"Somos Físicos". Assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todos os assuntos resultam de pesquisas coletadas na própria internet.

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quarta-feira, 30 de maio de 2018

"Somos Físicos" As Casas do Michael

Fotos raras encontradas na casa onde faleceu.
Michael Jackson é um cantor e compositor estadunidense nascido em Gary, Indiana, no dia 29 de agosto, de 1958. Um dos maiores astros da história, Michael Jackson também conhecido como o Rei do Pop. Ele faleceu na sua casa, em Los ANgeles, após uma overdose de medicamentos em 25 de junho de 2009. Neste período, Michael Jackson se preparava para a última turnê da sua carreira, This Is It.

Primeira luva de cristais de Michael Jackson 
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Casa em Gary

Casa localizada em 2300 Jackson Street, Gary- Indiana, onde Michael Jackson viveu com a família desde o seu nascimento em 1958 até 1969. Construída em 1949, foi comprada por Joe e Katherine em 1950. Tem uma área de 63 metros quadrados de espaço habitacional, com dois quartos, e uma casa de banho.

No final de 1969 a família Jackson mudou-se para a Califórnia. 

Katherine pediu a Joe para não vender a casa de Gary. Receosa que a sorte da família sofresse uma reviravolta má, e tivessem que voltar todos para Indiana. Embora Joe não pensasse que tal reviravolta pudesse acontecer, decidiu alugar a casa de 2300 Jackson Street. Hoje em dia a propriedade é ainda da família. 
A primeira casa da família Jackson em Los Angeles. Localizada em 1601 Queens Road, em West Hollywood.

Casa de West Hollywood

Em Novembro de 1969, quando os Jackson 5 começaram a fazer sucesso, o fundador da Motown, Berry Gordy, alugou uma casa em West Hollywood, Los Angeles, para a família viver. Na época, Joe e o resto dos meninos estavam a viver em vários hotéis da área de Los Angeles, Katherine, La Toya, Randy e Janet ainda estavam em Gary, Indiana, e Michael tinha passado o mês anterior com Diana Ross. Era hora de juntar a família. 

A nova casa em estilo mediterrâneo tinha quatro quartos, quatro casas se banho, uma bela vista de Los Angeles, 275 metros quadrados de espaço habitacional. Mas por muito que gostassem da casa, não ficaram lá por muito tempo. Devido às reclamações dos vizinhos, com o barulho originado pelos ensaios musicais da banda. 

Em Maio de 1970, sete meses depois, a família Jackson mudam-se para outra casa alugada por Berry Gordy, esta em 2430 Bowmont Drive, em Beverly Hills. 


Casa de Bowmont Drive

Com a finalidade de parar as mudanças constantes, a família Jackson finalmente comprou a sua própria casa. Em 5 de Maio de 1971, a família mudou-se para a sua propriedade, no número 4641, Avenue Hayvenhurst em Encino – California. A casa tem aproximadamente 973 metros quadrados de espaço habitacional, 5 quartos e 7 casas de banho. Michael viveu lá desde 1971 a 1988.


Casa em Hayvenhurst, Encino

Incentivado por John Branca, a fim criar mais independência, Michael comprou em Fevereiro de 1981, um apartamento com três quartos e três casas de banho, no condomínio Lindbrook, número 5420, fracção 9, da Lindley Avenue, Encino, por 210 000 dólares, Michael pagou 175 000, o resto, 35 000, veio de Katherine.

Complexo Lindbrook

Em troca Michael deu-lhe igualdade em relação à propriedade única e individual, o que significava que não tinha que a partilhar com Joseph como propriedade comum. Foi a forma que Michael viu de dar à mãe um pouco de liberdade. Claro que Michael não precisava da contribuição dos 35 000 dólares. Ela sem dúvida queria pagar a sua possibilidade de liberdade, tal como Michael disse “Agora se não o suportares, podes mudar-te para aqui” referindo-se a Joseph. 

Mas Michael não conseguiu sair de casa, principalmente porque a mãe também não queria ir. “Acho que ainda não está na altura de eu sair de casa” disse ele “ se eu sair agora vou morrer de solidão. A maioria das pessoas que saem de casa vão a discotecas todas as noites. Fazem festa todas as noites. Convidam os amigos, e eu não faço nenhuma dessas coisas."

Passados dois anos, Michael mudou-se para o condomínio temporariamente com outros membros da família, enquanto a casa de Encino foi remodelada
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No início de 1981, Joe teve sérios problemas financeiros que justificavam a sua vontade de vender a propriedade de Encino e encontrou o comprador perfeito: o próprio filho Michael. Ele sabia que Michael não o expulsaria de casa.

Michael pagou cerca de 500 000 dólares pela sua parte. Katherine e Joe ficaram com a outra metade. Joe acabou por vender a sua parte a Michael, deixando 25 por cento a Katherine. Michael e Katherine, eram agora os donos da propriedade de Encino.
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Uma vez co-proprietário da propriedade Hayvenhurst Michael decidiu demolir completamente a habitação, e reconstrui-la. A construção da nova mansão, que foi em grande estilo Tudor, levou dois anos para ser concluída, durante os quais Michael e alguns de seus irmãos viviam no seu condomínio de Encino.

Depois de Michael e sua família se mudarem de volta para a propriedade de Hayvenhurst, o condomínio ficou vago com vários membros da família Jackson a ocupá-lo de forma intermitente ao longo dos anos.

Michael do lado de fora do seu condomínio, fotografia tirada em 1981

Em Maio de 1988, Michael Jackson mudou-se da residência da família, na avenida Hayvenhurst, em Encino, para um rancho recém adquirido por ele, no vale de Santa Ynez, a norte de Los Angeles. Ao qual ele batizou de Neverland Valley Ranch, embora seja normalmente apenas chamado de Neverland. Uma propriedade com 2 700 hectares, com uma enorme casa de quinta estilo holandês, as paredes de tijolo e alvenaria são atravessadas por traves de madeira. Situada no número 5225 Figueroa Mountain Road, Los Olivos, California. Sempre que Michael tinha assuntos a tratar em Los Angeles, ficava num condomínio que alugava em Westwood. E nunca mais em Hayvenhurst.

Neverland Valley Ranch


Em 2005 depois de sua absolvição do caso em tribunal , Michael deixou Neverland e passou algum tempo em Bahrein.


Em 23 de Junho de 2006, Michael chegou à Iranda, para começar a trabalhar em novo material nos estúdios Grouse Lodge, com os produtores Will.I.Am e Rodney Jerkins.


Grouse Lodge é um estúdio de gravação com alojamento, no município de Westmeath, Irlanda. Michael viveu no alojamento do complexo Grouse Lodge, durante um mês.

Grouse Lodge

Do outro lado da estrada fica Coolatore House, uma antiga e deslumbrante mansão vitoriana, para onde Michael se mudou e onde viveu durante quatro meses.

Coolatore house


Em 23 de Dezembro de 2006, Michael muda-se para Las Vegas, pondo término ao seu auto-exílio de 18 meses no médio oriente e na Irlanda. Michael residiu por seis meses, no número 2785 S. Monte Cristo - Las vegas, de onde saiu em 30 de Junho de 2007, depois que o seu contrato de seis meses expirou. Mudando-se para um hotel. 

Casa em Monte Cristo – Las Vegas



Mais tarde, Michael alugou uma nova casa, numa tranquila rua residencial, situada no número 2710 W. Palomino Lane, em Las Vegas.A casa tinha 4 quartos e quatro casas de banho.

