"Somos Físicos". Assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todos os assuntos resultam de pesquisas coletadas na própria internet.

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segunda-feira, 27 de abril de 2015

O Heavy Metal na Ciência (Ciência e Vida)

O heavy metal na ciência: 

pesquisadores usam estilo musical em seus estudos

A ciência comprova: jovens superdotados gostam mais de heavy metal de que de outros estilos musicais, e pesquisas acadêmicas dizem ainda que homens que gostam de metal são mais atraentes para mulheres. Por outro lado, estudos revelam que fãs de rock pesado são mais imprudentes, depressivos e correm o risco de machucar o cérebro e o pescoço ao agitar as cabeças para cima e para baixo no ritmo do som pesado.
Não são poucos os estudos científicos realizados em algumas das mais importantes universidades do mundo envolvendo o heavy metal. Só uma busca no site de USP tem 1.250 referências para música e heavy metal, desde artigos e pesquisas acadêmicas até arquivos de jornais e revistas, mesmo que a maioria das referências seja de citações do termo em textos relacionados a outros assuntos.
Já a Biblioteca Britânica, um dos maiores arquivos do mundo, tem 1.025 retornos para a busca por "heavy metal" e "música", enquanto o arquivo da biblioteca do King's College, de Londres, uma das melhores universidades do mundo, oferece 3.415 referências para estudos acadêmicos acerca do heavy metal (o estilo musical, não confundir com estudos químicos e de medicina sobre metais pesados).
As pesquisas vão desde assuntos curiosos e engraçados, como a relação entre atração sexual e preferência musical, até análises de física cinética que comparam o movimento dos roqueiros em rodas de pogo (dança em que eles se empurram e dão cotoveladas uns nos outros em frente ao palco) com a dispersão de gases.
O UOL reuniu abaixo oito das mais interessantes pesquisas acadêmicas relacionadas ao heavy metal no mundo.
1 - Metaleiros superdotados
Divulgação

Jack Black como o professor Dewey Finn, do filme "Escola de Rock"
Em 2007, uma pesquisa da Academia Nacional para Jovens Talentosos e Superdotados da Universidade de Warwick, no Reino Unido, apontou uma relação entre heavy metal e estudantes superdotados. Estudantes que se identificaram com a subcultura metaleira disseram que o heavy metal pode ser usado como instrumento de catarse, com a música normalmente agressiva e em alto volume usada para liberar as suas frustrações e irritações.
O estudo descobriu que rock era o estilo mais popular entre os jovens gênios e que, de fato, havia uma associação entre os estilos musicais e a personalidade dos estudantes: os que dizem gostar de heavy metal teriam uma autoestima mais baixa do que os outros.
Os pesquisadores Stuart Cadwallader e Jim Campbell avaliaram 1.057 alunos entre 11 e 18 anos e suas respostas sobre família, escola, lazer e mídia, além de opiniões sobre gosto musical. "Talvez as pressões associadas ao talento e a superdotação possam ser temporariamente esquecidas com o auxílio da música", escreveu Cadwallader, em um trecho do trabalho. "Como um estudante sugeriu, talvez jovens mais inteligentes se sintam mais pressionados do que os outros e usem a música para lidar com isso."
2 - Física da roda de pogo
Reprodução/Facebook/Metaleros CL
