"Somos Físicos". Assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todos os assuntos resultam de pesquisas coletadas na própria internet.

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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Qual o Significado do Sucesso?

Ter sucesso na vida pessoal e profissional depende muito do que a palavra sucesso significa para cada pessoa. Sucesso sem significado algum não é sucesso.


O mundo atual proporciona infinitas possibilidades de sucesso no campo pessoal e profissional. Com ideias simples, esforço e otimismo, é possível destacar-se em qualquer área que você escolher para ganhar a vida e se transformar numa pessoa de bem. Você precisa apenas de cabeça (talento), preparação (coração) e oportunidade (chance). Não é necessário curso superior.
O caminho mais rápido para o sucesso é reavaliar o que ele significa para você. Se você lembrar que o mundo conta com sete bilhões de pessoas, que nem todas dispõem das mesmas ferramentas e oportunidades e que cada pessoa tem uma visão diferente do sucesso, o importante é não se deixar influenciar pelo motivo que levou outras pessoas a ter sucesso.
Quando você decide ouvir seus amigos, vizinhos, parentes ou se deixa influenciar pela mídia – revistas, jornais, televisão e Internet –, haverá um enorme pressão para realizar tudo ao mesmo tempo: comprar o celular da hora, ser gerente em menos de dois anos, trabalhar no Google, conseguir um milhão antes dos trinta anos e assim por diante.
É possível conseguir tudo isso? Provavelmente sim, mas, talvez não seja possível no tempo que você imagina. Além disso, ainda que você seja extremamente bem-sucedido, será que isso é o que realmente deseja da vida?

Warren Buffet
Warren Buffet, um dos homens mais ricos do mundo, há pouco tempo declarou o seguinte: “eu daria toda a minha fortuna para ser reconhecido como um grande filósofo e não como o homem mais rico do mundo”.
O erro mais comum que se pode cometer é não estabelecer o sucesso segundo os seus próprios valores. Você é capaz de identificar os parâmetros de sucesso que diferem da maneira tradicional, sem ser o dinheiro, a fama ou quinze minutos de exposição na mídia?
Isso é importante na hora de definir os seus objetivos e sonhos pessoais, entretanto, é preciso ser sensato ao escolher o tipo de sucesso que você pretende alcançar. Quando alguém alimenta sonhos impossíveis, tende a buscar atalhos mais fáceis para alcançá-los, o que, por vezes, pode acabar em frustração.
Felicidade, sucesso, fama e glória dependem de metas realistas. Quanto mais realistas, mais fácil de serem alcançadas. Deve existir significado em tudo isso. O que conta mesmo é o seu esforço e o risco envolvido, caso contrário, você nunca vai se sentir realizado plenamente.
A maneira mais gratificante, e confortante, de descobrir se você está no caminho certo para alcançar o sucesso e a autorrealização é adotar uma definição de sucesso diferente de qualquer outra existente na face da Terra. É a sua própria definição, aquela que vai fazer sentido para você.
Na medida em que você vai ficando mais velho e mais experiente, também vai acumulando todo tipo de advertência e perdendo contato com os seus desejos mais profundos. A impressão é a de que está caminhando na direção errada. Parece que todo mundo está bem, menos você.
Steve Jobs
Na prática, você se perde tentando entender o que mundo quer e acaba adotando um comportamento diferente apenas para obter a aprovação alheia. O resultado de tudo isso é que a maioria das pessoas acaba fazendo coisas que nada têm a ver com a sua vocação, mas, que agradam a maioria das pessoas, principalmente pais e amigos mais chegados.
Não desejo que isso lhe aconteça, portanto, seja razoável e considere o sucesso com base naquilo que você mesmo deseja para toda a vida. Nada me espanta com relação aos adolescentes que ainda nem imaginam o que querem da vida. A maioria demora em encontrar o seu lugar no mundo e boa parte nunca descobrirá a razão pela qual está nele.
Durante muito tempo eu tentei realizar o sonho de meu pai e acabei fazendo o curso técnico de eletrotécnica, talvez para agradá-lo, talvez para agradar a mim mesmo, talvez para encontrar um rumo na vida. O fato é que eu não tinha a mínima vocação para a área técnica, porém, isso não invalidou a boa intenção do meu pai de querer o melhor para mim, na visão dele, é claro.
Faz mais de vinte anos que eu concluí o curso de Administração. Os quatro anos da faculdade estão entre os melhores da minha vida, sem sombra de dúvida. Aprendi a tratar a administração como arte, religião e ciência, o que me ajudou a abrir os olhos e as portas para uma nova forma de sobrevivência, além do crescimento pessoal e profissional.
O bom de tudo isso é a que a Administração me permitiu ampliar o meu networking. Os relacionamentos me abriram novas portas para a docência e a educação corporativa. E isso, definitivamente, me abriu as portas para consolidar aquilo que eu realmente gosto de fazer e que acabou se transformando em missão de vida.
Isso acontece com frequência. Uma porta vai abrindo outra e assim você vai construindo o próprio caminho, razão pela qual desejo compartilhar a minha definição de sucesso pessoal e profissional enquanto você vai pensando na sua.

