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terça-feira, 8 de março de 2016

Hoje Eu Recebi Flores (Dia Internacional Dedicado aos Direitos das Mulheres)

Hoje recebi flores!...
Não é o meu aniversário ou nenhum outro dia especial; tivemos a nossa primeira discussão ontem à noite e ele me disse muitas coisas cruéis que me ofenderam de verdade.
Mas sei que está arrependido e não as disse a sério,
porque ele me enviou flores hoje.
E não é o nosso aniversário ou nenhum outro dia especial.


Ontem ele atirou-me contra a parede e começou a asfixiar-me.
Parecia um pesadelo, mas dos pesadelos acordamos e sabemos que não são reais. Hoje acordei cheia de dores e com golpes em todos lados.
Mas eu sei que ele está arrependido, porque me enviou flores hoje.
E não é Dia dos Namorados ou nenhum outro dia especial.



Ontem à noite bateu-me e ameaçou matar-me.


Nem a maquiagem ou as mangas compridas poderiam ocultar os cortes e golpes que me ocasionou desta vez.


Não pude ir ao emprego hoje porque não queria que percebessem.


Mas eu sei que está arrependido porque ele


me enviou flores hoje.


E não era Dia das Mães ou nenhum outro dia especial.




Ontem à noite ele voltou a bater-me, mas desta vez foi muito pior.


Se conseguir deixá-lo, o que é que eu vou fazer?

Como poderia eu sozinha manter os meus filhos?

O que acontecerá se faltar o dinheiro?

Tenho tanto medo dele!

Mas dependo tanto dele que tenho medo de o deixar.

Mas eu sei que está arrependido,

porque ele me enviou flores hoje.




Hoje é um dia muito especial:

É o dia do meu funeral.

Ontem finalmente conseguiu matar-me.

Bateu-me até eu morrer.



Se ao menos eu tivesse tido a coragem e a força para o deixar...
Se tivesse pedido ajuda profissional...
Hoje não teria recebido flores!
Lei Maria da Penha - Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006.

A história de Maria da Penha Maia Fernandes, 71 anos, dá hoje a oportunidade há muitas mulheres de se defenderem da violência doméstica. Vítima de um relacionamento abusivo com um marido que tentou matá-la e que a deixou paraplégica, Maria sobreviveu e lutou para que o que aconteceu com ela não fosse enquadrado apenas nos crimes que já estavam previstos no Código Penal, mas passasse a ser considerado um crime de violência doméstica.
O sofrimento dela foi reconhecido pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que condenou o Brasil e fez o país mudar a legislação e dar mais atenção, e tratamento, à violência doméstica.
Em 2016 a Lei Maria da Penha faz 10 anos. Ela foi fortalecida pela lei que criou o crime de feminicídio, que completa um ano dia 9. É sobre esses avanços, e sobre o que ainda precisa mudar, que Maria da Penha fala nesta entrevista exclusiva ao Santa.

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