"Somos Físicos". Assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todos os assuntos resultam de pesquisas coletadas na própria internet.

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terça-feira, 27 de novembro de 2018

"Somos Físicos " O Elixir da Longa Vida ( Alquimia)

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Há relatos incontáveis de estudiosos que se embrenharam em exaustivas pesquisas visando à obtenção e preservação da saúde e da juventude.
Os alquimistas são prova disso. Muitos se dispuseram a estudar Alquimia, com vistas à obtenção do famoso “Elixir da Longa Vida”, tão comentado entre os conhecedores da Arte Alquímica. Disso surgiram inúmeras “receitas secretas”, cuja manipulação resultaria na obtenção de tal elixir que, segundo os Mestres, seria a panacéia universal, eficaz para curar todas as doenças, manter o vigor físico e por conseguinte, a juventude perene.
O que dizer acerca de tal busca incessante do homem pela imortalidade?
Não é possível a eternidade para nada que seja material e concreto, pelo menos no que diz respeito à manutenção de sua forma atual. Aliás, nada é eterno. Tudo muda o tempo todo. A única coisa que permanece inalterada é o Espírito Único que a tudo governa e em torno do qual tudo gira em movimentos circulares e ondulares, produzindo luz, matéria, energia e muitas outras coisas que desconhecemos.
Então a eternidade é apenas um sonho, um devaneio?
É. E não é.
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Para o homem estritamente materialista, a eternidade não existe. Mas para o ser que toma consciência de sua unidade com o Todo, a eternidade é uma realidade, uma vez que o tempo e o espaço são apenas ilusão dos sentidos físicos.
Nesse sentido podemos afirmar que os verdadeiros Alquimistas falavam a verdade quando se diziam possuidores do “Elixir da Longa Vida” – panacéia universal – curador de todos os males. Entretanto, obviamente estavam se referindo ao mundo espiritual quando diziam isso. Sabiam que tal conceito consistia apenas em uma mudança de atitude acerca da grande realidade espiritual, que sobrepõe à vida e à morte.
O “Elixir da Longa Vida” é a consciência da espiritualidade e, por conseguinte, da eternidade. É ter consciência de que não somos apenas o nosso corpo físico. Este é apenas um veículo transitório através do qual o Princípio da Vida se manifesta em nossa passagem (ou passagens) pelo mundo denso material. Ele é necessário para vivermos neste mundo tridimensional, mas não é tudo. É apenas uma ínfima parte da manifestação da Essência Divina que é a Vida.
Você que está agora diante do computador, pode achar que a vida se resume a tudo o que você vê ou experimenta sensorialmente. Mas, nem por isso a grande realidade de infindáveis mistérios deixa de existir à sua volta.
Imagine, simplesmente, o incessante fluxo de ondas invisíveis que interpenetram o ambiente em que você está: ondas de rádio, ondas eletromagnéticas, etc., etc. Não há ninguém aí, mas a partir do momento em que você ligou o seu PC, abriu as portas de um mundo virtual que lhe possibilitou entrar em contato com o mundo, ouvir vozes e ver imagens de pessoas ou coisas, que se encontram a milhares de quilômetros.