Casa Palomino Lane, em Las Vegas


Foto tirada no interior da casa em Palomino Lane, em 25 de Junho de 2011, quando o proprietário abriu uma parte da casa ao público para marcar o segundo aniversário da partida de Michael.

Michael deixou Las Vegas em 20 de Outubro 2008, regressando a Los Angeles, para a preparação de sua turnê This Is It. De Outubro até meados de Dezembro 2008, Michael ficou hospedado no hotel Bel Air, depois, foi para a que seria a sua última casa, no número 100 North Carolwood Drive, no Bairro Holmby Hills em Los Angeles. Onde viveu até 25 de Junho de 2009.

Uma elegante e sofisticada propriedade estilo castelo francês, foi concebida por Richard Landry e concluída em 2002 na zona mais prestigiada de Holmby Hills. A propriedade também oferece um teatro,  uma adega com uma magnífica sala de degustação, elevador, um espaçoso spa com ginásio, e uma elegante casa de hóspedes com portas de vidro colorido que levam à ampla piscina e jardins.  Dentro de aproximadamente 1.580 metros quadrados de espaço habitacional,  tem sete quartos,  treze casas de banho e doze lareiras.  Uma paisagem exuberante e madura envolve a propriedade de cerca de 1,26 acres.

Casa em Carolwood Drive
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Mansão Encantada em Las Vegas
Sete anos após sua morte, a Villa Las Vegas – uma das últimas residências oficiais que o cantor viveu – está à venda por 9,5 milhões de dólares. O negócio é intermediado pela famosa corretora de luxo americana International Realty do Sotheby.
A residência possui mais de 2.500 metros quadrados, sete quartos, 12 banheiros e até uma capela com um teto todo pintado à mão.  
O imóvel foi construído em 1996, mas o cantor e sua família viveram na residência a partir de 2007.
Michael Jackson morreu em junho de 2009 em uma outra mansão que possuía em Los Angeles – vendida em 2012 por 18 milhões de dólares.
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Casa de leilão de Beverly Hills expõe objetos de Michael Jackson 
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Dangerous

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O criador da capa do álbum Dangerous foi o artista Mark Ryden. Boa parte da vida de Michael Jackson é refletida nela, tanto em imagens e símbolos. Michael Ryden foi contratado porque este é um fã de cartazes de circo a partir do início do século passado, e tinha a mentalidade de interpretar as imagens que Jackson queria na capa: ‘Michael pediu coisas muito específicas, e eu fiz analogias próprias para dar espaço para estes símbolos … Michael me disse que o projeto deveria ser misterioso, para que as pessoas pudessem interpretar à sua maneira.
A cabeça de um macaco prestes a ser coroado. É o seu chimpanzé Bubbles. Vale ressaltar que todo o ambiente de trabalho por Mark Ryden é praticamente coberto por animais.
O nome de “Michael Jackson” acima de seus olhos deu lugar a uma enorme máscara teatral que parece cobrir tudo. Os olhos dominam a cena perfeitamente. Olhos e sobrancelhas perfeitas com uma pequena mecha de cabelo caindo de sua testa harmonizam um ornamento perfeito.
No centro há vários animais agrupados: um pavão simboliza representações fiéis do glamour e da beleza de como é o mundo do entretenimento — fantástico porém selvagem. Há um elefante com um número 9 (Michael era fã de numerologia), um rinoceronte, uma morsa, e entre outros animais.
Dois anjos da música aparecem em ambos os lados de uma estrela. Eles anunciam a música. Abaixo do ornamento, um homem pré-histórico de uma tribo guerreira africana (a antiguidade era uma obsessão para Michael Jackson)
Aparece a imagem do cão-rei no seu trono. A imagem é inspirada na pintura chamada Napoleão no seu trono, pintada pelo artista Jean-Auguste Ingres em 1806. A imagem de Napoleão no trono simboliza a realeza mas também é relacionada com o militarismo, duas coisas que o Rei do Pop adorava.
Um pássaro a mãe que por sinal tem uma engrenagem embaixo do vestido. Será que o disco está tentando dizer que a mãe era a pessoa que movia a família pra frente? — Sim, Katherine Jackson era força motor atrás de Michael e seus irmãos. Michael sempre foi um admirador dos mestres da pintura mundial, e acrescentou duas cenas de pinturas clássicas dentro de uma esfera de vidro — o rosto de uma criança com duas cores: negra e branca. Obviamente, uma alusão à canção Black or White que faz parte do álbum.
Uma entrada para uma espécie de “trem fantasma” ou “labirinto de terror.” A bordo dos carros estão novamente o macaco Bubbles, o rato Ben, um pólen e um elefante. Esta entrada é ladeada por um símbolo clássico pirata que denota o mal, mas por sua vez a aventura, tão presente nessas passagens.
À esquerda tem uma mão semi-aberta, que é Michael Jackson por causa das três pontas dos dedos com os clássicas fitas. Sobre a palma da sua mão está uma criança negra segurando o crânio do homem-elefante. Ainda sobre a palma, o desenho de um mapa do mundo mostrando a presença de Michael Jackson como uma estrela ao redor do mundo. No pulso aparece o número 7, o número favorito de Michael.
O caminho ‘‘perigoso’’ leva a um globo terrestre de cabeça para baixo — (talvez para relacionar crianças correndo perigo ou em estado de risco em meio à guerras, como no clipe de Heal the World, música presente no álbum).
A capa mostra Michael em várias fases da sua carreira. Existem também alguns símbolos 
interessantes ainda preocupante.
Desde a morte prematura de Michael Jackson, temos observado algumas bastante insidiosas “homenagens” a ele, que, uma vez decodificada, foram, de fato, referências veladas ao seu sacrifício ritual. Sua memória foi realmente seqüestrada por aqueles que, na minha humilde opinião, o matou. Este fato torna-se óbvio quando se olha para seus lançamentos póstumos. Sua capa do álbum mais recente é mais uma prova notável.
A Borboleta Monarca
Provavelmente o símbolo mais evidente e preocupante é a borboleta monarca em seu ombro esquerdo, o que representa no simbolismo oculto pop da programação Monarca, uma forma de controle mental baseado em trauma. Muitos detalhes sobre a vida de Michael Jackson ainda permanecem obscuros. Ele, no entanto, foi um excelente exemplo de uma jovem estrela sendo recrutada pela indústria e, muito provavelmente submetida à programação Monarca. Em seus últimos anos no entanto, MJ quebrou seu controle e até começou a falar contra a indústria. Esta fuga pode explicar sua morte “misteriosa”.
O robô Moonwalker
Observando o lado superior direito da capa do álbum é um andróide MJ com brilhantes olhos vermelhos. Essa imagem foi retirada do Moonwalker, um filme produzido durante o auge do estado de controle de Jackson, no qual ele transforma, muito simbolicamente, em robô.
Os leitores regulares podem notar a semelhança entre essa transformação e o de Maria de Metrópolis e muitas outras estrelas da música pop sob o controle dos Illuminati. No contexto da capa do álbum, a presença do andróide poderia ser uma referência a seu alter-ego programado, em contraste com o “MJ velho”, representado no lado oposto da capa do álbum.
spacomichaeljackson.blogspot.com/2016/06/casas-onde-michael-jackson-viveu.htmlhttps://mjbeats.com.br/o-simbolismo-da-capa-do-%C3%A1lbum-dangerous-33e0ff90c1a3https://revistafama.wordpress.com/page/9/

"Somos Físicos" A Casa de Anne Frank (Amsterdã)

