"Somos Físicos". Assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todos os assuntos resultam de pesquisas coletadas na própria internet.

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

"Somos Físicos" Em Busca de Vidas Alienígenas


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Não acreditar em vida extraterrestre é ir contra as probabilidades. Ainda assim, o ano é 2020 e ainda não tivemos nenhum indício irrefutável de que a vida floresceu em outros lugares além da Terra. Mas, no que depender da NASA, essa busca fica cada vez mais intensa já nesta década que se inicia agora — graças às missões que vamos abordar nesta matéria.
A agência espacial dos Estados Unidos, a partir deste ano de 2020, aumenta consideravelmente as missões espaciais que têm, entre outras coisas, o objetivo de descobrir vida extraterrestre — quer ela ainda exista, quer tenha existido em um passado muito distante. Alvos como Marte, luas de Júpiter e Saturno e atmosferas de exoplanetas são os mais visados nesta empreitada.
"Com toda essa atividade, em tantas áreas diferentes, estamos à beira de uma das descobertas mais profundas de todos os tempos", disse Thomas Zurbuchen, diretor de ciência da NASA. E, segundo Ellen Stofan, ex-cientista chefe da agência, "sabemos onde procurar, sabemos como procurar e, na maioria dos casos, já temos a tecnologia".

Existe (ou existiu) vida em Marte?

Bacia profunda encontrada em Marte com evidências de água subterrânea que havia ali há bilhões de anos (Foto: ESA)
Marte ainda é um dos melhores candidatos na busca por vida existente outro lugar além do nosso planeta. É improvável, contudo, que algum tipo de vida ainda sobreviva por lá nos dias atuais, mas cientistas têm fortes evidências de que existiu, sim, vida em Marte em um passado longínquo.
Há muito tempo, o Planeta Vermelho tinha uma atmosfera tão espessa quanto a da Terra, o que manteria sua superfície aquecida o suficiente para a manutenção da água no estado líquido. E depois de descobertas recentes de que Marte já teve rios e até mesmo um oceano, a ideia da NASA é enviar um rover em julho deste ano capaz de encontrar essas bioassinaturas — se existirem.
missão Mars 2020 procurará por fósseis alienígenas, ainda que de vidas microbianas, e a mesma coisa será feita pela ESA com o rover Rosalind Franklin, parte da missão ExoMars, que também tem lançamento acontecendo em julho deste ano. Ambos chegarão cada um a seu destino no ano que vem, quando iniciarão essa busca fantástica.
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Marte ainda é um dos melhores candidatos na busca por vida existente outro lugar além do nosso planeta. É improvável, contudo, que algum tipo de vida ainda sobreviva por lá nos dias atuais, mas cientistas têm fortes evidências de que existiu, sim, vida em Marte em um passado longínquo.
Há muito tempo, o Planeta Vermelho tinha uma atmosfera tão espessa quanto a da Terra, o que manteria sua superfície aquecida o suficiente para a manutenção da água no estado líquido. E depois de descobertas recentes de que Marte já teve rios e até mesmo um oceano, a ideia da NASA é enviar um rover em julho deste ano capaz de encontrar essas bioassinaturas — se existirem.
missão Mars 2020 procurará por fósseis alienígenas, ainda que de vidas microbianas, e a mesma coisa será feita pela ESA com o rover Rosalind Franklin, parte da missão ExoMars, que também tem lançamento acontecendo em julho deste ano. Ambos chegarão cada um a seu destino no ano que vem, quando iniciarão essa busca fantástica.

E se existir vida em Europa, lua congelada de Júpiter?

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Outro mundo do Sistema Solar que é um ótimo candidato para abrigar algum tipo de vida é Europa, lua congelada de Júpiter. É que ali há um oceano líquido abaixo da crosta congelada, e a vida poderia ter surgido em torno de aberturas vulcânicas no fundo do mar desta lua — afinal, aqui na Terra esses respiradouros produzem calor intenso o suficiente para desencadear reações químicas, o que permite o desenvolvimento de ecossistemas sem a influência da luz solar.
A NASA está preparando a missão Europa Clipper justamente para olhar Europa de perto, em busca de sinais de algum tipo de vida. A sonda orbital dará 45 voltas ao redor deste satélite natural, e se aproximará da superfície a uma altitude de 26 quilômetros, apenas, voando através das plumas de vapor de água que são expelidas a partir de rachaduras na crosta. Dessa maneira, a sonda poderá analisar o conteúdo de tais plumas, entendendo melhor o que existe lá embaixo.
A Europa Clipper deve ser lançada em 2023 e, dependendo do que descobrir por lá, a NASA pode preparar uma outra missão exploratória, esta capaz de pousar em Europa e perfurar 10 cm abaixo da superfície, extraindo amostras para análises em um mini-laboratório a bordo.

Titã, lua de Saturno, também pode abrigar algum tipo de vida.