Roda de pogo durante show de metal
O movimento de metaleiros em uma rodinha daquelas abertas durante os shows, que pode ser confundida com uma briga pelos desavisados, se assemelha ao comportamento de partículas gasosas, segundo um estudo do departamento de física da universidade de Ithaca, nos Estados Unidos.
Cientistas desenvolveram uma pesquisa sobre o movimento do pogo, como ficou conhecido esse estilo de dança praticado por metaleiros e punks, e alegaram que "shows de heavy metal são modelos únicos para estudar o movimento coletivo humano de forma confiável, consistente e ética". O nome do estudo é "Movimento Coletivo de Humanos em Rodas de Pogo em Shows de Heavy Metal", e ele foi publicado em 2013.
Um grupo de quatro pesquisadores se debruçou sobre vídeos da internet que mostram as rodas em shows de metal para estudar a forma como se dava o movimento dos envolvidos. "Descobrimos que esses grupos sociais extremos geram comportamentos igualmente extremos: um estado de desordem semelhante a um gás no chamado 'mosh pit' [roda de pogo em que os participantes batem de frente] e um movimento ordenado como um vortex, no que é chamado de 'circle pit' [roda de pogo em que eles correm em círculos, empurrando uns aos outros]. Os dois fenômenos são reproduzidos em simulações de movimento de manada, demonstrando que o comportamento coletivo humano é consistente com as previsões de modelos simplificados."
"Em 'mosh pits' tradicionais, os participantes se movimentam aleatoriamente, colidindo uns contra os outros de forma não dirigida." Segundo o estudo, "este fenômeno se assemelha à cinética das partículas gasosas, embora 'moshers' sejam agentes com autopropulsão que experimentam colisões dissipadoras e existem em uma densidade muito mais elevada do que a maioria sistemas gasosos."
3 - Abraçados ao caos
Stephane Mahe/Reuters
Fãs de Heavy Metal aproveitam o Hellfest, festival de música realizado na França
As rodas de pogo formadas por metaleiros também foram estudadas por uma pesquisadora do Canadá, que desenvolveu uma análise dos "mosh pits" sob o ponto de vista cultural. Segundo ela, "'moshing' é uma forma de dana ritualizada e furiosa que combina a agressão física com exibição coletiva de emoções".
O trabalho buscou entender o que leva os frequentadores a entrarem em espaços nos quais, aparentemente, os movimentos dos participantes geram completo caos e violência. "O 'mosh pit' é considerado parte vital da experiência de ir a um show, oferecendo uma oportunidade para fãs de metal jogarem com aspectos mais obscuros da existência, subvertendo convenções sociais normativas e liberando frustrações mundanas enquanto fortalece o senso de comunidade."
O trabalho de Gabrielle Riches foi publicado em julho de 2011 no "Journal for Cultural Research". Seu título é "Abraçando o Caos: Rodas de Pogo, Música de Metal Extremo e Liminaridade". Riches ainda aproveita a pesquisa para apresentar a história dessas rodinhas. Segundo ela, o termo surgiu no início dos anos 1980 em Washington, DC, graças à banda punk Bad Brains, que costumava usar o termo "mash" (amassar, esmagar) em suas letras, incentivando danças violentas em frente ao palco. Segundo a pesquisadora, o sotaque forte de H.R., o vocalista da banda, levou os fãs a entenderem erroneamente "mosh", e o termo acabou se espalhando.