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O Anexo Secreto do canal Prinsengracht, nº 263, em Amsterdã, funcionou por dois anos, durante a Segunda Guerra Mundial, como um esconderijo para oito pessoas. Sete deles não sobreviveriam à guerra.
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Agora é uma casa que recebe cerca de um milhão de visitantes por ano. A Casa Anne Frank trabalha ativamente para manter viva a memória daquela guerra, dos judeus que se esconderam aqui por dois anos dos nazistas, de Anne Frank e de seu diário, o qual foi escrito por ela neste local e se tornou famoso.
O edifício localizado na Prinsengracht, n º 263, que foi aberto ao público em 1960, é hoje um museu mundialmente famoso e o prédio mais visitado de um canal em Amsterdã. Mas, em meados dos anos cinquenta ele estava programado para ser demolido.
Após a prisão dos oito escondidos em 4 de Agosto de 1944, o esconderijo, que ficava atrás da estante móvel, passou a ser saqueado diariamente. No período da guerra, isso acontecia com todos os esconderijos onde estiveram os judeus que foram presos e deportados. Todos os móveis foram levados, apenas o diário de Anne foi salvo.
Anne Frank House
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Em Junho de 1945, quando Otto Frank retorna de Auschwitz como o único sobrevivente dos escondidos, o Anexo Secreto está completamente vazio. Junto com seus funcionários - Johannes Kleiman, Victor Kugler, Miep Gies e Bep Voskuijl - que ajudaram a ele e a sua família a sobreviver durante a guerra, Otto tenta, a partir de 1945, retomar seus negócios com a Opekta e a Pectacon. O Anexo Secreto permanece vazio.

O Anexo Secreto Online

Explore o esconderijo de AnneFrank.
Entre
Johannes Kleiman (à esquerda) em sua mesa no escritório na Prinsengracht.
Após a guerra, o edifício da Prinsengracht, nº 263, bem como os outros no entorno, encontram-se em péssimas condições. Na verdade, os edifícios velhos e mal conservados do canal não são mais usados como estabelecimentos comerciais. Em 1950, A fábrica têxtil Berghaus decide comprar uma série de casas na esquina da Prinsengracht com a Westermarkt, com a intenção de demoli-las e construir um novo prédio comercial no lugar. Assim, o edifício da Prinsengracht, nº 263, também terá que ser demolido.
A notícia dessa demolição causa a Otto Frank muito trabalho. Ele aluga o imóvel do proprietário, Sr. Wessels (um comerciante de papéis para reciclagem, que comprou o edifício em 1943), e havia combinado com o mesmo que ele teria prioridade como comprador em uma eventual venda do imóvel. Em 1953, a Opekta compra o edifício de Wessels por 22.000 florins, mas falta dinheiro para uma boa reforma. Assim, caso a empresa Berghaus demolisse o edifício da Prinsengracht, nº 265 (o qual já havia comprado), o da Prinsengracht, nº 263, sucumbiria também.
Otto Frank met met het bestuur van de Anne Frank Stichting voor Prinsengracht 263 (1957)
Otto Frank com o conselho de administração da Casa Anne Frank, na frente do edifício na Prinsengracht, nº 263, em maio de 1957.
Em 1954, Otto Frank, relutante, vende seu imóvel para a Berghaus por 30.000 florins. Agora a demolição parece inevitável, especialmente porque em 1955, a Opekta é transferida para outro prédio em Amsterdã e a empresa Gies & Co. (sucessora da Pectaton) é vendida. O edifício da Prinsengracht, nº 263, está agora completamente vazio e visivelmente dilapidado.
Graças a alguns conhecidos de Otto Frank e a pressão da opinião pública, o edifício da Prinsengracht, nº 263, é salvo da demolição. O diário de Anne Frank torna-se conhecido no mundo todo. A partir dele é produzida uma peça de teatro e começa a preparação de um filme.
Um grupo da sociedade de Amsterdã, proveniente das áreas de ciências e cultura, toma a iniciativa de salvar da demolição o edifício onde Anne escreveu o seu diário. Em 1957, é criada a Casa Anne Frank, em primeiro lugar e principalmente, para abrir o edifício da Prinsengracht, nº 263 à visitação pública, mas também, como está no objetivo da instituição, para propagar os ideais de Anne Frank.
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Em 1957, a empresa Berghaus renuncia a seus planos de construir uma nova fábrica e doa o edifício da Prinsengracht, nº 263, por ocasião do seu 75º aniversário, à Casa Anne Frank. No entanto, os imóveis do entorno passam a ser propriedade de um incorporador imobiliário, o qual pretende construir um edifício residencial de oito andares na esquina da Prinsengracht com a Westermarkt.
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São feitas várias conversas e negociações da instituição com o incorporador imobiliário para comprar todos os imóveis por 350.000 florins. O então prefeito de Amsterdã, Van Hall, se envolve pessoalmente na questão, a fim de arrecadar esta quantia. Ele escreve uma carta e a envia para cinco mil pessoas e instituições, convocando todos a contribuírem com ajuda financeira.
Het gaat om het Anne Frank Huis
 convocação do Prefeito Van Hall para contribuição financeira, visando a preservação da Casa Anne Frank (Jornal Volkskrant, 12 de junho de 1958).
O apelo de Hall tem sucesso parcial: mais da metade do dinheiro necessário é levantada. Para que a manutenção do edifício da Prinsengracht, nº 263 seja possível, a prefeitura de Amsterdã desenvolve, em 1958, junto com a Universidade de Amsterdã, o plano de construção de moradia para estudantes nos prédios da esquina da Prinsengracht com a Westermarkt. A Universidade passa a ser responsável pelo financiamento desta moradia de estudantes e, com este dinheiro, pode completar o restante que faltava à Casa Anne Frank para a compra de todo o complexo.
Deste modo, os imóveis de nºs 263 e 265 da Prinsengracht são preservados. Após muitas idas e vindas, o plano é implementado, o edifício da Prinsengracht, nº 263, pode ser restaurado e é aberto ao público em 3 de maio de 1960.
Diario de Anne Frank Original
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quarta-feira, 23 de maio de 2018

"Somos Físicos" Rock’n’roll: Um, dois, três, quatro!

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Aumente o som, saia pulando, fale palavrões: o rock'n'roll fez 60 anos em 2016, mas ainda faz a cabeça dos jovens e chacoalha a sociedade.


