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domingo, 22 de março de 2015

Infectados III - Gripe Suina H1N1 (Ciência e Vida)

Japão
Há quase dez anos, em 2002, o cientista alemão radicado nos Estados Unidos Eckard Wimmer construiu o primeiro vírus de laboratório. E não foi nada difícil. Ele pegou o código genético do vírus da pólio e encomendou diferentes trechos de DNA para alguns laboratórios. Aí, juntou esses genes e obteve um vírus artificial. Acabou com uma cópia exata do vírus da poliomielite em mãos. Naquela época, Wimmer precisou de meses para realizar a façanha, mas logo depois, em 2003, Craig Venter (o mesmo criador da primeira bactéria sintética, em 2010) fez um outro vírus em laboratório em meras duas semanas, usando uma nova técnica. "Um vírus com um DNA com cerca de 5 mil pares de bases (os componentes básicos de um genoma) pode ser sintetizado em três semanas. O vírus da pólio, em quatro semanas - por cerca de US$ 4 mil. Depende do tempo que uma empresa prepara os pedaços de DNA sintético que depois você poderá unir por si próprio", explicou Wimmer, que leciona na Universidade americana de Stony Brook. A possibilidade de bioterroristas usarem a tecnologia para fazer um estrago existe, mas sintetizar um vírus como o da varíola - em teoria, um forte candidato a ser utilizado em um ataque desses - ainda é uma tarefa complexa por causa do tamanho de seu genoma (mais de 180 mil pares de bases) e de sua estrutura complicada. 
"Terroristas também teriam de sintetizar os pedaços de DNA sozinhos, pois nenhuma empresa comercial faria isso para eles (eu imagino). E também já existe uma vacina para varíola, embora não seja perfeita. Além disso, eles também seriam afetados", completou Wimmer. O que não significa que, no futuro, isso não possa ser feito. 

Eckard Wimmer 
Mas quem precisa montar um vírus em laboratório se os que estão por aí na natureza já mostraram que podem fazer grandes estragos? É o caso do chamado vírus H1N1, que tem aprontado das suas desde 1918, quando causou a gripe espanhola e estima-se que matou entre 40 milhões e 50 milhões de pessoas (o H1N1 de 2009, da chamada gripe suína, é apenas uma cepa diferente do H1N1 da gripe espanhola). Mais que isso: nessa caminhada de 1918 para cá, o vírus da gripe H1N1, que infecta não apenas humanos, mas aves e porcos, recombinou-se com outros vírus de gripe e gerou outras pandemias, como a asiática, de 1957, que matou cerca de 1,5 milhão de pessoas. Mais um pouco de recombinação genética e apareceu o H3N2, a chamada gripe de Hong Kong, que ceifou quase 1 milhão de vidas. Mais um pouco ainda e, voilá, tem-se o H1N1 de 2009. 
Tudo isso sem a necessidade de um laboratório para fazer o serviço sujo. 
Galpão com vítimas da gripe espanhola, que matou mais de 20 milhões de pessoas
Milhares de soldados foram infectados e morreram durante a I Guerra Mundial pela epidemia de gripe espanhola

Ainda assim, com a gripe à espreita e os laboratórios com a receita para fazer vírus, Wimmer acredita que a chance de um deles dizimar a vida humana é nula. "A natureza é mais esperta que os humanos e uma gripe aviária pode causar milhões de mortes. Mas aprendemos rapidamente como lidar com agentes infecciosos. Pense na Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave), causada por um vírus contra o qual não há até hoje vacina ou medicamento. Embora fosse mortal, desapareceu rapidamente devido à capacidade humana". A gripe espanhola no começo do século passado contaminou um quarto da população mundial. Mas chegou ao fim. O organismo humano foi capaz de criar novos mecanismos de defesa. 


Mesmo que a pólio fosse erradicada em todo o mundo, cientistas ainda conseguiriam montar o vírus de novo, pois seus componentes estão por aí. Cientistas acreditam que o método para elaborar o vírus da pólio poderia ser utilizado em outros vírus, como ebola e varíola.


