"Somos Físicos". Assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todos os assuntos resultam de pesquisas coletadas na própria internet.

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quarta-feira, 21 de junho de 2017

"Somos Físicos" Gemas - Pedras preciosas ( Mineralogia)

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Uma gema (do latim gemma) ou pedra preciosa é um mineral, rocha ou material petrificado que, quando lapidado ou polido, é colecionável ou usável para adorno pessoal em joalheria. Algumas são orgânicas, como o âmbar (resina de árvore fossilizada) e o azeviche (uma forma de carvão). Certas gemas, embora valiosas e bonitas, não são suficientemente duras ou são demasiado frágeis para serem usadas em joias (por exemplo, todocrosita), mas são exibidas em museus e procuradas por colecionadores.
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Laboratório de pedras preciosas no Rio
 
Entre as gemas encontram-se muitos minerais formados em rochas, tais como o diamante, o rubi, a safira, a esmeralda, a alexandrita, a opala, o olho de gato, o topázio, a turmalina, a granada, todas encontradas aqui no Brasil. Já as chamadas gemas orgânicas como ambar, pérola e coral, são formadas na biosfera. Tanto as gemas naturais como as orgânicas são raras e, por isso, muito valiosas.
Antigamente, as gemas eram classificadas em pedras baratas, semipreciosas e preciosas, dependendo da sua cor, sua dureza, sua pureza e raridade. Atualmente, todas as gemas são consideradas preciosas, embora as quatro originais (diamante, rubi, safira e esmeralda) sejam geralmente, mas nem sempre, as mais valiosas. Para avaliar uma gema são necessários profissionais experientes. Por isso, abaixo, seguem alguns conceitos para ajudar quem está começando a lidar com pedras preciosas e quer aprender como conhecê-las e classificá-las. 
Ametista
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Classificação quanto à dureza
Dureza de uma gema (pedra preciosa) é a resistência que ela oferece ao ser riscada por um objeto de teste, pontiagudo.
Há uma tabela chamada Tabela de Dureza de Mohs, na qual há uma graduação que vai de 1 a 10. Quanto maior for esse número, mais dura é a gema classificada, consequentemente, maior o seu valor. 
Mohs escolheu 10 minerais de durezas diferentes para comparação e os classificou. Minerais e gemas com durezas um e dois são moles; de três a seis, são meio duras; e, acima de seis, são duras. Já os minerais de durezas oito a dez, nessa escala, são descritos como gemas muito boas.

Rubi
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Minerais e escala de dureza (Mohs)
Talco: Dureza 1. É riscado com a unha;
Gipso: Dureza 2. É riscado com a unha;
Calcita: Dureza 3. É riscado com uma moeda de cobre;
- Fluorita: Dureza 4. É riscada com uma faca;
Apatita: Dureza 5. Pode ser riscada com uma faca;
Ortoclásio: Dureza 6. Pode ser riscado com uma lima de aço;
Quartzo: Dureza 7. Risca o vidro de uma vidraça;
Topázio: Dureza 8. Não risca;
Coríndon: Dureza 9. Não risca;
Diamante: Dureza 10. Não risca.

Alexandrita
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Classificação quanto à cor
cor é a característica mais importante das gemas. Não podemos usar a cor para identificar uma gema, pois muitas têm a mesma cor e outras possuem várias cores como a turmalina.
“Não há nenhum método prático para determinar a cor de uma gema. Mas há uma dica: A cor da gema deve ser definida, nem muito escura nem muito clara”, afirma o professor Itamar Fernandes Esteves, do curso Como Fazer Lapidação de Pedras, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

Quartzo
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Mudança de cor
Algumas gemas alteram a sua cor devido a alguns fatores. Vejamos alguns exemplos:
- O quartzo rosa pode se tornar pálido, quando exposto diretamente à luz do sol;
- A ametista submetida a várias centenas de graus centígrados muda de violeta, que é a sua cor original, para vermelho-acastanhada, verde ou leitosa;
- O citrino, que é normalmente amarelo, pode mudar de uma cor menos atraente para uma cor mais valorizada no mercado, por meio de tratamento térmico;
- A água marinha esverdeada pode ser aquecida e se transformar em azul-marinho;
- Aquecendo-se a variedade castanho-avermelhada do zircão (jacinto), esta torna-se incolor, como um diamante, ou azul como uma água-marinha;
- Em pedras porosas como lápis-lazúli, turquesa, pérolas e ágata, as cores são melhoradas com a adição de pigmento.