Foram seis décadas bem vividas. O rock’n’roll, quem diria, fez 60 anos regados a sexo, a drogas e a ele próprio. Não pensem que foi uma vida fácil: entre tapas e beijos, o rock viveu um romance conturbado com a sociedade. Numa hora, era o queridinho de todos, para logo depois ser chutado e escorraçado como um cão sem dono.
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Bill Halley and The Comets
Quando o rock começou a se popularizar no fim dos anos 50, graças a música "Rock Around The Clock" da banda Bill Halley and The Comets, muitas pessoas torçeram o nariz para esse novo som e inclusive chegaram a dizer que era uma "onda passageira". Ele estavam enganados, pois o rock só evoluiu com o surgimento de bandas que mudaram o rumo da música como os Beatles, The Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin, entre outras, todas tendo seu primeiro álbum lançado na década seguinte. Com o gênero, um outro modo de enxergar a música surgiu e ela definitivamente virou um negócio lucrativo com artistas que arrastavam multidões de fãs enlouquecidos como Elvis Presley e os Beatles e novos modos de divulgação como por exemplo o videoclipe que viria a ser muito importante, principalmente nos anos 80.
Elvis
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Nos anos 60, o rock fazia sucesso com singles principalmente. Os Beatles por exemplo lançavam várias músicas apenas em singles e vendiam milhões de cópias e claro os álbuns que foram lançados também seriam revolucionários como "Sgt peppers lonely Hearts Club Band" dos Beatles, "Tommy" do The Who , os dois primeiros do Led Zeppelin, o primeiro do Pink Floyd e por aí vai, a lista é bem grande. E é nesse setor que na minha opinião o rock teve mais sucesso até hoje, na venda de álbuns, graças aos grandes discos lançados nesta década.Com o tempo o sucesso de singles no rock foi acabando. Hoje em dia se você for ver os álbuns mais vendidos, vão ter alguns de bandas de rock, bem mais do que músicas de sucesso.
Beatles
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Se nos anos 60 teve a "invasão britânica",nos anos 70 o rock começou a ficar mais pesado com a popularidade de bandas como Led Zeppelin e Black Sabbath que viria a inaugurar um subgênero do rock, o heavy metal. Formando aí, mais grande cena de bandas britânicas que aliás sempre estavam presente nesse tipo de situação, quando surgiam novas bandas de rock de sucesso. Foi o caso também do surgimento das bandas de punk rock, encabeçadas principalmente pela trinca Sex Pistols, Ramones e The Clash no final dos anos 70 que também eram bandas do Reino Unido. E elas surgiram bem a tempo, pois o rock estava começando a decair de popularidade graças ao sucesso da música disco na metade da década.
Led Zeppelin
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Black Sabbath
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Ramones
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á no começo dos anos 80 olha quem surgiu denovo, mais bandas britânicas com a New Wave of British Heavy Metal, encabeçadas por grupos como Iron Maiden e Def Leppard. A cena começou a declinar por volta de 1982, com o surgimento da MTV e várias bandas que tiveram sucesso em seu começo acabaram ficando esquecidas, porque não tinham grandes gravadoras para bancar os custos de um bom videoclipe que era essencial para colocar a sua música no canal, que viria a se tornar um dos principais veículo de divulgação de música na época. Porém, as duas citadas acima continuaram com sucesso até hoje. Depois disso mais bandas icônicas iriam surgir.
Iron Maiden
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 O considerado "Big Four do Trash Metal" surgiu nessa época encabeçado por provavelmente uma das maiores bandas dos anos 80, o Metallica, que acabou ajudando outros grandes grupos a fazerem sucesso como Slayer, Megadeth, Anthrax e Sepultura. Paralelamente a esse movimento outro grande subgênero fazia sucesso, o Glam Metal, que contava com roupas mais "espalhafatosas" e muita maquiagem no rosto, fazendo um som bem influenciado por bandas dos anos 70, encabeçado por bandas como Mötley Crue e Poison. No ano de 1987 foi lançado pra mim um dos maiores álbuns de rock da história, "O Appetite For Destruction" que lançou uma das maiores bandas desta década o Guns N Roses que vendeu mais de 15 milhões de cópias só nos Estados Unidos, levantando ainda mais a popularidade do rock and roll. No caso do Brasil, tivemos também uma explosão de novas bandas de rock encabeçadas principalmente pela Blitz que viria a fazer sucesso em 1982 com a música "Você não soube me amar", ajudando uma série de outras bandas a se destacar e iniciando a melhor cena do rock brasileiro que já existiu, revelando grupos como Legião Urbana, Os Paralamas do Sucesso,Titãs, Barão Vermelho, RPM, Plebe Rude, Engenheiros do Hawaii, entre outras. Inclusive o RPM teve o álbum mais vendido do Brasil na época que foi o "Radio Pirata Ao Vivo" de 1986 com mais de 2 milhões de cópias vendidas. Pelo menos até agora nunca tivemos uma cena como essa em nosso país.
Slayer
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Megadeth
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No começo dos anos 90, algumas bandas que até então faziam sucesso nos anos 80 começaram a ficar um pouco mais apagadas na mídia como era o caso do Iron Maiden e o AC/DC por exemplo e a música pop ganhou mais força denovo. Foi aí então que mais uma grande cena surgiu que foi o grunge, encabeçado pelo sucesso do álbum "Nevermind" da banda Nirvana que não só causou uma revolução na música como no vestuário de muitos jovens na época. O ano de 1991 pra mim foi um dos melhores anos da história do rock com vários álbuns que virião a se tornar clássicos como o citado acima, o "Ten" do Pearl Jam, o "Black Álbum" do Metallica, os Illusions do Guns N Roses, o "Bloodsugarsexmagik" do Red Hot Chili Peppers, entre outros. Tudo parecia perfeito para o gênero, até que acontece a morte de Kurt Cobain, dando um banho de água fria no rock.
Oasis
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No que poderia parecer o fim, mais uma banda surge para começar uma nova cena, o Oasis, que fez muito sucesso, nos seus 3 primeiros álbuns vendendo milhões naquela década. E ajudou uma leva de bandas como Blur, The Verve, Supergrass, Placebo e Pulp a se destacarem. O movimento foi apelidado de "Britpop" e trouxe consigo várias músicas de sucesso. Aqui no Brasil também tivemos uma nova cena na metade da década e aconteceu a mesma coisa que lá fora, algumas bandas que se destacaram nos anos 80, ficaram mais apagadas na mídia, como Capital Inicial, Ultraje A Rigor, Barão Vermelho e a própria Blitz que encabeçou esse movimento. Porém surgiram outros grupos que vieram a fazer muito sucesso como Raimundos, Charlie Brown Jr, Skank e Mamonas Assassinas que tiveram uma duração curta, mais venderam milhões em seu primeiro álbum e ajudaram o rock a ficar mais popular aqui. Mais uma vez tudo parecia flores, o rock tinha renascido com essas bandas e nada poderia abalar esse novo movimento. Bem, não foi exatamente assim que aconteceu. No final dos anos 90, boy bands como Backstreet Boys e Nsync e cantoras como Britney Spears e Cristina Aguilera, despontaram, vendendo milhões e levando meninas adolescentes a loucura, diminuindo novamente a chama do nosso querido rock.
Capital Inicial
