"Somos Físicos". Assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todos os assuntos resultam de pesquisas coletadas na própria internet.

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segunda-feira, 11 de março de 2019

"Somos Físicos" Gigantes na Terra - E-Farsa (Arqueologia)

As imagens foram publicadas pela página Terra Santa, no Facebook, no dia 18 de janeiro de 2018 e se espalharam rapidamente. Segundo o texto que acompanha as fotos de um esqueleto gigante, esses seriam os restos mortais do personagem bíblico Golias, o que confirmaria a “palavra de Deus”.
A ossada de tamanho descomunal teria sido encontrada no solo sagrado de Jerusalém e a publicação feita na fanpage evangélica alcançou mais de 75 mil compartilhamentos em menos de 24 horas!
Publicações a respeito de supostos esqueletos gigantes não são novidades na web. Vira e mexe, algum site ou alguma fanpage “desenterra” uma imagem falsa de super esqueletos e a espalha como se fosse um achado arqueológico que comprovaria a existência (no passado) de gigantes, nefilins, Golias…
Segundo a narrativa do livro de 1 Samuel 17:4, Golias era um homem de grande estatura da cidade de Gate, e um soldado campeão dos filisteus. Apesar de seu enorme tamanho, acabou sendo morto pelo pequeno Davi.
A verdade é que cada uma das fotos saiu de épocas diferentes e em sites distintos. O esqueletão aí de cima, por exemplo, é de uma exposição ocorrida em 2007 ocorrida na Bélgica. A obra de arte foi feita pelo escultor italiano Gino de Dominicis, mede 24 metros e se chama Calamita Cosmica.
A outra foto, que mostra três homens analisando um enorme esqueleto enterrado no chão, é de um concurso de fotomontagens realizado em 2014.
A terceira foto, de dois homens manuseando um crânio gigante também é de um concurso de fotomontagens (feita pelo extinto site Whorth1000).
 Atendendo a pedidos, separamos algumas fotos de supostos gigantes achados por aí pra explicar aqui a verdade sobre elas.

1-Esqueleto gigante encontrado no México

Essa apareceu em março de 2015 e seria de uma escavação arqueológica feita no México! A equipe teria encontrado esses restos de esqueletos gigantes:
Logo de cara dá pra notar que os dois crânios são iguais! Apenas um copia e cola!
Na verdade, essa fotografia foi publicada em 2008 no site Worth1000, que promove concursos de manipulação digital entre seus membros! Essa montagem foi uma das concorrentes do concurso “Anomalias Arqueológicas”, e ficou em 4º lugar na opinião dos jurados!
Perceba que quem espalhou a fotomontagem cuidou para retirar o logotipo do Worth1000 do rodapé da foto.
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2 – gigante completo

Essa foto é impressionante! Um esqueleto gigante completo encontrado após escavações!
A verdade é que essa foto é uma montagem feita pelo artista francês Seb Janiak para o curtametragem “The Orion Conspiracy”, que é uma obra de ficção envolvendo gigantes, extraterrestres e muito mais.
As imagens dos gigantes mostradas no filme são todas criações de Janiak e estão disponíveis no seu site!
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3- Nefilim encontrado em escavações
Essa imagem também é excelente! Restos de um esqueleto encontrado em escavações por um grupo de arqueólogos não se sabe onde (Boatos são assim mesmo)!
3-esqueleto_gigante
Só que, infelizmente, essa também é uma montagem! A foto real foi surrupiada do site da Universidade de Chicago e parte do esqueleto de um dinossauro.
Foto: Reprodução

4 – Operários escavam crânio gigante

Nessa outra foto que ficou bastante famosa na web há alguns anos, podemos ver dois sujeitos escavando um crânio gigante!
4-esqueleto_gigante
Outra montagem! A foto real é essa:
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5 – Esqueleto da arábia

Esse esqueleto gigante teria sido encontrado durante durante uma escavação para exploração de gás em uma região do deserto árabe!
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Mais uma montagem que circula desde 2004! A foto real é da escavação de um mastodonte!   
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A repercussão dessa fotografia foi tanta que até o site da National Geographic fez um artigo ajudando a desmentir o assunto!

6 – crânio gigante

Essa essa foto, hein? Olha só o tamanho desse crânio!
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Outra montagem. Lembra do diretor do curta-metragem  “The Orion Conspiracy” que falamos agora pouco? Pois é! Essa montagem é dele também!
E olha que curioso: Ele usou o mesmo crânio dessa montagem:

"Somos Físicos" A Fenda Gigante no Quênia

Imagem relacionada
O Vale do Rift, no Quênia, é um complexo de falhas tectônicas onde uma fenda gigante abriu-se após fortes chuvas e atividade sísmica.
A enorme rachadura apareceu em 19 de março de 2018, chegando a mais de 15 metros de largura, tem vários quilômetros de comprimento e continua crescendo.
A ruptura é provavelmente um sinal do que está por vir quando as placas tectônicas sob a África se reorganizarem.
A abertura se estende por vários quilômetros no sul de Quênia.
A abertura se estende por vários quilômetros no sul de Quênia.  REUTERS
A terra se abriu há alguns dias no sudoeste do Quênia. Ao longo de vários quilômetros, atravessando campos, rachando estradas e furando a reserva Masai Mara, a abertura alarmou os aldeões e provocou certo rebuliço em alguns meios de comunicação. Há quem diga que o continente africano está se partindo em dois pedaços. É verdade, mas ainda faltam alguns milhões de anos para que isso ocorra.
A rachadura na terra é um aviso de que a Terra é um planeta em movimento. A superfície terrestre está trincada como um velho quadro, dividida em placas tectônicas que, ao se atritarem, provocam fenômenos como terremotos e erupções vulcânicas, levantam montanhas e abrem vales. Esse mesmo movimento faz com que cada placa também seja instável. No caso da região oriental da placa africana, os constantes choques com as placas árabe e indiana, que a empurram pelo norte, estão arrancando a porção leste do continente africano. Sua manifestação mais visível é o Grande Vale do Rift, uma ampla faixa que vai de Moçambique, ao sul, até o chamado Chifre da África e além.
“Por baixo há uma falha no terreno que está separando a África em duas”, diz Juan Ignacio Soto, catedrático do departamento de geodinâmica da Universidade de Granada. Mas o tempo da separação é geológico, levará milhões de anos. “Sabemos que acontecerá, mas não quando”, acrescenta. Em certa medida, é o processo inverso ao que gera cordilheiras como o Himalaia e os Andes. Enquanto estas se elevam pelo choque de duas placas que convergem, neste vale elas estão se separando.
Esses processos geológicos são lentos para a cronologia humana. “Às vezes se separam alguns milímetros, e em muitas outras a fratura ocorre no interior, sem que a vejamos”, explica o geólogo. Em outras, como desta vez, a rachadura é superficial e com vários metros de largura. “O chamativo é o comprimento desta”, acrescenta. Embora seja preciso confirmar, acredita-se que as chuvas teriam alargado a voçoroca.
Não será a última vez que isso acontece. Há no subsolo um processo de divisão da placa africana em duas novas, a núbia a oeste e a etíope a leste. É esse mesmo processo que está por trás de algumas das maravilhas desta parte da África. O Grande Vale do Rift na verdade foi formado sob várias fraturas da crosta terrestre. Por cima correspondem ao Rift Albertino e ao Rift da África Oriental.
O conjunto de vales sobre as falhas tem uma extensão de 5.000 quilômetros. Ao longo das fraturas se encontram os principais vulcões africanos. Os grandes lagos, do Vitória ao Tanganica, passando pelo Turkana e o Natron, se devem à presença dessas falhas. E graças a elas também esta é a região do mundo com a maior parcela de biodiversidade que resta no planeta. Em algum momento, talvez dentro de 50 milhões de anos, haverá duas Áfricas, mas ainda não.
A placa africana está se dividindo em duas novas
O Vale do Rift, no Quênia, é um complexo de falhas tectônicas onde uma fenda gigante abriu-se após fortes chuvas e atividade sísmica.
A enorme rachadura apareceu em 19 de março de 2018, chegando a mais de 15 metros de largura, tem vários quilômetros de comprimento e continua crescendo.
A ruptura é provavelmente um sinal do que está por vir quando as placas tectônicas sob a África se reorganizarem.
A maioria do continente fica em cima da placa Africana. No entanto, um pedaço longo e vertical da África Oriental fica em cima da placa Somali.
O local onde as duas placas se encontram é conhecido como Rifte do Leste da África, ou Rifte Africano Oriental, e se estende por impressionantes 3.000 quilômetros.
Em essência, as placas Africana e Somali estão se dividindo em duas. Isso significa que, provavelmente em algum momento no futuro distante, dois pedaços do continente africano vão se separar totalmente.

Como isso acontece?

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A litosfera, que é quebrada em placas tectônicas, é feita da crosta terrestre e da parte superior do manto terrestre. Quando forças são exercidas sobre ela, a litosfera se torna mais fina até que se rompe. Esse tipo de ruptura já levou à formação do Vale do Rift.
O processo de ruptura é frequentemente acompanhado por atividade sísmica e vulcanismo. No caso do Rifte do Leste da África, uma grande pluma do manto sob a litosfera está enfraquecendo-a, permitindo que ela se estique.
Fendas levam a formações terrestres reconhecíveis – isto é, uma série de depressões cercadas por terrenos mais altos. O Rifte do Leste da África possui uma série de vales que podem ser vistos do espaço.
Resultado de imagem para rachadura gigante no quênia mostra que áfrica se dividirá em duas
No entanto, nem todas essas fendas se formaram ao mesmo tempo.
Em vez disso, começaram no norte da Etiópia há cerca de 30 milhões de anos e se espalharam, continuando a se formar em direção ao sul a uma taxa média entre 2,5 e 5 centímetros por ano.
Enquanto as placas Africana e Somali se separam, a região pode experimentar terremotos, como aconteceu no sudoeste do Quênia em 2018. A rachadura gigante rasgou a movimentada rua Mai Mahiu-Narok e partiu casas.
Um dia, todos os nossos continentes parecerão completamente diferentes, mas isso é assunto para outro artigo.

Referências:

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/04/04/ciencia/1522854864_966199.html