Atenção!
Algumas dessas cores resultantes não são permanentes, as pedras podem tornar-se pálidas, podem mudar de cor ou podem ficar manchadas.
Todas as gemas com mudanças de cor artificiais, com exceção de pedras tratadas com calor e ágatas tingidas, têm de ser marcadas, quando oferecidas à venda.

Quanto mais transparente a gema for, mais preciosa ela será. Foto: reprodução.
Classificação quanto à transparência
Quanto mais transparente a gema for, mais valiosa ela será. A presença de substâncias estranhas, bolhas de ar ou fissuras no interior do cristal afetam a sua transparência.
Classificação quanto à pureza
As gemas consideradas puras são aquelas que não têm nenhuma substância reconhecível em seu interior. As substâncias encontradas dentro das gemas como bolhas de ar, outros minerais, líquidos, alteração da estrutura cristalina e sinais de fases de cristalização são chamadas de Inclusões.
A maioria das inclusões são consideradas como desvalorizadoras das gemas, porque influem na cor e na resistência mecânica das pedras. No entanto, há inclusões que as valorizam, como os rutilos que são microtúbulos dispostos no interior das gemas.
Resumindo, o valor da gema vem da cor, da dureza, da pureza e, principalmente, da raridade. Com base nesses parâmetros, elas se classificam em baratas, semipreciosas e preciosas. Evidentemente, existem pedras que não chegam nem a semipreciosas, pelo grau de cor e defeitos.  As semipreciosas são aquelas mais comuns e com valor no mercado como a ametista e o citrino. 
A turmalina pode ser preciosa ou semipreciosa. Se a pedra tiver uma cor extra, um tamanho grande, uma coloração definida e uma pureza, ela pode ser classificada como preciosa. Por outro lado, se a pedra tiver uma cor escura demais, ou se ela tiver muito clara, ou com defeito, o seu preço já cai. 

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diamantes extraídos en Africa Austral.

Gemas sintéticas

Materiais gemológicos podem ser produzidos também em laboratório a um custo baixo, mas com a mesma qualidade de beleza e encanto que a gema natural.
Gemas como a rubi, safira, esmeralda, opala, alexandrita já tem o seu ?clone? sintético. Até o diamante que se forma sob condições de pressões e temperaturas altíssimas em grandes profundezas do planeta, já foi sintetizado em laboratório, com custo sensivelmente baixo.

O Gemólogo

O profissional que estuda, testa e identifica gemas é o gemólogo. Este profissional deve ter bons conhecimentos de Mineralogia, Petrologia e Geologia, além de Física e Química para poder desempenhar este papel.
O gemólogo estuda as propriedades, identifica a natureza da gema, classifica-as em função do peso, lapidação, cor, dureza e pureza e opina ainda sobre o valor econômico destes materiais naturais.
Portanto, este profissional controla a qualidade das gemas, o que é fundamental para vendedores, compradores e colecionadores, atuando no controle das necessidades de avaliar muitas variedades de material existente no comércio, no descobrimento de novas gemas e assessorando tecnicamente no tratamento de gemas naturais.
Outro campo relevante de atuação se dá nos métodos de gemas sintéticas e no reconhecimento de gemas de imitação, as quais só têm a aparência de gema mas nunca seu valor econômico.
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Como diria Marilyn Monroe, os diamantes são os melhores amigos de uma mulher. Mas nem todas sabem como essa e outras joias tão cobiçadas foram parar nas vitrines das lojas, lapidadas e brilhantes.
Está curiosa para descobrir a resposta? Conheça um pouco sobre a mineralogia no nosso post do dia!
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O que é a mineralogia?

A mineralogia é uma ciência que se dedica ao estudo de minerais em vários aspectos: sua estrutura química e molecular, as propriedades físicas e também ópticas, a sua gênese, o seu metamorfismo e a sua meteorização.
Essa ciência começou de forma modesta, focando apenas em dar nomes aos vários tipos de minerais encontrados. Mas com o passar dos anos, ela evoluiu muito.