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Porém mais uma vez como acontece desde os anos 60, sempre aparece algumas bandas que encabeçam uma nova cena e dessa vez não foi diferente com o surgimento de grupos que lembravam a sonoridade de bandas dos anos 60 e 70, como The Strokes, Arctic Monkeys e Franz Ferdinand despontaram com alguns sucessos, sendo a primeira apontada por alguns como a "Nova salvação do rock". Não foi bem assim, logo essas bandas foram sumindo dos destaques na mídia porém continuaram fazendo bons trabalhos e álbuns interessantes como White Stripes e Queens of the Stones Age, bandas que começaram no fim dos anos 90, mais despontaram nos anos 2000, tendo alguns trabalhos bem elogiados pela crítica. Nessa década também o rock teve principalmente dois picos que foram o álbum de estréia do Evanescence que emplacou a música mais escutada do mundo em 2003, "Bring me To Life" e o álbum "American Idiot" do Green Day que emplacou a música "Boulevard of Broken Dreams" em primeiro lugar.
Artic Monkeys
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Depois disso, surgiu a última cena de maior relevância do rock na mídia que foi encabeçada pelas bandas de "Emocore" como My Chemical Romance, Simple Plan, entre outras. O resto vocês já sabem, o rock hoje praticamente morreu em termos de músicas de sucesso na mídia, mas na venda de álbuns costuma emplacar alguns nas paradas de vez em quando, porém com as bandas mais antigas. O que chamávamos de pop rock ontem, hoje está uma coisa mais pop do que rock e é isso que o gênero costuma a emplacar com artistas como OneRepublic, Imagine Dragons e Maroon 5. Em termos de shows também as bandas antigas levam mais vantagem conseguindo maior público, claro devido também a ter mais anos de estrada e mais fãs adquiridos ao longo de sua jornada. Bandas menores são mais assistidas quando há algum grande festival como "Rock In Rio" ou "Lolapallozza".
Imagine Dragons
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Segundo a Revista Super Interessante...
Segundo historiadores, o marco zero do rock teria acontecido em julho de 1954, quando um caminhoneiro chamado Elvis Presley entrou no Sun Studios, em Memphis, e gravou “That’s Allright Mamma”.
Vamos deixar uma coisa bem clara: Elvis não inventou o rock. Antes dele, gente como Chuck Berry e Bill Halley já tocavam rock. Desde o fim dos anos 40, “rock’n’roll” era usado em letras de música como sinônimo de “dançar” ou “fazer amor”. Em 1952, o radialista Alan Freed – que depois viria a reivindicar a criação do termo – batizou seu programa de Moondog’s Rock and Roll Party.
Chuck Berry 
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Se não criou o rock’n’roll, Elvis ao menos pode ser considerado o mensageiro que apresentou o rock ao mundo. Era o homem certo no momento certo: bonito, talentoso e carismático. Mais importante: era branco e, por isso, aceitável para a América dos anos 50. “Eu agradeço a Deus por Elvis Presley”, disse o negro Little Richard, um dos grandes pioneiros do rock. “Ele abriu as portas para muitos de nós.”
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A tarefa de Elvis não foi fácil: a sociedade norte-americana demorou bastante para aceitar aquele branco que cantava e dançava como um negro. Em uma de suas primeiras apresentações na TV, as câmeras o filmaram apenas da cintura para cima, sem mostrar aquele quadril que teimava em rebolar. Elvis, ao contrário de vários outros ídolos da época (como Pat Boone, por exemplo), nunca renegou a origem de sua música. “O que eu faço não é novidade”, disse. “Os negros vêm cantando e dançando dessa forma há muito tempo.”
Se a vida nos anos 50 não era moleza para um roqueiro branco como ele, o que dizer de artistas negros como Little Richard, Chuck Berry, Bo Diddley e Fats Domino? Num país de escolas segregadas, que ainda via negros serem linchados, o simples fato de um artista negro viajar para mostrar sua música assumia proporções épicas de heroísmo e bravura.
Uma história emblemática do período é a de Shelley “The Playboy” Stewart, um radialista negro que apresentava um programa de rock na estação WEDR, no Alabama. O programa de Stewart atraía um público predominantemente branco, que aprendera a gostar dos artistas “de cor” que o DJ tocava.
No dia 14 de julho de 1960, Stewart estava apresentando um show na cidade de Bessemer, quando recebeu um aviso do dono do clube: a Ku Klux Klan, temida organização racista, havia mandado 80 homens para atacá-lo. Os encapuzados cercavam o clube e ameaçavam invadir o local. Sem perder a calma, Stewart avisou à platéia – formada por 800 brancos – que teria de parar o show. Foi aí que o inesperado aconteceu. “Os jovens que estavam no clube se rebelaram”, disse Stewart, anos depois. “Eles saíram correndo do local e atacaram a Klan, lutando por mim.” A simbologia do fato é forte demais: brancos lutando contra brancos, pelo direito de ouvir música negra.
Sim, o rock’n’roll é música negra. Como o blues, o samba e o hip hop, o rock nasceu da escravidão e tem suas origens na migração forçada de milhões de africanos, que foram tirados de suas aldeias e jogados em terras estranhas. Todos esses gêneros musicais têm duas características comuns, herdadas da África: a primeira é a predominância de uma base rítmica constante e repetitiva; a segunda é a utilização da música de uma forma emocional e espiritual. Nas colheitas de algodão dos Estados Unidos, os escravos cantavam para celebrar sua espiritualidade e seus ancestrais. Também cantavam sobre as mazelas da escravidão, estabelecendo assim uma relação direta entre sua música e a realidade social. O rock herdou essa capacidade de radiografar o presente.
Na época, a sociedade americana começava a abandonar preconceitos seculares. De uma certa forma, a explosão do rock simbolizou uma América nova, mais liberal, próspera e livre das dificuldades econômicas do pós-guerra. Adolescentes brancos começaram a curtir uma música antes relegada a salões de baile nos bairros negros e pobres.
Em 1956, “Blue Suede Shoes”, de Carl Perkins, tornou-se a primeira música a chegar ao topo das paradas de pop, rhythm’n’blues e country. O fato representou um marco não só para a música, mas para toda a sociedade americana. Pela primeira vez, brancos e negros estavam gostando da mesma coisa. Em 1959, outra canção, “The Twist”, de Chubby Checker, também uniu o país. O ativista e autor Eldridge Cleaver, fundador do grupo radical Panteras Negras, escreveu: “A canção conseguiu, de uma forma que a política, a religião e a lei nunca haviam sido capazes, escrever na alma e no coração o que a Suprema Corte só havia conseguido escrever em livros”.
O rock’n’roll não mudou a sociedade, mas serviu como espelho de mudanças e tendências. Claro que ninguém deixou de ser racista ao ouvir Elvis Presley cantando música “de negros”, mas o simples fato de Elvis aparecer em cadeia nacional, rebolando os quadris e celebrando uma cultura marginal, mostrava que o país estava mudando.
Paralelamente ao surgimento do rock, a sociedade norte-americana via o aparecimento de outro fenômeno, que se tornaria vital para a explosão do rock’n’roll: o adolescente.
Até meados do século 20, adolescentes tiveram uma vida dura nos Estados Unidos. O país havia passado por duas guerras mundiais e pela Grande Depressão; ser jovem por lá significava trabalhar duro e ajudar os pais a sustentar a casa.
Para a sociedade de consumo, o adolescente não existia. Não havia música ou filmes feitos especialmente para eles. Pais e filhos eram obrigados a gostar das mesmas coisas: as big bands de Tommy Dorsey e Benny Goodman, as baladas de Nat King Cole e Frank Sinatra, a cafonice de Pat Boone e Perry Como.
Depois da Segunda Guerra, tudo mudou: os Estados Unidos entraram numa fase de prosperidade, a economia cresceu e os adolescentes, que antes davam duro ajudando os pais, passaram a receber mesada. Isso criou um novo mercado, voltado unicamente para o jovem.
