Welcome To My Blogger
O Blogger "Somos Físicos" aborda assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todas as postagens são pesquisas coletadas na internet. OUTUBRO ROSA

Welcome To My Blogger

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Fábricas Cemitérios (Meio Ambiente)

Antiga Instalação da Cerâmica Matarazzo
A contaminação do solo é um dos principais problemas ambientais da atualidade. Durante séculos, o homem pouco se preocupou com o descarte de lixo, produtos químicos e resíduos industriais. Resultado disso é uma grande quantidade de terrenos contaminados que são inviáveis para a prática da agricultura ou construção de moradias. É também um enorme prejuízo para o meio ambiente.

Principais tipos de contaminação do solo e suas consequências:
Resíduos industriais
Produtos químicos, combustíveis, metais pesados e outros elementos são descartados no solo das fábricas ou proximidades. Estes elementos, com o tempo, penetram no solo contaminando-o. Estas áreas ficam impróprias para a construção de residências (casas e prédios), pois os contaminantes do solo podem provocar doenças nas pessoas. O tratamento destes solos é possível, porém demanda a utilização de muitos recursos, além de ser um processo demorado.
Outro problema grave provocado por este tipo de resíduo é a contaminação da água. Uma vez no solo, estes resíduos podem atingir lençóis freáticos contaminando a água.

Lixão
Terrenos que foram áreas de lixões apresentam vários problemas. Além da contaminação por diversos tipos de poluentes, podem apresentar riscos de explosão. Isto acontece, pois o processo de decomposição de lixo orgânico gera a produção de gases inflamáveis que ficam presos no solo.

 Lixo eletro-eletrônico
Com o grande aumento da produção e consumo de produtos eletrônicos nas últimas décadas, cresceu também a geração deste tipo de lixo. Quanto jogado no solo, estes produtos (monitores, celulares, baterias, televisores, impressoras, etc.) liberam, com o passar do tempo vários elementos químicos que contaminam o solo.

 Elementos radioativos
Embora existam poucos casos, quando ocorrem geram problemas gravíssimos. Acidentes em usinas nucleares ou descarte de equipamentos quem usam elementos radioativos (máquinas de Raio-X, por exemplo), podem deixar o solo contaminado por séculos. Sem contar que se uma pessoa entrar em contato com o solo com este tipo de contaminação pode morrer ou desenvolver diversos tipos de câncer.
Os fantasmas da desindustrialização ainda assombram fábricas fechadas do Grande ABC. Na região, são pelos menos 12 as grandes indústrias de outrora atualmente desativadas, em ruínas ou demolidas. São esqueletos de empresas que faliram, mudaram para outras localidades ou simplesmente deixaram as atividades no Grande ABC para concentrar a produção noutras regiões.
Em décadas passadas, o Grande ABC ostentou grande poderio industrial. Muitas empresas foram atraídas pela implantação da estrada de ferro São Paulo-Railway, nos anos 20, que ligava a capital ao litoral paulista. Passadas mais de oito décadas, a região ainda sobrevive com a riqueza das indústrias, que representam 70% do PIB (Produto Interno Bruto) regional. Porém, a força de trabalho do setor começou a desmoronar na década de 90 - passou de 55,8% do total de trabalhadores na região em 1990 para 35% em 2005, segundo dados do Observatório Econômico de Santo André.
Entre os 12 esqueletos industriais localizados pela reportagem do Diário, metade já tem destino certo, embora alguns ainda não tenham prazo para voltar a ser úteis. Além disso, dois imóveis (massas falidas) estão atualmente em uso por outras empresas até que se resolvam pendências judiciais. Os demais aguardam a solução de imbróglios jurídicos ou simplesmente a decisão dos proprietários de definir novo rumo para o imóvel.
De acordo com Milton Bigucci, presidente da Acigabc (Associação das Construtoras, Incorporadoras e Administradoras do Grande ABC) e vice-presidente regional do Secovi (Sindicato da Habitação), na maioria dos casos são terrenos em áreas valorizadas do Grande ABC. "Acredito que os preços desses imóveis devam variar entre R$ 5 milhões e R$ 15 milhões, dependendo do tamanho e localização."
1926 - Companhia Brasileira Fichet Schwartz Hautmont.
Esta fabrica localizava-se na Av. Industrial, ainda resta alguns escombros dos grandes galpões daquela época.