O mesmo acontece com seu aparelho de som ou a sua TV. Estão inertes e invisíveis até que você sintonize um canal e capte as frequências de ondas que interpenetram todas as coisas. Basta sintonizar. Assim é com a espiritualidade: está aqui e aí ao seu redor, interpenetrando todas as coisas e dotando-as de vida. Basta entrar na frequência e sintonizar-se com ela.
Há, no infindável universo, uma série de outras energias e forças desconhecidas por nossos sentidos físicos e por nosso corpo denso material. Da mesma maneira, existem ondas e energias ainda mais sutis, que formam dimensões paralelas interpenetrando a realidade que vislumbramos.
Shakespeare, sabiamente, já dizia que há mais mistérios entre a Terra e o Céu, do que aquilo que imaginamos em nossa vã filosofia. É, justamente, essa realidade desconhecida que a auto-espiritualização nos revela, aos poucos. E é isso que os mais sábios alquimistas vislumbraram em suas descobertas mais maravilhosas. Observaram os mistos e compostos que formam a vida e os objetos inanimados e descobriram, por intuição e por “abertura de consciência”, a “Vida” invulnerável e eterna, por trás de todas as outras formas de vida: mineral, vegetal, animal e humana racional. Descobriram que tudo vibra em ciclos intermináveis, movidos pela força de uma Essência Cósmica Criadora Única. Sabiamente, perceberam que há vida em tudo, inclusive nos minerais. E a ciência veio provar esta realidade, já que a experiência mostrou que nada está parado.
Tudo é energia em movimento. Um corpo metálico inerte se mantém em sua forma graças à misteriosa corrente energética que pulsa incessantemente em seus átomos. Noutras palavras, a matéria nada mais é do que uma forma de energia condensada, ativa e dinâmica.
Os átomos que compõem um pedaço de ouro são gerados originalmente pelos mesmos componentes que formam um bloco de pedra, diferenciando apenas pela freqüência das vibrações e pelo número de prótons e elétrons girando em torno de um núcleo. Olhando apenas sob este ângulo mais simplório explicado pela ciência tradicional, já poderíamos concluir que é possível a transmutação dos metais pregada pela Alquimia, mesmo em seu aspecto mais grosseiro. Bastaria, apenas, gerar um mecanismo que tornasse possível alterar as frequências de vibração dos elementos atômicos. No entanto, a Essência Cósmica Criadora nos fornece outros mecanismos, muito mais simples, para transmutar os mistos e realizar a mais sublime e verdadeira operação alquímica: a “Alquimia Espiritual”.
Como vemos, a matéria pode até ser alterada por manipulação, mas isso tem a probabilidade de se tornar aberração diante da harmonia cósmica. Quem, no entanto, buscar a transmutação dos elementos físicos e abstratos em sua essência criadora interna, gera e chama à existência as coisas que ainda não existiam.
A sabedoria nos ensina que a verdadeira transformação só é verdadeira e eficaz quando realizada na origem. Ora, a origem de tudo é o mundo espiritual. Alterando as condições ali, o mundo material refletirá uma reação diretamente proporcional.
O ouro material é o reflexo, mais condensado, do ouro espiritual. Da mesma forma, a saúde é um reflexo da harmonia interna do indivíduo.
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Crie o seu ouro espiritual e deixe o resto por conta da Lei inexorável da ação e reação. Tudo o que é gerado no mundo das idéias tem natureza espiritual. Se for alimentado com as energias certas (vontade, determinação, fé e esperança), invariavelmente, tende a germinar no mundo original e, por conseguinte, manifestar-se no plano denso-material. Sobre essa grande realidade espiritual, o maior Mestre Espiritual, precursor do Cristianismo, disse, a seu tempo:
“Mas nada há encoberto, que não possa vir a ser descoberto, nem oculto, que não possa vir a ser conhecido. Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido, e o que falaste ao ouvido no gabinete, dos eirados será apregoado”. (Lucas: 12; 2:3).
Ele disse também que o Reino dos Céus é, antes de tudo, um estado de espírito. Vejamos o trecho:
 “Sendo Jesus interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: O reino de Deus não vem com aparência exterior; nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Eí-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós”. (Lucas: 17;20:21)
Disse ainda que ao buscarmos esse reino em nossa essência, tudo o mais nos será acrescentado por mérito divino, por força de Lei Universal. Vejamos:
 “Considerai os lírios, como crescem; não trabalham, nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Se, pois, Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais vós, homens de pouca fé? Não procureis, pois, o que haveis de comer, ou o que haveis de beber, e não andeis preocupados. Porque a todas estas coisas os povos do mundo procuram; mas vosso Pai sabe que precisais delas. Buscai antes o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas”. (Lucas: 12; 27:30)
E para finalizar o Mestre dos mestres resume a questão da eternidade em uma frase simplesmente maravilhosa. Ele disse:
“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro”. (João: 17:3)
Nas entrelinhas dos Evangelhos estão escondidos os preciosos segredos camuflados sob a forma de símbolos e parábolas. E, os segredos da transmutação alquímica estão lá também revelados. Não foi o nosso grande Mestre exímio Alquimista da Alma, capaz de transmutar água em vinho, multiplicar pães e peixes e proporcionar curas milagrosas? O material usado por Ele foi o mesmo utilizado pelos grandes e verdadeiros alquimistas, ou seja, a sua força interior. Clara e abertamente, ele atribuía os resultados de seus processos de transmutação ao poder da fé. Basta ler e entender a sua mensagem altamente reveladora. Para maiores esclarecimentos consulte a página: O Poder da Fé.
É isso!
Lembre-se: a vida longa é apenas um sonho daquele ser amarrado às circunstâncias materiais que vive, sem saber e sem perceber que a Vida é eterna, indestrutível. A nossa vida terrena está limitada a um espaço de tempo sabiamente delineado pelo princípio criador.
O ouro e todas as riquezas são da mesma forma pré-estabelecidos e utilizados, segundo a necessidade cultural e humana. Imagine um monte de alquimistas e/ou cientistas produzindo ouro em laboratório. Em pouquíssimo tempo o mesmo perderia todo o seu valor econômico. Imagine, ainda, o quão tedioso seria para um homem, nas circunstâncias atuais de existência, viver eternamente. Com o passar dos anos, esta seria para ele um tédio insuportável.
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Caro amigo!
Admita a grande realidade espiritual que o cerca e verás que não há porque ter medo da morte ou da velhice. Reconheça que seus entes queridos que partiram podem estar bem perto de você, mas separados por Leis Universais, que assim estabelecem.
Medite na grande verdade explicitada pela ciência convencional e, por analogia, chegará à conclusão de que a vida não pode ser interrompida, com a morte do seu veículo físico. Saiba que a ciência afirma que nada se cria, nada se destrói, tudo se transforma.
Até quando você usa uma energia para produzir outras formas de energia, saiba que, por mecanismos de economia universal, tais energia são simplesmente transmutadas, nunca aniquiladas. Se assim é com as coisas mais grosseiras, imagina se seria diferente com a magnificência que é a vida diante do Cósmico.
Por que a vida se iniciaria e se acabaria num curto lampejar de tempo no círculo magistral da criação. Qual a finalidade do viver, se a morte interrompe um curso evolutivo de crescimento? Tudo é expansão, evolução, crescimento. Por que com a vida seria diferente?
Pense nisso!
Fontes:https://www.academiadoaprendiz.com.br/elixir-da-longa-vida/https://www.altoastral.com.br/tag/elixir-da-lonhttp://tonocosmos.com.br/alquimia-a-ciencia-ocultaga-vida/