Sucesso é...
§  Escolher, por livre e espontânea vontade, o que você quer fazer na vida.
§  Entender que a vida não é só trabalho e que o trabalho não é toda a sua vida.
§  Saber utilizar o tempo livre com sabedoria para aproveitar os pequenos e maravilhosos momentos que a vida lhe proporciona.
§  Ter em mente que o dinheiro é importante, mas, que você só é feliz quando o dinheiro deixa de ser importante.
§  Deitar a cabeça no travesseiro e acordar livremente no dia de seguinte com vontade de seguir adiante.
§  Saber que o que você quer ajuda outras pessoas a conseguirem o que querem.
Sugiro que você dedique um tempo para pensar nisso e tente encontrar a sua própria definição.
 As questões a seguir poderão ajuda-lo a desvendar esse pequeno mistério e também vão ajuda-lo a reduzir a frustração, se for esse o problema.
§  O que o sucesso significa para mim?
§  O que a felicidade significa para mim?
§  O que eu pretendo ser quando crescer?
§  O que significa ser bem-sucedido na vida pessoal?
§  O que significa ser bem-sucedido na vida profissional?
§  Quais são os valores que melhor representam o meu conceito de sucesso: carro, amigos, família, dinheiro no banco, lazer, fazer parte de uma tribo, liberdade etc.?
§  O que eu preciso fazer desde já para iniciar a caminhada em direção ao sucesso?
§  O que eu estou pensando em fazer é passível de sucesso?
§  Quanto tempo leva para alguém ter sucesso na vida?
Por fim, evite comparações. Quanto mais você se compara em relação aos outros, mais se distancia da vocação original. Cada pessoa tem a sua própria história, construída com base em uma experiência de vida que é muito diferente da sua.
Winston Churchill
Enquanto não encontra a sua própria definição, continue caminhando e lembre-se da sábia definição de Winston Churchill, Primeiro Ministro Britânico: 
Sucesso significa ir de fracasso em fracasso sem perder a paixão e o entusiasmo.
Pense nisso, empreenda, aja diferente e seja feliz!

Jerônimo Mendes

Administrador, Coach, Professor Universitário e Palestrante, apaixonado por Empreendedorismo. Mestre em Organizações e Desenvolvimento Local pela UNIFAE. Livros Publicados: Empreendedorismo para Jovens (Atlas) Manual do Empreendedor (Atlas) Oh, Mundo Cãoporativo! (Qualitymark) Benditas Muletas (Vozes) Encontro das Estrelas (Canção Nova) Benditas Muletas (Nueva Palavra, México).

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O segredo da felicidade segundo a ciência

Ser feliz não é comer sempre o mesmo prato no restaurante que você mais gosta ou gozar de uma vida plena e tranquila; a ciência mostra que a chave para a satisfação pessoal é fazer coisas arriscadas, desconfortáveis e até mesmo desgastantes.

Para nós, psicólogos que estamos sempre viajando de avião, a maneira como descrevemos nossa profissão para o vizinho de assento é determinante para saber se passaremos cinco horas ouvindo intrigas, detalhes de um casamento decadente, ou sobre o quanto é impossível resistir a uma bomba de chocolate. Mesmo usando fones de ouvido enormes, é impossível ignorar aquele passageiro decidido a contar sua história de abandono na infância. Para os que arriscam dizer a verdade e admitir que estudamos a felicidade, a resposta é quase sempre a mesma: o que eu posso fazer para ser feliz? 

O segredo da felicidade é uma preocupação cada vez mais importante na era moderna, já que o aumento da estabilidade financeira proporciona a muitos a oportunidade de se concentrar no crescimento pessoal. Uma vez que já não somos mais caçadores preocupados em encontrar a próxima presa, procuramos viver nossas vidas da melhor maneira possível. 


