"Somos Físicos". Assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todos os assuntos resultam de pesquisas coletadas na própria internet.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Fábricas Cemitérios (Meio Ambiente)

Antiga Instalação da Cerâmica Matarazzo
A contaminação do solo é um dos principais problemas ambientais da atualidade. Durante séculos, o homem pouco se preocupou com o descarte de lixo, produtos químicos e resíduos industriais. Resultado disso é uma grande quantidade de terrenos contaminados que são inviáveis para a prática da agricultura ou construção de moradias. É também um enorme prejuízo para o meio ambiente.

Principais tipos de contaminação do solo e suas consequências:
Resíduos industriais
Produtos químicos, combustíveis, metais pesados e outros elementos são descartados no solo das fábricas ou proximidades. Estes elementos, com o tempo, penetram no solo contaminando-o. Estas áreas ficam impróprias para a construção de residências (casas e prédios), pois os contaminantes do solo podem provocar doenças nas pessoas. O tratamento destes solos é possível, porém demanda a utilização de muitos recursos, além de ser um processo demorado.
Outro problema grave provocado por este tipo de resíduo é a contaminação da água. Uma vez no solo, estes resíduos podem atingir lençóis freáticos contaminando a água.

Lixão
Terrenos que foram áreas de lixões apresentam vários problemas. Além da contaminação por diversos tipos de poluentes, podem apresentar riscos de explosão. Isto acontece, pois o processo de decomposição de lixo orgânico gera a produção de gases inflamáveis que ficam presos no solo.

 Lixo eletro-eletrônico
Com o grande aumento da produção e consumo de produtos eletrônicos nas últimas décadas, cresceu também a geração deste tipo de lixo. Quanto jogado no solo, estes produtos (monitores, celulares, baterias, televisores, impressoras, etc.) liberam, com o passar do tempo vários elementos químicos que contaminam o solo.

 Elementos radioativos
Embora existam poucos casos, quando ocorrem geram problemas gravíssimos. Acidentes em usinas nucleares ou descarte de equipamentos quem usam elementos radioativos (máquinas de Raio-X, por exemplo), podem deixar o solo contaminado por séculos. Sem contar que se uma pessoa entrar em contato com o solo com este tipo de contaminação pode morrer ou desenvolver diversos tipos de câncer.
Os fantasmas da desindustrialização ainda assombram fábricas fechadas do Grande ABC. Na região, são pelos menos 12 as grandes indústrias de outrora atualmente desativadas, em ruínas ou demolidas. São esqueletos de empresas que faliram, mudaram para outras localidades ou simplesmente deixaram as atividades no Grande ABC para concentrar a produção noutras regiões.
Em décadas passadas, o Grande ABC ostentou grande poderio industrial. Muitas empresas foram atraídas pela implantação da estrada de ferro São Paulo-Railway, nos anos 20, que ligava a capital ao litoral paulista. Passadas mais de oito décadas, a região ainda sobrevive com a riqueza das indústrias, que representam 70% do PIB (Produto Interno Bruto) regional. Porém, a força de trabalho do setor começou a desmoronar na década de 90 - passou de 55,8% do total de trabalhadores na região em 1990 para 35% em 2005, segundo dados do Observatório Econômico de Santo André.
Entre os 12 esqueletos industriais localizados pela reportagem do Diário, metade já tem destino certo, embora alguns ainda não tenham prazo para voltar a ser úteis. Além disso, dois imóveis (massas falidas) estão atualmente em uso por outras empresas até que se resolvam pendências judiciais. Os demais aguardam a solução de imbróglios jurídicos ou simplesmente a decisão dos proprietários de definir novo rumo para o imóvel.
De acordo com Milton Bigucci, presidente da Acigabc (Associação das Construtoras, Incorporadoras e Administradoras do Grande ABC) e vice-presidente regional do Secovi (Sindicato da Habitação), na maioria dos casos são terrenos em áreas valorizadas do Grande ABC. "Acredito que os preços desses imóveis devam variar entre R$ 5 milhões e R$ 15 milhões, dependendo do tamanho e localização."
1926 - Companhia Brasileira Fichet Schwartz Hautmont.
Esta fabrica localizava-se na Av. Industrial, ainda resta alguns escombros dos grandes galpões daquela época.

Coleção Rene Schoeps
Acervo Museu de Santo André.