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

"Somos Físicos" ENEM Ciências da Natureza - Correção do Objetivo

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https://www1.curso-objetivo.br/vestibular/resolucao_comentada/enem/enem2018_2dia.asp?img=01

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

"Somos Físicos" O Lugar de Paulo Freire

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“Chega de doutrinação marxista. Basta de Paulo Freire“. “É preciso colocar Paulo Freire em seu devido lugar, que é o lixo da história”. Esses foram alguns ecos decorrentes das manifestações contra o governo no mês de março, que reuniram pessoas nas ruas de várias capitais brasileiras.
Por que Paulo Freire incomoda? A quem? O que esses discursos revelam? Levamos os questionamentos a alguns especialistas, com o intuito de resgatar parte da história e da contribuição do educador pernambucano, declarado patrono da educação brasileira em 2012, pela lei 12.612, sancionada pela presidente Dilma Rousseff.
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O lugar de Paulo Freire

Para o professor titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e diretor do Instituto Paulo Freire, Moacir Gadotti, é preciso rigor para falar de Paulo Freire. Ele relembra as incontáveis publicações e referências ao educador, algumas disponíveis na internet, e completa: “ele tem um lugar no mundo garantido pelo reconhecimento do seu trabalho, com contribuições na educação, nas artes, nas ciências e até na engenharia”.
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Por isso, avaliá-lo somente como educador não basta, opina o professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Miguel Arroyo. “A radicalidade dele tem que ser entendida dentro de nossa história”,  garante. Daí a necessidade de se reivindicar o lugar de Paulo Freire. “Sobretudo por parte dos educadores populares que assumem, para além de suas ideias, as concepções de mundo que estão por trás delas”, reflete Gadotti.
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 Uma pedagogia concreta

