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terça-feira, 1 de setembro de 2015

O Chorume do Lixo (Química, Meio Ambiente)

O chorume é um líquido escuro contendo alta carga poluidora, o que pode ocasionar diversos efeitos sobre o meio ambiente. O potencial de impacto deste efluente está relacionado com a alta concentração de matéria orgânica, reduzida biodegradabilidade, presença de metais pesados e  de substâncias recalcitrantes.
A decomposição dos resíduos sólidos, depositados em aterros sanitários, é um processo dinâmico comandado por organismos decompositores de matéria orgânica, sendo em sua maioria bactérias heterotróficas, aeróbias e facultativas. 
Esta decomposição pode ser descrita pelas fases aeróbia e anaeróbia.
 Na área da Pedreira de Léa há, além de muito lixo, quatro lagos de chorume / Sandro Neves
A fase aeróbia ocorre durante o primeiro mês de deposição e recobrimento do lixo na vala. A ação de decomposição é realizada pelas bactérias aeróbias que utilizam o oxigênio presente no interior do aterro. É mais intensa no início e a medida que o oxigênio vai ficando escasso a decomposição torna-se mais lenta.  A presença de águas pluviais exerce grande influência sobre esta fase, pois facilita a redistribuição de nutrientes e microorganismos ao longo do aterro sanitário.
Quando todo o oxigênio é consumido, inicia-se a fase anaeróbia, onde a decomposição ocorre através dos organismos anaeróbios e/ou facultativos que hidrolisam e fermentam celulose e outros  materiais presentes no resíduo. Esta fase é caracterizada pela  redução da concentração de carbono orgânico, altos níveis de amônia e largo espectro de metais, representando considerável potencial de risco para o meio ambiente. A fase anaeróbia pode demorar vários anos para estar completa.
Aterro Sanitário Granja/Camocim 
Diversos fatores contribuem para que o resíduo da decomposição do lixo (chorume) seja complexo e apresente significativas variações em sua composição. Dentre as mais importantes contam-se: dinâmica de decomposição ao longo do tempo, variações na forma de operação do aterro sanitário, na composição dos resíduos depositados, no volume de chuvas e outras alterações climáticas.
Estudos realizados, com amostras de chorume provenientes de diferentes aterros sanitários, demonstraram diferenças significativas em suas composições.
O aterro sanitário começa com a análise de profundidade do lençol freático no terreno do aterro. Só após essa análise que é feita uma escavação de um buraco profundo. A análise indica se o solo não é arenoso demais e calcula o limite da escavação: limite de 2m de distância do lençol freático.
Tratores compactam a terra do fundo da área escavada. Sobre o solo compactado, é aplicada uma espécie de manta de polietileno de alta densidade e, sobre ela, uma camada de pedra britada, para permitir fluxo aos líquidos e gases liberados posteriormente pelo lixo. A cada 5 metros de lixo é feita uma camada de impermeabilização.
Para drenar o percolado (líquido proveniente da decomposição do lixo misturado à água da chuva, que posteriormente será tratado por sistema desenvolvido pela WasserLink) a cada 20 metros são instaladas calhas de concreto que levam a mistura até a lagoa de acumulação.
Para evitar que alguém jogue lixo clandestinamente ou que algum desavisado entre no aterro por engano, a área toda é cercada. Em São Paulo, por exemplo, é obrigatório criar um cinturão verde de pelo menos 50 metros de largura ao redor do aterro, com vegetação nativa.
O lixo solta gases que são captados por uma rede de tubos verticais com diversos orifícios. Por esses canos, os gases sobem e chegam à superfície do aterro. Alguns gases são recolhidos em tambores e outros são liberados na atmosfera, como o metano, que em contato com o ar entra em cobustão e se queima.
Quando o aterro sanitário esgota sua capacidade de receber lixo, é preciso fechá-lo. A maior parte deles dá origem à áreas verdes de conservação ambiental. Como o gás e o percolado continuam sendo gerados por no mínimo 15 anos, não se recomenda que o terreno seja utilizado para construções.
Montanha de lixo em aterro sanitário. A sociedade de consumo tem produzido mais lixo do que consegue eliminar, causando um grande problema ambiental de consequências globais. 
http://www.quimica.ufpr.br/tecnotrater/chorume.htm
https://wasserlink.wordpress.com/2013/03/12/tratamento-de-chorume-como-funciona-um-aterro-sanitario/#more-77

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