Fichet - Um dos espaços que mais chama a atenção é a antiga fábrica de estruturas metálicas Companhia Brasileira Fichet & Schwartz Hautmont, na avenida Industrial, de Santo André. O terreno encontra-se em estado de total abandono, com lixo por todos os lados. As ruínas das instalações industriais são utilizadas como moradia por mendigos, travestis que trabalham na avenida industrial e famílias desabrigadas. "A Fichet virou terra de ninguém", comenta um dos principais memorialistas do Grande ABC, Philadelpho Brás. Ele trabalhou na empresa por quase 20 anos, de 1945 a 1964.
Multinacional de origem francesa,  a fábrica foi fundada em 1923 e encerrou as atividades nos anos 90, por falência. Em tempos áureos, chegou a empregar 3,5 mil pessoas. De acordo com a Prefeitura de Santo André, a empresa vendeu uma parte do terreno para a concessionária Vigorito no fim dos anos 90, e a outra parte - 41 mil m² abandonados - enfrenta processo judicial, já que a empresa faliu e deixou dívidas trabalhistas e com fornecedores. A Fichet deve também uma quantia considerável em IPTU (Imposto Territorial e Predial Urbano) para a prefeitura, que não revelou o valor.
"Foi realizado um leilão para que interessados se oferecessem para comprar o terreno. Não apareceu ninguém. O responsável pelo bem deve fazer um novo leilão em breve", destaca Joel Felipe, diretor de Desenvolvimento e Projetos Urbanos de Santo André. Com a falência da Fichet, a Justiça designou um síndico para cuidar das finanças e da preservação do imóvel, mas ele não foi localizado pela reportagem.
Empresas como a Fiação e Tecelagem Tognato, fundada em 1909, a Fábrica de Móveis Irmãos Corazza, ou as Companhia Química Rhodia Brasileira, ambas em 1919, a Cia. de Construções Fichet Schwartz Hautmont, de 1923, a General Motors do Brasil, que veio para São Caetano em 1929 e a Cia. Pirelli de Pneus, aberta em Santo André nesse mesmo ano, para citar algumas das mais antigas, fazem parte da memória viva do Grande ABC.
Tognato - Na Tognato, de São Bernardo, a situação também é complicada. O terreno da empresa, de 200 mil m², situado no centro da cidade foi desativado há quatro anos. A tecelagem, que se mudou para um galpão de 15 mil m², deve R$ 30 milhões para a prefeitura em IPTU. Além disso, do total da área, 17 mil m² foram arrestados para garantia de pagamento de direitos trabalhistas. Com isso, a empresa não consegue negociar a venda total.
Ao contrário da Fichet, o imóvel é preservado com grades e seguranças. Além do arresto, outro fator que emperra a venda do local é o impasse entre os próprios donos do terreno - 27, de acordo com informações fornecidas por um dos acionistas em junho. Especula-se que uma construtora esteja sondando a família para a construção de prédios residenciais, mas a informação não foi confirmada pela empresa. A Tognato foi fundada em 1908 e é a mais antiga indústria do Grande ABC em funcionamento.
Ruínas das Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo
Matarazzo - Assim como o terreno da Fichet e da Tognato, o imóvel da falida Indústrias Matarazzo em São Caetano também está sem destino. E o que é pior, a área está contaminada por BHC (hexaclorociclohexano), substância tóxica e cancerígina, e está sob análise da Cetesb (Companhia de Tecnologia do Saneamento Ambiental). O terreno de quase 120 mil m², no qual restam ruínas da indústria desativada há cerca de 20 anos, está ainda sujeito a passivos trabalhistas, de acordo com a Prefeitura de São Caetano.
"Trata-se de uma área privada e não há muito o que possamos fazer. Temos interesse em tornar a área útil, mas é preciso esperar decisões judiciais", diz Fausto Cestari, vice-presidente do Conselho Econômico de São Caetano. A Indústrias Matarazzo foi fundada ma cidade em 1913.
O terreno da empresa em São Bernardo, também desativado há 20 anos, próximo à Via Anchieta, pertence atualmente à Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo). A universidade informou que ainda não tem planos específicos para a área. No ano passado, o imóvel chegou a ser cogitado para abrigar a sede da UFABC (Universidade Federal do Grande ABC), mas foi descartado posteriormente pelo MEC (Ministério da Educação).
Coferraz - Também pertencentes a uma universidade são as ruínas da antiga siderúrgica Coferraz, desativada há pouco mais de 20 anos. O Imes (Universidade Municipal de São Caetano) comprou o imóvel, de 40 mil m², há cerca de dois anos. De acordo com Fausto Cestari, do Conselho Econômico da cidade, a instituição projeta construir um centro de formação e capacitação profissional, mas não há prazo definido para início do projeto.
A Cerâmica São Caetano foi fundada em 1923 no bairro são-caetanense que hoje leva seu nome. Na década de 1940, a fábrica tinha 3.500 trabalhadores 
Cerâmica - Ainda em São Caetano, a fábrica da Cerâmica São Caetano, desativada há apenas dois anos, já está praticamente demolida. A única construção que restava no local na semana passada era um último forno, na região central do terreno, que tem ao todo 360 mil m². O local ainda pertence à empresa, que realizará um empreendimento misto, com 30% de empreendimentos residenciais e 70% destinados a serviços e indústrias de tecnologia.
Para Cestari, será uma cidade dentro de São Caetano. O projeto é denominado Pólo Tecnológico Cerâmica e prevê investimentos de R$ 80 milhões. O prazo de finalização é de pelo menos dez anos.
 "Esta fábrica fechada teve 1.470 empregados"
Pierre Saby e Nordon - As duas empresas, situadas na avenida Industrial, em Santo André, têm respectivamente 33 mil m² e 43 mil m². As companhias faliram, e os imóveis encontram-se desativados há cerca de oito anos. Porém, estão ocupados por outras empresas. Nos dois casos,  são massas falidas sob administração de um síndico que aluga os locais para pagar dívidas antigas com fornecedores e funcionários.
A Metasa, instalada no imóvel da Pierre Saby planeja comprar 18 mil m² do imóvel da falida fábrica de estruturas metálicas. Isso porque o restante do terreno, cerca de 15 mil m², já foi conquistado pelos funcionários que não receberam devidamente seus direitos. "Estamos dispostos a comprar o imóvel, desde que por preço justo", afirma Carlos Hessler, gerente administrativo e financeiro da Metasa.
Na antiga Nordon, que tem cinco unidades na avenida Industrial, funcionam estacionamentos da UniABC (Universidade do Grande ABC) - administrados pela empresa MM Parking -, a metalúrgica CSI (Central de Serviços Integrados) e um canil.
Ouro Verde - A fabricante de fertilizantes Ouro Verde, que encerrou as atividades há cerca de dez anos, de acordo com um dos seguranças incumbidos da preservação do imóvel, decidiu concentrar as atividades em outro Estado e ainda não decidiu o que fará com o terreno. Nenhum representante da empresa foi encontrado para falar sobre planos futuros para o imóvel, com mais de 16 mil m². (Colaborou Rivaldo Gomes)
http://www.dgabc.com.br/Noticia/147956/ruina-industrial-espera-novo-destino-
http://www.todabiologia.com/ecologia/contaminacao_solo.htm

