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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Aurora Boreal (Eletromagnetismo)

A aurora polar, fenômeno natural caracterizado por luzes coloridas no céu, é causada pela interação de partículas carregadas de energia provenientes do vento solar com a camada magnética da terra, conforme explica o astrônomo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Basílio Santiago.
Una espectacular aurora austral entre Australia y Antártica fue captada por un astronauta de la Estación Espacial Internacional
"O Sol não apenas emite luz, mas também o que chamamos de vento solar, que são partículas subatômicas de alta energia", diz.
Algumas partículas são desviadas, enquanto outras interagem com as linhas do campo magnético da Terra - as correntes das partículas dentro dos campos magnéticos se dirigem aos pólos. Essas correntes são chamadas "correntes de Birkeland", em homenagem ao físico norueguês Kristian Birkeland, que as descobriu no início do século 20.
"Ao se concentrarem lá, elas (as partículas solares) interagem com as partículas das camadas mais altas da atmosfera terrestre, o que leva à emissão de luz. É isso que vemos no céu, quando perto dos pólos, na forma de aurora boreal ou austral", esclarece Santiago.
Uma aurora polar normalmente é observada à noite e ocorre na ionosfera, onde as partículas colidem nos íons de oxigênio e nitrogênio e transferem para eles sua carga de energia. Ao voltar para suas orbitas originais, os elétrons nos átomos de oxigênio e de nitrogênio irradiam energia em forma de luz. Essa luz produz a aurora, e as diferentes cores provêm da irradiação dos diferentes íons.
Em latitudes do norte, o fenômeno é chamado de "aurora boreal". O nome vem da deusa romana do amanhecer, Aurora, e de Boreas, o deus grego dos ventos norte. O povo indígena Cree chamava a aparição das luzes de "Dança dos Deuses", enquanto na Idade Média as auroras eram consideradas sinais divinos.
Nas altas latitudes sul, o fenômeno é muito semelhante ao que ocorre no norte, porém recebe o nome de "aurora austral". Só é visível em locais como a Antártida, o sul da América do Sul ou Austrália.
A aurora não é exclusividade da Terra. Como é um fenômeno externo, ela pode ocorrer em outros planetas próximos ao Sol, como Vênus e Marte. Saturno e Júpiter também possuem campos magnéticos e grandes cintos de radiação. O efeito da aurora vem sendo observado em ambos, mais claramente com as descobertas feitas pelo telescópio Hubble.

Auroras boreais engarrafadas pela Nasa

A bruma colorida da Aurora Boreal, e exibições semelhantes de outros  planetas, foram geradas dentro de um domo de vidro chamado Planeterrella, no Centro de Pesquisas Langley, em Hampton, Virgínia, nos EUA.
Dentro do domo há uma esfera e partículas carregadas, que brilham forte quando expostas a um campo magnético – um processo similar ao fenômeno natural que causa a aurora boreal sobre a Terra.
O dispositivo é baseado em uma experiência do século  19, chamada Terrella, que revelou pela primeira vez como partículas eletricamente carregadas expelidas pelo Sol brilham quando misturadas a átomos presentes em nossa atmosfera sob a  influência do campo magnético da Terra.
O dr. Guillaume Gronoff, criador do disposito, explicou: "ele recria a atmosfera da Terra a 80 km de altitude, quando ocorrem as auroras. A aurora é criada quando partículas, originalmente do Sol, se precipitam na atmosfera."
Na versão da Nasa, as partículas de nitrogênio carregadas dentro do domo brilham  na cor púrpura, mas as auroras da Terra são geralmente verdes devido ao oxigênio da atmosfera.
os pesquisadores conseguiram melhorar a  Terrella do século 19 acrescentando mais esferas, permitindo-lhes recriar as nítidas auroras ovais que ocorrem em outros planetas.
“A Planeterrella nos permite criar analogias com processos existentes, como a  aurora em Marte, que não tem um campo magnético global, mas vários campos magnéticos localizados," disse Gronoff.
"Agora nós podemos mostrar a reação qundo Io, uma lua de Júpiter, anvia partículas àquele planeta. Podemos também  simular a aurora em Netuno e Urano, quando seus campos magnéticos estão apontando diretamente na direção do Sol."
A Planeterrella da Nasa é uma das primeiras feitas nos EUA, embora existam cerca de 10 na Europa.
Embora o dispositivo seja uma ferramenta úti para explicar a interação entre os fatores-chave que causam uma aurora, Gronoff espera aprimorá-lo com a inclusão de mais variáveis, como gases que produzem efeitos de cores diferentes.
Por exemplo, usando magnetos extras e dióxido de carbono, poderia produzir uma versão mais precisa da aurora em Marte, disse.


Tradução de Luiz Leitão
(NASA)

http://noticias.terra.com.br/educacao/voce-sabia/o-que-provoca-a-aurora-boreal-e-a-austral,b47800beca2da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html
http://detudoblogue.blogspot.com.br/2013/08/auroras-boreais-engarrafadas-pela-nasa.html

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