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A NASA também vai enviar nesta década um helicóptero movido a energia nuclear chamado Dragonfly para Titã, lua de Saturno cuja geologia lembra muito a da Terra — exceto pelo fato de que os lagos, por lá, são formados por etano e metano líquido, em vez de água.
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Titã recebe apenas cerca de 1% da luz solar que chega à Terra e, por isso, a nave não poderá contar com a energia solar, como é o caso da sonda Juno, que explora Júpiter desde 2016. Por isso a agência espacial optou pelo uso de plutônio em decomposição para alimentar os motores.
Este satélite natural, ao trocar água por metano, poderia ter gerado algum tipo de vida totalmente diferente do que conhecemos, pois um novo conjunto de produtos químicos poderia compor um novo tipo de DNA. E é isso o que a NASA deseja descobrir.
A missão Dragonfly deve ser lançada em 2026, chegando a seu destino em 2034.

Vida além do Sistema Solar

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Além de missões enviando naves e sondas a mundos do nosso quintal espacial, a NASA também passará esta década procurando por sinais de vida em planetas que orbitam outras estrelas além do Sol — os chamados "exoplanetas". Isso acontecerá com novos telescópios capazes de detectar possíveis sinais de vida — ou ao menos de habitabilidade.
Com o trabalho do telescópio espacial Kepler, a ciência já pôde confirmar a existência de mais de 4 mil exoplanetas. Com o fim da missão deste telescópio, quem continua seu legado é o telescópio espacial TESS, lançado em 2018 e que já vem descobrindo novos mundos em outros sistemas estelares. O TESS deverá continuar esse trabalho pelo menos até o ano de 2022, e espera-se que ele encontre dezenas de planetas similares à Terra — os considerados como os melhores candidatos à vida alienígena.
E outros dois telescópios espaciais ainda não lançados também terão papel importante na busca por vida além da Terra. Um deles é o sucessor do Hubble, o James Webb, e o outro é o WFIRST (Wide Field InfraRed Survey Telescope). Ambos também buscarão planetas orbitando estrelas distantes na busca por indícios de vida.
Enquanto o James Webb, a ser lançado em março de 2021, analisará a composição da atmosfera de exoplanetas em busca de bioassinaturas, o WFIRST, ainda sem data definida para lançamento (mas provavelmente em meados da década de 2020), medirá a luz de um bilhão de galáxias, além de examinar toda a Via Láctea.
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Via Láctea: novo mapa mostra que nossa galáxia é 'retorcida e deformada'

Cientistas costumavam descrever a Via Láctea como uma espiral plana com cerca de 250 bilhões de estrelas.
O Sol e os planetas que orbitam ao seu redor, incluindo a Terra, ocupam um espaço pequeno em um dos braços menores dessa espiral.
Mas um novo estudo publicado na revista Nature Astronomy apresenta uma imagem bem diferente da nossa galáxia.
Com base em informações de mais de 1,3 mil estrelas, pesquisadores da Austrália e da China concluíram que ela é uma espiral deformada e que se retorce progressivamente - fica mais helicoidal quanto mais longe as estrelas se encontram de seu centro.

"Somos Físicos" Mudanças no Campo Magnético Terrestre

O campo magnético da Terra se enfraqueceu nos últimos 6 meses. Acima, dados da missão Swarm para o período compreendido entre janeiro e junho de 2014. Áreas em tons de vermelho e amarelo representam regiões em que o campo se fortaleceu; tons de azul representam enfraquecimento do campo. Crédito: ESA/DTU Space

O campo magnético da Terra se enfraqueceu nos últimos 6 meses. Acima, dados da missão Swarm para o período compreendido entre janeiro e junho de 2014. Áreas em tons de vermelho e amarelo representam regiões em que o campo se fortaleceu; tons de azul representam enfraquecimento do campo. Crédito: ESA/DTU Space
Informações coletadas pela Agência Espacial Europeia (ESA) sugerem que a força do campo magnético da Terra esteja em rápida transformação, processo que pode estar atrelado à inversão dos polos magnéticos do planeta.
Os dados apurados pela missão Swarm, composta por três satélites, indicam que os maiores pontos fracos da proteção do campo magnético têm se expandido no Hemisfério Ocidental, ao passo que o campo foi intensificado em outras áreas como, por exemplo, o sul do Oceano Índico (veja a imagem acima). Os cientistas ainda não estão certos quando à razão de o campo magnético estar, em média, enfraquecendo-se, mas a principal suspeita é a inversão dos polos magnéticos — que pode estar prestes a ocorrer.
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O norte magnético da Terra está mudando rapidamente. O que isso significa?