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Velas (Química, Meio Ambiente)

Durante os trabalhos, os arqueólogos encontraram uma pedra gravada com uma imagem de uma menorá, o candelabro de sete velas utilizado em cerimônias religiosas judaicas.
A menorá é um símbolo do judaísmo de mais de 3 mil anos e também o emblema nacional de Israel. A imagem gravada na pedra encontrada nas escavações aparece em cima de um pedestal e ladeada por ânforas.
Segundo os arqueólogos, esta é a primeira vez que uma imagem de uma menorá é encontrada em uma escavação fora de Jerusalém.

No início desta história as velas não existiam como as conhecemos. Por volta do ano 50.000 a.C. havia uma variação daquilo que chamamos de velas, criada para funcionar como fonte de luz. Eram usados pratos ou cubas com gordura animal, tendo como pavio algumas fibras vegetais, apresentando uma diferença básica em relação às velas atuais, de parafina: a gordura que servia de base para a queima encontrava-se no estado líquido. Mesmo antes do ano 50.000 a.C. este tipo de fonte de luz era usada pelos homens, conforme pinturas encontradas em algumas cavernas. 
Há menções sobre velas nas escritas Bíblicas, datando do século 10 a.C. Um pouco mais recentemente, no ano 3.000 A.C., foram descobertas velas em forma de bastão no Egito e na Grécia. Outras fontes de pesquisa afirmam que, na Grécia, as velas eram usadas em comemorações feitas para Artemis, a deusa da caça, reverenciada no 6º dia de cada mês, e representavam o luar. Um fragmento de vela do século I d.C. foi encontrado em Avignon, na França. Na Idade Média as velas eram usadas em grandes salões, monastérios e igrejas. Nesta época, quando a fabricação de velas se estabeleceu como um comércio, a gordura animal (sebo) era o material mais comumente usado. Infelizmente, este material não era uma boa opção devido à fumaça e ao odor desagradável que sua queima gerava. Outro ingrediente comum, a cera das colméias de abelhas, nunca foi suficiente para atender a demanda. 
ovem rapaz lendo à luz de vela, s/d
Por muitos séculos as velas eram consideradas artigos de luxo na Europa. Elas eram feitas nas cidades, por artesãos, e eram compradas apenas por aqueles que podiam pagar um preço considerável. Feitas de cera ou sebo, estas velas eram depois colocadas em trabalhados castiçais de prata ou madeira. Mesmo sendo consideradas como artigos caros, o negócio das velas já despontava como uma indústria de futuro: em uma lista de impostos parisiense, no ano de 1292, eram listados 71 fabricantes. Na Inglaterra, os fabricantes de velas de cera eram considerados de melhor classe se comparados àqueles que fabricavam velas de sebo. O negócio tornou-se mais rentável porque as pessoas estavam aptas a pagar mais por uma vela de cera.
 Em 1462 os fabricantes Ingleses de velas de sebo foram incorporados e o comércio de velas de gordura animal foi regulamentado. No século 16 houve uma melhora no padrão de vida. Como passou a haver uma maior disponibilidade de castiçais e suportes para velas a preços mais acessíveis, estas passaram a ser vendidas por peso ou em grupos de oito, dez ou doze unidades. As velas eram usadas também na iluminação de teatros. Nesta época elas eram colocadas atrás de frascos d'água colorida, com tons de azul ou âmbar. Apesar desta prática ser perigosa e cara para aquela época, as velas eram as únicas fontes de luz para ambientes internos. A qualidade da luz emitida por uma vela depende do material usado em seu fabrico. 
Velas feitas com cera de colméia de abelhas, por exemplo, produzem uma chama mais brilhante que as velas de sebo. Outro material, derivado do óleo encontrado no esperma de baleias, passou a ser usado na época para aumentar o brilho das chamas. Devido a questões ambientais e ao desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação, este elemento não é mais usado. Trabalhos para o estudo do oxigênio foram desenvolvidos observando-se a chama de uma vela. Como exemplo temos relatos feitos pelo químico amador Josehp Priestley, em agosto de 1774, que concluiu que, se a chama de uma vela se tornava mais forte e viva na presença de oxigênio puro, reação semelhante deveria ser observada em pulmões adoentados quando estimulados com este mesmo oxigênio. O século 19 trouxe a introdução da iluminação a gás e também o desenvolvimento do maquinário destinado ao fabrico de velas, que passaram a estar disponíveis para os lares mais pobres. 
Para proteger a indústria, o governo Inglês proibiu que as velas fossem fabricadas em casa sem a posse de uma licença especial. Em 1811, um químico francês chamado Michel Eugene Chevreul descobriu que o sebo não era uma substância única, mas sim uma composição de dois ácidos gordurosos combinados com glicerina para formar um material não-inflamável. Removendo a glicerina da mistura de sebo, Chevreul inventou uma nova substância chamada "Esterine", que era mais dura que o sebo e queimava por mais tempo e com mais brilho. Essa descoberta impulsionou a melhora na qualidade das velas e também trouxe, em 1825, melhoras ao fabrico dos pavios, que, devido à estrutura da vela, deixaram de ser mechas de algodão para se tornar um pavio enrolado, como conhecemos hoje. 
Essa mudança fez com que a queima da vela se tornasse uniforme e completa ao invés da queima desordenada, característica dos pavios de algodão. Em 1830, teve início a exploração petrolífera e a parafina era um subproduto do petróleo. Por ser mais dura e menos gordurosa que o sebo, a parafina se tornou o ingrediente primário nas velas. Em 1854 a parafina e o esterine foram combinados para fazer velas muito parecidas com as que usamos hoje. No ano de 1921 foi criado o padrão internacional de velas, de acordo com a intensidade da emissão de luz gerada por sua queima. O padrão tomava por base a comparação com a luminosidade emitida por lâmpadas incandescentes. Devido ao desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação, este padrão não é mais utilizado como referência nos dias de hoje.
 A parafina sintética surgiu após a 2ª Guerra Mundial e sua qualidade superior tornou-a o ingrediente primário de compostos de ceras e plásticos modernos. Usada nos primórdios de sua existência como fonte de luz, as velas são usadas hoje como artigos de decoração ou como acessórios em cerimônias religiosas e comemorativas. Há vários tipos de velas, produzidas em uma ampla variedade de cores, formas e tamanhos, mas, quando mencionamos velas artesanais, nos referimos àquelas feitas manualmente, onde é possível encontrar modelos pouco convencionais, usados para diferentes finalidades, tais como: decoração de interiores, purificação do ambiente, manipulação da energia com base em suas cores e essências e etc.
http://iadrn.blogspot.com.br/2011/08/arqueologos-encontram-em-israel.html
http://www.aconteceuipu.net/2010/11/fique-por-dentro-historia-das-velas.html

