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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

"Somos Físicos" Lagos e Praias em Titã (Luas de Saturno)

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AS LUAS DE SATURNO 


Assim como Júpiter, Saturno também é o centro de um mini-sistema solar, só que com 49 satélites confirmados.




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Você está vendo aquele brilho amarelo na imagem? É assim que Sol parece refletir nos mares de Titã, lua de Saturno.

Pela primeira vez, a sonda Cassini da NASA registrou o Sol brilhando em ambos os mares polares norte de Titã. Esse brilho é geralmente muito difícil de se ver porque a neblina e as nuvens de metano enchem a atmosfera da lua, o que dificulta o avistamento de sua superfície. E se avistar o reflexo em um mar já é difícil, em dois então é ainda mais.... mas aí está a primeira fotografia desse tipo, afinal, esse reflexo duplo nos dois mares nunca foi visto antes.
luz do Sol brilha na região superior esquerda da imagem, e na região sul do maior mar de Titã, o Kraken Mare. O Sol também brilha em um outro mar, o Ligeia Mare, que está parcialmente coberto por um agrupamento de nuvens brilhantes.

"A parte sul de Kraken Mare exibe uma 'banheira em formato de anel', uma margem brilhante de vapor, o que indica que o mar já foi maior em algum momento no passado e tornou-se menor devido a evaporação", afirmaram oficiais da NASA. "Os depósitos são de materiais deixados para trás após a evaporação de metano e etano líquidos"luz do Sol era tão brilhante que saturou o detector de Cassini, chamado Visual and Infrared Mapping Spectrometer (VIMS). O Sol estava a cerca de 40 graus acima do horizonte de Kraken Mare, que é a maior altura já observada em Titã.
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sobrevôo T-106 do dia 23 de outubro foi a penúltima manobra de aproximação feita pela sonda Cassini sobre Titã nesse ano. A nave espacial tem circulado o sistema de Saturno há mais de 10 anos, e agora está observando o início do verão no hemisfério norte da lua Titã e do gigante gasoso.

Titã está coberto por uma espessa atmosfera alaranjada, que esconde sua superfície dos cientistas. A primeira vez que uma nave espacial conseguiu focar em Titã foi em 1980. Explorações posteriores, especialmente aquelas feitas pela Cassini e o pousador de curta duração Huygens, revelaram dunas próximas do equador e em altitudes mais elevadas, assim como lagos de metano e etano líquidos, locais que até hoje são intensamente estudados pelos cientistas.
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Titã, a maior lua de Saturno, tem uma altura média da superfície do mar, tal como a Terra
Cientistas sugerem um novo destino para férias na praia no Sistema Solar. Pena que não seja fácil chegar lá. Pesquisadores publicaram na revista Nature, a identificação de um lago escuro, cercado por uma região costeira mais clara e uma “praia” na superfície de Titã, a maior lua de Saturno. O lago - com formato de sola de sapato - é o primeiro corpo líquido extraterrestre e provavelmente contém hidrocarbonetos, compostos simples também comuns na Terra.

“Essa é a primeira evidência conclusiva da presença de hidrocarbonetos líquidos em Titã”, segundo o autor principal do artigo, Robert Brown, professor de ciência planetária do Laboratório Lunar e Planetário (LPL) da University of Arizona, em Tucson.