Modelo Magnético Mundial teve de ser atualizado nos últimos dias, pois o polo norte magnético da Terra está mudando mais rapidamente do que o normal. Isso significa uma mudança em sistemas de navegação.
O polo magnético da Terra é um ponto variável na superfície do planeta, para o qual as linhas do campo magnético apontam — o campo magnético protege o planeta contra as radiações espaciais, e há pássaros que usam o campo magnético para se guiarem em suas migrações. Em 2005, o polo norte magnético estava situado no norte do Canadá, mas como a orientação do campo magnético muda ao longo do tempo, acontece eventualmente o fenômeno da inversão geomagnética.
Essa inversão é justamente a mudança de orientação do campo magnético do planeta, quando os pólos norte e sul do magnetismo são invertidos. Durante a mudança, há um declínio da intensidade do campo magnético, que se recupera rapidamente após a nova orientação estar estabelecida. Mas isso acontece em uma escala de dezenas de milhares de anos (ou mais), com a mais recente inversão acontecendo há 78 mil anos.
Nos últimos cem anos, a direção das bússolas sempre avançou para o norte, mas nos anos mais recentes os cientistas começaram a perceber que a rotina do polo norte magnético estava mudando rapidamente, e ninguém soube explicar o porquê. As mudanças foram tão significativas que os cientistas começaram a trabalhar em uma atualização emergencial do Modelo Magnético Mundial, o sistema matemático que fornece as bases para a navegação, incluindo sistemas de telefones celulares. Só que, com a greve no governo dos Estados Unidos, essa atualização no Modelo precisou ser lançada com um certo atraso.
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O norte magnético é um dos "pólos norte" que temos na Terra. Existe o "norte verdadeiro", o extremo norte do eixo de rotação do planeta, que não está alinhado com a magnetosfera (a bolha magnética que protege o planeta). O campo magnético da Terra é ligeiramente inclinado a partir do eixo rotacional, e o extremo norte do ímã que fica no núcleo terrestre aponta para a costa noroeste da Groenlândia (o "polo geomagnético").
Já o norte magnético (que é o norte que nossas bússolas localizam) é definido como o ponto no qual as linhas do campo magnético apontam verticalmente. E, ao contrário do norte geomagnético, esse norte magnético é mais suscetível aos fluxos do ferro líquido que fica no núcleo da Terra. E, por isso, essas correntes "puxam" o campo magnético, fazendo com que o norte magnético se mova pelo globo ao longo do tempo.
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Em 1831, James Clark Ross localizou o norte magnético em ilhas canadenses e, desde então, esse norte magnético vem marchando cada vez mais para o norte do planeta, e atravessou centenas de quilômetros somente nas últimas décadas. Enquanto isso, o oposto polar do sul magnético mudou pouca coisa nesse meio tempo.
Aí, para acompanhar essas mudanças, a National Oceanic and Atmospheric Administration e a British Geological Survey desenvolveram o Modelo Magnético Mundial para que qualquer pessoa do mundo conseguisse localizar o norte magnético adequadamente. A cada cinco anos esse modelo é atualizado, com esse intervalo de tempo servindo para que os cientistas verifiquem a precisão do modelo em relação a dados obtidos com observatórios magnéticos diversos.
Já nos anos 1990, o norte magnético começou a avançar mais rapidamente do que o registrado até então, e em 2018 os cientistas do projeto perceberam que o modelo logo estaria ultrapassado, inadequado para ser usado em sistemas de navegação baseados em magnetismo. A próxima atualização oficial somente aconteceria em 2020, mas precisou ser antecipada para este início de 2019, tamanha a mudança na direção do norte magnético que aconteceu recentemente.
O polo norte magnético parece ser controlado por dois trechos de campo magnético, um sob o norte do Canadá e outro na Sibéria. O ponto canadense historicamente pareceu ser o mais forte, mas recentemente isso mudou, com o ponto siberiano ganhando cada vez mais força, como se ambos os pontos estivessem em um cabo-de-guerra e o canadense começasse a perder a batalha. Isso pode ser resultado de um jato acontecendo no núcleo do planeta, enfraquecendo o campo magnético que fica na região do Canadá — mas essa hipótese ainda não foi confirmada.
Contudo, para Ciaran Beggan, geofísico do British Geological Survey, não há indícios de que uma inversão geomagnética esteja acontecendo, "e mesmo que houvesse, os registros geológicos mostram que essas coisas tendem a levar alguns milhares de anos, no mínimo". Então podemos ficar tranquilos pois o planeta segue protegido das radiações espaciais graças a seu campo magnético, mesmo com essa mudança de direção.
Atualmente, o ponto do norte magnético está se movendo a 54 km por ano, sendo que, no ano 2000, essa velocidade era de 14 km/ano. E como a causa desse movimento vem de dentro do planeta, não há muito a fazer além de acompanhar as mudanças e atualizar os modelos que guiam sistemas de navegação em todo o mundo. Sistemas de navegação civis, como o GPS, por exemplo, não chegam a ser afetados de maneira significativa, já que suas principais fontes de referência são provenientes de satélites.
No entanto, a movimentação do norte magnético afeta bússolas, o que impacta diretamente na navegação marítima e na aviação, especialmente na região do Ártico. Organizações de navegação precisam saber a posição correta do norte magnético para se guiarem, e é justamente para isso que serve o Modelo Magnético Mundial, que acaba de ser atualizado.