Hollywood logo entrou na onda, lançando filmes direcionados aos adolescentes. Dois deles, O Selvagem (1954) e Rebelde sem Causa (1955), revelaram Marlon Brando e James Dean interpretando jovens em conflito com a geração de seus pais. A rebeldia estava na moda. Daí surgiu Elvis Presley, dando voz a uma geração cansada da caretice dos pais.
A sociedade de consumo não demorou para perceber o potencial do filão jovem. Foi só aí que o rock explodiu na América. E tome filmes, revistas, livros, badulaques, calendários e todo tipo de bugiganga direcionada aos novos consumidores. Elvis, o rebelde, tornou-se uma figura tão familiar aos lares americanos quanto o presidente Eisenhower.
As gravadoras, que nunca gostaram de arriscar, trataram de diluir o rock em fórmulas açucaradas, bem ao gosto do público branco médio. O canastrão Pat Boone, por exemplo, gravou Tutti Frutti, mudando a letra (escrita por Little Richard, negro, homossexual e orgulhoso), para não chocar as boas moças da América. Foi um estouro. Era a tal coisa: “rock sim, mas limpinho, por favor”.
Apesar do sucesso, muita gente previa um fim rápido para o rock. O gênero era visto como uma moda passageira, a exemplo do calipso ou de tantas outras que tiveram seus 15 minutos de fama na América.
Para piorar, os roqueiros passavam por maus bocados no fim dos anos 50: Elvis Presley foi para o Exército, Chuck Berry ficou preso dois anos por ter atravessado uma fronteira estadual com uma prostituta menor de idade, Little Richard abandonou o rock e virou pastor depois de “ouvir o chamado de Deus” durante um vôo turbulento, Jerry Lee Lewis arruinou a carreira ao casar com uma prima de 13 anos, Buddy Holly morreu em um acidente de avião, que matou também Ritchie Valens (La Bamba) e Big Bopper (Chantilly Lace), e Eddie Cochran morreu em um acidente de carro. Quando o futuro do rock’n’roll parecia negro, surgiram os Beatles.
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A influência dos Beatles é incalculável. Musicalmente, eles elevaram o rock a um nível até hoje inigualado, estabelecendo parâmetros e modelos para toda a música pop. Suas experimentações abriram novas possibilidades sonoras e ampliaram os horizontes musicais das gerações posteriores. Culturalmente, eles foram igualmente importantes: carismáticos, irreverentes e cheios de sex-appeal, eles surgiram no mundo como um sopro renovador, obliterando a caretice da década de 50 e inaugurando uma era mais livre e esperançosa – os anos 60.
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O surgimento do rock e de seus primeiros ídolos – Elvis, Beatles, Rolling Stones – mudou a relação entre a música e o público. Até o rock aparecer, o “músico” – fosse produtor, instrumentista ou compositor – era visto como um profissional muito qualificado. Compositores de “música popular” eram sofisticados como Cole Porter e Irving Berlin; cantores eram Frank Sinatra e Bing Crosby.
O rock democratizou a música pop. Subitamente, qualquer um podia subir em um palco e cantar. Elvis, um caipira ignorante, passou a freqüentar as paradas de sucesso ao lado de Sinatra e Nat King Cole (dá até para entender por que Sinatra, acostumado a trabalhar com músicos experientes, não aceitou o novo estilo: “rock’n’roll é a coisa mais brutal, feia e degenerada que eu já tive o desprazer de ouvir”, disse o “olhos azuis”).
Essa “democracia” do rock teve um efeito imediato: os artistas ficaram cada vez mais parecidos com seu público, tanto em idade quanto em classe social. Os jovens passaram a se identificar mais com seus ídolos, estabelecendo uma relação mais próxima com a música. O rock também passou a buscar na sociedade – especialmente nos jovens – os temas de suas canções. Essa troca fez do rock a música mais popular e culturalmente impactante do século 20.
Para muitos, esse estreitamento entre artista e público também causa um declínio gradual na qualidade da música. A cada ano, um número maior de pessoas sem treinamento musical tem acesso a tecnologias de composição e gravação. Hoje, aparelhos como samplers e placas de som permitem a qualquer um gravar um disco em casa. E popularização raramente é sinônimo de qualidade.
O fato é que nenhuma outra música esteve tão sintonizada com a realidade de seu tempo quanto o rock. Desde os anos 50, ele passou a ser um espelho da sociedade, refletindo a moda, o comportamento e as atitudes dos jovens. Isso fez do rock uma música com prazo de validade, ou seja, tão ligada no “hoje” que corre o risco de sair de moda rapidamente, junto com os temas abordados (para confirmar, basta assistir a qualquer videoclipe de dez anos atrás).
Isso cria situações interessantes: o que é “bacana” e “moderno” para uma geração torna-se ultrapassado para a próxima. Sendo um gênero que se alimenta sempre do novo, o rock’n’roll gera conflito entre seus fãs. Um movimento surge como resposta ao anterior e assim por diante, numa renovação incansável.
Esses conflitos, mais que interessantes, são necessários: sem eles, estaríamos condenados à eterna repetição. Foi a partir desses “rachas” que nasceram alguns dos movimentos mais influentes do rock, como o punk, basicamente uma reação ao comercialismo e à pompa do rock dos anos 70, que havia perdido a identificação com as gerações mais novas. Ao contrário do que ocorria antes do rock’n’roll, agora ficou fora de moda curtir a mesma música que os pais. Mas isso é cíclico, claro: com o passar dos anos, a indústria descobriu o potencial do saudosismo. Hoje, temos canais de televisão que vivem de reembalar artistas velhos como se fossem a última novidade. E veteranos – como o Aerosmith, por exemplo – que, graças a seus clipes na MTV, reinventam-se para um público que nem era nascido quando eles faziam sua melhor música.
Os Beatles são um bom exemplo da capacidade do rock de se adaptar a cada época. Para entender as mudanças ocorridas nos anos 60, basta olhar as fotos do grupo durante o período. Nos primeiros anos, vestidos com terninhos idênticos e cabelos bem penteados, os quatro eram a imagem perfeita do otimismo da era Kennedy. Depois, como todos, abandonaram a inocência: os cabelos cresceram e os sorrisos deram lugar ao cinismo, enquanto Kennedy era morto e a guerra começava no Vietnã. No fim da década, quando jovens faziam passeatas na Europa, Martin Luther King era assassinado e o conflito do Vietnã piorava, os Beatles buscaram consolo espiritual na Índia, renegando o comercialismo ocidental. A banda acabou melancolicamente, junto com uma década que começara cheia de promessas e que terminava em guerra e decepção.
Não foram os únicos roqueiros que se tornaram símbolos de uma era: Bob Dylan, Jimi Hendrix e Jim Morrison também viraram ícones dos anos 60, tanto quanto o símbolo da paz ou o rosto de Che Guevara. Sid Vicious é, até hoje, a imagem mais reconhecível da rebeldia punk. E basta um passeio por qualquer grande cidade para ver, a qualquer hora, jovens usando camisetas com o semblante triste de Kurt Cobain.
Esses rostos passaram a representar mais que a simples paixão por uma banda ou artista: tornaram-se símbolos de um estado de espírito e de um jeito de ser. A iconografia, claro, reduz tudo a seu nível mais rasteiro – e um artista como Kurt Cobain, autor de dezenas de músicas, acabou reduzido a garoto-propaganda do suicídio e da alienação adolescente. John Lennon foi assassinado e virou “marca”, transformado, como Gandhi, em símbolo de paz e amor. Logo ele, que nunca escondeu ter sido um pai ausente e que tratou Paul McCartney como um cachorro sarnento depois do fim dos Beatles. O rock simplifica tudo.
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Talvez seja essa a razão de seu sucesso. Como bem disse Gene Simmons, do Kiss: “Eu não sou Shakespeare. Mas ganhei muita grana e transei com mais de 4 mil mulheres. Tenho certeza de que Shakespeare trocaria de lugar comigo a qualquer hora”. Quem duvida?