Coleção Rene Schoeps
Acervo Museu de Santo André.

Fichet - Um dos espaços que mais chama a atenção é a antiga fábrica de estruturas metálicas Companhia Brasileira Fichet & Schwartz Hautmont, na avenida Industrial, de Santo André. O terreno encontra-se em estado de total abandono, com lixo por todos os lados. As ruínas das instalações industriais são utilizadas como moradia por mendigos, travestis que trabalham na avenida industrial e famílias desabrigadas. "A Fichet virou terra de ninguém", comenta um dos principais memorialistas do Grande ABC, Philadelpho Brás. Ele trabalhou na empresa por quase 20 anos, de 1945 a 1964.
Multinacional de origem francesa,  a fábrica foi fundada em 1923 e encerrou as atividades nos anos 90, por falência. Em tempos áureos, chegou a empregar 3,5 mil pessoas. De acordo com a Prefeitura de Santo André, a empresa vendeu uma parte do terreno para a concessionária Vigorito no fim dos anos 90, e a outra parte - 41 mil m² abandonados - enfrenta processo judicial, já que a empresa faliu e deixou dívidas trabalhistas e com fornecedores. A Fichet deve também uma quantia considerável em IPTU (Imposto Territorial e Predial Urbano) para a prefeitura, que não revelou o valor.
"Foi realizado um leilão para que interessados se oferecessem para comprar o terreno. Não apareceu ninguém. O responsável pelo bem deve fazer um novo leilão em breve", destaca Joel Felipe, diretor de Desenvolvimento e Projetos Urbanos de Santo André. Com a falência da Fichet, a Justiça designou um síndico para cuidar das finanças e da preservação do imóvel, mas ele não foi localizado pela reportagem.
Empresas como a Fiação e Tecelagem Tognato, fundada em 1909, a Fábrica de Móveis Irmãos Corazza, ou as Companhia Química Rhodia Brasileira, ambas em 1919, a Cia. de Construções Fichet Schwartz Hautmont, de 1923, a General Motors do Brasil, que veio para São Caetano em 1929 e a Cia. Pirelli de Pneus, aberta em Santo André nesse mesmo ano, para citar algumas das mais antigas, fazem parte da memória viva do Grande ABC.
Tognato - Na Tognato, de São Bernardo, a situação também é complicada. O terreno da empresa, de 200 mil m², situado no centro da cidade foi desativado há quatro anos. A tecelagem, que se mudou para um galpão de 15 mil m², deve R$ 30 milhões para a prefeitura em IPTU. Além disso, do total da área, 17 mil m² foram arrestados para garantia de pagamento de direitos trabalhistas. Com isso, a empresa não consegue negociar a venda total.
Ao contrário da Fichet, o imóvel é preservado com grades e seguranças. Além do arresto, outro fator que emperra a venda do local é o impasse entre os próprios donos do terreno - 27, de acordo com informações fornecidas por um dos acionistas em junho. Especula-se que uma construtora esteja sondando a família para a construção de prédios residenciais, mas a informação não foi confirmada pela empresa. A Tognato foi fundada em 1908 e é a mais antiga indústria do Grande ABC em funcionamento.
Ruínas das Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo
Matarazzo - Assim como o terreno da Fichet e da Tognato, o imóvel da falida Indústrias Matarazzo em São Caetano também está sem destino. E o que é pior, a área está contaminada por BHC (hexaclorociclohexano), substância tóxica e cancerígina, e está sob análise da Cetesb (Companhia de Tecnologia do Saneamento Ambiental). O terreno de quase 120 mil m², no qual restam ruínas da indústria desativada há cerca de 20 anos, está ainda sujeito a passivos trabalhistas, de acordo com a Prefeitura de São Caetano.