No Brasil

Antes mesmo dos colonizadores chegarem ao Brasil, os índios já trabalhavam com os minerais. As pedras eram utilizadas para fabricar armas como o machado, ponta de lanças e flechas, pilão, facas, entre outros instrumentos necessários para a sobrevivência.
Com o passar do tempo, os indígenas também passaram a utilizar essas pedras para confeccionar adornos e também para praticar rituais religiosos com a fabricação de estátuas de ídolos e deuses.
50 anos depois da chegada dos portugueses ao Brasil, cartas começaram a chegar no outro lado do atlântico, informando aos reis que muitas pedras e metais preciosos foram encontrados em nossas terras.
O primeiro mineralogista do nosso país foi José Bonifácio, mais conhecido pela sua representação política, mas que tinha como um dos seus passatempos preferidos essa prática mineralógica.
Surgiram vários outros mineralogistas durante o período colonial até os dias de hoje. O estudo sobre as pedras preciosas se desenvolveu muito aqui no Brasil, especialmente depois das jazidas encontradas em Minas Gerais.
Nos dias de hoje, novas espécies minerais são descobertas graças ao empenho de vários pesquisadores que foram surgindo através dos anos. Já são mais de 50 espécies minerais descobertas em terras brasileiras, e destas, 11 foram identificadas pelo geólogo Daniel Atencio.

No mundo

Fora do Brasil, a mineralogia surgiu como ciência com o cientista e humanista Georg Bauer. Ele foi tão importante nessa área que é conhecido como o pai da mineralogia.
Como foram surgindo novas técnicas graças ao avanço da tecnologia, a mineralogia deixou a mera descrição de pedras para estudar as propriedades físicas e químicas das pedras com a finalidade de obter maior qualidade. Hoje temos vários campos de estudo, dentre eles há a ciência dos materiais, física do estado sólido e química inorgânica.

Qual é a sua importância?

Você pode estar se perguntando qual o motivo de estudar sobre isso e com qual objetivo. Pois bem, a mineralogia é uma excelente maneira de retirar esses recursos naturais do meio ambiente sem danificá-lo. Além disso, é possível otimizar o uso dessas pedras e, com isso, gerar mais lucros para a empresa em todas as etapas na produção de joias.
Com a mineralogia é possível:
– Saber o real valor econômico do material que você tem;
– Qual é a demanda de mercado para esse tipo de pedra.
Dessa forma, você consegue saber qual é o tipo de produto que o seu consumidor mais gosta. Com a aplicação da mineralogia, a empresa pode aproveitar melhor todo o processo de produção da joia e levar maior qualidade para os seus clientes.
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Leitura recomendada

Schumann, W.. 2002. Gemas do Mundo,9a.Edição, Editora Ao Livro Técnico, Rio de Janeiro, 280 ps.
Schumann, W.. 1986. Gemas do Mundo 3a.Edição, Editora Ao livro Técnico, Rio de Janeiro, 254 ps.
Schumann, W.. 1994. Rochas e Minerais, Editora Ao Livro Técnico, Rio de Janeiro, 223 p.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gema_(mineralogia)http://www.igc.usp.br/index.php?id=174http://blog.artouro.com.br/afinal-para-que-serve-mineralogia/https://www.cpt.com.br/cursos-comofazer/artigos/pedras-preciosas-classificacao-quanto-a-dureza-cor-transparencia-e-pureza

"Somos Físicos" Aminoácidos e Proteínas ( Bioquímica)


Dos nossos cabelos e unhas aos músculos, passando por hormônios, enzimas e anticorpos, tudo em nosso organismo é composto basicamente por proteínas.


Só para entender a importância dos aminoácidos é importante lembrar que o fio de cabelo tem uma estrutura de 85% formada por um tipo de proteína chamada queratina (muito conhecida por nós adoradoras de cremes de cabelos), que por sua vez é formada por 19 tipos de aminoácidos. Sendo eles então:

1. CISTINA - 14 a 16,5%

A Cistina é um aminoácido que ajuda no crescimento dos fios de cabelo, tem presente em muitos cosméticos e modifica a estrutura dos fios. Eles são envolvidos na produção de colágeno para elasticidade e textura da pele, e na alfa-queratina para unhas e cabelos.

2. ÁCIDO GLUTÂMICO - 14,3 a 15,5%
Apesar da grande concentração deste componente no cabelo, achei pouquíssimos lugares falando da função deste aminoácido para o cabelo. Apenas que ele é usado na fabricação de surfactantes.

3. SERINA - 9,6 a 10,8%
Melhora a penteabilidade dos cabelos, melhora as propriedades físicas da fibra do cabelo tais como o brilho, aspecto de liso, maciez e integridade das cutículas. É usado nos cosméticos como hidratante.

4. ARGININA - 8,8 A 9,6%
Ela estimula a micro-circulação para uma melhor nutrição no bulbo capilar, favorecendo a troca de nutrientes entre a raiz e o fio. É muito utilizado para produtos cosméticos pois possui grande propriedade hidratante.

5. TREONINA - 6,5 a 7,5%
Importante para a produção de glicina e serina. E é muito usado em cosméticos farmacêuticos.

6. LEUCINA - 6,4 a 6,9%
É fundamental para regeneração dos cabelos, pois é um elemento essencial para a estrutura das proteínas e enzimas.