4 - Metaleiros imprudentes
Philipp Guelland/AFP
Jovem é "batizado" com cerveja, durante o Wacken Open Air 2013, festival de heavy metal realizado na Alemanha
Adolescentes que gostam de rock pesado têm comportamentos mais imprudentes, passando a ser mais irresponsáveis em relação à direção de veículos, à vida sexual, ao uso de drogas, e até mais próximos de atividades criminosas, segundo uma pesquisa de psicologia realizada na virada da década de 1980 para os anos 1990. O estudo "Música Heavy Metal e Comportamento Imprudente entre Adolescentes", de Jeffrey Arnett, comparou adolescentes que ouvem heavy metal com outros que não gostam do estilo e descobriu que os fãs de rock pesado são diferentes e têm autoestima mais baixa.
Com um olhar que hoje pode ser considerado cheio de preconceitos, a pesquisa cita protestos de associações de pais dos EUA nos anos 1980 contra o heavy metal, alegando que o estilo promovia comportamentos perigosos como promiscuidade, uso de drogas e satanismo.
A pesquisa até tenta fugir do preconceito ao falar que a relação não indica causa, mas diz que a relação entre a preferência musical por metal e diferenças de comportamentos é real. "Pode se dizer que a atração pelo heavy metal reflete um alto nível de busca por sensações, e o alto nível de comportamento imprudente reflete o fracasso em dirigir essa busca por sensações através de canais socialmente aceitos."
5 - Roqueiros depressivos
Reprodução/Pixshark.com
Fã de black metal na Noruega, onde o estilo faz muito sucesso entre os jovens
Adolescentes que gostam de heavy metal têm uma tendência "significativamente mais alta" a comportamentos depressivos do que adolescentes que preferem outros estilos musicais, segundo uma pesquisa de psicólogos da Turquia.
Segundo o artigo acadêmico "A Associação da Preferência Musical e Sintomas Depressivos em Estudantes do Ensino Médio", o percentual de estudantes com relações problemáticas com os pais era mais alto entre os jovens que gostam de heavy metal. O estudo analisou 1.226 estudantes de quatro escolas de Istambul, dos quais 27,7% indicaram o rock como estilo musical preferido.
Os pesquisadores defendem que a música tem um importante impacto na vida dos adolescentes, independentemente do gênero, e que ela é uma forma de refletir os sentimentos, valores, necessidades e conflitos dos jovens.
6 - Torcicolo de quem "bate cabeça"
Philipp Guelland/AFP
Headbanger balança a cabeça durante show de heavy metal
Uma música de heavy metal tem em média 146 batidas por minuto, o que pode causar danos leves no cérebro e no pescoço quando o metaleiro sacode a cabeça para cima e para baixo em um movimento com amplitude maior do que 75 graus. Esta é a conclusão do estudo "Danos à Cabeça e ao Pescoço no Heavy Metal", da universidade australiana New South, publicado em 2008. Quanto maior a velocidade da música, maior o risco de ferimento no pescoço.
"Jovens que vão a shows de heavy metal costumam se sentir tontos e confusos, possíveis sintomas de dano traumático leve ao cérebro", diz a pesquisa, que explica que "bater cabeça" (headbanging, em inglês), "é uma atividade violenta associada com rock pesado e vários subgêneros do heavy metal". Para minimizar o risco de ferimentos, os "batedores de cabeça" ou "headbangers" devem diminuir a amplitude do movimento de cabeça e pescoço. Outras precauções são bater cabeça em músicas mais lentas ou mexê-la em batidas alternadas. Outra opção é usar equipamento de proteção.
O estudo ainda explica que o termo "bater cabeça" surgiu em 1968 em um show do Led Zeppelin em Boston. Durante a apresentação, as filas do público na frente do palco balançavam as cabeças no tempo da música, dando origem à expressão.
7 - Sem esperança
Fábio Codevilla/Agência Cigana/Divulgação
Durante os anos 1980, Ozzy Osbourne foi processado nos EUA por pais que acreditavam que as músicas dele tivessem induzido seu filho ao suicídio
A história do heavy metal é marcada por processos judiciais nos EUA em que músicos foram acusados de incentivar o suicídio de jovens. Mesmo que isso seja parte de uma postura preconceituosa em relação ao estilo, um estudo acadêmico publicado em 1998 revelou que há ligação entre gostar de heavy metal e a aceitação do suicídio por conta da "exposição a uma cultura de caos pessoal e social marcada pela falta de esperança".
Segundo Steven Stack, autor de "Heavy Metal, Religiosidade e Aceitação do Suicídio", não é possível dizer de forma direta que metaleiros são suicidas, mas existe evidência para uma ligação entre o estilo musical e suicídios. "Caos é o tema que distingue o metal das outras formas de rock surgidas antes dele. O caos tem duas dimensões no metal: pessoal e social", diz um trecho do estudo.
O trabalho também defende que essa relação deixa de ser significativa quando o nível de religiosidade é controlado. "Fãs de metal têm baixa religiosidade, o que contribui, por sua vez, para uma maior aceitação do suicídio."
8 - Metaleiros atraentes
Reprodução/KissfaqGene Simmons, vocalista e baixista do Kiss, posa com garotas
Homens que gostam de heavy metal são mais atraentes de que os que gostam de outros estilos musicais, segundo o estudo "Efeitos da Associação a Gêneros Musicais na atração Heterossexual", desenvolvido em 1989 por Dolf Zillmann e Azra Bhatia.
Segundo a pesquisa, a preferência por música country diminui a atração em entrevistados dos dois sexos. Por outro lado, a devoção à música clássica e ao heavy metal teve uma reação específica por gênero.  O fascínio pela música pesada aumentou muito o apelo dos homens e diminuiu o apelo das mulheres. Enquanto a adoração por música clássica teve consequências contrárias, aumentando o apelo das mulheres e diminuindo o de homens.
Na pesquisa, estudantes universitários foram convidados a estimar traços de comportamento e avaliar a quantidade de desejo por um potencial encontro heterossexual.  O estudo descobriu que a revelação da preferência musical tem influência sobre a atração heterossexual, assim como a percepção e a avaliação dos traços pertinentes. O estudo revelou ainda que as mulheres não preferem necessariamente homens que têm as mesmas preferências musicais que elas, enquanto homens se sentem mais atraídos por mulheres que têm os mesmos gostos que eles.
http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2015/03/24/o-heavy-metal-na-ciencia-pesquisadores-usam-estilo-musical-em-seus-estudos.htm

