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sexta-feira, 13 de março de 2015

Depressão (Ciência e Vida)

Robin Williams
A depressão, doença considerada como o mal do século, está atrelada a diversos fatores, como a intensa jornada de trabalho, convívio dentro de casa e com a própria família, contas, perda de algum ente querido, entre outras causas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 20 anos, a depressão ocupará o segundo lugar no ranking dos males que mais matam. Esta doença, que atinge cerca de 340 milhões de pessoas no mundo, 2% a 5% da população, ainda é vista com preconceito e desconfiança por parte da sociedade. 
A depressão afeta 350 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e é mais prevalente entre mulheres. No Brasil, cerca de uma em cada dez pessoas sofre com o problema. Embora seja uma doença comum, a moléstia carrega estigmas que dificultam seu diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento adequado.
"Muitas vezes é difícil diferenciar a tristeza comum da depressão.
 O humor das pessoas nunca é constante, sempre vai existir uma variação. Uma situação negativa pode desencadear tristeza, luto. Isso é diferente da depressão clínica, que é uma síndrome que vem acompanhada por outros sintomas", explica Mara Fonseca Maranhão, psiquiatra da Unifesp e do Hospital Albert Einstein.
O comediante Jim Carrey chegou a ser medicado para tratar sua depressão.Em 2004, ele contou a um programa do canal americano CBS que tomou Prozac por um bom tempo.
Definição - Os critérios atuais para diagnóstico da depressão - estipulados por entidades médicas como a OMS e a Associação Americana de Psiquiatria - determinam que, para ser detectada com a doença, uma pessoa deve apresentar ao menos cinco sintomas do transtorno. Entre eles, um deve ser obrigatoriamente o humor deprimido (tristeza, desânimo e pensamentos negativos) ou a perda de interesse por coisas que antes eram prazerosas ao paciente. Os outros sintomas podem incluir alterações no sono, no apetite ou no peso, cansaço e falta de concentração, por exemplo.
Selton Mello também teve depressão e define este período de sua vida como um "inferno". Segundo o site "UOL",o problema teve início quando o ator resolveu tomar remédios para emagrecer, e só melhorou quando passou a fazer análise e atividades físicas.
Segundo o psiquiatra Rodrigo Leite, os critérios dizem que esse conjunto de sintomas deve ser apresentado pelo paciente na maior parte do dia, todos os dias e durante pelo menos duas semanas para que seja considerado como sinais de depressão. Por isso, estar atento a sintomas como esses - e a duração deles - é importante para que uma pessoa procure um médico e saiba se precisa ser submetida a um tratamento.
Apesar disso, a depressão não é uma doença apenas do cérebro - e levar esse fato em consideração é essencial para o sucesso do tratamento. "As pessoas precisam saber que, diferentemente do que se pensava antes, a depressão não afeta apenas o cérebro, e o tratamento não depende exclusivamente de antidepressivos. Hoje, sabemos que essa é uma doença de todo o organismo", diz Rodrigo Leite.
Kurt Cobain
De acordo com o psiquiatra, cada vez mais a ciência mostra que a doença está relacionada a problemas como baixa imunidade, alterações dos batimentos cardíacos e acúmulo de placas de gordura no sangue. Ou seja, a depressão é também um fator de risco a doenças como as cardíacas, incluindo infarto e aterosclerose. "Ainda não está claro de que forma a depressão leva a essas condições, mas sabemos que a relação existe", diz Leite.
Por esse motivo, o tratamento da depressão não deve incluir apenas antidepressivos. "Pessoas com depressão também precisam evitar hábitos como sedentarismo, tabagismo e má alimentação, que predispõem mais ainda uma pessoa a doenças cardiovasculares. Os pacientes devem saber que mudar esses hábitos é tão importante no tratamento quando os medicamentos."

