tocando tecidos de papel usados com a mão nua);
    • Uma pessoa que teve contato frente a frente por 15 minutos ou mais e a uma distância inferior a 2 metros;
    • Uma pessoa que esteve em um ambiente fechado (por exemplo, sala de aula, sala de reunião, sala de espera do hospital etc.) por 15 minutos ou mais e a uma distância inferior a 2 metros; ○ Um profissional de saúde ou outra pessoa que cuida diretamente de um caso COVID-19 ou trabalhadores de laboratório que manipulam amostras de um caso COVID-19 sem equipamento de proteção individual recomendado (EPI) ou com uma possível violação do EPI;
    • Um passageiro de uma aeronave sentado no raio de dois assentos (em qualquer direção) de um caso confirmado de COVID-19, seus acompanhantes ou cuidadores e os tripulantes que trabalharam na seção da aeronave em que o caso estava sentado

  • CONTATO DOMICILIAR DE CASO SUSPEITO OU CONFIRMADO DE COVID-19:
    • Uma pessoa que reside na mesma casa/ambiente. Devem ser considerados os residentes da mesma casa, colegas de dormitório, creche, alojamento, etc.

A avaliação do grau de exposição do contato deve ser individualizada, considerando-se, o ambiente e o tempo de exposição.
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Qualquer hospital pode receber paciente com coronavírus?

Para um correto manejo clínico desde o contato inicial com os serviços de saúde, é preciso considerar e diferenciar cada caso.
Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência estadual para isolamento e tratamento.
Os casos suspeitos leves podem não necessitar de hospitalização, sendo acompanhados pela Atenção Primária e instituídas medidas de precaução domiciliar. Porém, é necessário avaliar cada caso.
Acesse aqui a lista dos hospitais que prestam atendimento.
Acesse aqui a lista de Unidades de Básicas de Saúde que prestam atendimento em seu município.

TO BA SE PE AL RN CE PI MA AP PA RR AM AC RO MT MS GO PR SC RS SP MG RJ ES DF PB
Navegue no mapa interativo e confira o hospital de referência mais próximo da sua casa

Notificação de casos 

Todos os casos devem ser registrado por serviços públicos e privados, por meio do formulário eletrônico disponível no endereço http://bit.ly/2019-ncov, dentro das primeiras 24 horas a partir da suspeita clínica.
A infecção humana pelo 2019-nCoV é uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), segundo anexo II do Regulamento Sanitário Internacional. Portanto, trata-se de um evento de saúde pública de notificação imediata.

Como Notificar ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS)?

A notificação imediata deve ser realizada pelo meio de comunicação mais rápido disponível, em até 24 horas a partir do conhecimento de caso que se enquadre na definição de suspeito, como determina a Portaria de Consolidação Nº 04, anexo V, capítulo I, seção I (http://j.mp/portariadeconsolidacao4ms). A Rede CIEVS dispõe dos seguintes meios para receber a notificação de casos suspeitos do novo coronavírus e outros eventos de saúde pública:
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Meio telefônico (local)

Segundo a hierarquia do SUS, se a secretaria de saúde do estado ou município dispor de estrutura e fluxos para receber as notificações de emergências epidemiológicas e casos suspeitos do novo coronavírus, inclusive nos finais de semana, feriados e período noturno, o profissional deverá notificar, preferencialmente, as vigilâncias locais.

Meio telefônico (nacional)

O CIEVS oferece aos profissionais de saúde o serviço de atendimento, gratuito, 24 horas por dia durante todos os dias da semana, denominado Disque Notifica (0800-644-6645). Por meio deste serviço, o profissional de saúde será atendido por um técnico capacitado para receber a notificação e dar encaminhamento adequado conforme protocolos estabelecidos no SUS para a investigação local, por meio da Rede CIEVS (Rede Nacional de Alerta e Resposta às Emergências em Saúde Pública)

Meio eletrônico

E-notifica (notifica@saude.gov.br): notificação por meio do correio eletrônico do CIEVS.meio da Rede CIEVS (Rede Nacional de Alerta e Resposta às Emergências em Saúde Pública)

FormSUScap

FormSUScap (https://redcap.saude.gov.br): esta plataforma é a versão para mobile do FormSUS. Implantado em 2019, o FormSUScap é uma solução mais segura, versátil e flexível para coleta padronizada de informações. A plataforma dispõe de aplicativos para dispositivos móveis e os formulários são responsivos, ou seja, se adaptam para a tela do equipamento. Esta solução não é um sistema de informação.