A busca da felicidade é uma epidemia mundial — em um estudo com mais de 10 mil participantes de 48 países, os psicólogos Ed Diener, da Universidade de Illinois, e Shigehiro Oishi, da Universidade de Virginia, descobriram que pessoas de todos os cantos do mundo consideram a felicidade mais importante do que outras realizações pessoais altamente desejáveis, tais como ter um objetivo na vida, ser rico ou ir para o céu. A febre da felicidade é estimulada em parte pelo crescente número de pesquisas que sugerem que, além de ser boa, a felicidade também faz bem — ela está ligada a muitos benefícios, desde maiores salários e um melhor sistema imunológico até estímulo à criatividade. 

A maioria das pessoas entende que a felicidade verdadeira é mais do que um emaranhado de sentimentos intensos e positivos — ela é melhor descrita como uma sensação plena de “paz” e “contentamento”. 

Não importa como seja definida, a felicidade é parcialmente emocional — e por isso está ligada à máxima de que cada indivíduo tem um ponto de regulação, como um termostato, definido pela bagagem genética e a personalidade de cada um. 

A felicidade verdadeira dura mais do que uma dose de dopamina, por isso é muito importante pensar nela como algo que vai além da emoção. A sensação de felicidade de cada um também inclui reflexões cognitivas, tais como quando você ri — ou não! — da piada do seu melhor amigo, ou quando analisa o formato do seu nariz ou a qualidade do seu casamento. Somente parte desta sensação tem a ver com o que você sente; o resto é produto de um cálculo mental, em que você computa suas expectativas, seus ideais, a aceitação daquilo que não pode mudar e inúmeros outros fatores. Assim, a felicidade é um estado mental e, como tal, pode ser intencional e estratégico. 


Não importa qual seja o seu ponto de regulação emocional, seus hábitos diários e suas escolhas — da maneira como você lida com uma amizade até como reflete sobre decisões em sua vida — podem influenciar o seu bem-estar. Os hábitos de pessoas felizes foram documentados em estudos recentes e fornecem uma espécie de manual a ser seguido. Aparentemente (e paradoxalmente, é preciso dizer), atividades que causam incerteza, desconforto, e mesmo uma pitada de culpa estão associadas às experiências mais memoráveis e divertidas das vidas das pessoas. As pessoas mais felizes, ao que parece, têm vários hábitos não-intuitivos que poderiam ser considerados como infelizes. Ou seja, nem tudo aquilo que os livros de auto-ajuda defendem que pode te fazer feliz tem parcela significativa na sua felicidade. A felicidade pode vir de onde menos se esperava. Duvida? Que bom, isso significa que você tem grandes chances de ser feliz. Confira a seguir como. 

 O IMPORTANTE É CORRER RISCOS 

Situações complicadas, incertas e até mesmo desgastantes são fundamentais para aumentar nossa sensação de satisfação 
É sexta-feira à noite e você tem planos de jantar com os amigos. Se você quiser ter certeza de que vai chegar em casa satisfeito, você pede uma pizza ou um hambúrguer. Se, em vez disso, você escolher um tipo de comida que nunca experimentou (culinária etíope — claro, por que não?) você corre o risco de não gostar muito daquela injera com wat (tipo de massa fina de pão coberta com carne condimentada) —, mas pode ser que se surpreenda com um sabor delicioso. 

Pessoas verdadeiramente felizes aparentam saber intuitivamente que a felicidade duradoura não se trata apenas de fazer aquilo de que gostamos. Ela também exige crescimento pessoal e se aventurar além dos limites da sua zona de conforto. Em um estudo de 2007, os psicólogos do estado do Colorado Todd Kashdan e Michael Steger monitoraram as atividades diárias de estudantes e como eles se sentiam durante 21 dias; aqueles que sentiam curiosidade em determinado dia também se diziam mais satisfeitos com a vida — e se envolviam em um número maior de atividades que levavam à felicidade, tais como expressar sua gratidão aos colegas ou praticar atividades voluntárias. 

A curiosidade — aquele estado pulsante e ávido do não-saber — é fundamentalmente um estado de ansiedade. Quando, por exemplo, o psicólogo Paul Silvia mostrou aos participantes de uma pesquisa uma série de pinturas, as imagens tranquilas de Claude Monet e Claude Lorrain evocaram sentimentos felizes, enquanto as obras misteriosas e inquietantes de Egon Schiele e Francisco Goya causaram curiosidade. 


Ao que parece, a curiosidade consiste basicamente em explorar. Pessoas curiosas em geral entendem que, apesar de não ser fácil se sentir desconfortável e vulnerável, este é o caminho para se tornar mais forte e sábio. Na verdade, um olhar aprofundado no estudo de Kashdan e Steger sugere que pessoas curiosas investem em atividades que lhe causam desconforto, pois estas atuam como um trampolim para estados psicológicos mais elevados. 


