Welcome To My Blogger
O Blogger "Somos Físicos" aborda assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todas as postagens são pesquisas e coletadas na internet.

Welcome To My Blogger

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Interestelar (Física Quântica)

Buracos negros e de minhoca e teoria da relatividade. Para quem nunca ouviu falar nesses termos científicos, ou mesmo já os conhece, mas, não sabe bem do que se trata, o filme Interestelar, lançado este ano, pode ser uma boa oportunidade para descobrir as possibilidades dessas teorias da física.

A produção, do diretor Christopher Nolan (Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge e A Origem), estrelada pelos atores Matthew McConaughey (O Lobo de Wall Street) e Anne Hathaway (O Diabo Veste Prada), narra a história de um grupo de astronautas convocados para uma missão no espaço: encontrar planetas habitáveis que possam receber a população mundial, uma vez que as reservas naturais da Terra estão se esgotando. Na história relatada no filme, o problema é que os planetas candidatos se encontram fora do nosso sistema solar. É exatamente neste ponto que as teorias da astrofísica entram em ação no roteiro.

Buraco de minhoca (whormhole, em inglês)
A nave Endurance, que leva os astronautas no longametragem de Nolan, precisa entrar em um "buraco de minhoca" para chegar a outra galáxia. Esse elemento, segundo a teoria criada pelo físico norte-americano John Archibald Weeler, funciona como um atalho entre dois pontos do espaço. Segundo o astrofísico Peter Leroy, professor do departamento de Física da PUC Minas, ainda não é possível comprovar a existência dos chamados buracos de minhoca. "Não temos registros desses elementos, mas a teoria mostra que eles podem existir e realmente encurtar a distância entre dois pontos no espaço. Isso poderia proporcionar grandes avanços para a ciência", afirma.

Além disso, uma das cenas que mais chama a atenção de quem assiste a Interestelar é a beleza de um buraco negro, localizado próximo a um dos planetas habitáveis no qual os astronautas fazem o primeiro pouso. Por causa desse elemento pouco conhecido do universo, o tempo passa bem mais rápido para quem está na superfície do planeta que orbita em seu entorno. Como os astronautas retratados por Matthew McConaughey e Anne Hathaway permanecem uma hora investigando o astro, quando retornam à nave Endurance, percebem que se passaram, na verdade, 23 anos.


O professor Peter Leroy explica que o filme é bastante coerente com a física. Segundo ele, os buracos negros surgem quando uma estrela está próxima de morrer e, quando isso ocorre, a gravidade no entorno aumenta significativamente, causando uma distorção no espaço e no tempo. "Como o tempo está diretamente ligado à gravidade, quando ela fica muito forte a contagem de tempo praticamente para", explica o especialista.

Ainda de acordo com o astrofísico, essa teoria pode ser comprovada até mesmo na Terra. "Um relógio comum age de diferentes formas se for colocado no primeiro ou no último andar de um edifício. Obviamente, não percebemos essa passagem de tempo diferenciada porque a gravidade não muda muito. Alguns experimentos científicos com relógios de altíssima precisão já comprovaram que há, sim, mudança no tempo quando se está numa altitude mais elevada", diz.

Outro ponto curioso sobre os buracos negros, e que também chama a atenção no filme, é o fato de um dos astronautas conseguir sobreviver ao atravessá-lo. O professor Peter Leroy explica que estudos mostram que os buracos negros podem ter "pontos seguros", ou seja, permitem que, em determinados locais de sua área, alguém entre e saia ileso pelo outro lado. Mas para se saber a localização desse "ponto seguro", seriam necessários cálculos extremamente precisos, o que não é possível nos dias de hoje.

Teoria da Relatividade
O especialista deixa claro que quase todos os conceitos da astrofísica mostrados no filme partem da Teoria da Relatividade, formulada pelo famoso físico alemão Albert Einstein em 1905. Ela também ficou muito conhecida pela fórmula E=mc² – que indica a energia de atração entre os corpos.

Uma curiosidade é que, para passar assuntos tão complexos ao espectador comum, o diretor Christopher Nolan contratou o renomado físico americano Kip Thorne, que ajudou a deixar o filme com uma fidelidade científica mais apurada.

