"Somos Físicos". Assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todos os assuntos resultam de pesquisas coletadas na própria internet.

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Quando o Heavy Metal e a Física se Misturam

 

Rock ensina Física e Astronomia - Black Sabbath, Pink Floyd, Queen, Deep Purple

A ciência do Moshpit – Quando heavy metal e física se misturam.

O que a física tem a ver com o heavy metal? Muita coisa! Basta dar uma olhada mais cuidadosa na confecção de amplificadores, instrumentos musicais, amplitude e frequência sonoras usadas nos processos de gravação e mixagem, na criação de ambientes acústicos, nos efeitos dos pedais, etc. Uma equipe de pesquisadores da Cornell University de Nova Iorque/US, resolveram estudar um aspecto muito característicos do público de heavy metal, os moshs e os cicle pits.
A ideia do estudo é investigar o comportamento dos moshers e aplicá-los a outras questões que envolvem o deslocamento de seres humanos em situações extremas, como situações de pânico em caso de acidentes, desastres naturais, terremotos e incêndios.
 “Estes resultados têm implicações importantes para o estudo do comportamento humano durante a fuga em pânico da multidão, protestos e motins, sugerindo que certos tipos de movimento coletivo são acessíveis apenas em estados genuinamente excitados. Assim, os fenômenos emergentes que ocorrem comumente em shows de heavy metal apresentam novas possibilidades estudar o movimento coletivo humano em condições extremas de forma confiável, consistente e ética.”
 