7. ÁCIDO ASPÁRTICO - 5,6 a 6,5%
Ele é indispensável para a síntese da arginina.


8. VALINA - 5,0 a 5,8%



9. GLICINA - 3,3 a 3,5%

Ajuda na fabricação de outros aminoácidos é necessário para a conservação da pele e cabelos, pois tem ação antioxidante. É usado em cosméticos para tratamento contra dermatites e antialérgico.


10. PROLINA - 3,6%

É um dos aminoácidos que são componentes primários da proteina colágeno, o tecido do conectivo que liga e sustenta todos os outros tecidos. É o aminoácido mais rígido, sendo ele então que dá rigidez ao fio de cabelo.


11. ALANINA - 2,8 A 3,5%

É um aminoácido que ajuda na formação da vitamina B6. Possui propriedades hidratantes, e é usado em cosméticos para produzir surfactantes e vitaminas.


12. LISINA - 2,6 a 3,1%

Ajuda a obter um cabelo alinhado da raiz às pontas por mais tempo. Ela potencializa a absorção do cálcio, ajudando no fortalecimento, crescimento e regeneração dos cabelos.


13. ISOLEUCINA - 2,3 a 2,5%

A isoleucina foi outro que não achei nada especifico para cabelo, mas fala que quando somos crianças é ele que atua no crescimento, e que ele age de forma lenta no organismo, lendo estas informações, deduzi que talvez ele esteja ligado ao crescimento do fio de cabelo.



14. FENILALANINA - 2,2 a 2,8%

É o aminoácido ligado diretamente a melanina, dando cor a pele e cabelos.


15. TIROSINA - 2,1 a 2,7%

Este aminoácido é ligado diretamente a pigmentação dos fios, ou seja a cor vibrante do cabelo é devido a este aminoácido. É encontrado nos cosméticos tendo como objetivo a proteção contra raios UV.


16. HISTIDINA - 0,8 a 1,1%



17. TRIPTOFANO - 0,8 a 1,2%

Recupera e mantem a integridade do fio evitando a quebra.


18. METIONINA - 0,5 a 0,9%

Reforça a estrutura do cabelo e combate a queda capilar.