O rechaço a Paulo Freire não é novidade e tampouco recente. Tem início já nos fins dos anos 50 e começo da década de 60, momento em que o educador idealiza a educação popular e realiza as primeiras iniciativas de conscientização política do povo, em nome da emancipação social, cultural e política das classes sociais excluídas e oprimidas.
Sua metodologia dialógica foi considerada perigosamente subversiva pelo regime militar, o que rendeu a Freire o exílio. O educador, entretanto, não deixou de produzir e nesse período escreveu algumas de suas principais obras, dentre elas, a Pedagogia do Oprimido.
Arroyo entende que as manifestações atuais contra o educador só mostram que os setores conservadores continuam tão reacionários quanto na época da ditadura.
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“E isso surge em um momento em que o partido político que está no poder foi eleito, majoritariamente, pelo cidadão pobre, negro, nordestino. A rejeição a Freire, a meu ver, revela uma questão premente de nossa história de reconhecer ou não o povo como sujeito de direitos”, garante, ponto sobre o qual o educador se apoia para chamar a pedagogia freiriana de “pedagogia dos oprimidos concretos”.
“O que caracteriza a nossa história é não reconhecer os indígenas, os negros, os pobres, os camponeses, os quilombolas, os ribeirinhos e os favelados como sujeitos humanos”, condena o educador. Em sua análise, essa crença serviu, ao longo da história, como justificativa ideológica para que as classes dominantes escravizassem e espoliassem esses setores sociais.
“Tudo isso a partir de uma visão de que somos o símbolo da cultura, civilidade e os outros a expressão da sub-humanidade, subcultura, imoralidade. É isso que nos acompanha ao longo da vida e Paulo Freire se contrapôs a isso, inverteu esse olhar”, analisa Arroyo.
O que ele considera “como um dos pontos mais radicais e politicamente avançados de Freire” foi a valorização da cultura, das memórias, dos valores, saberes, racionalidade e matrizes culturais e intelectuais do povo, contrapondo-se à lógica de que era necessária a inferiorização de uns para garantir a dominação de outros. Na educação, sobretudo, essa radicalidade implica em enfrentamentos.
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“Existe a ideia de que nós, cultos, racionais, conscientes, vamos fazer o favor de, através da educação, conscientizar o povo; para Freire não se tratava de conscientizá-los, moralizá-los, mas de reconhecê-los como sujeitos de uma outra pedagogia, capaz de dialogar com essas culturas, identidades e histórias”, esclarece Arroyo.

Paulo Freire em outros contextos

Essa centralidade nos sujeitos, própria da concepção freiriana, também apoiou a organização de trabalhadores. Na cidade de São Paulo, quando à frente da Secretaria Municipal de Educação, na gestão de Luiza Erundina, Paulo Freire aprovou o Estatuto do Magistério importante não só aos docentes como a todos os profissionais da educação, como avalia a atual chefe de gabinete da deputada estadual Luiza Erundina, Muna Zeyn, que trabalhou com o educador na gestão paulistana. “Para ele, todos estavam em processo de educação, do bedel à faxineira, passando pelo professor”.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

"Somos Físicos" A Educação na Ditadura Militar

Arquivo pessoal
 Ana Lídia Braga, um crime acontecido no Brasil na década de 1970, em plena ditadura militar.
Ela tinha sete anos de idade quando a sequestraram do Colégio Madre Carmen Sallés, escola onde foi deixada pelos pais às 13:30 horas do dia 11 de setembro de 1973.
 A menina foi, posteriormente, torturada, estuprada e morta por asfixia, morte que, segundo os peritos que analisaram seu corpo, teria acontecido na madrugada do dia seguinte. Seu corpo foi encontrado por policiais, em um terreno da UnB, às 13 horas do dia 12 de setembro. Estava semi-enterrado em uma vala, próxima da qual havia marcas de pneus de moto e duas camisinhas, provas que com facilidade poderiam levar os investigadores até os culpados da atrocidade.
A menina estava nua, com marcas de cigarro e com os cabelos mal cortados.
Período do Regime Militar (1964 - 1985)
O período da Ditadura Militar tem início no ano de 1964 a partir do golpe feito pelas forças armadas brasileiras e com isso a educação no país fica estagnada, pois todas as ideias e propostas de melhorias eram consideradas pelo governo militar como comunistas e subversivas.

Para a educação o regime militar foi um período difícil, com demissão e prisão de professores, vigilância severa nas escolas, fechamento de universidades como UNB, USP, UNICAMP, dentre outras, estudantes eram feridos e mortos em confrontos com as forças policiais, dentre outras ações de repressão.
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Uma ação positiva desse período foi a criação com base nas ideias do pedagogo Paulo Freire do MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização) tinha como grande meta dar um fim no alto índice de analfabetismo existente no Brasil; no entanto, esta estratégia não alcançou o seu objetivo e devido à corrupção foi extinto e substituído pela Fundação Educar.