Perfumaria (Química, Meio Ambiente)

Diz a lenda que as suas conquistas amorosas resultou não só sua beleza, mas também a participação de seus amantes em seus aromas sedutores.
Segundo alguns, a rainha do Egito lhes para colocar a essência de rosas nas velas de seu barco para sua presença, para navegar pelo Nilo.
Cleopatra (69 -. 30 aC) era conhecido por seus banhos perfumados e cuidados da pele e beleza, sempre explorando mercadoria composições como KYPH e azeites aromatizados, tais como rosas de cura.
Diz a lenda que as suas conquistas amorosas resultou não só sua beleza, mas também a participação de seus amantes em seus aromas sedutores.
Segundo alguns, a rainha do Egito lhes para colocar a essência de rosas nas velas de seu barco para sua presença, para navegar pelo Nilo, disse ele.
Durante o período do Império Romano, Júlio César (100-44 aC) e Mark Antony (83-30 a. C.), ele se apaixonou por Cleópatra (69-30 aC), considerado um especialista na arte da perfumaria e seduzir .
Trinta anos após a morte da rainha do Egito, Jesus Cristo recebeu o incenso e mirra e ouro como um presente no nascimento.
Quase vinte anos depois de sua morte, os romanos aperfeiçoaram a arte da fabricação de vidro e fez um monte de incenso e mirra Médio.
O olfato transporta-nos para um mundo de emoções associadas a memórias de fragâncias. É o sentido que mais rapidamente coloca o cérebro a funcionar e desde a antiguidade que a humanidade usufrui e explora este potencial através dos perfumes.
É graças aos sentidos que comunicamos com o mundo exterior. Em relação ao olfato, e apesar de ter sido considerado um dos sentidos de que se poderia prescindir sem alterar a nossa percepção da realidade, ele é o mais rápido a “pôr o cérebro a funcionar”, transportando-nos para um mundo de emoções e sentimentos distintos e mais profundos do que o que nos é sugerido pela visão de uma imagem ou a percepção de um objecto através do tato.
Assumindo o olfato um papel tão importante na interpretação do mundo que nos rodeia, tudo indica que o Homem terá aprendido, desde as suas origens, a distinguir o bom do mau odor. Apesar de só ter começado a realizar experiências com os aromas muito mais tarde, o perfume existe desde que existe o sentido do olfacto, confundindo-se a sua história com a própria história da Humanidade.
E é assim que vamos começar “A História do Perfume”. 
 
Tanto a palavra portuguesa “perfume”, como a correspondente francesa parfum, a italiana profumo e a inglesa perfume derivam do latim “fumus”, palavra que nos transporta para um cenário fumegante, numa referência às nuvens de fumaça perfumada que subiam aos céus durante os ritos de homenagem aos deuses. É, pois, quase certo que o perfume nasceu em estreita ligação com a religião, sendo utilizado como purificante das almas e como oferenda aos deuses.