É claro que existem diversas circunstâncias na vida em que a melhor maneira de aumentar seu grau de satisfação é simplesmente fazer o que te faz bem, como tocar sua música favorita numa jukebox ou fazer planos para visitar seu melhor amigo. Mas, de vez em quando, vale a pena buscar uma nova experiência, mais complicada, incerta e até mesmo desgastante — seja finalmente fazer aquela aula de caratê pela primeira vez ou ceder a sua casa para a exibição do filme de arte de um colega. As pessoas mais felizes optam pelas duas vias e assim se beneficiam de ambas. 


 DETALHES TÃO PEQUENOS
Pessoas mais felizes não são minuciosas e têm uma proteção emocional natural contra o desgaste dos pequenos detalhes.
Uma crítica comum às pessoas felizes é que elas não são realistas — levam a vida alegremente sem levar em conta os perigos e problemas do mundo. Pessoas satisfeitas tendem a ser menos analíticas e atentas a detalhes. Um estudo conduzido pelo psicólogo Joseph Forgas, da Universidade de New South Wales, constatou que pessoas com uma predisposição a serem felizes — ou seja, aquelas que tendem a ser positivas — são menos céticas do que as outras. Elas são menos críticas e mais receptivas com estranhos, o que as torna mais suscetíveis a mentiras e golpes. 

Claro, ficar de olho nos detalhes pode ajudar quando se trata de navegar o complexo universo social de colegas e namorados — e é algo que as pessoas menos alegres tendem a fazer. Na verdade, o psicólogo da Universidade Virginia Commonwealth, Paul Andrews, argumenta que a depressão é, na verdade, uma questão de adaptação. Pessoas depressivas, segundo a lógica, tendem a refletir e processar mais suas experiências do que as outras — e, por consequência, ter mais insights sobre si mesmo ou sobre a condição humana —, embora paguem um preço emocional por isso. Um pouco de atenção aos detalhes ajuda a avaliar o universo social de maneira mais realista. 

No entanto, muita atenção aos detalhes pode interferir no nosso funcionamento cotidiano, como dizem as pesquisas realizadas pela psicóloga Kat Harkness, da Queen’s University. Em seu estudo, ela mostra que as pessoas deprimidas tendem a notar mudanças nas expressões faciais dos outros a cada minuto. Já as pessoas felizes tendem a ignorar tais mudanças repentinas — um ar de aborrecimento, um sorriso sarcástico. Você provavelmente conhece tal fenômeno das interações com seu parceiro. Quando estamos de mau humor, notamos pequenas mudanças de expressão que geralmente surgem de uma briga (“Eu vi você virar os olhos pra mim! Por que você fez isso?!”), mas quando estamos de bom humor, passamos por cima desses detalhes (“Você me provoca, mas eu sei que no fundo você ama estar perto de mim”). As pessoas mais felizes têm uma proteção emocional natural contra a energia desgastante dos pequenos detalhes. 


Do mesmo modo, as pessoas mais felizes não dão tanta importância para o seu desempenho. Ao rever a literatura de pesquisa de Oishi e seus colegas, nota-se que as pessoas mais felizes — cujas notas foram 9 ou 10 no quesito satisfação com a vida — tendem a ter desempenhos piores do que pessoas medianamente felizes quando se trata de notas, frequência em aulas e salários. Em resumo, elas se preocupam menos com o seu desempenho; acreditam que vale a pena sacrificar um certo grau de realização para não ter que se preocuparem com coisas pequenas. 


EU TORÇO POR VOCÊ 

Comemorar de verdade o sucesso dos seus amigos pode te fazer mais feliz do que conquistar os seus próprios 

Você já ouviu isso um milhão de vezes: um bom amigo é aquele com quem você pode contar quando precisa. Segundo uma pesquisa recente da Gallup World Poll, o melhor indicador de felicidade no trabalho era se a pessoa tinha ou não um melhor amigo com quem podia contar. Assim, faz sentido pensarmos que um bom amigo é aquele que nos leva pra tomar uma cerveja quando recebemos uma promoção no trabalho — ou que somos um quando buscamos aquele amigo no bar que acabou de ser demitido e está muito bêbado para voltar pra casa dirigindo. 


De fato, tal apoio alivia as pancadas difíceis da vida e ajuda a vítima a superá-las. Ainda assim, novas pesquisas revelam uma ideia menos intuitiva sobre amizades: as pessoas mais felizes são aquelas que estão presentes nos sucessos dos amigos e cujas realizações são comemoradas por eles. 