A ciência comprova: jovens superdotados gostam mais de heavy metal de que de outros estilos musicais, e pesquisas acadêmicas dizem ainda que homens que gostam de metal são mais atraentes para mulheres. Por outro lado, estudos revelam que fãs de rock pesado são mais imprudentes, depressivos e correm o risco de machucar o cérebro e o pescoço ao agitar as cabeças para cima e para baixo no ritmo do som pesado.
Não são poucos os estudos científicos realizados em algumas das mais importantes universidades do mundo envolvendo o heavy metal. Só uma busca no site de USP tem 1.250 referências para música e heavy metal, desde artigos e pesquisas acadêmicas até arquivos de jornais e revistas, mesmo que a maioria das referências seja de citações do termo em textos relacionados a outros assuntos.
Já a Biblioteca Britânica, um dos maiores arquivos do mundo, tem 1.025 retornos para a busca por "heavy metal" e "música", enquanto o arquivo da biblioteca do King's College, de Londres, uma das melhores universidades do mundo, oferece 3.415 referências para estudos acadêmicos acerca do heavy metal (o estilo musical, não confundir com estudos químicos e de medicina sobre metais pesados).
As pesquisas vão desde assuntos curiosos e engraçados, como a relação entre atração sexual e preferência musical, até análises de física cinética que comparam o movimento dos roqueiros em rodas de pogo (dança em que eles se empurram e dão cotoveladas uns nos outros em frente ao palco) com a dispersão de gases.
O UOL reuniu abaixo oito das mais interessantes pesquisas acadêmicas relacionadas ao heavy metal no mundo.
1 - Metaleiros superdotados
Divulgação
Jack Black como o professor Dewey Finn, do filme "Escola de Rock"
Em 2007, uma pesquisa da Academia Nacional para Jovens Talentosos e Superdotados da Universidade de Warwick, no Reino Unido, apontou uma relação entre heavy metal e estudantes superdotados. Estudantes que se identificaram com a subcultura metaleira disseram que o heavy metal pode ser usado como instrumento de catarse, com a música normalmente agressiva e em alto volume usada para liberar as suas frustrações e irritações.
O estudo descobriu que rock era o estilo mais popular entre os jovens gênios e que, de fato, havia uma associação entre os estilos musicais e a personalidade dos estudantes: os que dizem gostar de heavy metal teriam uma autoestima mais baixa do que os outros.
Os pesquisadores Stuart Cadwallader e Jim Campbell avaliaram 1.057 alunos entre 11 e 18 anos e suas respostas sobre família, escola, lazer e mídia, além de opiniões sobre gosto musical. "Talvez as pressões associadas ao talento e a superdotação possam ser temporariamente esquecidas com o auxílio da música", escreveu Cadwallader, em um trecho do trabalho. "Como um estudante sugeriu, talvez jovens mais inteligentes se sintam mais pressionados do que os outros e usem a música para lidar com isso."
2 - Física da roda de pogo
Reprodução/Facebook/Metaleros CL
Roda de pogo durante show de metal
O movimento de metaleiros em uma rodinha daquelas abertas durante os shows, que pode ser confundida com uma briga pelos desavisados, se assemelha ao comportamento de partículas gasosas, segundo um estudo do departamento de física da universidade de Ithaca, nos Estados Unidos.
Cientistas desenvolveram uma pesquisa sobre o movimento do pogo, como ficou conhecido esse estilo de dança praticado por metaleiros e punks, e alegaram que "shows de heavy metal são modelos únicos para estudar o movimento coletivo humano de forma confiável, consistente e ética". O nome do estudo é "Movimento Coletivo de Humanos em Rodas de Pogo em Shows de Heavy Metal", e ele foi publicado em 2013.
Um grupo de quatro pesquisadores se debruçou sobre vídeos da internet que mostram as rodas em shows de metal para estudar a forma como se dava o movimento dos envolvidos. "Descobrimos que esses grupos sociais extremos geram comportamentos igualmente extremos: um estado de desordem semelhante a um gás no chamado 'mosh pit' [roda de pogo em que os participantes batem de frente] e um movimento ordenado como um vortex, no que é chamado de 'circle pit' [roda de pogo em que eles correm em círculos, empurrando uns aos outros]. Os dois fenômenos são reproduzidos em simulações de movimento de manada, demonstrando que o comportamento coletivo humano é consistente com as previsões de modelos simplificados."
"Em 'mosh pits' tradicionais, os participantes se movimentam aleatoriamente, colidindo uns contra os outros de forma não dirigida." Segundo o estudo, "este fenômeno se assemelha à cinética das partículas gasosas, embora 'moshers' sejam agentes com autopropulsão que experimentam colisões dissipadoras e existem em uma densidade muito mais elevada do que a maioria sistemas gasosos."
3 - Abraçados ao caos
Stephane Mahe/Reuters
Fãs de Heavy Metal aproveitam o Hellfest, festival de música realizado na França
As rodas de pogo formadas por metaleiros também foram estudadas por uma pesquisadora do Canadá, que desenvolveu uma análise dos "mosh pits" sob o ponto de vista cultural. Segundo ela, "'moshing' é uma forma de dana ritualizada e furiosa que combina a agressão física com exibição coletiva de emoções".
O trabalho buscou entender o que leva os frequentadores a entrarem em espaços nos quais, aparentemente, os movimentos dos participantes geram completo caos e violência. "O 'mosh pit' é considerado parte vital da experiência de ir a um show, oferecendo uma oportunidade para fãs de metal jogarem com aspectos mais obscuros da existência, subvertendo convenções sociais normativas e liberando frustrações mundanas enquanto fortalece o senso de comunidade."
O trabalho de Gabrielle Riches foi publicado em julho de 2011 no "Journal for Cultural Research". Seu título é "Abraçando o Caos: Rodas de Pogo, Música de Metal Extremo e Liminaridade". Riches ainda aproveita a pesquisa para apresentar a história dessas rodinhas. Segundo ela, o termo surgiu no início dos anos 1980 em Washington, DC, graças à banda punk Bad Brains, que costumava usar o termo "mash" (amassar, esmagar) em suas letras, incentivando danças violentas em frente ao palco. Segundo a pesquisadora, o sotaque forte de H.R., o vocalista da banda, levou os fãs a entenderem erroneamente "mosh", e o termo acabou se espalhando.