"Trata-se de uma área privada e não há muito o que possamos fazer. Temos interesse em tornar a área útil, mas é preciso esperar decisões judiciais", diz Fausto Cestari, vice-presidente do Conselho Econômico de São Caetano. A Indústrias Matarazzo foi fundada ma cidade em 1913.
O terreno da empresa em São Bernardo, também desativado há 20 anos, próximo à Via Anchieta, pertence atualmente à Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo). A universidade informou que ainda não tem planos específicos para a área. No ano passado, o imóvel chegou a ser cogitado para abrigar a sede da UFABC (Universidade Federal do Grande ABC), mas foi descartado posteriormente pelo MEC (Ministério da Educação).
Coferraz - Também pertencentes a uma universidade são as ruínas da antiga siderúrgica Coferraz, desativada há pouco mais de 20 anos. O Imes (Universidade Municipal de São Caetano) comprou o imóvel, de 40 mil m², há cerca de dois anos. De acordo com Fausto Cestari, do Conselho Econômico da cidade, a instituição projeta construir um centro de formação e capacitação profissional, mas não há prazo definido para início do projeto.
A Cerâmica São Caetano foi fundada em 1923 no bairro são-caetanense que hoje leva seu nome. Na década de 1940, a fábrica tinha 3.500 trabalhadores 
Cerâmica - Ainda em São Caetano, a fábrica da Cerâmica São Caetano, desativada há apenas dois anos, já está praticamente demolida. A única construção que restava no local na semana passada era um último forno, na região central do terreno, que tem ao todo 360 mil m². O local ainda pertence à empresa, que realizará um empreendimento misto, com 30% de empreendimentos residenciais e 70% destinados a serviços e indústrias de tecnologia.
Para Cestari, será uma cidade dentro de São Caetano. O projeto é denominado Pólo Tecnológico Cerâmica e prevê investimentos de R$ 80 milhões. O prazo de finalização é de pelo menos dez anos.
 "Esta fábrica fechada teve 1.470 empregados"
Pierre Saby e Nordon - As duas empresas, situadas na avenida Industrial, em Santo André, têm respectivamente 33 mil m² e 43 mil m². As companhias faliram, e os imóveis encontram-se desativados há cerca de oito anos. Porém, estão ocupados por outras empresas. Nos dois casos,  são massas falidas sob administração de um síndico que aluga os locais para pagar dívidas antigas com fornecedores e funcionários.
A Metasa, instalada no imóvel da Pierre Saby planeja comprar 18 mil m² do imóvel da falida fábrica de estruturas metálicas. Isso porque o restante do terreno, cerca de 15 mil m², já foi conquistado pelos funcionários que não receberam devidamente seus direitos. "Estamos dispostos a comprar o imóvel, desde que por preço justo", afirma Carlos Hessler, gerente administrativo e financeiro da Metasa.
Na antiga Nordon, que tem cinco unidades na avenida Industrial, funcionam estacionamentos da UniABC (Universidade do Grande ABC) - administrados pela empresa MM Parking -, a metalúrgica CSI (Central de Serviços Integrados) e um canil.
Ouro Verde - A fabricante de fertilizantes Ouro Verde, que encerrou as atividades há cerca de dez anos, de acordo com um dos seguranças incumbidos da preservação do imóvel, decidiu concentrar as atividades em outro Estado e ainda não decidiu o que fará com o terreno. Nenhum representante da empresa foi encontrado para falar sobre planos futuros para o imóvel, com mais de 16 mil m². (Colaborou Rivaldo Gomes)
http://www.dgabc.com.br/Noticia/147956/ruina-industrial-espera-novo-destino-
http://www.todabiologia.com/ecologia/contaminacao_solo.htm

Nenhum comentário:

Postar um comentário

AGRADEÇO SUA VISITA.
VOLTE SEMPRE.