Tal ideia é reforçada pela psicóloga Shelly Gable, da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara. Uma pesquisa realizada por ela e alguns colegas revelou que quando parceiros românticos falham em dar importância ao sucesso do outro, o casal tem mais chances de se separar. Em contrapartida, quando os parceiros comemoram as realizações uns dos outros, eles tendem a ficar mais satisfeitos e compromissados com o relacionamento, desfrutando de mais amor e felicidade. 

No entanto, fora do nosso relacionamento principal, por que capitalizar o sucesso dos outros nos faria mais feliz? Por que devemos apoiar aquele amigo sortudo, ouvindo todos os detalhes de mais uma de suas conquistas sexuais quando nós mesmos passamos muitas noites de sexta-feira lendo gibi? Primeiramente, ele precisa de você, de verdade. O processo de conversar sobre uma experiência positiva com alguém que escuta atentamente muda, de fato, a memória daquele evento — dessa forma, depois de falar sobre a sua experiência, seu amigo vai se lembrar daquela noite com a modelo de maneira ainda mais positiva do que ela foi realmente, e vai ser mais fácil para ele relembrar deste encontro alguns anos depois, quando ela der o fora nele. Mas igualdade é importante, e você também pode pegar uma carona na positividade do seu amigo. Assim como nós nos sentimos mais felizes quando compramos presentes ou doamos dinheiro para caridade em vez de gastarmos com nós mesmos, nos sentimos mais felizes ao ouvir os relatos de sucesso de nossos amigos. 

Na vida, existem muitas pessoas esperando uma oportunidade para mostrar seu heroísmo. Difícil mesmo é encontrar pessoas que realmente conseguem compartilhar a alegria e realização dos outros sem sentir inveja. Assim, mandar flores para uma amiga que está se recuperando de uma cirurgia pode ser generoso da sua parte, porém oferecer o mesmo buquê quando ela se formar em Medicina ou ficar noiva gera mais satisfação para ela — e principalmente para você. 


SENTIMENTOS NEGATIVOS À MOSTRA 

Admitir sentir raiva ou inveja pode nos tornar mais flexíveis, e a habilidade de mudar nosso estado mental é fundamental para o bem-estar 
As pessoas mais saudáveis psicologicamente têm um entendimento nato de que as emoções servem como um feedback — um sistema de radar interno que fornece informações sobre o que está acontecendo (e o que vai acontecer) no nosso universo social. Pessoas felizes e radiantes não escondem seus sentimentos negativos. Elas reconhecem que a vida é cheia de decepções e batem de frente com elas, sempre usando de sua raiva para se defender e de sua culpa como motivador para mudar seu próprio comportamento. Esta hábil alternância entre prazer e dor — habilidade de mudar seu comportamento para atender à demanda da situação — é conhecida como flexibilidade psicológica. 

A habilidade de mudar o estado mental de acordo com a circunstância é um aspecto fundamental para o bem-estar. George Bonanno, psicólogo da Columbia University, descobriu que, após o 11 de Setembro, as pessoas mais flexíveis que moravam em Nova York quando os ataques aconteceram — aquelas que ocasionalmente sentiam raiva, mas também escondiam sua emoção quando necessário — se recuperaram mais rápido e desfrutaram de melhor saúde mental do que as que não souberam se adaptar. 

Oportunidades para reagir de maneira flexível estão em toda parte: uma recém-casada que acaba de descobrir que é infértil talvez esconda sua desesperança de sua mãe, mas se abra com a amiga; pessoas que passaram por algum trauma talvez expressem sua raiva para outras que compartilham do mesmo sentimento, mas a esconda de amigos. O que nos permite obter melhores resultados em diferentes situações é a capacidade de tolerar o desconforto causado pela mudança de estado de espírito de acordo com nossa companhia e suas atitudes. 


Aprender a lidar com o desconforto emocional é algo que se faz aos poucos. Da próxima vez em que você tiver um desentendimento com alguém, em vez de beber uma dose de uísque, tente simplesmente tolerar aquele sentimento por alguns minutos. Com o passar do tempo, sua capacidade de tolerar emoções negativas vai aumentar. 


 ENCURTANDO A CURTIÇÃO 

Prive-se dos prazeres imediatos: banho demorado, barra de chocolate, sessão de TV... As pessoas mais felizes têm metas longas e definidas.
Até a pessoa mais esforçada concorda que uma vida cheia de objetividade e sem prazeres é muito chata. Pessoas felizes sabem se permitir certas indulgências momentâneas que são gratificantes — tomar um banho longo, faltar na ginástica no sábado para assistir a uma partida de futebol na TV... Se você se concentra principalmente em atividades que te dão prazer instantâneo, você pode estar perdendo os benefícios de ter uma meta definida. Objetivos nos levam a correr riscos e fazer mudanças — mesmo face à privação e ao sacrifício da felicidade a curto prazo. 