4 - Metaleiros imprudentes
Philipp Guelland/AFP
Jovem é "batizado" com cerveja, durante o Wacken Open Air 2013, festival de heavy metal realizado na Alemanha
Adolescentes que gostam de rock pesado têm comportamentos mais imprudentes, passando a ser mais irresponsáveis em relação à direção de veículos, à vida sexual, ao uso de drogas, e até mais próximos de atividades criminosas, segundo uma pesquisa de psicologia realizada na virada da década de 1980 para os anos 1990. O estudo "Música Heavy Metal e Comportamento Imprudente entre Adolescentes", de Jeffrey Arnett, comparou adolescentes que ouvem heavy metal com outros que não gostam do estilo e descobriu que os fãs de rock pesado são diferentes e têm autoestima mais baixa.
Com um olhar que hoje pode ser considerado cheio de preconceitos, a pesquisa cita protestos de associações de pais dos EUA nos anos 1980 contra o heavy metal, alegando que o estilo promovia comportamentos perigosos como promiscuidade, uso de drogas e satanismo.
A pesquisa até tenta fugir do preconceito ao falar que a relação não indica causa, mas diz que a relação entre a preferência musical por metal e diferenças de comportamentos é real. "Pode se dizer que a atração pelo heavy metal reflete um alto nível de busca por sensações, e o alto nível de comportamento imprudente reflete o fracasso em dirigir essa busca por sensações através de canais socialmente aceitos."
5 - Roqueiros depressivos
Reprodução/Pixshark.com
Fã de black metal na Noruega, onde o estilo faz muito sucesso entre os jovens
Adolescentes que gostam de heavy metal têm uma tendência "significativamente mais alta" a comportamentos depressivos do que adolescentes que preferem outros estilos musicais, segundo uma pesquisa de psicólogos da Turquia.
Segundo o artigo acadêmico "A Associação da Preferência Musical e Sintomas Depressivos em Estudantes do Ensino Médio", o percentual de estudantes com relações problemáticas com os pais era mais alto entre os jovens que gostam de heavy metal. O estudo analisou 1.226 estudantes de quatro escolas de Istambul, dos quais 27,7% indicaram o rock como estilo musical preferido.
Os pesquisadores defendem que a música tem um importante impacto na vida dos adolescentes, independentemente do gênero, e que ela é uma forma de refletir os sentimentos, valores, necessidades e conflitos dos jovens.
6 - Torcicolo de quem "bate cabeça"
Philipp Guelland/AFP
Headbanger balança a cabeça durante show de heavy metal
Uma música de heavy metal tem em média 146 batidas por minuto, o que pode causar danos leves no cérebro e no pescoço quando o metaleiro sacode a cabeça para cima e para baixo em um movimento com amplitude maior do que 75 graus. Esta é a conclusão do estudo "Danos à Cabeça e ao Pescoço no Heavy Metal", da universidade australiana New South, publicado em 2008. Quanto maior a velocidade da música, maior o risco de ferimento no pescoço.
"Jovens que vão a shows de heavy metal costumam se sentir tontos e confusos, possíveis sintomas de dano traumático leve ao cérebro", diz a pesquisa, que explica que "bater cabeça" (headbanging, em inglês), "é uma atividade violenta associada com rock pesado e vários subgêneros do heavy metal". Para minimizar o risco de ferimentos, os "batedores de cabeça" ou "headbangers" devem diminuir a amplitude do movimento de cabeça e pescoço. Outras precauções são bater cabeça em músicas mais lentas ou mexê-la em batidas alternadas. Outra opção é usar equipamento de proteção.
O estudo ainda explica que o termo "bater cabeça" surgiu em 1968 em um show do Led Zeppelin em Boston. Durante a apresentação, as filas do público na frente do palco balançavam as cabeças no tempo da música, dando origem à expressão.
7 - Sem esperança
Fábio Codevilla/Agência Cigana/Divulgação
Durante os anos 1980, Ozzy Osbourne foi processado nos EUA por pais que acreditavam que as músicas dele tivessem induzido seu filho ao suicídio
A história do heavy metal é marcada por processos judiciais nos EUA em que músicos foram acusados de incentivar o suicídio de jovens. Mesmo que isso seja parte de uma postura preconceituosa em relação ao estilo, um estudo acadêmico publicado em 1998 revelou que há ligação entre gostar de heavy metal e a aceitação do suicídio por conta da "exposição a uma cultura de caos pessoal e social marcada pela falta de esperança".
Segundo Steven Stack, autor de "Heavy Metal, Religiosidade e Aceitação do Suicídio", não é possível dizer de forma direta que metaleiros são suicidas, mas existe evidência para uma ligação entre o estilo musical e suicídios. "Caos é o tema que distingue o metal das outras formas de rock surgidas antes dele. O caos tem duas dimensões no metal: pessoal e social", diz um trecho do estudo.
O trabalho também defende que essa relação deixa de ser significativa quando o nível de religiosidade é controlado. "Fãs de metal têm baixa religiosidade, o que contribui, por sua vez, para uma maior aceitação do suicídio."
8 - Metaleiros atraentes
Reprodução/Kissfaq
Gene Simmons, vocalista e baixista do Kiss, posa com garotas
Homens que gostam de heavy metal são mais atraentes de que os que gostam de outros estilos musicais, segundo o estudo "Efeitos da Associação a Gêneros Musicais na atração Heterossexual", desenvolvido em 1989 por Dolf Zillmann e Azra Bhatia.
Segundo a pesquisa, a preferência por música country diminui a atração em entrevistados dos dois sexos. Por outro lado, a devoção à música clássica e ao heavy metal teve uma reação específica por gênero.  O fascínio pela música pesada aumentou muito o apelo dos homens e diminuiu o apelo das mulheres. Enquanto a adoração por música clássica teve consequências contrárias, aumentando o apelo das mulheres e diminuindo o de homens.
Na pesquisa, estudantes universitários foram convidados a estimar traços de comportamento e avaliar a quantidade de desejo por um potencial encontro heterossexual.  O estudo descobriu que a revelação da preferência musical tem influência sobre a atração heterossexual, assim como a percepção e a avaliação dos traços pertinentes. O estudo revelou ainda que as mulheres não preferem necessariamente homens que têm as mesmas preferências musicais que elas, enquanto homens se sentem mais atraídos por mulheres que têm os mesmos gostos que eles.
 