Os 50 discos que fizeram o rock·n·roll

Quer você goste, quer não, essas sãoas obras que romperam barreiras, criaram estilos e marcaram a história do rock
1. The King of Rock and Roll – The Complete 50s Masters – Elvis Presley, 1992
Elvis em sua melhor fase, antes de entrar para o Exército e voltar mansinho
2. Chuck Berry – Anthology – Chuck Berry, 2000
O verdadeiro criador do rock’n’roll e melhor compositor entre os pioneiros do gênero
3. The Essential Little Richard – Little Richard, 1985
O intérprete mais explosivo do início do rock revolucionou a música com seus gritos e sua vibração
4. The Classic Years – Motown, 2000
Uma das gravadoras mais influentes dos anos 60, meca da soul music norte-americana
5. Please Please Me – Beatles, 1963
Eles chegaram como um sopro renovador e fizeram a trilha sonora perfeita para o otimismo do início dos anos 60
6. The Freewheelin’ Bob Dylan – Bob Dylan, 1963
O rock amadurece: pela primeira vez, as letras valem tanto quanto a música
7. Live at the Apollo – James Brown, 1963
O grito primal do funk, por seu maior intérprete
8. The Who Sings My Generation – The Who, 1965
Até então, ninguém havia feito um rock tão radical e barulhento; para muitos, o nascimento do punk
9. Blonde on Blonde – Bob Dylan, 1966
O atestado de maioridade de Dylan; depois disso, o rock não tinha mais desculpa para a ingenuidade
10. Pet Sounds – Beach Boys, 1966
Um sonho adolescente, embalado pelo pop mais perfeito e cristalino. “O maior disco da história”, segundo Paul McCartney
11. Sargent Pepper’s Lonely Hearts Club Band – Beatles, 1967
Auge do experimentalismo do rock. Definiu sua geração e criou novos horizontes para o pop
12. Between the Buttons – Rolling Stones, 1967
Os rebeldes mostram que também têm coração
13. Are You Experienced? – Jimi Hendrix, 1967
Hendrix desfila todo seu arsenal: microfonia, psicodelia, distorção e um pé fincado na tradição do blues
14. The Velvet Underground and Nico – Velvet Underground, 1967
Inaugurou a melancolia no pop. Fez contraponto ao otimismo hippie
15. The Doors – The Doors, 1967
Pessimista e dark, embalado pela angústia existencial de Jim Morrison, na contramão do sonho hippie
16. We’re Only In It For the Money – Frank Zappa and the Mothers of Invention, 1968
Satiriza o hippismo e antecipa o fim do sonho
17. The Village Green Preservation Society – The Kinks, 1969
Os Kinks enxergam além de guitarras barulhentas e fazem o seu Sargent Pepper’s
18. Kick out the Jams – MC5, 1969
Que paz e amor nada! Neste explosivo disco ao vivo, o MC5 pregava revolução, guitarras e amor livre
19. Live Dead – Grateful Dead, 1970
Longas explorações psicodélicas, no melhor momento de uma verdadeira instituição californiana
20. Black Sabbath – Black Sabbath, 1970
Para muitos, uma brincadeira de mau gosto. Para os fãs, um disco que sepultou a inocência dos anos 60 e inaugurou o heavy metal
21. Funhouse – Iggy Pop and the Stooges, 1970
Blues, John Coltrane e punk: a fórmula de Iggy Pop neste verdadeiro clássico do niilismo
22. Greatest Hits – Sly and the Family Stone, 1970
A música negra como arma de guerra: segundo Sly Stone, a revolução só se daria com o povo dançando nas ruas
23. Led ZepPelin IV – Led Zeppelin, 1971
Jimmy Page e sua gangue se escondem por trás do ocultismo e fazem um clássico do hard rock
24. Exile on Main Street – Rolling Stones, 1972
Os Stones esquecem a pose de maus e concentram-se no que sabem fazer melhor: música sublime
25. Ziggy Stardust – David Bowie, 1972
Uma ópera-rock sobre androginia e extraterrestres. Bowie cria um mundo de fantasia e sonho, que inspirou o punk e a new wave
26. Harvest – Neil Young, 1972
Obra-prima do country rock em uma época de cantores “sensíveis”, como James Taylor e Carole King
27. Transformer – Lou Reed , 1972
O subterrâneo nova-iorquino, com prostitutas, traficantes e bêbados, pela imaginação mórbida de Lou Reed
28. New York Dolls – New York Dolls, 1973
Guitarras altas, batom e roupas de mulher: os New York Dolls confrontavam com bom humor a macheza do rock da época
29. The Dark Side of The Moon – Pink Floyd, 1973
Questionamentos sobre loucura e solidão, embalados pela música mais triste a chegar ao topo das paradas
30. Ramones – Ramones, 1976
Em contraponto ao rock “sério”, quatro desajustados cometem este pecado sonoro, sem solos nem pretensão. Nascia o punk
31. Never Mind the Bollocks – Sex Pistols, 1977
O conflito de gerações em forma de disco: “Somos feios, sujos e não gostamos do que está acontecendo”
32. Talking Heads: 77 – Talking Heads, 1977
O punk cresce e amadurece; o funk de branco do Talking Heads prova que há cabeças pensantes na geração 77
33. Parallel Lines – Blondie, 1978
O dia em que o punk e a new wave fizeram as pazes com o pop. Som comercial sem abdicar de seus ideais
34. Unknown Pleasures – Joy Division, 1979
Velvet Underground para as novas gerações: sombrio e mórbido, vê um mundo mais sem futuro que o do Sex Pistols
35. The Specials – The Specials, 1979
O punk inglês se mistura ao ska jamaicano, que havia anos habitava os bairros mais pobres da Inglaterra
36. Double Fantasy – John Lennon e Yoko Ono, 1980
Depois de passar anos fazendo discos políticos, Lennon e Yoko assumem a maturidade e gravam pelo simples prazer de criar
37. London Calling – The Clash, 1980
Está tudo aqui: rockabilly, reggae, ska, jazz. O grande disco que define o fim da adolescência no punk
38. Heaven Up Here – Echo and the Bunnymen, 1981
Grandioso demais para se encaixar em algum movimento musical, marca o amadurecimento do pós-punk
39. Power, Corruption and Lies – New Order, 1983
O rock abraça a música eletrônica e prova que música “de computador” também pode ter coração
40. The Head on the Door – The Cure, 1985
O Cure embala a morbidez no pop mais acessível e leva a melancolia às massas
41. The Queen is Dead – The Smiths, 1986
O rock esquece os vencedores, celebrando os desajustados, tímidos e fracassados
42. Licensed to Ill – Beastie Boys, 1986
Três espertalhões juntam rap e heavy metal e criam música negra para jovens brancos
43. The Joshua Tree – U2, 1987
O U2 ressuscita o rock político – e os fãs, apolíticos, compram sem perceber a intenção
44. Daydream Nation – Sonic Youth, 1988
Os intelectuais da guitarra fazem uma perfeita radiografia de uma geração sonada pela MTV e pelo rock comercial
45. It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back – Public Enemy, 1988
Um libelo contra a manipulação da mídia, o “embranquecimento” da América de Reagan e o racismo
46. Out of Time – R.E.M., 1991
Rock de gente grande, com ambição e propósito, apesar do lustro pop e do imenso sucesso comercial
47. Metallica – Metallica, 1991
Representou, para a geração MTV, o que Black Sabbath foi para os jovens em 1970: a celebração da negação
48. Nevermind – Nirvana, 1991
O dia em que o punk encontrou a MTV: um disco que destruiu barreiras e que tornou obsoleto todo o rock vagabundo do fim dos anos 80
49. BloodSugarSexMagik – Red Hot Chili Peppers, 1991
Fãs de Korn e Limp Bizkit vão chiar, mas a verdade é que todo o funk metal e o nu metal começaram aqui
50. OK Computer – Radiohead, 1997
Um disco gélido, cerebral e triste, sobre a dificuldade de comunicação no fim do século. Paradoxalmente, foi um sucesso