Ao tentar descobrir como as pessoas equilibram prazer e objetivo, Michael Steger e seus colegas da Colorado State mostraram que o ato de tentar compreender nosso mundo é o que geralmente nos desvia de nossa felicidade. Afinal, esta é uma missão carregada de tensão, incerteza, complexidade, momentos de intriga e agitação, e conflitos entre o desejo de se sentir bem e a vontade de progredir em direção ao que mais valorizamos. Ainda assim, no geral, as pessoas mais felizes tendem a sacrificar mais os prazeres a curto prazo quando existe uma boa oportunidade de progredir em direção ao que elas desejam ser na vida. 

Uma pesquisa realizada pelo neurocientista Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, revelou que progredir em direção à realização de nossos objetivos nos faz sentirmos mais envolvidos e nos ajuda a tolerar sentimentos negativos que podem surgir neste percurso. 

Ninguém diz que ter um objetivo na vida é fácil ou que seja uma tarefa simples, mas pensar nas atividades gratificantes e significativas que você fez na semana passada, no que você é bom e nas experiências das quais você não abre mão pode ajudar. Observe também as situações em que suas respostas refletem aquilo que você acha que devia dizer em vez daquilo em que realmente acredita. Por exemplo, ser pai não significa que o tempo que você passa com seus filhos é a parte mais energizante e significativa da sua vida — e é importante aceitar isso. As pessoas mais felizes conseguem combinar aquilo que mais gostam com uma vida de objetivos e satisfação. 

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI341920-17773,00-O+SEGREDO+DA+FELICIDADE+SEGUNDO+A+CIENCIA.html

domingo, 23 de novembro de 2014

Ron Mueck

As coisas não são como parecem, quando se trata de obras de arte de um escultor com sede em Londres Ron Mueck alucinantes. Vendo suas esculturas maiores do que a vida do corpo humano, pela primeira vez, você pode ser tentado a pensar que você está olhando para os gigantes da vida real.
Australiano Ron Mueck é o assim de dois fabricantes de brinquedos, por isso realmente não é muito surpreendente que ele optou por uma carreira um pouco semelhante, fazendo seus próprios brinquedos, apenas em um nível infinitamente mais detalhado. Ele trabalhou como um tomador de modelo e apresentador de marionetas em programas de televisão para crianças de 15 anos, e passou a criar efeitos especiais de maquiagem para filmes como o "Labyrinth" fantasia 1996, com David Bowie. Na década de 1990, começou a sua própria empresa, tornando os modelos a serem fotografados para anúncios. Naquela época, a maioria de suas obras foram apenas parcialmente concluída, como eles foram feitos para serem fotografados a partir de apenas um ângulo, deixando um monte de material solto que espreita em torno das áreas capturadas pela lente da câmera. Em última instância, ele decidiu fotografia destrói a presença física do objeto original, então ele voltou sua atenção para arte e escultura.
 Uma sábia decisão, como suas obras hiper-realistas de arte já lhe rendeu reconhecimento internacional.
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Ron Mueck nunca fez esculturas em tamanho real, porque nunca pareceu interessante. "Nós nos encontramos em tamanho real de pessoas todos os dias", diz ele. Em vez disso, ele optou por jogar com gigantes criação escala imponentes ao se certificar de que eles parecem tão humano como possível. A partir da cor da sua pele, para as rugas mais ínfimo em seus rostos, cada detalhe é contabilizado, fazendo suas esculturas olhar assustadoramente realista. Nos dias de tomada de escultura início, o artista usou látex como seu principal meio, e mesmo que ele trabalhou para ele, ele estava à procura de algo mais forte, mais preciso. Então, um dia, ele viu um pouco de decoração arquitetônica rosa na parede de uma boutique, e perguntou sobre a natureza do material. Ele aprendeu que era fibra de vidro resina, e desde então ele está permaneceu seu meio de arte favorita.
http://www.odditycentral.com/pics/the-creepy-life-like-giants-of-ron-mueck.html

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Quem disse que não somos loucos?