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O ano de 2015 foi realmente frutífero para o Rock/Metal, lançamentos magníficos como o Golgotha do W.A.S.P. e The Book Of Souls do Iron Maiden são alguns exemplos, tivemos também grandes shows como o magnifico Monster Of Rock que trouxe um cast incrível. Para fechar esse ano metálico com chave de ouro escolhi um vídeo no qual considero um dos mais criativos e interessantes do ano, onde o físico (e headbanger) Piotr Traczyk transformou o Bóson de Higgs em um Riff fantástico.
Para começar temos de entender o que é o Bóson de Higgs:
Tudo no universo é constituído por matéria e como sabemos toda a matéria é feita de átomos, os átomos por sua vez são feitos de Neutros, Prótons e elétrons, essas partículas são feitas de partículas menores ainda chamadas de Quarks.
 Os cientistas criaram um modelo padrão para descrever as partículas subatômicas e como elas interagem entre si, esse modelo padrão se aplica em várias coisas inclusive na eletricidade, magnetismo e radioatividade. O grande problema desse modelo padrão é que ele tinha uma grande falha, não se compreendia com exatidão como essas partículas ganhavam MASSA, e é aqui que entra na jogada o CAMPO DE HIGGS que é um campo de energia existente POR TODO O UNIVERSO, sua partícula elementar é o citado BÓSON DE HIGGS.

Todas as partículas sub atômicas interagem junto ao campo de Higgs, algumas delas podem passar pelo campo com mais facilidade o que lhe dá bem pouca massa, já outros como por exemplo os Quarks, tem uma maior resistência interagindo mais com o campo e lhe dando maior massa. Com essa descoberta o Bóson de Higgs preencheu a lacuna no modelo padrão proposto pelos cientistas, mas como uma coisa tão importante como esta foi descoberta?
Através do tão temido (por alguns claro), Grande Colisor de Hádrons (LHC), mais conhecido como acelerador de partículas. O Colisor de Hádrons está localizado em Genebra Suíça.

Resumindo um pouco, o Colisor envia feixes de partículas carregadas girando em direções opostas acelerando gradativamente até elas se chocarem deixando resíduos de partículas subatômicas, e foi durante umas dessas ocasiões que foi observado a existência do BÓSON DE HIGGS, a também chamada partícula de Deus foi vista pela primeira vez em 4 de julho de 2012.
O acelerador de partículas foi usado como inspiração por Dave Mustaine no disco Super Collider do Megadeth, inclusive a capa do álbum traz a imagem do Colisor de Hadróns.