A última ação do Regime Militar quanto à educação foi a criação em 1971 da nova edição da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), que tinha como principal característica oferecer uma formação educacional mais voltada para o mercado profissional.
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Alguma coisa acontecia na educação brasileira. Pensava-se em erradicar definitivamente o analfabetismo através de um programa nacional, levando-se em conta as diferenças sociais, econômicas e culturais de cada região. 

A criação da Universidade de Brasília, em 1961, permitiu vislumbrar uma nova proposta universitária, com o planejamento, inclusive, do fim do exame vestibular, valendo, para o ingresso na Universidade, o rendimento do aluno durante o curso de 2o grau.(ex-Colegial e atual Ensino Médio) 

O período anterior, de 1946 ao princípio do ano de 1964, talvez tenha sido o mais fértil da história da educação brasileira. Neste período atuaram educadores que deixaram seus nomes na história da educação por suas realizações. Neste período atuaram educadores do porte de Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo, Lourenço Filho, Carneiro Leão, Armando Hildebrand, Pachoal Leme, Paulo Freire, Lauro de Oliveira Lima, Durmeval Trigueiro, entre outros. 
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Em 1968, estudantes se uniram para combater o regime militar. A foto é da Passeata dos Cem Mil, considerada a mais importante manifestação da resistência... 

Depois do golpe militar de 1964 muito educadores passaram a ser perseguidos em função de posicionamentos ideológicos. Muito foram calados para sempre, alguns outros se exilaram, outros se recolheram a vida privada e outros, demitidos, trocaram de função. 

O Regime Militar espelhou na educação o caráter anti-democrático de sua proposta ideológica de governo: professores foram presos e demitidos; universidades foram invadidas; estudantes foram presos, feridos, nos confronto com a polícia, e alguns foram mortos; os estudantes foram calados e a União Nacional dos Estudantes proibida de funcionar; o Decreto-Lei 477 calou a boca de alunos e professores; o Ministro da Justiça declarou que "estudantes tem que estudar" e "não podem fazer baderna". Esta era a prática do Regime. 

Neste período deu-se a grande expansão das universidades no Brasil. E, para acabar com os "excedentes" (aqueles que tiravam notas suficientes para serem aprovados, mas não conseguiam vaga para estudar), foi criado o vestibular classificatório. 

Para erradicar o analfabetismo foi criado o Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL. Aproveitando-se, em sua didática, no expurgado Método Paulo Freire, o MOBRAL propunha erradicar o analfabetismo no Brasil... não conseguiu. E entre denúncias de corrupção... foi extinto. 

É no período mais cruel da ditadura militar, onde qualquer expressão popular contrária aos interesses do governo era abafada, muitas vezes pela violência física, que é instituída a Lei 5.692, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1971. A característica mais marcante desta Lei era tentar dar a formação educacional um cunho profissionalizante. Dentro do espírito dos "slogans" propostos pelo governo, como "Brasil grande", "ame-o ou deixe-o", "milagre econômico", etc., planejava-se fazer com que a educação contribuísse, de forma decisiva, para o aumento da produção brasileira. 

A ditadura militar se desfez por si só. Tamanha era a pressão popular, de vários setores da sociedade, que o processo de abertura política tornou-se inevitável. Mesmo assim, os militares deixaram o governo através de uma eleição indireta, mesmo que concorressem somente dois civis (Paulo Maluf e Tancredo Neves)
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A foto tirada em 1995 mostra Helena dos Santos Pereira, mãe de Miguel Santos Pereira, preso político desaparecido
Ainda não se sabe ao certo quantas foram as vítimas da ditadura. Até o momento, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, da Secretaria de Direitos Humanos, tem uma lista oficial de 362 nomes. Sendo que entre eles, há mais de uma centena de desaparecidos. Grupos indígenas e camponeses já pediram à Comissão Nacional da Verdade a inclusão de mais de 2.000 nomes à lista de vítimas. Na foto, manifestação do MST em 2010

Entre as vítimas conhecidas está o estudante de geologia da USP (Universidade de São Paulo) Alexandre Vannucchi Leme. Vannucchi foi morto em 1973, aos 22 anos, nas dependências do DOI-Codi em São Paulo, após ser preso por agentes do órgão de repressão do governo militar
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/educacao/regime-militar-historico-da-educacao-no-brasil/34889http://frankvcarvalho.blogspot.com/2011/11/educacao-no-periodo-da-ditadura-militar.htmlhttps://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia-brasil/movimento-estudantil-o-foco-da-resistencia-ao-regime-militar-no-brasil.htm?cmpid=copiaecola