Welcome To My Blogger
O Blogger "Somos Físicos" aborda assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todas as postagens são pesquisas coletadas na internet.

Welcome To My Blogger

terça-feira, 19 de agosto de 2014

TRATAMENTO DE ÁGUA(ENEM)

Para diversos usos domésticos, a água deve ser potável, isto é, inodora, insípida e incolor, com uma certa quantidade de oxigenio dissolvido, ser capaz de dissolver sabão, não deve conter microorganismos patogenicos, não ter acidez, ser agradável ao paladar.
As exigencias da área da saúde são desenvolvidas pelo Departamento de Tratamento que trata a água bruta para o consumo, de maneira convencional. O tratamento da água consiste nas seguintes etapas:

Coagulação e floculação

Nesta primeira etapa adiciona-se o produto coagulante, com o objetivo de formar flocos. O produto usado em cerca de 90% das comunidades é o sulfato de alumínio. Para que se processe uma boa coagulação, necessita-se de uma mistura intensa, conseguida através de uma agitação adequada que tem função de produzir turbulencia. Esta mistura intensa é que assegura uma distribuição uniforme do coagulante na água. O sulfato de alumínio em contato com a alcalinidade natural da água bruta forma o hidróxido de alumínio, responsável pela formação do floco, mais o ácido sulfúrico e gás carbônico, responsáveis pelo caráter ácido da água. A floculação consiste na obtenção de um agrupamento e compactação das partículas em suspensão e no estado coloidal, em grandes conjuntos denominados flocos, o que se consegue através de uma agitação lenta para evitar o rompimento dos flocos adensados já formados.
Com a mistura (coagulação), a floculação influi na preparação da decantação e indiretamente em uma boa filtração. Os flocos formados quanto mais densos, pesados, melhor decantação. Esta etapa tem como objetivo a clarificação da água, com a retirada das partículas em suspensão e dissolvidas na água, através da absorção pelos flocos.

Decantação

É o processo de sedimentação dos flocos já formados, acumulando-se no fundo dos tanques que levam o nome de decantadores, que em geral tem a forma retangular, permitindo a saída da água límpida pela parte superior para os filtros.

Filtração

O leito filtrante consiste em diversas camadas de areia com glanulometria diferentes. Tem como finalidade a retirada dos flocos que passam dos decantadores para os filtros e também a retenção dos microorganismos patogenicos, os quais ficam retidos na malha de areia. Os filtros são limpos diariamente para a retirada da camada gelatinosa que vai colmatando (entulhando) e fazendo com que a capacidade de filtrar fique reduzida. Esta lavagem é realizada com água tratada em fluxo inverso, através de um processo chamado de reversão. Os tipos de materiais usados nos filtros são: areia, seixos, antrácito, cascalho, etc...