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Bom, voltando ao vídeo, o físico Piotr Traczyk mapeou os pontos em histogramas numa escala cromática e usou logaritmos para comprimir as frequências em algo que pudesse ser executado na guitarra, no caso uma guitarra toca a base ‘gamma-gamma’ e a outra o riff ‘4-lepton’, impressionante.
https://rockalogy.wordpress.com/2014/11/16/a-ciencia-do-moshpit-quando-heavy-metal-e-fisica-se-misturam/http://roadie-metal.com/a-fisica-e-o-heavy-metal-video-do-ano/http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2015/03/24/o-heavy-metal-na-ciencia-pesquisadores-usam-estilo-musical-em-seus-estudos.htm

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Voce Sabe Como Capturar Porcos Selvagens?

Um dos grandes erros do cidadão brasileiro é a falta de conhecimento dos seus deveres e direitos e agradecer pelos "beneficios" na qual ele o teria por direito!


Você sabe como capturar porcos selvagens?
Havia um professor de química em um grande colégio com alunos de intercâmbio em sua turma. Um dia, enquanto a turma estava no laboratório, o professor notou um jovem do intercâmbio que continuamente coçava as costas e se esticava como se elas doessem.
O professor perguntou ao jovem qual era o problema. O aluno respondeu que tinha uma bala alojada nas costas pois tinha sido alvejado enquanto lutava contra os comunistas de seu país nativo que estavam tentando derrubar seu governo e instalar um novo regime, um ‘outro mundo possível’.
No meio da sua história ele olhou para o professor e fez uma estranha pergunta: ‘O senhor sabe como se capturam porcos selvagens?’

O professor achou que se tratava de uma piada e esperava uma resposta engraçada. O jovem disse que não era piada.
‘Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todos os dias comer o milho de gratuito. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca mas só em um lado do lugar em que eles se acostumaram a vir. Quando eles se acostumam com a cerca, ele voltam a comer o milho e você coloca um outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a comer. Você continua desse jeito até colocar os quatro lados da cerca em volta deles com uma porta no último lado. Os porcos que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas, começam a vir sozinhos pela entrada. Você então fecha a porteira e captura o grupo todo.’
Assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro da cerca, mas já foram pegos. Logo, voltam a comer o milho fácil e gratuito. Eles ficaram tão acostumados a ele que esqueceram como caçar na floresta por si próprios, e por isso aceitam a servidão.’
O jovem então disse ao professor que era exatamente isso que ele via acontecer neste país. O governo ficava empurrando-os para o comunismo e o socialismo e espalhando o milho gratuito na forma de programas de auxílio de renda, bolsas isso e aquilo, impostos variados, estatutos de ‘proteção’, cotas para estes e aqueles, subsídio para todo tipo de coisa, pagamentos para não plantar, programas de ‘bem-estar social’, medicina e medicamentos ‘gratuitos’, sempre e sempre novas leis, etc, tudo ao custo da perda contínua das liberdades, migalha a migalha.
Devemos sempre lembrar que ‘Não existe esse negócio de almoço grátis’ e também que ‘não é possível alguém prestar um serviço mais barato do que seria… se você mesmo o fizesse’.
Finalmente, se você percebe que toda essa maravilhosa ‘ajuda’ governamental é um problema que se opõe ao futuro da democracia em nosso país, você vai mandar esta mensagem para seus amigos. Mas se você acha que políticos e ongueiros pedem mais poder para as classes deles tirarem liberdades e dinheiro dos outros para beneficiar *você* ou ‘os pobres’ então você provavelmente vai deletar este email, mas que Deus o ajude quando trancarem a porteira!
Brasil acima de tudo !


A Síndrome de Estocolmo em São Paulo e Brasil


"Ah, eu falei lá antes que o povo é que não sabe votar... É, é verdade. Mas é isso mesmo: político é tudo sem-vergonha e o povinho não sabe votar. Bom mesmo é o povo japonês, ou os suíços, ou os suecos. Porque lá não tem Carnaval, né? Lá, o povo trabalha".

É assustadora a complacência dos paulistas diante das falhas e da gestão medíocre do governo Geraldo Alckmin. Tome-se o caso do metrô ou a educação
Geraldo Alckmin

Dada a maciça votação recebida por Alckmin, não resta senão concluir que há uma síndrome coletiva.