quarta-feira, 22 de abril de 2015

A Arte do Desenho IV-Entao Voce Quer Ser Desenhista?(Ciência e Tecnologia)



Thalys Leal
15 anos
"Desenho pra mim é um dom.O curso que faço de desenho é apenas para aperfeiçoar minhas técnicas.Ninguém nasce sabendo, tem que treinar sempre"

Meus Trabalhos



Para começar, resolvi falar um pouco sobre as diferentes áreas onde um desenhista pode atuar. Sim, "áreas", acredite em mim, não é apenas de histórias em quadrinhos para as editoras americanas que um desenhista pode viver, embora esta com certeza seja a mais conhecida de quem está começando a rabiscar, mas entenda que ela não é a única. Além desta, podemos citar como exemplos animação, ilustração editorial, concepts, design, publicidade, games, web, modelagem 3D, e muitas outras que não recordo no momento.

 Mesmo nos quadrinhos existem outros ramos além dos super-bombados de colans coloridos, então vamos dar uma olhada geral no mercado de trabalho:

1 - Publicidade: provavelmente a área mais comum para um ilustrador começar sua carreira devido à grande quantidade de agências espalhadas Brasil afora. Geralmente o desenhista atua não exatamente como ilustrador, mas como designer gráfico, ou variantes como arte-finalista, o cara da arte, mas é tudo basicamente a mesma coisa. O artista é responsável pela criação de layouts para anúncios em revistas, folders, banners, e caso a agência produza material para a TV, artes para video e as vezes alguma animação. Trabalhar em uma agência de publicidade lhe ensina muitas coisas, como trabalhar com o que tem em mãos, com prazos apertados, pouca verba e principalmente que o material que você está fazendo não é "seu filho", mas um produto para um cliente, e que quase sempre será modificado, por vezes pouco, em outras completamente.

Esta área pode ser vista como um grande laboratório para o desenhista, pois ele vai ter que estudar muito de composição e design, coisas que influenciam muito no seu trabalho como ilustrador. Geralmente o cartoon é o estilo mais utilizado no mercado, mas o ideal é que o desenhista tenha um traço bem variado para atender as várias demandas de trabalho.

As principais ferramentas de trabalho utilizadas são:
 - Programas vetoriais como Corel Draw, que é o mais usado na maioria das agências de pequenos e médio porte, e o Illustrator, que é o preferido entre os artistas;
 - Photoshop para tratamento, retoque e criação de imagens;

  Recomendo a leitura de um livro chamado Design para quem não é Designer, da editora 2AB para entender a base da produção de anúncios e peças gráficas.
2 - Games: não é um mercado tão amplo quanto o de publicidade, mas que vem crescendo rapidamente nos últimos anos e tem grande necessidade de mão-de-obra especializada. Estão surgindo novas empresas do ramo a toda hora e muitas vezes alguns amigos decidem formar uma equipe para produzir seus próprios jogos.

Criar games tornou-se algo mais acessível hoje em dia graças ao programa Flash, da Adobe, que permite criar tanto arte quanto a programação dos games 2D dentro dele. O desenhista cria suas ilustrações e animações dentro do programa ou em algum outro como photoshop, para posteriormente ser importado para o Flash, e enfim passar à programação.

Caso a equipe trabalhe com 3D, a maneira mais prática de começar a trabalhar é com a engine Unity 3D, que permite a você produzir seus games em 3D para web, PC/MAC, mobiles, tablets e consoles. Neste caso o artista deve dominar as ferramentas de modelagem e animação como 3D Studio MaxMayaXSI Soft ImageBlender,Cinema 4D, entre outros. Saber trabalhar com o ZBrush, que diferente dos outros é um programa de escultura digital, é de grande valia no trabalho de produção de games 3D para certas etapas da produção. Aliás, para quem quiser começar a fazer suas experiências com games em 3D, o combo é Unity 3D, Blender e Sculptris. Os 3 programas são programas free, sendo a Unity, como já dito, serve basicamente para programar o game para as diferentes plataformas, o Blender para modelagem e animação e o Sculptris, que tem a mesma finalidade do ZBrush. Você pode criar um game inteiro e lucrar com ele sem gastar um centavo usando estes 3 programas, enquanto os citados anteriores são programas pagos.

Para quem quiser se especializar em games, existem muitos cursos em escolas em vários lugares do Brasil, e também cursos universitários. No entanto todos são muito abrangentes, passando desde a programação até o game-design. Caso você queira se especializar em animação e modelagem para games, existem cursos muitos bons, geralmente nas capitais. Estes cursos focam em High Poly, que são os modelos com grande quantidade de polígonos. Este profissional fica apto para atuar em outras áreas, como publicidade, animação e cinema, mas deve adaptar seus conhecimentos para produzir modelos em Low Poly, ou seja, os com quantidade menor de polígonos que são os utilizados nos games.

  Para os desenhistas que querem trabalhar com games em 2D, foque seus estudos no Flash e Photoshop. Estudar o Painter pode ser interessante, e saber o básico de animação clássica é fundamental.

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3 - Ensino à distância: o ensino tem se modificado no mundo inteiro, e hoje nem sempre existe a necessidade de o aluno estar em uma sala de aula. No caso do ensino à distância, em muitas coisas ele é parecido com o mercado de games, inclusive utilizando técnicas parecidas e os mesmos programas, tanto 2D quanto 3D. Este tipo de material é muito utilizado por escolas e universidades, e também por empresas para especialização e reciclagem de seus funcionários. Tanto o mercado de ensino à distância quanto o de games estão sentindo falta profissionais especializados.

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4 - Ilustração: geralmente quem atua unicamente como ilustrador trabalha como freelancer. O desenhista trabalha criando capas e ilustrações para revistas, livros, produtos, charges, tirinhas de jornal, e muitas coisas mais. Geralmente ele tem um estilo próprio marcante, o que se torna sua assinatura. Um exemplo disso é o ilustradorTiago Hoisel,que faz as capas da revista Mundo Estranho. Os principais clientes deste tipo de profissional são editoras, agências de publicidade e jornais. A grande vantagem de trabalhar como freelancer (não só com ilustração como em qualquer área) é trabalhar no conforto de sua casa, dentro de seu estúdio pessoal, mas a maior desvantagem é ter que lidar com toda a parte burocrática como negociar prazos, além de ter sempre que buscar trabalhos e cuidar para manter os impostos em dia.

