Welcome To My Blogger
O Blogger "Somos Físicos" aborda assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todas as postagens são pesquisas coletadas na internet. OUTUBRO ROSA

Welcome To My Blogger

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Aushiwitz- Marchas para a Morte (Matéria de Férias)

Os-números-estarrecedores-da-_marcha-da-morte_-de-Auschwitz-2
Há exatos 70 anos, em 27 de janeiro de 1945, os soldados soviéticos adentravam os portões do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, libertando os 7 mil prisioneiros remanescentes daquela que foi a maior fábrica de morte da história. Sara é uma das sobreviventes. 
"O Trabalho Liberta"
O termo "marchas da morte" foi criado pelos prisioneiros judeus para descrever a evacuação em massa dos campos de concentração. 
Esses deslocamentos forçados ocorreram em vários momentos, mas a maior e mais famosa marcha foi protagonizada pelos prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, em janeiro de 1945.
Sem tempo a perder, os nazistas obrigaram cerca de 60 mil prisioneiros a marchar para a cidade vizinha de Wodzisław Śląski - Loslau, em alemão -, no coração do Terceiro Reich nazista, para que continuassem a servir como mão de obra.
A sangrenta ofensiva soviética de Vistula-Oder havia começado em 12 de janeiro de 1945. 
Alarmados, os oficiais nazistas adiantaram os planos de evacuação campos e subcampos próximos. Para ocultar a realidade dos "campos de trabalho" das forças aliadas, os nazistas também queimaram documentos com os registros dos prisioneiros, além de desmontar e dinamitar as câmaras de gás.
Em 17 de janeiro, começaram a partir as primeiras colunas de prisioneiros. 
Durante a marcha, que ocorreu em pleno inverno, eles percorreram caminhos acidentados e tiveram poucos momentos de descanso, dormindo ao relento no chão gelado.
56.000 prisioneiros 
Era um número ínfimo diante da imensa quantidade de pessoas que foram deportadas para Auschwitz a partir da primavera de 1940.
Em meados de 1944, cerca de 65.000 prisioneiros foram transferidos para outras unidades industriais do Terceiro Reich, reduzindo o total de presos à metade. 
Até então, Auschwitz era um dos maiores campos de trabalho da indústria alemã - era dividido em 28 subcampos e tinha três campos independentes. Os presos que não foram selecionados para o extermínio imediato eram enviados para trabalhar em fábricas de armamentos, minas de carvão e outros empreendimentos nazistas.
23 graus abaixo de zero 
Era temperatura suportada pelos prisioneiros. A viagem para Loslau, no sul da Polônia, ocorreu no auge do inverno. Durante a jornada, os prisioneiros contavam apenas com o uniforme fino da prisão e sapatos rotos, sem nem uma bebida quente para aliviar o frio. 
63 quilômetros 
Era a distância até seu destino. Apesar de ser uma das "marchas da morte" mais curtas, as condições climáticas dificultavam qualquer esforço. 
Os que conseguiram chegar foram enviados a outros campos em trens superlotados. Cerca de 20 mil recém-chegados foram para o campo de Bergen-Belsen, onde morreu a jovem Anne Frank. Os prisioneiros enfrentaram uma grave epidemia de tifo antes de finalmente serem libertados pelas forças britânicas, em abril de 1945.
9.000 mortos 
Foi o saldo da marcha, embora algumas estimativas citem 15.000 vítimas. Alguns homens, mulheres e crianças morreram de exaustão ou de frio. Muitos outros foram assassinados no caminho pelos guardas da SS, a polícia nazista. 
"Meus amigos e eu estávamos juntos em um grupo", recorda Florian Granek, então um jovem de 22 anos. "Nós marchávamos atrás da coluna e víamos que eles atiravam em quem não conseguia manter o ritmo, jogando os corpos em uma vala. Começamos a contar os mortos, mas acabamos perdendo a conta. 
A Alemanha assinou sua rendição incondicional em 8 de maio de 1945. Todos os campos foram libertados gradualmente com o avanço das forças aliadas. Em 27 de janeiro, chegou a vez de Auschwitz, onde ainda viviam sete mil prisioneiros gravemente doentes, incluindo 180 crianças. 
http://www.brasil.discovery.uol.com.br/os-numeros-estarrecedores-da-marcha-da-morte-de-auschwitz/

Nenhum comentário:

Postar um comentário

AGRADEÇO SUA VISITA.
VOLTE SEMPRE.