Em 1973, dois ladrões armados fizeram quatro reféns durante assalto a um banco na capital da Suécia. No segundo dia de forte cerco policial começou o inesperado - as vítimas criaram empatia e passaram a defender os seus algozes.
A história causou tamanho estranhamento que virou caso de estudo. Foi descrita como um sintoma psiquiátrico que ganhou o nome de Síndrome de Estocolmo.
Em São Paulo, após 21 anos de PSDB, de cartéis do metrô, educação em frangalhos,sigilo de documentos seca nas torneiras, estaria a população do estado passando por crise semelhante?
É assustadora a complacência dos paulistas diante das falhas e da gestão medíocre do governo do PSDB. Tome-se o caso do metrô. A corrupção seria gigantesca e as investigações do cartel chegam aos gabinetes de grãos-tucanos.
O processo está parado há um ano. Há dias, soube-se que a linha 5 vai custar R$ 1,1 bilhão a mais (25%). Mas nem as denuncias mais sórdidas parecem animar o batuque das panelas de classe média, tampouco os comentários de taxistas. 
Enquanto se espremem em trens superfaturados, num sistema que se expande a 2 km por ano, paulistanos criticam as "creches de Haddad" (como a imprensa gosta de chamar), mas nada se ouve sobre o "metrô do Alckmin". É de se admirar o grau de anestesia coletiva. 
No rico interior do estado, a condescendência é similar. Muitos paulistas interioranos não se importam com o metrô nem se empolga com os anúncios nunca cumpridos de trens de passageiros nas cidades interioranas.
Para muitos paulistas do interior, governo bom é governo que faz estradas. E as rodovias de São Paulo, privatizadas pelo PSDB, são de fato de primeiro mundo, assim como o preço abusivo dos pedágios. Nem o aumento sazonal das tarifas parece empolgar a crítica. Agora, que se ouse reajustar o preço da gasolina para se ver o tamanho da virulência.
Toda uma geração de paulistas com menos de 30 anos não se lembra de governo que não tenha sido tucano. E toda essa turma vê, desde que se entende por gente, a publicidade do governo do estado dizendo que o rio Tietê está sendo despoluído. Ainda assim, é mais fácil paulista criticar a demora na despoluição da baia de Guanabara ("como assim não ficará pronta para as Olimpíadas?") do que falar sobre a lerdeza dos obras no Tietê.
Paulista vive com medo da insegurança, embora viva no estado com a capital que registra os menores níveis de violência do País (se os dados oficiais do governo tucano não tiverem sido adulterados, vale ressaltar). Apesar de tamanho medo, é mais fácil ver um prefeito ouvir a cobrança dos eleitores paulistas do que o governador.
Há 21 anos, São Paulo é governado pela tucanocracia. Ninguém sabe o que se passa na Assembléia Legislativa do Estado. Quantas vezes o leitor viu uma matéria nos jornais sobre o trabalho dos deputados estaduais na Assembleia? Quantas CPIs contra o governo tucano existiram? Agora compare com a cobertura da imprensa da Câmara Federal e com a Câmara dos Vereadores e tire suas conclusões. 
E o que dizer da decisão "bolivariana" (usando o termo só para fazer troça com os míopes da política) do governador Alckmin de decretar décadas de sigilo para documentos da Sabesp (a companhia de água que faz a gestão da seca), para os do Metrô, da PM e, espante-se,  cem anos de segredo para a administração penitenciária? O que tem o PSDB a esconder?
Para os psiquiatras, a Síndrome de Estocolmo é um sintoma em que algoz e vítima acabam mantendo uma relação emocional que supera os abusos ou intimidações. Dada a maciça votação recebida por Alckmin e a benevolência da sociedade paulista com o governo tucano, não me resta senão concluir que São Paulo vive uma síndrome coletiva.

http://www.cartacapital.com.br/politica/a-sindrome-de-estocolmo-de-sao-paulo-com-o-psdb-3391.htmlhttp://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ruth-de-aquino/noticia/2014/08/bnada-prestab-no-brasil-por-juliana-doretto.html