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5 - Concept Art: nesta área o profissional atua basicamente com ideias. É papel do concept artist pôr no papel as ideias dos seus clientes, apresentar diferentes opções e tudo mais que fará parte daquele universo. Por exemplo, a equipe de concept art do filme Avatar de James Cameron, foi responsável por criar o conceito do mundo inteiro, desde a fauna e flora do planeta, até o povo nativo, equipamentos utilizados pelos mercenários humanos e todas as estruturas e veículos high-tech.

Na equipe de concept, existe ainda a figura do Character Designer, que é responsável pela criação dos personagens e criaturas do projeto. Sua função é apresentar as diferentes personalidades descritas pelos clientes para cada ser ou grupo que estará presente no projeto. Então, tanto o personagem carismático como o Gato de Botas, quanto o agressivo Predator passaram antes pela criação de um Character Designer. 

Concept artists atuam em vários mercados, como cinema, animação e games. Também atuam em produtoras de video e agências publicitárias, no entanto nestas o trabalho tende a ter uma produção mais rápida. Quanto mais próximo do resultado final for o concept, melhor. Portanto, o ideal é este profissional descobrir onde quer atuar, se com algo mais realista ou cartunesco e se aprofundar em ferramentas como Photoshop, Painter e ZBrush. Grande parte da produção é para o mercado exterior e o profissional constantemente atua como freelancer.

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6 - Histórias em Quadrinhos: o mercado conhecido de todo desenhista que quer se profissionalizar. Quase todo artista algum dia desenhou alguma página e pensou em trabalhar com personagens icônicos como Superman, Batman, Wolverine, Homem-Aranha, Conan, etc. Longe de ser um mercado inalcançável, trabalhar com quadrinhos para o mercado exterior é uma realidade nos dias de hoje para os desenhistas brasileiros. Prova disto são figuras como Rafael Albuquerque, Raphael Grampá, os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, e ainda Ed Benes, Ivan Reis, Adriana Melo, Rod Reis, Greg Tocchini, entre muitos outros.

Basicamente o caminho para um desenhista brasileiro atuar no mercado exterior, sendo a maior parte da demanda destinada ao mercado de comics americanos, é através de um agente, que é o profissional responsável por conseguir os trabalhos, negociar prazos e contratos, traduzir textos e mandar as desculpas pro cliente caso o material atrase, enquanto o desenhista, bom, desenha.

No entanto, desenhar as páginas não é a única maneira de entrar neste mercado. Além dos artistas que trabalham nas páginas a lápis, existem também os arte-finalistas, responsáveis por dar o tratamento com nanquim no desenho a lápis, e também os coloristas, que recebem as páginas em branco e preto ou em tons de cinza e dão o tratamento de cor.

Ter um agente não é algo obrigatório para conseguir trabalhos. Graças à internet o desenhista pode fazer contato diretamente com as editoras e toda a negociação sozinho, lucrando mais, mas também assumindo muito mais responsabilidades. Para isto é necessário ter um inglês fluente, então nada de apelar para o Google Translatorpara fazer negócios, isto é literalmente queimar seu filme (não só para esta, como para todas as outras áreas de trabalho). O agente basicamente é o escudo que te protege enquanto você faz o seu trabalho, mas também é aquele cara que vai te puxar as orelhas quando o trabalho estiver atrasando, afinal de contas graças a este atraso ele deve estar levando um belo esporro do cliente.

Algo muito interessante para aqueles que querem trabalhar com quadrinhos é participar das convenções como aComic Con nos States, e das brazucas FIQ (Belo Horizonte/MG) e Gibi Con (Curitiba/PR). Nelas, os desenhistas podem mostrar seus trabalhos para editores, agentes e outros artistas, pegar dicas preciosas com essa galera para melhorar seu desenho e até conseguir seu primeiro trabalho profissional.

No caso do mercado nacional de quadrinhos, a coisa é um pouco mais complicada. Basicamente a produção é cartoon. Turma da Mônica é o quadrinho nacional que impera a décadas e muitos bons desenhistas conhecidos dos comics já trabalharam nos estúdios Maurício de Sousa. Fora isto, a produção é pequena e o retorno financeiro não é dos maiores............ quando há.