19. Vestígios de ÁCIDO CISTEICO



Esta formação de aminoácidos no cabelo pode diminuir pela química ou simplesmente por agressões externas como secador, chapinha, vento, sol, etc. a falta destes aminoácido causam queda e quebra de cabelos. E a forma para suprir estas necessidades pode ser ingeridas, com suplementos e uma boa alimentação, ou tópico, com cremes ricos em aminoácido diretamente nos cabelos.
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A proteína é, depois da água, o componente mais importante e mais abundante dos seres vivos. Praticamente tudo em nosso organismo é composto primariamente por proteínas, incluindo nossas células.
Para facilitar o entendimento, vamos usar ao longo deste texto algumas analogias. Vamos iniciar nossa explicação com uma bem simples: as proteínas estão para os seres vivos como os tijolos estão para um casa.
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Portanto, imagine nosso organismo como um grande aglomerado de pequenos tijolinhos de origem orgânica. Nossa pele, unhas, cabelos, ossos, músculos, etc. são todos compostos por proteínas. Estima-se que exista no corpo humano algo em torno de 2 milhões de proteínas.
A analogia com os tijolos serve apenas para início de conversa. Vamos aprofundar o assunto. As proteínas são compostos bem mais complexo. Se em uma casa geralmente existe apenas um tipo de tijolo, nosso organismo é composto por cerca de 50.000 a 100.000 tipos diferentes de proteínas. Enquanto os tijolos apresentam apenas a função de dar estrutura à casa, nossas proteínas vão muito além. Cada uma das 100 mil proteínas desempenha um papel no corpo. Mesmo aquelas que são apenas estruturais são muito diferentes entre si, basta reparar nas diferenças que existem entre o cabelo, a pele, os músculos, as unhas, os órgãos, etc.
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O papel das proteínas não é só dar estrutura aos nossos tecidos e órgãos. Várias substâncias metabolicamente ativas no nosso corpo são formadas por proteínas, como, por exemplo: hormônios, anticorpos, enzimas, fatores da coagulação, hemoglobina, etc. Em geral 50% do peso de cada uma das nossas células é composto por proteínas.
Portanto, a proteína não é somente um tijolinho, ela é o tijolinho, a eletricidade, a água, o gás, os móveis e tudo mais que faz uma casa funcionar. É como se cada um desses elementos da casa fosse um tipo diferente de proteína.
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As proteínas apresentam uma extensa lista de funções no organismo e são encontradas em todas as estruturas da célula, substâncias intersticiais, anticorpos, entre outros. Entre as funções que podem ser atribuídas às proteínas, destacam-se seu papel no transporte de oxigênio (hemoglobina), na proteção do corpo contra organismos patogênicos (anticorpos), como catalizadora de reações químicas (enzimas), receptora de membrana, atuação na contração muscular (actina e miosina), além de serem fundamentais para o crescimento e formação dos hormônios.
Diante de tamanha importância, é fundamental que as proteínas sejam obtidas por meio de uma boa alimentação. Entre os alimentos que se destacam pela grande quantidade desse nutriente, podemos citar as carnes, leite, ovos, cereais integrais, feijão, legumes e vegetais folhosos.
Alguns exemplos de diferentes proteínas e suas funções:
  • Amilase: enzima produzida no pâncreas que participa no processo de digestão de carboidratos.
  • Insulina: hormônio necessário para a entrada de glicose nas células.
  • Prolactina: hormônio que estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias.
  • Colágeno: proteína de função estrutural, responsável por manter os tecidos unidos, principalmente pele, cartilagens e ossos.
  • Imunoglobulinas: são os anticorpos responsáveis pelas defesas contra germes invasores.
  • Actina e Miosina: proteínas contráteis dos músculos, responsáveis pela capacidade de contração dos mesmos.
  • Fibrinogênio: proteína que participa no processo de coagulação do sangue.
  • Ferritina: proteína do fígado que serve para armazenar o ferro.As proteínas são feitas a partir da junção de moléculas de aminoácidos, ou seja, são polímeros de aminoácidos. As proteínas humanas são formadas através da combinação aleatória de 20 tipos diferentes de aminoácidos, a saber:
    20 aminoácidos
    Imagine cada um dos 20 aminoácidos acima como uma peça de LEGO®. Se você tiver 20 peças diferentes, mas cada uma delas em um número gigantesco, a quantidade de formas que você pode criar é praticamente infinita. Como já referido acima, no corpo humano, as 20 moléculas de aminoácidos criam algo em torno de 100.000 proteínas diferentes, com funções, tamanho, forma, composição e número de aminoácidos distintos.
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    Uma proteína é formada por no mínimo 50 moléculas de aminoácidos. Este é o seu tamanho mínimo. Já as maiores proteínas no corpo humano chegam a ter mais de 30.000 aminoácidos. As estruturas formadas por menos de 50 aminoácidos são chamadas de peptídeos. Assim como as proteínas, os peptídeos também exercem funções importantes no organismo.
    A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, que age permitindo a entrada de glicose para as células, é uma proteína pequena, composta por apenas 51 aminoácidos (ela é a junção de dois peptídeos, um de 21 aminoácidos e outro de 30 aminoácidos). Já a hemoglobina, estrutura presente nas hemácias (glóbulos vermelhos), responsável pelo transporte de oxigênio, é uma proteína mais complexa, composta por 574 aminoácidos. Algumas proteínas dos músculos são enormes, sendo formadas por mais de 30.000 aminoácidos.
    Além da quantidade e dos tipos de aminoácidos presentes, a forma que a proteína assume também influencia na sua função. A proteína pode ter estrutura linear, em hélice, pode ser dobrada ou algo esférica. Assim como uma folha de papel, dependendo de como for dobrada, pode dar origem a um barquinho, um chapéu ou uma avião, duas proteínas compostas pelos mesmos aminoácidos, podem assumir formas diferentes, passando a desempenhar funções distintas no organismo.Resultado de imagem para aminoácidos essenciais alimentos

    AMINOÁCIDOS ESSENCIAIS

    Dos 20 aminoácidos que o corpo usa como base a elaboração de suas proteínas, 11 são produzidos pelo nosso próprio organismo e 9 são obtidos exclusivamente através da alimentação. Esses 9 aminoácidos que o corpo não consegue produzir (fenilalanina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, treonina, triptofano, histidina e valina) são chamados de aminoácidos essenciais. Se apenas um deles estiver em falta, milhares de proteínas essenciais à vida deixarão de ser produzidas, provocando sérios danos à saúde.
    Os aminoácidos essenciais podem ser obtidos através de variedade de alimentos, como carnes, cereais, legumes, grãos, soja, ovos e leite. Uma alimentação balanceada é mais do que suficiente para prover a quantidade de aminoácidos que necessitamos. Mesmo as pessoas que não comem carne conseguem ingerir todos os aminoácidos essenciais.