Instrumentos a bordo do orbitador Cassini, da Nasa, em torno de Saturno e seus satélites, inclusive Titã, desde junho de 2004, revelam a presença de etano líquido - composto orgânico contendo carbono - em uma área com aproximadamente as mesmas dimensões do lago Ontário (um dos Grandes Lagos entre o Canadá e os Estados Unidos) no Hemisfério Sul de Titã. Regiões escuras similares, também foram detectadas no Hemisfério Norte, indicando que provavelmente a superfície de Titã é pontilhada por “mares” de hidrocarbonetos.
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De acordo com as informações obtidas, os pesquisadores descobriram que existe um alto grau de densidade no mar de Titã para explicar os dados de gravidade. Isso quer dizer que o oceano é provavelmente muito mais salgado do que o originalmente pensado, como se fosse uma salmoura misturada com sais dissolvidos provavelmente de enxofre, sódio e potássio. A densidade indicada, segundo as pesquisas, faz do oceano de Titã muito mais salgado do que o Mar Morto, que já é dez vezes superior ao grau de sal encontrado nos oceanos da Terra.
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Pesquisadores confirmaram a presença de etano líquido a partir de resultados obtidos pelo Espectrômetro de Mapeamento no Visível e no Infravermelho (VIMS) a bordo de Cassini, que detectou linhas de hidrocarbonetos nessas faixas do espectro. O etano se forma a partir da ação da luz solar sobre o metano presente na atmosfera de Titã. Acredita-se que o etano da atmosfera se condensa em nuvens que se precipitam na forma de chuva. Ao escoar pela superfície de Titã, a chuva abre caminho formando correntezas que acabam sendo represadas em verdadeiros lagos de etano.
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Titã tem atraído a atenção dos astrônomos graças à sua atmosfera formada por uma névoa alaranjada, que se estende por 965 quilômetros a partir de sua superfície. O nitrogênio é o elemento dominante, embora existam traços de metano e de outros hidrocarbonos, inclusive propano. Com um diâmetro de 5.150 km, Titã é maior que Mercúrio e apenas 25% menor que Marte, o que faz dele a segunda maior lua do Sistema Solar, logo depois de Ganimedes, a lua de Júpiter.
Já se suspeitava da existência de etano ou metano líquidos na superfície de Titã. Essa descoberta veio confirmar a idéia de que Titã possui um “ciclo hidrológico” semelhante ao da Terra. Só que o líquido que forma nuvens, chuvas e depois evapora novamente não é água, mas metano e etano, lembra o co-autor do trabalho, Christophe Sotin, cientista planetário do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da Nasa, em Pasadena, Califórnia.
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Além de pôr um ponto final nos debates sobre a existência de líquidos em Titã, essa descoberta poderá alterar o curso de futuras missões. Tanto a Nasa como a Agência Espacial Européia (Esa) estão pensando em retornar a Titã; essas novas observações apóiam a idéia de se enviar um veículo que pouse em um lago - uma sonda flutuante - para colher amostras de sua composição, comenta Ralph Lorenz, cientista planetário do Laboratório de Física Aplicada da Johns Hopkins University, em Laurel, Maryland.
A piscina líquida, denominada Ontario Lacus, absorve praticamente toda a luz incidente o que lhe dá uma tonalidade escura, segundo Brown do LPL. Os dados também revelam que a superfície do lago é tranqüila, sem ondulações ou ondas, o que para Brown é surpreendente. Ele e sua equipe esperavam encontrar ondas provocadas por possíveis ventos de superfície.
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Há poucas chances de existir vida em Titã. “É só uma questão de imaginação fértil” comenta Jonathan Lunine, professor de ciência planetária e de física no JPL, que não participou do estudo. “Se um organismo terrestre for abandonado na superfície de Titã, certamente morrerá”. Mas, não está descartada a probabilidade de haver formas exóticas de vida num ambiente líquido de hidrocarbonetos.

A confirmação da presença de compostos orgânicos e de nitrogênio significa que Titã tem uma composição química muito semelhante à da Terra primitiva, quando a vida começou a se desenvolver. “Esses compostos constituem a base para a formação futura de moléculas mais complexas”, avalia Brown.
A idéia dominante é de que a química necessária para criar moléculas com capacidade de se replicarem e armazenarem informação - como o DNA - não se desenvolveu em Titã, devido às temperaturas extremamente baixas (média de -181º C). A falta de água líquida na superfície - ingrediente principal para a formação da vida como a conhecemos - é outra razão que pode ter impedido a evolução de vida em Titã, se é que ela algum dia surgiu.

Mas Brown alerta para o fato de que vulcões e outras atividades tectônicas podem adicionar energia e até água a essa mistura. “Embora ninguém acredite muito nisso”, comenta Brown, se a vida encontrar um caminho para se desenvolver em Titã, decididamente será em um clima bem diferente do nosso.

“Caso venhamos a encontrar vida em Titã”, sugere Lunine, “será uma evidência de que a vida é realmente um fenômeno cósmico fundamental e que pode ocorrer em condições muito diferentes daquilo que consideramos ‘habitável’”.


http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/lago_e_praias_em_tita_lua_de_saturno.htmlhttps:
//www.megacurioso.com.br/saturno/44805-oceano-de-tita-lua-de-saturno-pode-ser-tao-salgado-quanto-o-mar-morto.htm

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