Quem disse que não somos loucos?
Esqueça a imagem de cientistas sérios e tímidos. Até porque, ao longo da história, grandes nomes da ciência estavam longe de ser “certinhos”.
 E agora parece que a ciência entrou na moda, e ganha cada vez mais adeptos.
Desde a Segunda Guerra Mundial, a ciência mudou seu conceito na cabeça das pessoas e se transformou em uma marca, assim como a Coca-Cola ou o McDonald’s. Mas se a ciência passou a ser reconhecida e vista como algo fascinante, ela também gerou desconfiança na sociedade.
Enquanto a penicilina ajudou milhares de pessoas a sobreviver, o incrível poder destrutivo da energia atômica ficou marcado na história. Com isso, a ciência passou a ser ligada com uma nova sociedade que reforçaria adjetivos como lógica, objetividade e racionalismo.
Mas a ciência não pode ser considerada conformista. Do desafio de Galileu ao Papa até a obsessão de Newton com o Antigo Testamento, a ciência sempre foi marcada pela perseguição dessas pessoas consideradas radicais e rebeldes no período em que viveram.
E para permanecer no topo da lista de cientistas fazendo grandes descobertas, muitos não mediram consequências: perseguiram seus sonhos loucos, usaram drogas, fizeram experiências neles mesmos e uns nos outros.
Cientistas famosos, ao longo da história, quebraram todas as regras da sociedade, difamaram o sagrado e mostraram um total desrespeito as supostas autoridades. E no fim, demonstraram a todos à verdade sobre como o mundo funciona.
Os cientistas de hoje podem não usar drogas, mas todos concordam que eles são bacanas e que a ciência é incrível. E ao contrário das épocas em que as autoridades iam contra a ciência, hoje ela é tem um papel crucial no desenvolvimento dos países.
Para estimular o crescimento de uma região e a qualidade de vida, deve-se haver inovação e investimento na educação e na geração de conhecimento cientifico. Só assim, estimularemos as próximas gerações de cientistas. Nerd? Talvez o mundo dependa deles.[BBC]
http://hypescience.com/a-ciencia-e-o-novo-rocknroll/

sábado, 8 de novembro de 2014

Velocidade da Luz

Representação:Projeto Somos Físicos
Durante muito tempo acreditou-se que a propagação da luz fosse instantânea, ou seja, ela seria imediatamente vista por um observador assim que fosse emitida a partir de uma fonte.

James Clerk Maxwell mostrou que quando a luz se propaga através de um meio, ela o faz com uma velocidade determinada.

Essa velocidade é extremamente alta quando comparada com velocidades registradas em fenômenos cotidianos.
No vácuo, a velocidade de propagação da luz, qualquer que seja a frequência ou cor, é de aproximadamente 3,0 x 105 km/s ou 3,0 x 108 m/s. É no vácuo que a luz atinge sua maior velocidade.

Representação:Projeto Somos Físicos

Em meios materiais, a velocidade da luz é menor que no vácuo.



O Ano-Luz

Utilizado na astronomia como padrão para medir distâncias, o ano-luz é a unidade correspondente à distância que a luz percorre no vácuo durante um ano.
Sendo que a velocidade da luz é igual a 300.000 km/s e que um ano tem 365 dias e 4 horas ou 31.550.400 segundos, temos que a distância percorrida pela luz no vácuo em 1 ano é, aproximadamente, 9.465.120.000.000 km (aproximadamente 10 trilhões de quilômetros).
O ano-luz, portanto, é utilizado para medir distâncias muito grandes.
A estrela Alfa do Centauro, que é a segunda estrela mais próxima da Terra, está a, aproximadamente, 43 trilhões de quilômetros (43.000.000.000.000 km) ou, simplesmente, 4,3 anos-luz.


Isso quer dizer que a luz emitida hoje por essa estrela irá demorar 4,3 anos para chegar à Terra.
Quando observamos o céu numa noite estrelada, várias daquelas estrelas estão extintas, embora nos deem a impressão de sua existência.

Representação:Projeto Somos Físicos


As primeiras medições

A primeira medição a obter resultados relevantes foi realizada por Hippolyte Fizeau (1819-1896) e aperfeiçoada mais tarde por Leon Foucault (1819-1868). Esta experiência consistia de uma roda dentada na frente de um observador e de uma fonte luminosa.
 A 8,6 Km dali ficava um espelho que refletia o brilho da fonte luminosa para o observador. Ao variar a rotação do disco em certa frequência, o reflexo não seria enxergado caso fosse bloqueado por um dos dentes da roda. A partir dai seria possível inferir a velocidade da luz. Fizeau obteve c=315 000 000 m/s, bem perto do valor conhecido atualmente.

Aperfeiçoando os métodos de medição, Foucalt substituiu a roda dentada por um objeto octogonal rolante coberto por espelhos. O artefato refletia a luz da fonte que era enviada a um espelho distante. Quando o feixe de luz retornava, era então refletido por outra parte do objeto, em um ângulo diferente que poderia ser facilmente medido. Com esta experiência Foucalt chegou a c = 298.000.000 m/s, com menos de 1% de diferença do valor atual.

