Welcome To My Blogger
O Blogger "Somos Físicos" aborda assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todas as postagens são pesquisas coletadas na internet.

Welcome To My Blogger

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

"Somos Físicos" Precisamos tentar Amar as Pessoas como se não....

 Resultado de imagem para pessoas e amor ao próximo

Não retribua o mal e não odeie, tenha misericórdia p/com os fracos de espírito.

Interpretação: Pais e Filhos

 Uma das análises que não me deu trabalho, mas que claro, me exigiu muita atenção, afinal, cada erro nessa interpretação, que ao meu ver, é uma feita das melhores músicas da música brasileira, do Rock nacional e sem dúvida, um dos hinos da Legião Urbana.
Sendo a segunda música do "As Quatro Estações", Pais e Filhos é apresentada pela primeira vez no álbum de 1989, e reapresentada muitas outras vezes depois: Está presente em outros álbuns, tendo aparições no "Acústico MTV" (faixa 04), no "Como É Que Se Diz Eu Te Amo" (faixa 02), no "As Quatro Estações - ao vivo" (faixa 06), no famoso "Mais do Mesmo" (faixa 10) e no Perfil, lançado em 2011 sendo a faixa de número oito. É realmente, uma das mais conhecidas.
Segue-se a letra, com um breve comentário em sua introdução, e depois sua análise:

"Pais e filhos é especificamente sobre a nossa situação [dos componentes da Legião], pois nós três, agora, somos pais. E este disco é extremamente universal, não está ligado ao momento. Daqui a 20 anos, vamos poder ouvir Pais e Filhos" - Renato Russo.

 