    SUPLEMENTOS DE PROTEÍNAS

    O uso de suplementos à base de proteínas e aminoácidos tem se tornado muito comum, principalmente entre pessoas que querem ganhar massa muscular. Os músculos são compostos basicamente de proteínas, muitas delas produzidas através de aminoácidos essenciais. Se você pretende criar músculos, é preciso ter proteínas no corpo para o trabalho, afinal, não se constrói uma casa sem tijolos.
    Porém, não basta comer proteínas para fica mais forte. Uma das regras do nosso organismo é só usar aquilo que precisa, armazenando o resto caso haja carência de alimentos no futuro. O nosso organismo foi moldado por séculos de evolução, estando sempre à espera de épocas difíceis, com carência de alimentos. Supermercados, geladeira e comida em excesso são uma criação do homem moderno. O nosso corpo ainda pensa como o dos nosso ancestrais, que não tinham acesso tão fácil a alimentos. Tudo o que é consumido em excesso vira gordura, que é uma fonte de energia que pode ser armazenada em grandes quantidades.
    A produção de músculos é incentivada pelo exercício físico. Se um determinado músculo está sendo constantemente exigido, o corpo automaticamente aumenta o aporte de proteínas, tornando-o mais forte. Neste caso, é preciso garantir uma boa ingestão de proteínas para que estas possam servir de substrato para a produção de  fibras musculares maiores e mais fortes. Se o indivíduo, porém, é sedentário ou faz esforços apenas  leves, o organismo não sente necessidade de criar mais músculos, já que a atual musculatura é suficiente para suportar a carga diária de esforços. Neste caso, se o sujeito consumir mais proteínas que o necessário, elas não serão aproveitadas. Como cada grama de proteína possui cerca de 4 calorias, o corpo transformará o excesso de calorias ingerida em gordura, armazenando-as nos tecidos adiposos.
  • http://www.mdsaude.com/2012/05/o-que-e-proteina.htmlhttp://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/proteinas.htmhttp://burguesinhasuburbana.blogspot.com.br/2013/04/aminoacidos-e-sua-importancia-para-os.html

terça-feira, 20 de junho de 2017

"Somos Físicos" Carboidratos ( Bioquímica)

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A bioquímica é uma área interdisciplinar que tem como objetivo estudar os processos químicos que ocorrer em organismos vivos, esse processos vão de processos celulares à processos macro como, por exemplo, a queima de carboidratos durante a prática de exercícios físicos. No ensino médio são apresentados alguns dos conceitos mais importantes dessa área, a conceituação de carboidratos, lipídios e proteínas é um dos temas recorrentes.


Carboidratos são moléculas orgânicas formadas por carbono, hidrogênio e oxigênio. Glicídios, hidratos de carbono e açúcares são outros nomes que eles podem receber.
 São as principais fontes de energia dos sistemas vivos, uma vez que a liberam durante o processo de oxidação. Participam também da formação de estruturas de células e de ácidos nucleicos.
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Eles fornecem glicose, que se converte em energia para diversas funções básicas do corpo e atividades intelectuais.
Acredita-se que o cérebro humano use até 25 por cento da energia do corpo e até 60 por cento de glicose no sangue em nosso sangue.
Mas a ingestão de carboidratos também interfere na prática de atividades físicas. Ela irá te auxiliar a ganhar ou perder peso, por exemplo.
Um ponto que devemos deixar claro é que como tudo em excesso – ou em falta – faz mal, é preciso estar sempre atento à quantidade e qualidade dos carboidratos que você está ingerindo durante o dia.
Quando falamos em carboidratos na alimentação, estamos falando de alimentos ricos em amido e glicogênio e açúcar.Após a digestão, eles aumentam a glicemia sanguínea, que é a concentração de glicose (açúcar) no sangue e a produção de insulina.
Os carboidratos mais fáceis de serem digeridos são os carboidratos simples, enquanto os de digestão mais lenta são conhecidos como carboidratos complexos. Essa velocidade na digestão é conhecida como índice glicêmico.
Para a associação correta dos carboidratos à alimentação é preciso estar atento ao consumo diário, e não em horários específicos como, por exemplo, não ingeri-los após as 17h.
É muito importante saber quais alimentos são ricos em carboidratos simples e quais são ricos em carboidratos complexos, pois esse será o diferencial em sua dieta de acordo com seus objetivos.
Quando os carboidratos não são utilizados na manutenção do nosso organismo, eles são armazenados na forma de glicogênio nos músculos e no fígado, e quando esses “depósitos” ficam cheios, o glicogênio é convertido em gordura.
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São Classificados:
  • Monossacarídeos: Os de constituição mais simples, denominados de monossacarídeos, possuem como fórmula geral (CH2O)n, sendo “n” o número de átomos de carbono. São, geralmente, de sabor adocicado e podem ser trioses, tetroses, pentoses, hexoses ou heptoses, quando constituídos de três, quatro, cinco, seis ou sete átomos de carbono, respectivamente. A glicose, monossacarídeo extremamente importante para a nossa vida como fonte de energia, é uma hexose de fórmula C6H12O6. A frutose e a galactose são, também, hexoses.
  • Dissacarídeos: são moléculas solúveis em água resultantes da união de dois monossacarídeos por uma ligação glicosídica. Quando ocorre esse evento, há a liberação de uma molécula de água (desidratação). Sacarose (glicose + frutose), lactose (glicose + galactose) e maltose (glicose + glicose) são três exemplos de dissacarídeos bastante conhecidos.
  • Polissacarídeos: são formados pela união de diversos monossacarídeos, sendo a celulose, amido e glicogênio os mais conhecidos e os de maior importância biológica. São formados por cadeias longas e podem apresentar moléculas de nitrogênio ou enxofre. Não são solúveis em água.                                                                                                              
  • Alimentos Ricos em Carboidratos