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Dicas: Se você está buscando uma vaga no mercado de trabalho e está andando com sua pasta preta embaixo do braço pra cima e pra baixo atrás de uma oportunidade, aqui vão algumas dicas:

 - Só ponha seus melhores trabalhos. Seu portfolio é a sua cara, e se a pessoa que o ver não tiver uma boa primeira impressão, a chance de você conseguir um trabalho diminui drasticamente;

 - Selecione apenas entre 25 e 35 imagens. Ok, você tem 347 desenhos lindos e maravilhosos, mas a pessoa que está pensando em te contratar não tem tempo ou saco para ver todas as imagens do Pikashu, Goku e Homem-Aranha da sua pasta. O tempo dele é precioso, então não o disperdice;

 - Escolha seis 10 melhores, ponha 5 deles no início e outros 5 no final. Algumas pessoas tem a tendência de começar a folhear livros, revistas e afins de trás para frente, portanto você deve estar preparado para causar uma boa primeira impressão de qualquer forma. E assim também você começa bem a sua apresentação, mantém o nível no meio e finaliza com chave de ouro;

 - Capriche na apresentação. Pasta preta A4 com pedaços rasgados não rolam. Acreditem, a minha era assim quando comecei e os resultados não eram muito agradáveis. O ideal é ter uma pasta com seus trabalhos em tamanho A3 e bem caprichada. Lembre-se: uma boa apresentação mostra um bom profissional e você ganha mais uns minutos do tempo do possível contratante.

 - Mantenha uma galeria virtual atualizada. Ter um site ou blog ajuda muito na divulgação do seu trabalho, e tenha o mesmo cuidado na apresentação virtual que teria em uma apresentação formal: melhores imagens e nada de quantidade enorme; 

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Bueno, gurizada. Espero ter dado uma pequena ajuda para quem está começando. Este artigo foi feito baseado em experiências que já passei ao longo dos anos e também na de colegas de trabalho. Nunca deixe de estudar, o mercado está sempre mudando e é preciso se atualizar. Se você não pratica todos os dias, com certeza vai perder uma oportunidade para alguém que pratica todos os dias. Escolha uma área que lhe interesse, seja a curto prazo ou longo e foque seus estudos nela.

Quanto à parte financeira, quem trabalha com ilustração pode ganhar tão bem quanto qualquer outro profissional de outra área, só depende dele. Não somente como desenhista, mas como uma pessoa que sabe aproveitar as oportunidades, afinal de contas se seguir uma carreira pelo "status" desse dinheiro sempre, não haveriam tantos advogados trocando de ramo. O começo é uma merda sempre, não importa a área ou profissão. Você vai ralar, vai trabalhar em dobro, vai receber pouco e vai ter que aguentar o cheirinho "agradável" dos braços levantados no ônibus apertado no fim do dia. Mas se você meter a cara a tapa e continuar sempre evoluindo seu trabalho, acredite: nunca vai faltar oportunidade e o dinheiro pode ser interessante.
http://hqcharlie.blogspot.com.br/2012/04/entao-voce-quer-ser-desenhista-tem.html

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A Arte do Desenho III - O Dom (Ciência e Tecnologia)



Beatriz Fonseca
16 anos
"desenho porque gosto, gosto do que dá pra expressar com isso, e também o que a criatividade pode fazer, gosto de passar o tempo fazendo isso, é uma coisa que faz bem para minha mente e me faz sentir bem"





Meus Trabalhos




Desde o despertar da humanidade, existe uma divisória bem clara entre aqueles que podem esboçar alguns poucos objetos e outros que passam horas a fio tentando conseguir as proporções certas e os ângulos corretos. Resumindo: o mundo está dividido entre aqueles que sabem desenhar e os que não sabem.
A que se deve isso?
Pesquisas recentes da Universidade do Brooklyn e da Universidade da Cidade de Nova York, ambas nos Estados Unidos, revelam que a habilidade de desenhar depende de três fatores: como a pessoa percebe a realidade, como ela lembra de informações visuais de um momento para outro, e que elementos de um determinado objeto ela escolhe para desenhar.
Esperança para você
Mas caso você seja como eu – restrito a figuras palito –, não se desespere. As boas novas são que, de acordo com pesquisadores britânicos, qualquer um pode melhorar esses processos mentais (descritos acima) com prática.
“Não há dúvidas de que a prática é um componente importante no aprendizado de desenhar”, conta a psicóloga Rebecca Chamberlain, da University College London, no Reino Unido.
Em pesquisa que será apresentada em breve em um simpósio na Universidade Columbia, nos Estados Unidos, Chamberlain e colegas constataram que a prática de desenhar melhora significativamente as habilidades das pessoas.
As dicas dos cientistas são: focar nas proporções para que o desenho caiba no papel; ancorar um objeto nos seus arredores, mostrando como ele se encaixa no espaço; concentrar-se na distância entre os elementos e nos tamanhos relativos deles; e focar no tamanho e forma do espaço negativo, aquele espaço entre as partes dos objetos. Por último, mas não menos importante, eles recomendam pensar nos traços como eles realmente são: fronteiras entre áreas claras e escuras.
Então, bom treino! [LiveScience]

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A Arte do Desenho II- Técnicas (Ciência e Tecnologia)




Artista Amadora
Aline Silva
20 anos 
"A magia que envolve a prática em desenhar me faz esquecer dos problemas e me leva a outro mundo...um mundo só meu e dos meus traços...Gosto disso"

















Meus trabalhos



O que é Desenho?