Frases

“Por que jovens gostam de rock? Ora, porque os pais não gostam, é claro!”
Chuck Berry
“Se você se lembra dos anos 60, é porque não estava lá.”
Robin Willians
“Eu odeio o Pink Floyd.”
Frase escrita na camisa de Johnny Rotten, dos Sex Pistols
“Eu sou uma garota material, vivendo num mundo material.”
Madonna
“Meu sonho e viver num mundo onde Lenny Kavitz nõ seja chamado de ·rock·”
Mark Arm, Mudhoney

O berço do rock

O rock’n’roll nasceu da misturade cinco gêneros distintos da música americana. São eles
Northern Band Rock’n’Roll
Espécie de versão com guitarra e baixo do som das big bands de Kansas City. O maior nome do estilo era Bill Halley (Rock Around the Clock)
New Orleans Dance Blues
Gênero em que predominavam baladas, tendo o piano como instrumento principal. Little Richard e Fats Domino se destacavam
Memphis Country Rock
Também chamado de rockabilly, era basicamente música caipira branca, tocada com guitarra elétrica. A gravadora Sun, descobridora de Elvis, era a meca desse ritmo
Chicago Rhythm and Blues
Versão negra do rockabilly, que teve em Chuck Berry e Bo Diddley seus mestres
Grupos Vocais
Sem instrumentos, usavam somente o gogó, em arranjos lindos. Frankie Lymon and the Teenagers era o grande sucesso
Fonte: The Sound of the City, de Charlie Gillett (Souvenir Press, EUA, 1971)

Os revolucionários

Dez nomes que mudaram o rock·n·roll
Chuck Berry
O primeiro grande compositor do rock criou riffs copiados até hoje (“Roll Over Beethoven”, “Maybellene”). Compôs rocks, blues e baladas e foi também o primeiro grande “fora-da-lei” do rock’n’roll, tendo sido preso várias vezes quando adolescente (e outras várias vezes depois)
Beatles
Lançaram, entre 1965 e 67, três álbuns – Rubber Soul, Revolver e Sargent Pepper’s Lonely Hearts Club Band – que elevaram o rock a um nível artístico nunca visto. Daí experimentaram de tudo: música indiana, fitas rodadas de trás para a frente, sons de pássaros, LSD… E o rock nunca mais foi o mesmo
Bob Dylan
O primeiro grande letrista do rock. Cantor folk, chocou a platéia ao subir no palco com uma banda de rock, em 1965. Muitos previram um fracasso quando lançou Like a Rolling Stone: a música tinha seis minutos de duração, o triplo da média das canções do rádio. Foi seu primeiro grande sucesso
Brian Wilson
Mesmo surdo de um ouvido e abalado para sempre por causa dos socos que levava do pai, o líder dos Beach Boys compôs alguns dos momentos mais sublimes da música pop. Queria superar os Beatles, que considerava os únicos capazes de rivalizar com seu talento
Rolling Stones
Eram o contraponto mal comportado à simpatia dos Beatles. Foram os primeiros a subir no palco com as roupas que usavam no dia-a-dia, sem os “uniformes” usados pelas bandas – um choque na época. Resgataram o blues de Muddy Waters e Willie Dixon e exploraram a psicodelia e a música soul
Phil Spector
O mais influente produtor musical dos EUA nos anos 60. Aos 18 anos já tinha uma música no Top 10. Revolucionou as gravações com sua técnica de gravar vários instrumentos na mesma faixa, para criar uma sonoridade densa e poderosa
Jimi Hendrix
Revolucionou a guitarra e tornou-se o músico mais influente e inovador de sua geração. Seu estilo único unia o blues a distorção e microfonia. Quão bom ele era? Eric Clapton responde: “Uma vez, Jimi subiu conosco no palco e tocou Killing Floor, de Howlin’ Wolf, que eu nunca consegui tocar direito. Todo mundo ficou de boca aberta”
David Bowie
O “camaleão” do rock fez de tudo: foi menestrel hippie (anos 60), inventou o glam rock, influenciou o punk e a new wave e embrenhou-se por sons eletrônicos (anos 70). Fez dance music e trilhas para o cinema (80). Sua capacidade de se reinventar não tem paralelo no pop
Sex Pistols
Em 1976, o rock vivia uma fase tediosa, com artistas milionários tocando em estádios. Em oposição a eles, grupos como Sex Pistols, Ramones e The Clash criaram o punk, uma música crua e direta. Estouraram na Inglaterra e provaram que não era preciso ser bonito e comportado para chegar ao topo das paradas
Kurt Cobain
Conseguiu, como ninguém, capturar em música o espírito da geração MTV, marcada pelo tédio e pela paralisia em face do domínio corporativo. O Nirvana foi um caso raro de banda alternativa que fez imenso sucesso comercial e abriu caminho para dezenas de outras

10 grandes momentos do rock

Benjamin Franklin “descobre” a eletricidade (junho de 1752)
O velho Ben soltou uma pipa no meio de uma tempestade e mudou o mundo
Elvis grava um disco para a mãe (4 de janeiro de 1954)
Um caminhoneiro pobre entra nos estúdios da gravadora Sun, em Memphis, e grava um acetato para dar de presente à mãe. Meses depois, quando precisou de um cantor para gravar um compacto, o dono da Sun, Sam Phillips, lembrou-se do rapaz, Elvis. Nascia o rock’n’roll
Morte de Buddy Holly (3 de fevereiro de 1959)
Buddy Holly, Ritchie Valens e Big Bopper morrem num desastre de avião, depois de um show. Foi a primeira grande tragédia do rock, um evento que ficou marcado como “o dia em que a música morreu”
Beatles aparecem no programa de Ed Sullivan (9 de fevereiro de 1964)
Mais de 50 mil fãs brigaram pelos 703 ingressos disponíveis no estúdio da CBS. Os Beatles cantaram cinco músicas e foram vistos por 73 milhões de americanos. Nascia a Beatlemania
Beatles encontram Bob Dylan (28 de agosto de 1964)
Num hotel de Nova York, o quarteto de Liverpool foi apresentado ao maior bardo do rock e, pela primeira vez, fumaram maconha. O encontro motivou o grupo a abandonar as canções adolescentes. Ali começou a fase psicodélica dos Beatles
Woodstock: lama e paz (15 a 17 de agosto de 1969)
O auge do sonho hippie: meio milhão de pessoas se reuniram para celebrar a paz e o amor, sem policiais ou chuveiros para atrapalhar. Foram três dias de lama, drogas e muito rock’n’roll, ao som de The Who, Jimi Hendrix, Santana, Joe Cocker, Creedence Clearwater Revival, Janis Joplin, Grateful Dead e muitos outros
Altamont: violência e morte (6 de dezembro de 1969)
O fim do sonho hippie: concebido pelos Rolling Stones, o festival de Altamont terminou em tragédia quando uma gangue de motoqueiros da facção Hell’s Angels, contratada para fazer a segurança do evento, matou a pauladas um jovem negro. Outras três pessoas morreram na noite: duas atropeladas enquanto dormiam e uma terceira afogada
Sex Pistols xingam a Rainha DA INGLATERRA (maio de 1977)
Em uma esperta jogada de marketing, os Pistols lançaram o compacto “God Save the Queen” a tempo de esculhambar as comemorações do Jubileu da Rainha. O disco foi banido das rádios do país, mas tornou-se o segundo mais vendido
Estréia da MTV (1 de agosto de 1981)
Antes da MTV, o principal meio de divulgação para artistas era o rádio. Logo as gravadoras perceberam o potencial do novo canal e passaram a investir mais em clipes. A imagem de uma banda passou a ser tão importante quanto sua música. Surge a “geração MTV” com estrelas como Madonna, Duran Duran, Prince e Michael Jackson
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