        Quem considera o carboidrato um vilão da dieta deve repensar este conceito. Para aqueles que querem uma vida saudável, rejeitá-lo pode ser um tiro no pé. É justamente a ingestão deste nutriente que dá a chance do “bom emagrecimento”, ou seja, aquele em que a perda de peso significa perda de gordura.

            “A gordura é nosso estoque de energia. Se você não come carboidrato, que também é uma fonte de energia, seu corpo vai segurar a gordura para um momento de emergência e você vai perder músculos”, explica a nutricionista Mayra Madi, da Clínica Andrezza Botelho. A questão é quanto e qual carboidrato comer.



            De acordo com a nutricionista funcional Luciana Harfenist, o consumo exagerado do carboidrato é o “mal nutricional do século”. Isso porque faz crescer índices de obesidade em todo o mundo, e pela relação direta que tem com a diabetes (afinal, “todo carboidrato é fonte de açúcar”, como lembra Mayra). Por isso, é preciso maneirar nas quantidades.

                “De modo geral, hoje, trabalho com a parcela de carboidratos sendo de 40% a 45% do total de calorias ingeridas. Mas a quantidade vai ser proporcional à sua necessidade metabólica e é diferente para cada um. A necessidade de energia vai ser proporcional à quantidade de energia que você gasta”, orienta Luciana.



                Segundo Mayra, outra forma de observar se está abusando do nutriente é avaliar a sua alimentação. “Em um prato balanceado, metade tem que ser de verduras ou legumes, crus ou cozidos; um quarto de carboidratos e um quarto de proteínas”, diz. Aliás, o carboidrato deve estar presente em todas as principais refeições. Só tome cuidado em relação ao jantar se sua rotina for de comer e ir deitar – nestes casos, pode ser mais interessante parar de ingeri-los mais cedo, já que o organismo não precisará de tanta energia.

            Além da quantidade, também preste atenção na qualidade do alimento, pois existem carboidratos simples e complexosOs simples, ou refinados, que são os mais comuns, como os do pão francês e do arroz branco, têm alto índice glicêmico – ou seja, provocam um pico de energia no corpo e têm rápida absorção. Já os complexos, como os alimentos integrais, têm baixo índice glicêmico, geram menos insulina no sangue e são absorvidos lentamente, o que ajuda na prevenção da diabetes e do acúmulo de gordura.



            A diferença não tem a ver com a quantidade de calorias, que são muito parecidas entre todos os carboidratos, explica Mayra, mas os carboidratos complexos são mais recomendados, a não ser em situações de grande esforço físico em que é preciso de um pico de energia imediato. “O carboidrato é fundamental para quem quer ganhar músculos. Para ter bom humor, é preciso de carboidrato; e para quem estuda também. A falta do nutriente gera fadiga, cansaço e perda de cognição. A questão é qual carboidrato. Sempre é preciso um carboidrato mais integral, que é melhor”,

        Agora, para que você inclua os carboidratos certos na sua dieta (não se esquecendo de moderar na quantidade), veja uma lista elaborada com a ajuda das nutricionistas Mayra Madi, Luciana Harfenist e Dalyla Formagine, da Estética Duarte e reavalie sua rotina:

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    Pães

    Eles estão muito presentes na nossa alimentação, mas a dica principal é: sempre que possível, opte pelos integrais, preparados com farinhas especiais. Eles são cheios de fibras, o que vai nutrir melhor o seu corpo, além de ajudar com que a liberação de açúcar seja feita de forma mais lenta no sangue.