As primeiras referências ao perfume remontam às antigas civilizações do Próximo Oriente, especialmente ao Egipto. Os arqueólogos encontraram vasos de perfume de alabastro que remontam ao terceiro milénio antes de Cristo, e são numerosos os frescos com cenas da vida quotidiana que mostram rituais do perfume.
O culto do perfume no antigo Egipto era tão marcado que chegavam a ser montados autênticos laboratórios nos templos, para a preparação das fragrâncias utilizadas para os mortos e para os deuses. No laboratório do templo de Horus, em Edfo, por exemplo, foi encontrada a receita de velas perfumadas, fabricadas a partir de sebo embebido em drogas aromáticas, que eram queimadas como oferenda às estátuas das divindades. Os egípcios acreditavam que os seus pedidos e orações chegariam mais depressa à morada dos deuses se viajassem nas densas nuvens de fumo aromático que se erguiam dos altares e ascendiam aos céus.
Mas o papel do perfume na civilização egípcia não se ficou por aqui. Para além de terem adquirido uma função cada vez mais importante nos processos de mumificação dos corpos, os perfumes tiveram um papel na definição da hierarquia social. Os profundos conhecimentos de flores e especiarias, como o açafrão, canela, óleo de cedro, mirra e outras resinas, ajudavam a criar perfumes delicados para os aristocratas da corte egípcia, que os incluíram nos seus rituais quotidianos. Por exemplo, as mulheres usavam brincos ocos cheios de perfume, para além de perfumarem roupas e águas dos banhos e de untarem os seus corpos com uma infinidade de óleos e fragrâncias.
Já Cleópatra era uma fervorosa utilizadora de perfumes, assim como de outras receitas de cosmética naturais, sendo considerada uma das primeiras mulheres a utilizar o perfume como “arte de sedução”. “Perfumes embriagadores flutuavam...”, escreveu Plutarco para descrever o momento em Marco António entrou no barco da rainha em Tarso e imediatamente se apaixonou por ela.
Também os assírios e os babilónicos apreciavam as essências proporcionadas pelas resinas de certas árvores provenientes da Índia e outros países asiáticos, que importavam em grandes quantidades. Dos Himalaias recebiam a alfazema, uma planta herbácea de cujas flores se extraía a fragrância que Plínio, séculos mais tarde, definiu como “o perfume por excelência”. 
 Na misteriosa Mesopotâmia os perfumes desempenhavam um importante papel na vida conjugal e o marido devia proporcioná-los à esposa, tanto como acto de amor, como para rituais de purificação. Toda a população usava óleos, cuja qualidade dependia da condição social de cada um, sendo que os mais abastados podiam utilizar finos óleos de murta e cedro.
Já as informações de outras civilizações quanto a hábitos quotidianos de utilização de perfumes não são muito precisas. Por exemplo, da Pérsia existem referências contraditórias, pois enquanto para alguns historiadores a utilização de perfumes relacionava-se com a tentativa de mascarar os odores intensos de corpos a quem se presta poucos cuidados de higiene, outros encontram relatos de uma utilização intensa e refinada. No entanto, este império não marcou esta história e houve que esperar que as civilizações grega e romana florescessem para que a manufactura de perfumes crescesse como forma de arte.
Os perfumes sempre desempenharam um papel importante na mitologia Grega. No séc. IV a. C. Alexandre, o Grande, trouxe os perfumes para a Grécia, que cedo se tornou uma fervorosa adepta destas substâncias. Nos dias de luxúria grega, os perfumes tinham um valor tão elevado que quase igualava o valor dos alimentos e foram usados de formas até então nunca praticadas. Por exemplo, a sua famosa bebida continha mel, vinho, mas também flores doces e perfumadas e até mirra, o que dá uma ideia de quão viciados em perfumes os gregos eram, levando o seu uso a extremos.
 A arte da perfumaria floresceu nesta civilização. Foram desenvolvidas fragrâncias específicas para cada parte do corpo e outras para o tratamento de diversas doenças. Teofrasto, nascido a 370 a. C. terá sido o primeiro grego a escrever um tratado sobre perfumaria, a partir dos seus vastos conhecimentos em Botânica. É através deste documento que se sabe que os óleos utilizados nesta época eram produzidos a partir de flores e esta é a primeira referência conhecida a óleos florais na história do perfume.
A perfumaria também se encontra, desde a Antiguidade, ligada à ciência médica. Na Grécia Antiga, Hipócrates, conhecido como o “pai da medicina”, utilizava pequenos concentrados de perfume para combater certas enfermidades.
Contudo, terão sido os romanos, preocupados com o asseio pessoal diário, que lançaram o consumo dos perfumes a todos os escalões da sociedade. Foram pioneiros a desenvolver óleos para a limpeza do corpo e para a preparação de rituais de fertilidade, assim como a desenvolver diferentes consistências nas substâncias aromáticas, como pastas, óleos, incensos e colónias. Utilizavam bálsamos cicatrizantes e utilizavam perfumes nas roupas para espantar as epidemias.