Utilizando métodos modernos, raios lasers e sistemas de medição altamente precisos os cientistas são capazes de determinar a velocidade da luz com grande precisão. Entre os equipamentos utilizados para este fim estão os interferômetros. Eles funcionam comparando dois feixes de luz refletido em direções diferentes. Os interferômetros foram essenciais para uma descoberta que mudaria totalmente o conhecimento humano sobre o Universo.
interferometro
Interferômetro.

A experiência de Michelson e Morley

A composição da luz sempre foi um mistério para os cientistas até o século XX. Alguns séculos antes, Descartes propôs que a luz seria conduzida pelo Éter (um “fluido” que preencheria o vácuo). Caso a suposição cartesiana fosse verdadeira a luz assumiria diferentes velocidades quando propagada em diferentes direções como resultado da translação da Terra. Em sua experiência utilizando um interferômetro, o cientista Albert Abraham Michelson percebeu que não ocorriam as variações exigidas pelas previsões teóricas. As suas experiências foram repetidas diversas vezes, incluindo a célebre experiência feita junto com o cientista Edward Williams Morley.

Os resultados das experiências de Michelson e Morley só foram compreendidos a partir da Teoria da Relatividade Restrita de Albert Einstein. A velocidade da luz no vácuo em relação a um referencial inercial é constante em todas as direções em que ela for medida. Mesmo quando o referencial inercial está em movimento em relação a um outro referencial inercial, ela continua a com o mesmo valor c = 299.792.458 m/s.
A constante c, segundo Einstein, constitui um limite de velocidade para qualquer objeto com massa inercial: nenhum corpo pode ultrapassar a velocidade da luz em relação a um referencial inercial. As teorias de Einstein mudaram a Ciência do século XX e influenciam os físicos e astrônomos até hoje.
 http://www.brasilescola.com/fisica/a-velocidade-luz.htm
http://www.infoescola.com/fisica/velocidade-da-luz/

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Robótica


Estes são nossos.
Projeto Somos Físicos
Grupo Hubble: 1°ano do Ensino Médio
Gabriel Torres, Mateus Henrique, Vitória Alves e Vitória Bertoluci


O que é Robótica?
Na sociedade atual, há uma crescente necessidade de se realizar tarefas com eficiência e precisão. Existe também tarefas a serem realizadas em lugares onde a presença humana se torna difícil, arriscada e até mesmo impossível, como o fundo do mar ou a imensidão do espaço. Para realizar essas tarefas, se faz cada vez mais necessária a presença de dispositivos (robôs), que realizam essas tarefas sem risco de vida. A robótica é a área que se preocupa com o desenvolvimento de tais dispositivos. Robótica é uma área multidisciplinar, altamente ativa que busca o desenvolvimento e a integração de técnicas e algoritmos para a criação de robôs.






A robótica envolve matérias como engenharia mecânica, engenharia elétrica, inteligência artificial, entre outras, com uma perfeita harmonia, que se faz necessária para se projetar essas maravilhosas tecnologias. Temos hoje robôs em várias áreas de nossa sociedade: robôs que prestam serviços, como os desarmadores de bomba, robôs com a nobre finalidade da pesquisa científica e educacional e até mesmo os robôs operários, que se instalaram em nossas fábricas e foram responsáveis pela "segunda Revolução Industrial", revolucionando a produção em série, substituindo o carne e o osso pelo aço, agilizando e fornecendo maior qualidade aos produtos.


Eu gostaria de descrever cada projeto desse, passo a passo, mas não existem descrições nos sites, então, vamos apenas observar.
Robôs Hidraúlicos
Robótica Lego Lego
Governo realiza I Campeonato de Robótica
Os alunos juntaram peça por peça até formar um pequeno e dinâmico robô. As equipes batizaram seus inventos em cyborg, the kings e little apple. Os robôs foram montados pelos alunos, utilizando peças da maleta (Lego Mindistroms), construídos e programados previamente nas aulas das oficinas.
Robô foi aprimorado para a fase nacional da olimpíada
A equipe Taruga, formada por estudantes do Câmpus Ponta Porã do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), conquistou a quarta colocação na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), realizada entre os dias 18 e 21 de outubro, em Fortaleza, no Ceará.2012
Grupo de estudos em robótica do NexTI, representado pelo aluno Marcos Gabriel 2010

Estudante prepara robô 'catador de lixo' para competição.2013

http://rogersignorini.blogspot.com.br/2012/09/feira-de-robotica-col-sao-francisco.html
http://www.fonsecarodrigues.com.br/fotos/category/10-feira-de-robotica.html