    Mas como toda regra tem exceção, para atletas e pessoas com atividades físicas muito intensas, pode ser interessante comer produtos de carboidratos simples e farinhas refinadas, já que elas dão energia imediata, antes ou depois da atividade.
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    Batata-doce

    Como tem baixo índice glicêmico, a batata-doce não libera pico de açúcar no sangue. Isso faz com que a pessoa fique mais bem-disposta do que se estivesse comendo um carboidrato simples.


    Um pico muito grande de insulina, e a posterior queda dela muito rapidamente, gera cansaço. Por isso sentimos aquele sono depois do almoço quando comemos carboidratos simples em grande quantidade.


    Outros benefícios da batata-doce é que não contém glúten e pode ajudar na compulsão do açúcar, já que o sabor adocicado é fruto de uma enzima que ela possui. Uma dica de Luciana é substituir o pão por batata-doce e preparar chips assados do alimento para o lanche.
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    Arroz

    O branco, tradicional, é rico em carboidrato simples. Por isso, embora seja recomendado para atletas, por exemplo, deve-se tomar cuidado com a quantidade ingerida.


    Já o integral é mais recomendado, mas como nem todo mundo se adapta ao sabor desta versão, Mayra sugere ir cozinhando porções de arroz integral e branco juntas para adquirir costume com o sabor. Já o arroz preto, que além de carboidratos é rico em flavonoides e fibras, é uma dica de Luciana para o preparo de risotos (neste caso, também substitua a manteiga por azeite).


    Outra dica da nutricionista funcional é sempre incluir um vegetal nas receitas, o que vai reduzir a quantidade de carboidratos ou deixar mais lenta a absorção deles. “A fibra atrapalha um pouco a absorção do carboidrato”, 
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Cereais

Quinoa, amaranto, aveia e outros cereais são ricos também em proteínas, o que ajuda a metabolizar o colesterol, diz Mayra.


quinoa, por exemplo, foi declarada alimento do ano em 2013 pela Organização das Nações Unidas (ONU) por ser riquíssima em aminoácidos. Como fonte de carboidrato, pode substituir no dia a dia os nutrientes mais simples.


Uma sugestão de Luciana é criar em casa sua própria granola, com flocos de quinoa, amaranto e milho, além de nozes e amêndoas, que podem ser misturados em receitas de lanches e café da manhã. “Aumentar os nutrientes 'lentifica' a absorção de glicose”
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Milho

Segundo Mayra, milho é carboidrato, e por isso é preciso tomar cuidado com misturá-lo com outras fontes deste mesmo nutriente. Ele tem ainda bastante fibra,
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Mel

Ele é rico em energia, com carboidratos como glicose e sacarose, além de poder ser funcional (quem é que não lembra dele na hora da gripe?), mas sua ingestão precisa ser feita com cuidado pois também é fonte abundante de açúcar e calorias.

Tapioca

Segundo Dalyla, é uma fonte boa de carboidrato porque tem baixo índice glicêmico e libera a glicose de forma mais lenta do que o pão simples, por exemplo.


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Massas

Uma sugestão de Luciana é preferir as massas de grão duro e o preparo Al dente (quanto mais o macarrão desmancha, mais aumenta a absorção dos carboidratos).


Além disso, assim como acontece com os pães, o macarrão integral é melhor do que a massa simples.


A nutricionista Dalyla orienta a prestar atenção nos molhos: muitas vezes, são eles que deixam os preparos hipercalóricos. “Sempre dê preferência aos molhos mais naturais, feitos em casa”


Bolos

Os bolos fazem parte da rotina de lanches e sobremesas do brasileiro. Uma boa forma de incluí-los na dieta é adicionar algum farelo que tenha fibras no preparo. No de banana, por exemplo, adicionar aveia.


Assim, as fibras atrapalham a rápida absorção da glicose e ajudam a menor ingestão dos carboidratos, por tirarem espaço deles na receita e por promoverem saciedade.

Fontes
http://gnt.globo.com/bem-estar/materias/dez-alimentos-ricos-em-carboidrato-e-os-beneficios-deste-nutriente.htm
http://www.infoescola.com/ciencias/bioquimica/
https://www.treinus.com.br/blog/saiba-quais-sao-as-melhores-fontes-de-carboidratos/