Quando foram descobertas as ruínas de Pompeia o trabalho dos arqueólogos trouxe à luz uma perfumaria, onde foram encontradas garrafinhas de perfume com resquícios dos seus conteúdos mágicos. Depois de análises diversas, os mistérios dos perfumes com mais de 2000 anos foram revelados. Verifica-se que são todos à base de azeite, no qual as plantas, como pétalas de rosas, lírio ou manjericão, eram maceradas. Como não utilizavam fixadores, depois de meia hora de utilização o que ficava mesmo era o cheiro a azeite!
Com a chegada do Cristianismo e as suas mensagens de humildade e pudor, o perfume caiu em desuso. Terá sido a civilização árabe a “investir” em experiências com perfumes, que pretendiam extrair as propriedades das plantas, a sua essência química. Desta forma, a planta seleccionada era destilada uma infinidade de vezes, até que as suas qualidades passassem a um outro estado. Com a chegada dos árabes à Península Ibérica, a perfumaria expande-se novamente pelo resto da Europa. Os países mediterrânicos, com um clima adequado ao cultivo de plantas aromáticas, principalmente o jasmim, o alfazema e o limão, viram as suas costas ocupadas com plantações, cujas flores e frutos eram aproveitados pelos árabes na produção de perfumes, a sua principal ferramenta de comércio.
Os perfumes foram também introduzidos no Japão, através da China, que já tinha desenvolvido grandes artesãos da jardinagem para perfumaria. Neste país reconhece-se grandes poderes aos perfumes e o sentido do olfacto, sempre desprezado em relação aos outros sentidos, é colocado na posição de relevo que lhe pertence.
 
Voltando à Europa, e apesar de na Idade Média a utilização de perfumes estar condicionada pela pressão da Igreja, ela continuou nas classes mais favorecidas. Com a ausência de cuidados de higiene, as mulheres perfumavam-se com fortes e persistentes aromas, como âmbar. Nos castelos aromatizavam-se alguns compartimentos, nascendo, assim, o primeiro ambientador da história.
Mas o primeiro perfume como fórmula própria, de que se tem conhecimento, surgiu em 1370, criado pela Rainha Elisabeth, da Hungria. Era uma concentração de óleos e essências, conhecido como l’eau de la reine de Hongrie.
Embora a tradição da perfumaria em França venha já do séc. XIII, quando foram criadas as primeiras escolas que formaram os aprendizes e oficiais desta profissão, foi após a Revolução Francesa que se conheceram desenvolvimentos impressionantes. Tinha chegado ao fim a história do perfume apenas como composições restritas a águas tratadas com flores e começam a aparecer fórmulas que combinam aromas de couro, almíscar e musgos. Nesta época o perfume começou a ser associado à sedução e mesmo ao erotismo. Assim, a partir do séc. XIX, a história deste produto começou a caminhar de mãos dadas com a moda. França é reconhecida como o berço da perfumaria e Paris como o centro da indústria do perfume.
Entretanto o desenvolvimento não pára, especialmente ao nível técnico. Até aqui a maioria dos perfumes era extraída de substâncias aromáticas contidas nas plantas. Com os avanços científicos, uma pequena revolução nos laboratórios começou a mudar a história dos aromas: compostos sintéticos reconstituíram aromas naturais e criaram-se mesmo novas fragrâncias. Pôs-se fim a um dos maiores problemas da indústria perfumista – a estabilidade. Este é um grande passo, que os ambientalistas agradecem – hoje não é preciso colher ao amanhecer quilos de flores, para extrair uma fragrância exótica.
Por volta de 1920, com o advento da química orgânica, começaram a surgir as fragrâncias como hoje as conhecemos. A partir daqui, a cada revolução na indústria da moda, que ditava novas tendências, a indústria química dava uma resposta e alguns perfumes começaram a marcar épocas.
Para além da evolução técnica, foi igualmente ocorrendo uma evolução nas preferências dos consumidores, e existem épocas marcadas por tendências florais, outras mais cítricas, ou mais exóticas, tendências essas que se vão alternando até chegarmos aos nossos dias.
Relativamente aos processos de fabricação dos perfumes, eles foram evoluindo consideravelmente ao longo da história, e apesar de actualmente a maior parte se centrar na produção sintética de aromas, ainda hoje são utilizadas algumas técnicas antigas que sempre deram bons resultados. É o caso da maceração, em que flores são colocadas dentro de misturas de gorduras animais cozidas e purificadas, para que estas fiquem impregnadas com os seus odores. Para os chamados óleos essenciais, utiliza-se a destilação para arrastar no vapor da água as substâncias odoríficas de materiais naturais (flores, folhas, raízes e madeiras). Para extrair óleos essenciais de citrinos é utilizada a técnica da compressão da casca, que permite a libertação das moléculas voláteis odoríficas. A técnica da exsudação é utilizada com árvores que possuem resinas, posteriormente tratadas com álcoois.

A partir destas matérias-primas secundárias são fabricados diversos produtos, que vão desde os perfumes enfrascados que utilizamos diariamente, até aos ambientadores para as nossas casas, passando por uma infinidade de produtos, como bálsamos, desodorizantes, óleos e leites corporais, pós de talco, géis de banho, maquilhagem, etc., assim como produtos de “capricho” – papel, velas, tintas e uma infinidade inimaginável de produtos, todos eles perfumados.
É mesmo difícil conceber o nosso dia-a-dia sem o perfume.
Bibliografia
Aftel, M. (2001). Essence and Alchemy A Book of Perfume. North Point Press.

Groom, N. (1997). The perfume handbook. Chapman & Hall, New York.

Lefkowith, C.M. (1998). The Art of Perfume: Discovering and Collecting Perfume Bottles. Thames and Hudson, New York. 

Lynne, M. (1997). Galaxy of scents: the ancient art of perfume making. Kessinger Publishing Company.

Oakes, J. (1996). The Book of Perfumes. Harper Collins Publishers, New York.