Antes de iniciarmos nossos estudos para aprender a desenhar, vamos conhecer algumas informações básica sobre esse universo incrível que é o Desenho Artístico.

 O desenho é uma forma de expressão visual e é uma das principais formas dentro das artes visuais. Existem diferentes categorias de desenho, o artístico, o tecnico, os esboços ( Um esboço é um desenho à mão livre que não é geralmente concebido como uma obra acabada.), a animação, o mangá.

 O desenho  faz uso de qualquer  instrumento que possa marcar um meio bidimensionalInstrumentos comuns como grafite, lápis, caneta e tinta, pincéis com tinta, lápis de cor de cera, lápis de cor, carvão, giz, pastel, vários tipos de borrachas, marcadores,canetas e vários metais (como as canetas pena, que tem a ponta de metal ou aerógrafo).  

O suporte mais comum para o desenho é o papel, embora outros materiais, tais como papelão, plástico, couro, lona e placa, podem ser usados também, tudo depende da criatividade do artísta.

Qual a diferença entre Desenho Artístico e Técnico?

 Desenho artístico e técnico têm objetivos diferentes.  
  • Desenho artístico pode replicar natureza ou expressar uma emoção, mas é para ser olhado.
  • Desenho Técnico replica coisas reais, e que se destina a comunicar informações práticas sobre o assunto.

Material de desenho

O material para desenho pode variar de acordo com o estilo de desenho de cada desenhista. Mas para quem está iniciando, o material básico seria:
  • 1 lápis 2B
  • 1 borracha branca
  • 1 apontador ou estilete
  • papel sulfite A4 e A3
  • bloco Canson A4 Escolar
  • Esse material  é mais adequando para fazer esboços e praticar luz e sombra, para um desenho mais profissional ou bem elaborado, serão necessário lápis de outras graduações e papéis de gramaturas acima de 180g/m².

    Material para desenhos avançados
    • lápis graduados: HB, B, 2B,4B, 6B,7B,8B,9B (Você não precisa ter todos, mas pelo menos uns 3 (2B, 6B, 8B)
    • 1 lapiseira 0.3
    • 1 esfuminho 0.1
    • 1 borracha limpa-tipo
    • 1 borracha branca propria para desenhos artísticos
    • um apontador ou estilete
    • Bloco layout
    • bloco de papel com 180g/m² ou 200g/m²  ou  240g/m².
     OBS: tenha sempre pastas catálagos A4 e A3 para guardar os seus desenhos, mesmo aqueles que na sua opinião não ficaram tão bons, mas ele serã importante na comparação da sua evolução dos desenhos futuros. 


    Conhecendo alguns  materiais básicos para o artístas: 



    • Lápis: Há lápis de varias graduações que dependendo da técnica utilizada,  eles farão muita diferença no resultado final. 


    Os lápis são divididos em graduações:
    • Grafite Duro ( "H" = Hard): 8H, 7H, 6H, 5H, 4H, 3H, 2H, H, 
    • Grafite médio ( "HB" = Hard/Black): HB, F, B, 2B, 3B, 4B, 5B, 
    • Grafite Macio ( "B" = Black): 6B, 7B, 8B, 9B
    A diferença entre eles está na graduação e rigidez, o que significa que para cada sombra, existe um lápis proporcional à sua intensidade. Você não precisa ter todos, mas 3 ou 4 tons seriam essenciais.

    Além dos lápis graduados, você pode experimentar outros tipos de intrumento para desenvolver seus desenhos como:



    Barra de Grafite. Ideal para Esboços, Desenhos, Traços e Decalques. Assim como os lápis tem suas graduações, as barras de grafite têm as suas também.









    Carvão de origem vegetal utilizado para desenho. Com um pouco mais de prática voce pode fazer um desenho bem elaborado somente usando ele e para fixação, utilize verniz fixador, caso contrario sempre que tocar no desenho sujará sua mão, desbotará com muita facilidade.











    Voce pode encontrar o carvão vegetal como lápis também. Abaixo alguns exemplos:

    Lápis Carvão Gioconda
    Lápis Carvão Chines
    Lápis Carvão Conté
     Qualquer um desses é utilizado para desenho e esboços e tem alto padrão de qualidade. Todos são de marcar importadas.

    OBS: Essas são marcas que eu uso e gosto muito, mas há outras também como: Cretacolor e Koh-I-Nor que são tão boas quanto essas citadas acima.