FormSUScap 2019-nCoV

formulário (http://bit.ly/2019-ncov) deve ser utilizado para envio das informações padronizadas sobre casos suspeitos do novo coronavírus pelos serviços públicos e privados. Todas as informações inseridas serão disponibilizadas em tempo real para a Rede CIEVS que será responsável para encaminhar para a autoridade local responsável.
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Por determinação da Organização Mundial da Saúde, os países devem enviar informações padronizadas de casos suspeitos que ocorram no seu território.
Considerando a inexistência de sistema de informação que contemple essas informações, o Ministério da Saúde recomenda que todos os casos notificados aos Estados, Distrito Federal e Municípios, sejam transcritos para esse formulário em até 24 horas a partir do conhecimento do caso. Caso desejar, ao final da submissão, o formulário permite que seja gerado um arquivo eletrônico e pode ser salvo pelo usuário.
CID 10 - Infecção humana pelo novo Coronavírus (2019-nCoV): o código para registro de casos, conforme as definições, será o U07.1 – Infecção pelo novo Coronavírus (2019-nCoV).
Ao preencher o formulário eletrônico de notificação, baixar o PDF da ficha de notificação e enviar eletronicamente para a autoridade local, caso a notificação seja de unidade privada ou pública.

Quais os Laboratórios de referência para o Coronavírus?

Todos os laboratórios públicos ou privados que identificarem casos confirmados pela primeira vez, adotando o exame específico para SARS-CoV2 (RT-PCR, pelo protocolo Charité), devem passar por validação de um dos três laboratórios de referência nacional, são eles:
  1. 1. Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ) OU
  2. 2. Instituto Evandro Chagas da Secretaria de Vigilância em Saúde (IEC/SVS) no Estado do Pará OU
  3. 3. Instituto Adolfo Lutz da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.
Após a validação da qualidade, o laboratório passará a ser considerado parte da Rede Nacional de Alerta e Resposta às Emergências em Saúde Pública (REDE CIEVS). Os mesmos devem encaminhar alíquota da amostra para o Banco Nacional de Amostras de Coronavírus, para investigação do perfil viral do Coronavírus no território nacional, por meio de um dos três laboratórios nacionais acima.
OBSERVAÇÕES GERAIS SOBRE O CORONAVÍRUS
  • Febre pode não estar presente em alguns casos como, por exemplo, em pacientes jovens, idosos, imunossuprimidos ou que em algumas situações possam ter utilizado medicamento antitérmico. Nestas situações, a avaliação clínica deve ser levada em consideração e a decisão deve ser registrada na ficha de notificação.
  • Contato próximo é definido como: estar a aproximadamente dois metros de um paciente com suspeita de caso por novo coronavírus, dentro da mesma sala ou área de atendimento, por um período prolongado, sem uso de equipamento de proteção individual (EPI). O contato próximo pode incluir: cuidar, morar, visitar ou compartilhar uma área ou sala de espera de assistência médica ou, ainda, nos casos de contato direto com fluidos corporais, enquanto não estiver usando o EPI recomendado.
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[item title="Qual a diferença entre gripe e coronavírus?"]
No início da doença, não existe diferença quanto aos sinais e sintomas de uma infecção pelo coronavírus em comparação com os demais vírus.
Por isso, é importante ficar atento às áreas de transmissão local. Neste momento, apenas pessoas  com histórico de viagem para a China nos últimos 14 dias e que apresentem febre e sintomas respiratórios podem ser considerados suspeitos.
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[item title="Quais cuidados devo ter se for viajar para a China?"]
Com a declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS)OMS) de Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional, aumentando o nível de alerta para alto em relação ao risco global do coronavírus (SARS-CoV-2), o Ministério da Saúde orienta que viagens para a China devem ser realizadas apenas em casos de extrema necessidade. Essa recomendação vale até que o quadro todo esteja bem definido.
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[item title="Quais são as orientações para portos e aeroportos?"]
Aumentar a sensibilidade na detecção de casos suspeitos do coronavírus (SARS-CoV-2) de acordo com a definição de caso. Além disso, reforçar a orientação para notificação imediata de casos suspeitos nos terminais. Outra medida é a elaboração de avisos sonoros com recomendações sobre sinais, sintomas e cuidados básicos.
Também é importante intensificar procedimentos de limpeza e desinfecção e utilização de equipamentos de proteção individual (EPI), conforme os protocolos, sensibilizar as equipes dos postos médicos quanto à detecção de casos suspeitos e utilização de EPI e ficar atento para possíveis solicitações de listas de viajantes para investigação de contato.
Foram reforçadas as orientações para notificação imediata de casos suspeitos do coronavírus (SARS-CoV-2) nos pontos de entrada do país, além da intensificação da limpeza e desinfecção nos terminais, como prevê a Anvisa.

Quais são as recomendações aos viajantes que estão no exterior?