No fim de 2010, Demi Lovato passou por problemas com drogas, depressão, automutilação, transtorno bipolar e distúrbios alimentares. Por isso, se internou voluntariamente em uma clínica de reabilitação em novembro do mesmo ano. 
Os psiquiatras alertam que as pessoas, assim que notarem que apresentam sintomas depressivos - e que eles são duradouros -, devem consultar um médico. 
"O tratamento contra a depressão com antidepressivos, psicoterapia e mudanças de estilo de vida é eficaz, principalmente se for iniciado precocemente", diz Mara Maranhão.A Depressão é uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.
Priscila Fantin contou, durante participação no "Encontro com Fátima Bernardes", que se afastou da TV porque estava com depressão crônica em 2008. "A depressão parece um chamado que você não sabe de onde vem. 
É importante distinguir a tristeza patológica daquela transitória provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, as dificuldades econômicas, etc. Diante das adversidades, as pessoas sem a doença sofrem, ficam tristes, mas encontram uma forma de superá-las. Nos quadros de depressão, a tristeza não dá tréguas, mesmo que não haja uma causa aparente. O humor permanece deprimido praticamente o tempo todo, por dias e dias seguidos, e desaparece o interesse pelas atividades, que antes davam satisfação e prazer.
A depressão é uma doença incapacitante que atinge por volta de 350 milhões de pessoas no mundo. Os quadros variam de intensidade e duração e podem ser classificados em três diferentes graus: leves, moderados e graves.
Cássia Kis Magro revelou, em entrevista ao programa de Marília Gabriela em 2008, que sofreu durante muitos anos com depressão e bulimia. Ela contou que só conseguiu melhorar e recuperar sua autoestima quando reconheceu os problemas e foi medicada.
Causas
Existem fatores genéticos envolvidos nos casos de depressão, doença que pode ser provocada por uma disfunção bioquímica do cérebro. Entretanto, nem todas as pessoas com predisposição genética reagem do mesmo modo diante de fatores que funcionam como gatilho para as crises: acontecimentos traumáticos na infância, estresse físico e psicológico, algumas doenças sistêmicas (ex: hipotireoidismo), consumo de drogas lícitas (ex: álcool) e ilícitas (ex: cocaína), certos tipos de medicamentos (ex: as anfetaminas).
Mulheres parecem ser mais vulneráveis aos estados depressivos em virtude da oscilação hormonal a que estão expostas principalmente no período fértil.
Ana Furtado confessou que teve depressão pós-parto após o nascimento de sua filha Isabella."“Tinha uma filha linda, estava num momento incrível, apresentando um programa, um casamento maravilhoso, e eu chorava, chorava”, contou a apresentadora à revista “Quem”.
Sintomas
Além do estado deprimido (sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias) e da anedonia (interesse e prazer diminuídos para realizar a maioria das atividades) são sintomas da depressão:
1) alteração de peso (perda ou ganho de peso não intencional); 2) distúrbio de sono (insônia ou sonolência excessiva  praticamente diárias); 3) problemas psicomotores (agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias); 4) fadiga ou perda de energia constante; 5) culpa excessiva (sentimento permanente de culpa e inutilidade); 6) dificuldade de concentração (habilidade diminuída para pensar ou concentrar-se); 7) ideias suicidas (pensamentos recorrentes de suicídio ou morte); 8) baixa autoestima, 9) alteração da libido.
Muitas vezes, no início, os sinais da enfermidade podem não ser reconhecidos. No entanto, nunca devem ser desconsideradas possíveis referências a ideias suicidas ou de autodestruição.
Brooke Shields escreveu um livro em 2005 em que fala sobre a depressão pós-parto pela qual passou, a obra "Down Came the Rain:. My Journey Through Postpartum Depression". Em um artigo que escreveu no jornal "The New York Times", ela defendeu o uso de remédios para o tratamento da doença.
Diagnóstico
O diagnóstico da depressão é clínico e toma como base os sintomas descritos e a história de vida do paciente. Além de espírito deprimido e da perda de interesse e prazer para realizar a maioria das atividades durante pelo menos duas semanas, a pessoa deve apresentar também de quatro a cinco dos sintomas supracitados.
Como o estado depressivo pode ser um sintoma secundário a várias doenças, sempre é importante estabelecer o diagnóstico diferencial.
Aos 19 anos, após se separar de Johnny Depp, Winona Ryder sofreu de depressão e alcoolismo, como relatou ao jornal "San Francisco Chronicle". Ela recorreu a tratamento em uma clínica e, quando saiu, continuou fazendo terapia.
Tratamento
Depressão é uma doença que exige acompanhamento médico sistemático. Quadros leves costumam responder bem ao tratamento psicoterápico. Nos outros mais graves e com reflexo negativo sobre a vida afetiva, familiar e profissional e em sociedade, a indicação é o uso de antidepressivos com o objetivo de tirar a pessoa da crise.
Existem vários grupos desses medicamentos que não causam dependência. Apesar do tempo que levam para produzir efeito (por volta de duas a quatro semanas) e das desvantagens de alguns efeitos colaterais que podem ocorrer, a prescrição deve ser mantida, às vezes, por toda a vida, para evitar recaídas. Há casos de depressão que exigem a associação de outras classes de medicamentos – os ansiolíticos e os antipsicóticos, por exemplo – para obter o efeito necessãrio.
Há evidências de que a atividade física associada aos tratamentos farmacológicos e psicoterápicos representa um recurso importante para reverter o quadro de depressão.
Heath Ledger
Ele foi encontrado morto quando a empregada foi avisá-lo que a massagista havia chegado. "Ele foi encontrado inconsciente no apartamento e depois declarado morto", esclareceu Browne. A polícia trabalha com a hipótese de overdose, mas não descarta a possibilidade de suicídio, entre outras causas, ou suicídio por overdose.
 Recomendações
* Depressão é uma doença como qualquer outra. Não é sinal de loucura, nem de preguiça nem de irresponsabilidade. Se você anda desanimado, tristonho, e acha que a vida perdeu a graça, procure assistência médica. O diagnóstico precoce é o melhor caminho para colocar a vida nos eixos outra vez;
* Depressão pode ocorrer em qualquer fase da vida: na infância, adolescência, maturidade e velhice. Os sintomas podem variar conforme o caso. Nas crianças, muitas vezes são erroneamente atribuídos a características da personalidade e nos idosos, ao desgaste próprio dos anos vividos;
* A família dos portadores de depressão precisa manter-se informada sobre a doença, suas características, sintomas e riscos.  É importante que ela ofereça um ponto de referência para certos padrões, como a importância da alimentação equilibrada, da higiene pessoal e da necessidade e importância de interagir com outras pessoas. Afinal, trancafiar-se num quarto às escuras, sem fazer nada nem falar com ninguém,está longe de ser um bom caminho para superar a crise depressiva.
http://drauziovarella.com.br/letras/d/depressao/
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/8-sinais-de-que-voce-pode-estar-com-depressao/
http://www.online.unisanta.br/2014/05-24/saude-9.htm

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