Saboaria (Química, Meio Ambiente)

História do Sabonete
A origem do sabão não é precisamente conhecida, mas o primeiro uso documentado do sabão não foi para higiene pessoal mas sim para a limpeza e processamento de couro de animais e lã de ovelhas. A prática de fabricação de sabão pode ser encontrado em tábuas de argila dos antigos sumérios por volta de 2500 A.C. (Antes da era cristã).
Sabão era produzido da mistura de gordura de carneiro e das substâncias contidas nas cinzas de pequenos arbustos nativos solúveis em água para limpar lã. No primeiro século da era cristã em Roma, sabão tingido foi usado nos cabelos ou até talvez em outras partes do corpo. Este costume foi adquirido dos gauleses.
Há uma lenda interessante (não suportada por nenhuma evidência) que explica que a palavra sabão teve sua origem derivada do Monte Sapo, lugar onde animais eram queimados em sacrifício aos deuses, uma prática comum na Roma antiga.
As águas das chuvas naturalmente se misturavam com as cinzas dos altares de sacrifício solubilizando os álcalis que combinavam e reagiam com a gordura animal residual liberada pelo calor do fogo. Juntos escorriam morro abaixo (formando sabão enquanto desciam) caindo no rio Tibre. Os habitantes de Roma perceberam que as roupas ficavam mais limpas quando lavadas próximo aos altares de sacrifício.
Há outra vertente de pensadores que argumentam que a fabricação de sabão foi uma criação celta (dos bárbaros do norte da África) e foi levada a Roma através das legiões que conquistaram o norte da África.
Como tudo que não era romano era considerado bárbaro, uma lenda foi convenientemente inventada demonstrando que a invenção do sabão foi romana. Apesar das teorias conflitantes sobre a descoberta do sabão não terem sido organizadas, na época da erupção do Vesúvio em 79 D.C. (depois da era cristã), destruindo Pompéia e Herculano, uma fábrica de sabão estava entre as indústrias que foram encobertas para a posteridade.
Fonte: Extraído do blog Perfumaria Sarandi


O surgimento do sabonete Artesanal no Mundo

 A busca pela fabricação dos sabões remonta desde a pré-história, porém, foram os fenícios, 600 anos antes de Cristo, que buscaram aperfeiçoar a técnica para o desenvolvimento do sabonete. Nesta época, ele era produzido de maneira rústica, artesanal e precária, com materiais de origem animal e vegetal. Esta antiga técnica constituía em ferver gordura animal, água e cinzas de madeira até que fosse obtido uma densa e substanciosa pasta, a qual a utilizavam para a limpeza do corpo e das roupas. Somente no século setecentos a civilização árabe desenvolveu o processo de saponificação, em que misturavam óleos naturais, gordura de animal e soda cáustica, que, depois de fervida, endurecia e isso possibilitou a transformação desta pasta em produto mais sólido e consistente, o que permitiu o aumento da utilização do resultado obtido através desta técnica. Do francês “savonete”, faz-se notável saber que, na antiguidade, o uso do sabonete, era privilégio da nobreza e somente tinha acesso a tal produto os que detinham poder, títulos nobres e grandes riquezas. Assim, mais tarde, difundido na Europa, os espanhóis acrescentaram azeite de oliva com o intuito de aromatizar este produto. A partir do século 19, o sabonete começou a ser fabricado de forma industrial, o que tornou o acesso mais viável às classes menos favorecidas e sua utilização tornou-se algo mais freqüente e popular. Tendo como principal função a higiene pessoal e os cuidados com a pele, podemos encontrar sabonetes de variadas formas, tamanhos, espessuras, perfumes, cores, os especializados para cada tipo de pele e até mesmo os que contém em sua composição propriedades terapêuticas e medicinais. 


Fonte: 'Taj Mahal Ateliê de ArtesManuais Fos: prodção de Saboaria Artesanal Aromas D'aldeia. 

SABÃO & SABONETE

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação, pesquisa Nota: Para outros significados, veja Sabonete (desambiguação). Sabonete de banho O sabonete ou sabões são utilizados para a higiene pessoal e lavar determinados objetos. São encontrados em tabletes, em pó ou em cremes. Em sentido restrito, existe uma grande diferença entre sabão, um detergente e um sabonete. O sabão geralmente é o resultado da reação química entre uma base (geralmente hidróxido de sódio ou hidróxido de potássio) e algum óleo natural. Esta reação é denominada saponificação. O ácido graxo pode ser de origens vegetal ou animal. O sabão ou sabonete é solúvel em água e, por suas propriedades detergentes, é usado para lavar. Os sabonetes podem ter uma origem industrial ou artesanal, os sabonetes artesanais, consistem naqueles que são produzidos sem a utilização de máquinas. O mais comum de todos é o sabão de sódio. O que é praticamente neutro, que contém glicerina, óleos, perfumes e corantes, é o sabonete. Há também o sabão de lavandaria, usado para lavar roupas, o sabão Azul e Branco é o tradicional sabão português utilizado na lavagem de roupas. Existem sabonetes líquidos, com variadas viscosidades, até o chamado gel para banho, normalmente formulados a base de surfactantes como o dodecil sulfato de sódio.