    • Esfuminho
     Esfuminho é um rolo de papel feito de feltro ou peliça prensado em forma cilindrica com pontas nas extremidades; instrumento criado especificamente para a obtenção dos efeitos de esfumado e pode ser utilizado para os trabalhos utilizando-se as técnicas secas como o lápis de grafite, carvão ou pastel.

    O esfuminho serve para  desmanchar o grafite no papel, ou seja, "esfumar" as áreas pequenas e precisas, que com o dedo não seria possivel fazer com tanta precisão, finalizando então, um visual mais real ao desenho.

    • Borracha
     Para os esboços, a borracha plástica branca já é suficiente, as quais você pode encontrar em diversas marcas. Faça teste com algumas, pois nem todas as borrachas brancas realmente apagarão sem deixar o papel borrado. 
    Mas para um desenho mais elaborado, com efeitos realistas ou hiper-realistas, serão necessárias outras borrachas de apoio.
    Abaixo segue alguns exemplos de borrachas brancas ou não e suas funções específicas.


     Borracha plástica de excelente qualidade. Considerada a melhor borracha do mundo embalada individualmente em um envólucro prático de celofane. Possui manga deslizante para manuseio mais fácil.
    Exclusiva fórmula que deixa poucos resíduos de fácil limpeza, evitando desperdícios.

    (Essa borracha é a minha favorita, principalmente para limpar o contorno de um retrato, ou deixar aquele brilho dos olhos bem branquinho.) 
      


     Borracha MONO Light Tombow é uma borracha plástica Japonesa. Essa borracha é utilizada para apagar grafite e é extremamente macia. Possui uma excelente maleabilidade.






     Essa borracha é utilizada para apagar grafite com facilidade, sem marcar o papel.




      Borracha conhecida como limpa tipo é utilizada não só para apagar, mas para tirar o excesso do grafite fixado no papel, e promover pequenos efeitos de luz, como no olhos, face, contorno do rosto, cabelos, pêlos de animais e assim por diante. E pode ser usando para grafite, pastel e carvão.
     Essa é uma borracha que fica suja com muita facilidade, para mante-la limpa basta fica amassando como se fosse massinha de modelar, até ficar da cor original novamente.


    • Papel
     Vou apresentar alguns blocos para esboço e para desenho para bons acabamentos e profissionais para qualificar o seu trablaho.Mas antes, é interessante saber que existem outros tipo de papel como: vegetal, sulfite e jornal que também vale a pena fazer testes para descobrir qual papel é mais apropriado ao seu estilo.

    1. Papel para Esboços

    Esse papel é muito comum e facil de encontrar em qualquer papelaria é da linha estudante, serve tanto para os esboços como para teste de cores. É um papel fino e possui textura levemente granulada para melhor aderência do lápis.






     É um bloco com 50 folhas de 120g/m² com textura levemente granulada. É ideal para desenhos a lápis, pastel seco, pastel oleoso, grafite, carvão, crayons e etc.










     O bloco de esboço CONDA é utilizado por artistas e os "viciados" em desenhar todos os dias e em qulquer lugar. Esse bloco é mundialmente conhecido como "Sketch Pad".
    Eu tenho varios desse, tem tamanho A5 e A3 também, e está sempre na minha bolda, pois onde quer que eu esteja, tenho papel e caneta ou lpais para esboçar minhas idéias para depois passar para um tela de pintura ou aperfeiçoa-los em um papel mais profissional.




    É um bloco de papel com 120g/m² estudante é composto por 50 folhas de papel branco liso, especialmente indicado para rascunhos de desenhos com lápis, caneta de ponta porosa, tinta nanquim e pena tubular.









      2. Papel Profissional para desenhos artísticos em diversas técnicas.



    Esse papel  é o favorito da maioria dos desenhista, isso porque ele possui 100% fibra de algodão e tem brancura natural. Canson Arches Dessin & Esquisse possui textura levemente granulada (200g/m²), ideal para desenhos com lápis, giz pastel, grafite, carvão, sanguínea e etc. Possui apenas 16 folhas. Por ser uma papel caro é bom caprichar bem no desenho pra valer a pena utilizar cada folha desse bloco.




    O Papel Profissional Filiart Renaud possui superfície texturizada com 30% de fibras longas de linter de algodão ideal para trabalhos com tintas a óleo e acrílicas, aquarela, guache, pintura crayon, grafite e nanquim. Cada bloco possui 20 folhas com 200g/m²








     Esse bloco é utilizado em diversas técnicas de desenho, como pastel, desenho a lápis, carvão, crayon e pastel oleoso. Gramatura 200g/m²









    É utilizado em diversas técnicas de desenho, como pastel, desenho a lápis, carvão, crayon e pastel oleoso. Gramatura 140g/m²













    Agora que você conhece o material, voce só precisa providencia o seu e iniciar seus estudos em desenho artístico com Luz e Sombra 
  • http://desenhetudo.blogspot.com.br/p/desenho-para-iniciantes-introducao.html