A gripe A, ou gripe suína como era reconhecida até 30 de abril de 2009, é causada pelo vírus Influenza tipo A/H1N1 modificado, denominadoA/CALIFORNIA/04/2009. Esse, resultante da união de material genético de cepas da gripe humana, aviária e suina; extrapolou a barreira de espécies e passou a atingir seres humanos.
Em dezoito de março do ano de 2009, a Organização Mundial de Saúde anunciou a ocorrência de casos desta gripe no México e, pouco tempo depois, nos Estados Unidos. Espanha e Canadá. Outras regiões do globo terrestre, como o próprio Brasil, também entraram nesta lista. Por tal motivo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou tais incidências como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), criando o Gabinete Permanente de Emergência de Saúde Pública (GPESP), a fim de monitorar o vírus, tomando as medidas necessárias e cabíveis – como tratamento dos casos e busca pela viabilização de vacina contra tais cepas. Tais providências se fazem necessárias para evitar uma possível pandemia, esta que poderia ser capaz de contaminar um terço da população.
Embora seja mais transmissível que o vírus da gripe aviária, e assim como qualquer outra gripe, o contato com saliva contendo partículas virais, eliminadas principalmente ao espirrar ou tossir; ou secreções de pessoas infectadas são as formas mais comuns de contaminação.


Os sintomas desta doença incluem a presença de febre repentina e acima de 38°C e tosse, podendo vir acompanhados de diarreia, dificuldade respiratória e dores de cabeça, nas articulações e músculos. Operíodo de incubação pode variar entre 24 horas a duas semanas.


Em um ano, desde o início da pandemia, o vírus H1N1 causou a morte de mais de 1.100 pessoas no México e de 3 mil nos Estados Unidos. No Brasil, a gripe A foi responsável pela morte de mais de 2 mil pessoas


Pessoas com tais manifestações, e/ou que estiveram em algum dos países cuja incidência foi confirmada - além daqueles que tiveram contato próximo com estes - devem buscar auxílio médico, a fim dediagnosticar a doença. Os kits utilizados fornecem os resultados em até 72 horas, sendo necessárias amostras de secreções respiratórias, de no máximo sete dias após o início das manifestações. Pode ser necessária a coleta de sangue, para diagnóstico diferencial.


Pelo menos 162 focas, a maioria bebês, morreram na costa da Nova Inglaterra (EUA) afetadas pelo que parece ser uma nova variação do vírus influenza. A infecção provavelmente aconteceu após o contato com aves contaminadas.
A morte dos animais começou a ser detectada em setembro do ano passado. Ao analisar os corpos, os cientistas verificaram que as características não se encaixavam em outras formas naturais de mortandade, como inanição, ou mesmo outras doenças.
Kirk Condyles/The New York Times
Apesar da grande transmissibilidade, algumas medidas relativamente simples podem evitar, de forma significativa, a contaminação pelo A/CALIFORNIA/04/2009. Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir, preferencialmente com lenço descartável; lavar as mãos frequentemente, com água e sabão; não tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies; evitar aglomerações; não utilizar fármacos sem prescrição médica e buscar auxílio médico em casos de manifestação de sintomas são extremamente importantes. Além disso, uma alimentação balanceada e boa ingestão de líquidos reforçam o sistema imunológico, reduzindo as chances de incidência dessa e de outras doenças. Em Campo Grande, Secretaria Municipal de Saúde está distribuindo doses de medicamentos homeopáticos em postos de saúde e escolas municipais como medida preventiva, partindo da premissa de que este remédio pode, em caso de indivíduos infectados pela H1N1, diminuir os índices de complicação da doença.

tratamento é feito com a administração dos fármacos Tamiflu ou Relenza, vendidos ou cedidos sob orientação médica. Assim como qualquer outra gripe, repouso, ingestão de bastante líquido e uma dieta equilibrada ajudam na recuperação do paciente.


Informações relevantes:



• Não existem registros de incidência deste vírus em outras espécies animais.



• O consumo de carne suína ou derivados, desde que cozidos previamente, não fornece chances de contaminação.



• A maioria dos casos confirmados são adultos ou jovens, o que pode indicar a relativa eficácia das campanhas anuais de vacinação, até então indicadas para crianças e idosos.

• O uso de máscaras e equipamentos de proteção individual é recomendado para os profissionais de saúde e familiares que lidam diretamente com pessoas infectadas. Também é indicado para indivíduos que estão em áreas afetadas.
• Febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza? Procure um médico ou um serviço de saúde.
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:

A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.




Por Mariana Araguaia

Graduada em Biologia
http://www.brasilescola.com/doencas/gripe-a.htm
http://super.abril.com.br/ciencia/virus-laboratorio-686351.shtml

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