    SABONETES COMERCIAIS

A carência de glicerina nos sabonetes comerciais é a principal razão do ressecamento que sentimos na pele com o seu uso. E muitas vezes vemos o próprio sabonete ressecar e rachar. 
Esta é a principal diferença entre os sabonetes comerciais e os sabonetes artesanais. Os ácidos graxos contidos nos óleos utilizados para se fazer o sabonete artesanal ajudam a regular a umidade e nutrir a pele, enquanto a glicerina natural dá uma textura mais macia. Os sabonetes comerciais que você encontra nos supermercados são fabricados visando dois aspectos: a conservação do produto nas prateleiras do comércio e oferecer ao consumidor um produto de maior duração, com isso justificam o uso de produtos químicos e conservantes resultando em um produto que nem poderia mais ser chamado de sabão ou sabonete, na sua verdadeira acepção, pois nada mais são do que detergentes sintéticos, utilizando inclusive o hidróxido de sódio (soda cáustica). Muitos desses detergentes são à base de petróleo e outros que contêm substâncias encontradas na natureza, mas são extraídos radicalmente e modificados.  

ORIGENS DO SABÃO (SÉC. XIX – XX)

Séc. XIX 
O Movimento Sanitário iniciado em Londres no século XIX, levou à instalação de casas-de-banho e lavandarias públicas, como mecanismo de combate à propagação de doenças como a cólera e a febre tifóide. Este movimento espandiu-se pela Europa e em seguida atingiu os Estados Unidos da América, passando o banho a ser visto como uma prática saudável por milhões de pessoas.

Em meados de XIX, o químico belga, Ernest Solvay, inventou o processo de obtenção da soda caustica a partir do amoníaco, onde também o sal comum era utilizado para fazer a soda. O processo de Solvay reduziu ainda mais o custo da soda e aumentou tanto a qualidade quanto a quantidade de soda disponível para a fabricação de sabão.
Em 1837, William Procter e James Gamble fundaram uma pequena companhia para a produção de velas e sabões na cidade de Cincinnati, Ohio criando as bases do gigante Procter & Gamble. Mais tarde em 1878, James Gamble químico de formação, descobre como produzir sabão branco, cremoso e delicadamente perfumado. Esse novo sabão produzia uma rica espuma, mesmo em contato com a água fria, e tinha uma consistência homogênea, suave e flutuava. O novo produto denominado “sabão branco” e posteriormente por Ivory teve um tremendo sucesso, os consumidores adoraram o sabonete flutuante, que não ficava perdido na banheira. Naquela época as famílias não tinham água canalizada em casa e a família inteira tomava banho na mesma tina, por ordem de importância: Pai, Mãe, crianças e bebês. Prevendo que a invenção da luz eléctrica (em outubro de 1879 Thomas Edison) testou com sucesso a lâmpada elétrica) poderia acabar de vez com o seu lucrativo negócio de velas, e aproveitando a vantagem competitiva do sabão flutuante decidiram investir na promoção do produto no ponto de venda e nos jornais. A partir de então, começaram a inovar com novos aromas, diversificando e diferenciando o produto, e em 1896, publicam na Cosmopolitan o primeiro anúncio a cores, com o Ivory como produto estrela.
Em 1879 foi criado o Sabonete “Roger & Gallet” o primeiro sabonete redondo, envolto artesanalmente em papel drapeado, que actualmente ainda é fabricado.
Quando William Hesketh Lever e o seu irmão James, criaram em Inglaterra no ano de1885, uma fábrica de sabão, a Lever Brothers, o sabão era vendido a peso e cortado directamente de uma grande barra pelo comerciante. Revolucionaram o mercado inglês, ao introduzirem um sabonete com embalagem e com uma marca o Sunlight Soap. Com a sua visão de negócios, práticas de marketing e um mercado extensível a todo o Império Britânico, fundou o que ainda é hoje um dos maiores negócios de sabonetes do mundo, a Unilever. Foram dos primeiros a empregar campanhas publicitárias em larga escala para a marcas Lux e Sunlight Soap.
Em 1887 surgiu em Portugal, no Porto a primeira fábrica nacional de sabonetes e perfumes, fundada por dois alemães radicados em Portugal: Ferdinand Claus e Georges Ph. Schweder. Nesta época, estes produtos eram importados e vistos como um privilégio das classes sociais mais abastadas. Inicialmente, os sabonetes tinham a marca F.P.C., as iniciais de “Fábrica de Productos Chimicos CLAUS & SCHWEDER, SUCRS.”. São atribuídos nomes estrangeiros a todas as linhas, para ir de encontro dos gostos da época. Seguem-se anos de forte expansão, à medida que o sabonete se populariza e acaba por roubar quota de mercado ao sabão grosseiro. Actualmente ainda comercializa, e cada vez com mais sucesso, para os E.U.A, Canadá e Inglaterra através da marca Claus Porto.


Séc. XX
Introduzido nos Estados Unidos em 1924, o sabonete Lux tornou-se o primeiro a ser comercializado globalmente, com o slogan “a beauty soap made in the French method”. Fabricado de acordo com o método Francês, rico em fragrância e muito suave, foi publicitado como um produto de beleza que amaciava a pele e um preço muito acessível (vendido por 10 centavos cada).

Durante a Segunda Grande Guerra o sabão era um produto racionalizado em muitos países, devido à escassez de óleos e gorduras para a fabricação de sabão comum. Em consequência a investigação sobre novos processo de fabrico foi acelerada, surgindo os primeiros produtos de origem sintética (detergentes, resultantes da indústria petroquímica). Actualmente, a maioria de produtos que existem no mercado não são verdadeiros sabões, mas sim detergentes criados a partir de materiais derivados do petróleo.
Assim surgiu um dos produtos mais usados no mundo, que hoje se apresenta nas mais diversas formas, tipos, tamanhos e cores
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