Aos viajantes que se encontram no exterior, é orientado seguir as recomendações das autoridades de saúde locais e as seguintes medidas de prevenção e controle para infecção humana pelo coronavírus (SARS-CoV-2):  
  • Evitar contato com pessoas com sintomas respiratórios.
  • Evitar contato com animais (vivos ou mortos).
  • Evitar o consumo de produtos de origem animal cru ou mal cozido.
  • Evitar a visitação em locais com registros de transmissão de casos suspeitos ou confirmados para a infecção humana pelo coronavírus (SARS-CoV-2).
  • Caso necessite de atendimento no serviço de saúde, informar detalhadamente o histórico de viagem e sintomas.
Adotar medidas de precaução padrão: Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, especialmente antes de ingerir alimentos, após utilizar transportes públicos, visitar locais com grande fluxo de pessoas como mercados, shopping, cinemas, teatros, aeroportos e rodoviárias. Se não tiver acesso à água e sabão, use álcool em gel a 70%.  Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos e outros utensílios.  Evitar tocar mucosas dos olhos, nariz e boca sem que as mãos não estejam higienizadas. Proteger a boca e nariz com um lenço de papel (descarte logo após o uso) ou com o braço (e não as mãos) ao tossir ou espirrar.
"Existe alguma restrição internacional?"
O Ministério da Saúde - MS e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA estão divulgando as informações em seus sites oficiais e mídias sociais, especialmente para orientar os viajantes sobre as medidas de precaução para doença causada pelo coronavírus (COVID-19).
As recomendações aos viajantes visam reduzir a exposição e transmissão da doença. Sendo país signatário do Regulamento Sanitário Internacional – RSI, as autoridades de saúde do Brasil estão monitorando e seguindo as recomendações definidas pela Organização Mundial da Saúde - OMS. Até o momento, não há indicação para aplicação de quaisquer restrições ao tráfego internacional com base nas informações disponíveis sobre esse evento.
"Por quanto tempo o coronavírus pode ficar incubado?"
A doença pode ficar incubada até duas semanas após o contato com o vírus. O período médio de incubação é de 5 dias, com intervalo que pode chegar até a 12 dias.
"Qual exame detecta o coronavírus?"
O diagnóstico laboratorial para identificação do coronavírus (SARS-CoV-2) é realizado por meio das técnicas de RT-PCR em tempo real e sequenciamento parcial ou total do genoma viral.
É importante seguir as orientações que estão no boletim em relação aos procedimentos para o diagnóstico laboratorial.
"Tive contato com pessoas que vieram da China recentemente. O que devo fazer?"
Deve-se ficar atento ao aparecimento de febre e sintomas respiratórios (tosse, dificuldade para respirar, entre outros). Caso manifeste algum desses sintomas deve-se procurar atendimento médico imediatamente e informar a respeito do contato com pessoa que tem histórico recente de viagem à China.
"Quais cuidados os profissionais de saúde devem ter ao entrar em contato com suspeito de coronavírus?"
Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas, e  para algumas situações medidas de  precaução por aerossóis.
As  orientações, conforme  cada etapa de atendimento, estão descritas no Boletim Epidemiológico 02, no tópico Medidas de prevenção e controle para atendimento de casos suspeitos ou confirmados
"Como o Brasil está se preparando para atuar em um possível caso do coronavírus (SARS-CoV-2)?"
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Foto: Luís Oliveira / MS
O Ministério da Saúde realiza monitoramento diário da situação junto à Organização Mundial da Saúde (OMS), que acompanha o assunto desde as primeiras notificações de casos em Wuhan, na China, no dia 31 de dezembro de 2019.
O Governo Federal brasileiro adotou diversas ações para o monitoramento e o aprimoramento da capacidade de atuação do país diante do episódio ocorrido na China.
Entre elas está a adoção das medidas recomendadas pela OMS; a notificação da área de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); a notificação da área de Vigilância Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); e a notificação às Secretarias de Saúde dos Estados e Municípios, demais Secretarias do Ministério da Saúde e demais órgãos federais com base em dados oficiais, evitando medidas restritivas e desproporcionais em relação aos riscos para a saúde e trânsito de pessoas, bens e mercadorias.
O Ministério da Saúde também instalou o Centro de Operações de Emergência (COE) - coronavírus (SARS-CoV-2) que tem como objetivo preparar a rede pública de saúde para o atendimento de possíveis casos no Brasil.
O COE é composto por técnicos especializados em resposta às emergências de saúde pública. Além do Ministério da Saúde, compõe o grupo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Evandro Chagas (IEC), além de outros órgãos. Desta forma, o país poderá responder de forma unificada e imediata à entrada do vírus em território brasileiro.
Para melhor monitoramento do novo Caronavírus (SARS-CoV-2), o COE faz uso da Plataforma IVIS, esta ferramenta integra as informações produzidas pelos Sistemas de Informação em Saúde gerenciados pela Secretaria de Vigilância em Saúde e apresenta os principais indicadores de saúde. Gestores e trabalhadores da saúde, bem como a população em geral, poderão facilmente conhecer a situação de saúde nos estados e no Brasil. Contribui para o aprimoramento da Vigilância em Saúde, entendida como processo contínuo e sistemático de coleta, consolidação, análise de dados e disseminação de informações sobre eventos relacionados à saúde, visando o planejamento e a implementação de medidas de saúde pública, incluindo a regulação, intervenção e atuação em condicionantes e determinantes da saúde, para a proteção e promoção da saúde da população, prevenção e controle de riscos, agravos e doenças.