Desinfecção, fluoretação e neutralização do PH

A desinfecção é o processo de purificação, cuja finalidade é destruir bactérias patogenicas que podem infectar o homem. As doenças causadas pela água são: cólera, febre tifóide, hepatite, amebíase, febre paratifóide, salmoneloses, etc.
Os produtos mais usados são: gás cloro, hipoclorito de cálcio, etc.
A cloração é utilizada para a desinfecção, mas também para a oxidação do ferro e manganes.
A fluoretação é usada para prevenir cárie dentária, feita através dos produtos químicos como: fluorsilicato de sódio, fluorita, etc.
A neutralização do pH se processa com a dosagem de água de cal, que tem como objetivo neutralizar o pH ácido gerado pela adição do sulfato de alumínio, na etapa inicial do tratamento. Uma água ácida ocasiona irritação na mucosa gástrica e corrosão nas tubulaçoes e uma água alcalina, incrustraçoes (cobrir de crosta) na tubulação de água. O ideal é um pH entre 6,9 e 7,5.
Estas dosagens são realizadas nos reservatórios de cada estação de tratamento de água. A partir daí, temos uma água pronta para o consumo.
Sistema de Produção de Água na Região Metropolitana de São Paulo
A Sabesp produz cerca de 65 mil litros de água por segundo para atender os habitantes da região metropolitana de São Paulo. São 31 cidades operadas, além de 7 municípios (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Diadema e Mauá), que compram água da empresa por atacado.  
No total, são 1.516 quilômetros de adutoras e 331 reservatórios com capacidade para armazenar 1,8 milhões de litros de água. 
Nas Estações de Tratamento de água (ETA´s) a água bruta passa por diversos processos. Os principais são Desinfecção, Coagulação, Floculação, Decantação, Filtração, Correção do pH e Fluoretação
Na estação de tratamento a água bruta recebe o primeiro produto químico, que é sulfato de alumínio líquido. A função do sulfato de alumínio é justamente agregar aquelas partículas, aquele material que está dissolvido na água, ou seja, a sujeira. Depois da adição do sulfato de alumínio, a água chega aos floculadores, onde recebe cloro - para a desinfecção - e polieletrólito, um produto químico que vai ajudar na floculação.
No floculador, os motores agitam a água em velocidade controlada para aumentar o tamanho dos flocos. Em seguida, a água passa para os decantadores, onde os flocos maiores e mais pesados vão se depositar. Cinqüenta a sessenta por cento das impurezas ficam retidas no decantador. Somente a água da superfície sai dos decantadores e passa pelo processo de filtragem, para retirar o restante das impurezas. Nessa fase, recebe nova adição de cloro. O filtro tem vida útil de 20 a 30 horas. Ao final desse período, deve ser lavado para a retirada da sujeira que ficou retida na filtragem. Depois de filtrada, a água recebe a adição de cal para elevar o PH, cloro e flúor. Só então ela está própria para o consumo.
O padrão de potabilidade da água tratada e consumida pela população de São Paulo segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde, garantindo a inexistência de bactérias e partículas nocivas à saúde humana. Dessa forma, evita-se o surgimento de grandes surtos de epidemias, como a cólera e o tifo. E a SABESP faz o monitoramento da qualidade das águas em seus laboratórios, durante todo o processo de produção e distribuição.  
Todas essas etapas de tratamento e o uso de produtos químicos auxiliares servem para destruir microorganismos que podem causar doenças, retirar impurezas, controlar o aspecto e gosto, garantindo a qualidade da água fornecida pela empresa. O processo de Fluoretação tem relação direta com a saúde bucal da população, reduzindo em mais de metade os casos de cárie.Após esse tratamento, a água é armazenada para ser distribuída à população.
Sistema de Captação por Poços Artesianos
O Brasil apresentou nos últimos anos um aumento significativo da utilização das reservas de água subterrânea. Atualmente, o Estado de São Paulo se destaca como o maior usuário das reservas hídricas brasileiras. Para confirmar tal afirmação, basta salientar que grande parte das unidades da Sabesp no interior paulista são abastecidas a partir de poços.
Água Subterrânea pode ser definida como a água existente no subsolo. Preenchendo os poros e fraturas das rochas, a água passa por um processo de filtragem natural e fica acumulada, dando origem aos aqüíferos. A formação desses aqüíferos subterrâneos ocorre de formas variadas, com diversos níveis de profundidade. Através da construção de poços artesianos, essa água pode ser captada para ser utilizada no abastecimento público.
Depois de captada, a água proveniente dos poços é levada para um reservatório apropriado e recebe o tratamento adequado.
Após o tratamento, a água bruta recolhida nos mananciais é armazenada, primeiro em reservatórios de distribuição e depois em reservatórios de bairros, espalhados em regiões estratégicas das cidades. Desses reservatórios a água vai para as tubulações, que formam redes de distribuição, com construção e manutenção feitas pela Sabesp.
Todas as ações da empresa são planejadas e controladas de maneira que, em caso de reparos ou trocas na tubulação, o sistema permite que as redes interligadas garantam o abastecimento ininterrupto aos consumidores. Visando diminuir o índice de perdas de água no sistema - perdas comuns em todas as empresas de saneamento -, a Sabesp criou o Programa de Controle e Redução de Perdas, com diversas ações que estão diminuindo o desperdício.
Para garantir a qualidade do seu produto e a saúde da população , a Sabesp possui 15 centrais de controle sanitário distribuídos pela Região Metropolitana de São Paulo, Interior e Litoral.
No total, são feitas 147 mil análises por mês, sendo 30 mil mensais na Região Metropolitana de São Paulo.
Os parâmetros observados são: coliformes, bactérias heterotróficas, cloro, cor, turbidez, pH, ferro total, alumínio, flúor, cromo total, cádmio, chumbo e trihalometanos (THM). Todo esse cuidado faz com que a água fornecida pela Sabesp esteja dentro dos padrões mundiais estabelecidos pela OMS - Organização Mundial de Saúde.
Perdas de Água
A água, depois de tratada, é levada à população através da rede de distribuição, um conjunto de tubulações e peças especiais que exigem operações adequadas e manutenção sistemática. Mas, podem ocorrer acidentes no percurso da água, provocando rompimentos nas tubulações e a conseqüente perda de água.
As perdas de água potável são calculadas tendo como base a diferença entre o volume consumido registrado pelo conjunto de hidrômetros e o volume produzido pelos sistemas. 
Existem dois tipos de perda: a física e a não física. A perda física é a água perdida em vazamentos, aquela que não chega ao consumidor.
A perda não física é a água usada pelos consumidores, mas que não é medida pela empresa de abastecimento de água, como as ligações clandestinas e outros tipos de fraudes. Dessa forma, obtém-se a perda total de 42 por cento do que é produzido na Região Metropolitana de São Paulo. No sistema público, o Programa de Redução de Perdas da SABESP visa, até 1998, reduzir a perda para 24 por cento. Ao mesmo tempo, a empresa desenvolve um programa de uso racional de água.  
http://www.agua.bio.br/botao_d_L.htm
http://www.pelotas.rs.gov.br/sanep/tratamento/

Nenhum comentário:

Postar um comentário

AGRADEÇO SUA VISITA.
VOLTE SEMPRE.