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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Os Sonhos Nunca Realizados (Moradores de Rua)


semprequis8
 Vai dizer que voce não tem nada haver com isso?
Vi algumas coisas sobre moradores de rua ontem no facebook e digo, alguns trocadinhos para eles almoçarem, eu dou direto, hoje mesmo acredito que alguns alunos que passavam na General Glicério, pensaram que eu estava sendo assaltada..kkkkk, eu vasculhando a bolsa, procurando moedas.A questão não é o trocado que voce dispensa e que nem vai fazer falta, a questão é conseguir olhar para essas pessoas como seres humanos, verdade, humanos, como nós. Naquele meio tem até advogado, como chegaram naquela situação,acredito que ninguém queira pagar pra ver, essa noite eles foram para o abrigo, um deles me contou, que bom, mas falta um pouco mais do que soluções emergenciais para que não tenhamos mais que nos deparar com pessoas nas calçadas, com filhos no colo, no frio e na chuva, talvez digam,"são vagabundos", duvido muito que alguém "escolha" viver em total miséria e abandono.
 
Moradores de Rua
"Não existe ser humano que desconheça o amargor da rejeição. Mas para alguns essa sensação é permanente. Talvez por isso que moradores de rua sejam tratados como seres invisíveis. Encará-los é se defrontar com solidão, culpa, vergonha, abandono. É uma combinação de sentimentos que todos querem evitar.
 Mas a existência sofrida nem sempre apaga os sonhos. Mesmo de pessoas fragilizadas. Algumas delas serão apresentadas a você neste TAB. Gente que aspira por afeto e dignidade, ou pelo menos uma parte disso. Quase ninguém parece disposto a conceder atenção a seres humanos enrolados em um cobertor no canto de uma calçada. Mas a empatia da sociedade poderia significar menos preconceito e alguma oportunidade.
Não seria pouca coisa."

Projeto retrata moradores de rua e seus sonhos nunca realizados
Dois estudantes saíram pelas ruas de Lisboa com uma dúvida em uma mão e uma câmera na outra. O objetivo? Perguntar aos moradores de rua quais eram seus sonhos. O resultado do projeto é uma série fotográfica instigante que mostra os projetos de vida destas pessoas.
A série, chamada de  “Sempre Quis Ser”, apresenta 10 moradores de rua fotografados sempre em preto e branco segurando uma lousa em que registram seus desejos não cumpridos. A autoria do projeto é dos estudantes Catarina Fernandes e João Porfírio.
Além da série fotográfica, o projeto também foi composto por longas conversas com os moradores de rua, onde os jovens puderam conhecer a história de uma senhora que queria ser professora e foi abandonada pelas próprias filhas; de um jovem de 22 anos que desejava apenas ser feliz; e de estrangeiros que foram a Portugal em busca de uma vida melhor, mas nunca a encontraram.
Cada história deixou alguns sonhos nunca realizados pelo caminho, que foram agora retratados pelas lentes de Catarina e João da forma que você vê abaixo:
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Todas as fotos © Catarina Fernandes e João Porfírio

O IBGE realizou, no ano de 2013, pesquisa piloto no Estado do Rio de Janeiro sobre os quantitativos dos moradores de rua. Por meio desse levantamento, gerou-se a estimativa de que, atualmente, no País da cerveja, do futebol e do carnaval tenhamos, aproximadamente, um milhão e oitocentos mil (1.800.000) moradores de rua. Para termos uma ideia da gravidade disso, toda a população de um país como Trindade e Tobago (1,226,383), é menor que nossos dados, alarmantes e vergonhosos. Para que fiquemos, mais alertas e preocupados, somados os habitantes do Suriname, Guiana e Guiana Francesa teremos menos gente morando nesses países (1.435,929 habitantes) se comparados à nossa ferida social. Aliás, tem aumentado, visivelmente, esse quantitativo, faço caminhadas nas ruas, e percebo com pesar o que agora relato.
Conhecendo a lógica, espetacular e mal intencionada, de grande parte dos políticos brasileiros, a solução das cabeças acéfalas será: criar o Ministério dos Moradores de Rua. Cascateando seus efeitos, as demais unidades da federação irão criar suas Secretarias dos Moradores de Rua. Agora, sabe o que é mais interessante e triste? Serão criados cargos, destinadas verbas, alocadas milhares e milhares de quantias para atender quem não mora nas ruas. Da minha condição de professor, educador e pagador de impostos, que não são poucos, resta-me acolher, quando conseguem chegar às escolas, os filhos e filhas dessas pessoas. Não consigo chamá-las de cidadão e ou cidadã, porque lhe foi subtraída a premissa básica da cidadania: um teto para viver, alimentar-se, amar e envelhecer.
Certo dia, um comerciante solicitou ao policial militar que retirasse um senhor que dormia na calçada em frente ao seu estabelecimento. Indignei-me e perguntei ao comerciante o porquê da atitude, ele me respondeu: “essa gente fede”. Não resisti: __ E o senhor? Sem tomar banho, sem abrigo, sem comida, sem lugar para trocar suas roupas e um banheiro para fazer as necessidades fisiológicas, por acaso ficará cheiroso?
Lamentável, no Brasil os problemas se resolvem assim: a gente manda tirar do alcance da visão e deixa que ele se resolva por si. O dito popular repetido secularmente, de que aquilo que os olhos não vêem, o coração não sente, devia tomar o lugar daquela outra frase cravada em nossa bandeira, Ordem e Progresso.
Eles são moradores nas ruas, porque chamá-los de moradores de rua, alem de confuso é contraditório, se a rua fosse deles, eles teriam onde construir e morar. Rua não feita para morada de nada, nem de ninguém. Rua surge por ser caminho publico, ladeado de casas ou muros nas povoações. A rua só existe, porque existe alguma morada. Então rua não é causa, é consequência, nunca ouvi dizer que um engenheiro se especializasse em fazer ruas. Agora, se eles existem, por favor, me perdoem a ignorância. Projetem ruas mais dignas e mais confortáveis, porque há crianças morando nelas.
Ainda sobre o que me disse o comerciante, tenho algo a dizer. A tal “gente que fede”, não é a pessoa deitada na calçada, é aquela que possui auxilio moradia, mesmo sendo proprietária de casas e mansões, é aquela que usa perfume francês, muito caro, para disfarçar o odor pútrido da corrupção. A tal gente que “fede”, de verdade, possui plano de saúde, mesmo que seja caçado politicamente. Mesmo assim, ainda tenho esperanças de que consigamos dar um banho e perfumar o Brasil, não façamos da urna do TRE uma bacia sanitária.


Por: Erisevelton Silva Lima (lima.eri@ gmail. com) – Doutor em Educação pela Universidade de Brasília – UnB http://tab.uol.com.br/moradores-de-rua/http://moradoresderua.org.br/portal/moradores-e-moradores-de-rua-no-brasil/#more-336http://www.hypeness.com.br/2015/01/projeto-retrata-moradores-de-rua-e-seus-sonhos-nunca-realizados/

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