Todo o trabalho para produzir Interestelar parece ter dado certo, uma vez que o filme já arrecadou mais de R$ 14 milhões nas bilheterias do Brasil (foi lançado dia 6 de novembro) e US$ 147 milhões nos Estados Unidos.

São Paulo -- O filme “Interestelar”, que está em cartaz no Brasil, combina altas doses de entretenimento com teorias científicas um tanto esotéricas. 
Ele mostra fenômenos previstos por Albert Einstein e outros físicos – como um buraco de minhoca espacial, a dilatação do tempo e um buraco negro rotativo.
O físico teórico Kip Thorne participou da elaboração de “Interestelar” como consultor e produtor executivo. Ele acompanhou a elaboração dos efeitos especiais para que ficassem tão fiéis às teorias científicas quanto possível. 
Mas nem tudo é realista em “Interestelar”. Há uma inevitável dose de fantasia no filme. Veja duas coisas que acontecem nele mas seriam impossíveis na realidade (o texto adianta cenas que vão acontecer no filme e pode estragar algumas surpresas, mas não conta o final, é claro):
Buraco de minhoca
Em “Interestelar”, a espaçonave Endurance viaja através de um buraco de minhoca, uma espécie de atalho espacial produzido por uma dobra no espaço-tempo. Esse fenômeno foi previsto teoricamente por Albert Einstein e Nathan Rosen em 1935, mas nunca foi observado na prática.
Jeffrey Kluger, autor do livro “Apolo 13”, que serviu de base para o filme homônimo, observa que o buraco de minhoca de “Interestellar” jamais poderia estar onde foi colocado no filme. Num artigo no site Time, ele diz:
“É necessário um objeto massivo para gerar um campo gravitacional suficiente para dobrar o espaço-tempo. O objeto do filme teria de ser o equivalente a 100 milhões de sóis como o nosso.”
“Dependendo de onde no universo você colocasse um objeto com essa massa, ele faria um estrago considerável nos mundos vizinhos – mas isso não acontece no filme.”
Buraco negro rotativo
Parte de “Interestelar” se passa num sistema planetário que tem um buraco negro rotativo em seu centro. É um corpo celeste extremamente denso, que é chamado de Gargantua. 
O fortíssimo campo gravitacional do buraco negro produz dilatação do tempo, fenômeno previsto por Einstein na teoria da relatividade geral. Para os astronautas próximos a Gargantua, o tempo passa mais lentamente do que para as pessoas que estão na Terra.
No entanto, o astrônomo Robert Naeye observa, no site Sky & Telescope, que nenhum humano conseguiria chegar tão perto de um buraco negro e sair ileso: 
“Viajar tão perto de um desses monstros seria letal. O filme mostra um disco luminoso de gás em torno dele, anda que não haja nenhuma fonte óbvia (como uma estrela) de onde o gás estaria vindo. Raios X de alta energia vindo do disco fritariam a espaçonave e seus ocupantes humanos.”
Outros detalhes
Há outros detalhes do filme que contrariam as leis da física. O astrônomo Phil Plait observa, no site Slate, que planetas girando em torno de um buraco negro não poderiam ser habitáveis. 
Afinal, para que um planeta seja habitável, é necessário que haja alguma fonte de energia luminosa por perto, ou seja uma estrela. Um buraco negro não serve como fonte de energia, é claro.
Outro problema é o oceano que cobre um dos planetas. Plait observa que o potente campo gravitacional do buraco negro produziria marés tão fortes que poderiam partir o planeta ao meio.
Mas ele admite que não demonstrou isso matematicamente. Assim, há uma chance de que o planeta pudesse suportar a supergravidade de Gargantua.
http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/duas-coisas-que-incomodam-os-cientistas-em-interestelar
http://sites.uai.com.br/app/noticia/encontrobh/encontro-indica/2014/12/10/noticia_encontro_indica,151604/conheca-os-conceitos-da-fisica-retratados-no-filme-interestelar.shtml

2 comentários:

  1. tem uma estrela próxima, quando eles ultrapassam o buraco de minhoca e saem na outra galaxia é possível vê-la

    ResponderExcluir

AGRADEÇO SUA VISITA.
VOLTE SEMPRE.