Estátuas e cofres e paredes pintadas
Ninguém sabe o que aconteceu.
Ela se jogou da janela do quinto andar
Nada é fácil de entender.
A primeira parte, sempre foi um grande ponto X pra mim.
Eu sempre duvidei que o primeiro verso era algo simbólico, poetizado para dar nexo, não total sentido, mas levando em conta do que se trata a música, imagino que o primeiro verso faz uma alusão à coisas que as pessoas que se vão deixam. Estátuas que são reformadas em túmulos e mausoléus, cofres que são trocados e descobertos seus segredos e paredes que são pintadas, mudam, mas o mistério continua: Ninguém sabe o que aconteceu. Sabe-se apenas que "ela" se jogou da janela do quinto andar, e nada é fácil de entender. Interessante analisar essa parte e imaginar como é a sociedade em que vivemos. Ninguém sabe o que aconteceu, ninguém sabe porque "ela" se jogou, nada é fácil de entender, mas todos ainda assim, à julgam, mesmo ela não estando aqui. 
Dorme agora,
é só o vento lá fora.
Quero colo! Vou fugir de casa!
Posso dormir aqui com vocês?
Estou com medo, tive um pesadelo
Só vou voltar depois das três.
Essa parte, quem começa são os filhos (futuros pais).
Para entender o resto da música, e a troca de personagens, basta entender essa parte.
Os pais dizem ao filho quando pequeno para ele dormir, que é só o vento lá fora que faz o barulho que o perturba. É só o vento lá fora, que o faz não dormir. É lá fora que acontecem os problemas.
O menino (vou usar essa pessoa, mas pode ser outra pessoa, de outro sexo), diz que quer colo quando pequeno, e mais tarde, que vai fugir de casa.
O menino quando pequeno, pede pra dormir com seus pais, porque tem medo do que está lá fora, atormentando sua janela e perturbando seu sono, e mais tarde, que só voltará depois das três, o que nos faz montar uma cena de crescimento e imaginar esse processo: o filho querendo colo, e que está com medo, cresce e perde o sono: troca seu sono na cama dos pais (quando criança) pelas noites nas ruas, quando mais velho.
Meu filho vai ter nome de santo
Quero o nome mais bonito.
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há.
Essa parte, ao contrário da outra, quem começa são os pais (passados filhos).
Eles planejam o nome do filho, retratando como os pais, desde o planejamento de gravidez, ou desde a notícia do feto, já fazem ideias e planos para seus futuros filhos.
Aqui, nessa parte, aparece pela primeira vez o refrão da música:
É preciso amar, as pessoas como se o amanhã não existisse, porque se você parar pra pensar, e ver se há lógica, veremos que não há. Não "há" o que?
Não há sentido em crer que amanhã continuará tudo igual; não há sentido em pensar que o amanhã será  o mesmo que hoje; Não há sentido em pensar, que na verdade o amanhã virá. Hoje, é hoje. Não há amanhã. Não há chances e oportunidades para o futuro, existe apenas o agora. A vida, as opções, caminhos (do amor, como por exemplo) e do perdão, existem hoje. 
Me diz, por que que o céu é azul?
Explica a grande fúria do mundo
São meus filhos
Que tomam conta de mim.
Eu moro com a minha mãe
Mas meu pai vem me visitar
Eu moro na rua, não tenho ninguém
Eu moro em qualquer lugar.
Já morei em tanta casa
Que nem me lembro mais
Eu moro com os meus pais.
Essa parte, é interessante interpretar fazendo uma síntese geral.
Aqui, são diálogos e pensamentos de filhos para filhos, de pais para pais ou de pais para filhos (e vice e versa). Um filho pergunta porque o céu é azul e pede explicações sobre a fúria do mundo (começando com a crítica), e então um pai (ou mãe) diz que quem cuida dele são seus filhos, e então outro filho diz que mora com sua mãe, mas o seu pai vem o visitar, e então outro filho diz que mora na rua e não tem ninguém e mora em qualquer lugar.
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há.
Sou uma gota d'água,
sou um grão de areia
Você me diz que seus pais não te entendem,
Mas você não entende seus pais.
Novamente há o refrão e a mensagem de que se deve amar ao próximo como se o amanhã não existisse porque se parássemos pra pensar, na verdade, realmente, ele não existe.
Renato nos dá a mensagem de pequenez do homem. Somos uma gota d'água na nossa cidade, no nosso estado, país, continente, planeta, e até sistema. Não passamos nada mais, nada menos do que um grão de areia.
Após mostrar o quão pequenos somos, é dito um pensamento e a resposta para ele. Quantas vezes, nós adolescentes dizemos que não somos compreendidos e que nossos pais não nos entendem, mas na verdade, muitas vezes sabemos, em nosso íntimo, que na verdade somos nós quem não entendemos nada. Quantas vezes queremos sair, por exemplo, e brigamos com os pais por um "não"? Mas quantas vezes nos colocamos no lugar deles pra pensar o quanto conhecem e quanta experiência eles tem e se não nos deixam é porque sabem como é o mundo lá fora, onde há barulho que incomodam nossas noites quando pequenos. 
Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo
São crianças como você
O que você vai ser, Quando você crescer?

A mensagem que Renato nos passa, se completa nos últimos versos. "Você culpa seus pais por tudo", dando o ênfase da ignorância dos filhos e completando a ideia de que não entendemos os nossos pais.
Os nossos pais são crianças, em seu passado, como nós somos agora, no nosso presente. E em nosso futuro, seremos pais como eles, agora no presente.
Criticamos tanto os nossos pais, e acabamos como moral, a última frase da música; O que seremos quando crescermos? Ou seja: falamos agora de como errado é o pai, e quão certo é um filho. E quando os papeis se inverterem e o filho se tornar pai ou a filha se tornar mãe? 
 
"Esta música é sobre suicídio. Ela é muito, muito séria. Me desgasta para caralh* quando a gente toca, e as pessoas não percebem. É sobre uma menina que tem problemas com os pais, ela se jogou da janela do quinto andar e não existe amanhã. Eu acho bacana, é uma música bonita, mas existe um clima em torno de algumas músicas da gente que me assusta. Quer dizer, cada pessoa interpreta à sua maneira, mas isso é uma música seríssima, é que nem Índios. Eu não Aguentaria ouvir duas vezes seguidas. Eu gostaria, então, que as pessoas prestassem atenção na letra e vissem que é uma coisa muito forte" (1994)
Análise, interpretação e pesquisa: Eduardo Rezende
 http://olivrodosdias-interpretacao.blogspot.com.br/2012/08/interpretacao-pais-e-filhos.html

Nenhum comentário:

Postar um comentário

AGRADEÇO SUA VISITA.
VOLTE SEMPRE.