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domingo, 31 de agosto de 2014

BIOCOMBUSTÍVEIS(ENEM)

Os biocombustíveis são considerados fonte de Energia limpa por não poluírem o meio ambiente. Qual seria a matéria-prima para a obtenção dessa alternativa ecologicamente correta? Na verdade são muitas e a cada dia novas pesquisas mostram novas fontes possíveis de biocombustível.


A melhor notícia é que no Brasil, pesquisas relacionadas a este assunto ganham total apoio por parte dos governantes. E como a flora brasileira é muito rica, nosso país sai na frente quando o assunto é variedade de matéria-prima para a produção de Biocombustível.



Vejamos exemplos de produção em alguns estados brasileiros:
Produção da mamona no Nordeste, Bioma na Caatinga, do dendê no Norte e Amazônia e da soja no Cerrado, Sul e Sudeste. Conheça outras plantas de onde pode se extrair biocombustível: macaúba, buriti (Maurutia fexuosa), pinhão manso (Jatropha curcas) e o babaçu (Ricinus communis), todas nativas do solo Brasileiro.



Como vemos, os bicombustíveis são combustíveis de fontes renováveis, obtidos a partir do beneficiamento de determinados vegetais. São considerados como fontes de energia limpa, porque, de acordo com especialistas, não emitem poluentes em nossa atmosfera.



Para evitar a emissão de gases poluentes e combater o efeito estufa, precisamos substituir o uso de combustíveis fósseis (derivados do petróleo) pelos bicombustíveis. Além de estar contribuindo para o próprio bem estar do homem, os biocombustíveis possuem a vantagem de ter origem em fontes renováveis, já que o petróleo está ameaçado de extinção.

Veja no quadro ao lado o que ocorre quando se usa um biocombustível.
Como se pode ver na figura ao lado, o CO2 eliminado pelo veículo é reutilizado pelas plantas para a produção de mais biomassa, através da fotossíntese.
Parte dessa matéria orgânica produzida é usada para a produção de mais biocombustível, com devolução de CO2 para a atmosfera. Dessa forma, o equilíbrio consumo-liberação de CO2 pode ser estabelecido e a concentração do CO2 pode estabilizar.
Com os combustíveis fósseis (gasolina, óleo diesel, carvão, gás natural) esse equilíbrio não acontece.


Entenda o porquê:

petróleo foi formado há milhões de anos (período Carbonífero), provavelmente de restos de vida aquática animal acumulados no fundo de oceanos primitivos e cobertos por sedimentos. Com ação da alta pressão e temperatura, o material depositado sofreu uma grande quantidade reações químicas, originando massas viscosas, de coloração negra – as jazidas de petróleo. Quando queimado ocorre, então, liberação de CO2  que foi retirado da atmosfera do planeta há milhões de anos. Como não há nenhum mecanismo atual para capturar esse CO2 para produção de mais petróleo (que é considerado um recurso não renovável), o uso desses combustíveis acaba promovendo um aumento na concentração de CO2 na atmosfera. Como curiosidade, para cada 3,8 litros de gasolina queimados, 10 kg de CO2 são liberados para a atmosfera.


1. Vantagens do uso dos biocombustíveis

- Possibilita o fechamento do ciclo do carbono (CO2), contribuindo para a estabilização da concentração desse gás na atmosfera (isso contribui para frear o aquecimento global);
- No caso específico do Brasil, há grande área para cultivo de plantas que podem ser usadas para a produção de biocombustíveis;
- Geração de emprego e renda no campo (isso evita o inchaço das cidades);
- Menor investimento financeiro em pesquisas (as pesquisas de prospecção de petróleo são muito dispendiosas);
- O biodiesel substitui bem o óleo diesel sem necessidade de ajustes no motor;
- Redução do lixo no planeta (pode ser usado para produção de biocombustível);
- Manuseio e armazenamento mais seguros que os combustíveis fósseis.

2. Desvantagens do uso dos biocombustíveis
- Consome grande quantidade de energia para a produção;
- Aumento do consumo de água (para irrigação das culturas);
- Redução da biodiversidade;
- As culturas para produção de biocombustíveis consomem muitos fertilizantes nitrogenados, com liberação de óxidos de nitrogênio, que também são gases estufa;
- Devastação de áreas florestais (grandes consumidoras de CO2) para plantio das culturas envolvidas na produção dos biocombustíveis;
- Possibilidade de redução da produção de alimentos em detrimento do aumento da produção de  biocombustíveis, o que pode contribuir para aumento da fome no mundo e o encarecimento dos alimentos;
- Contaminação de lençóis freáticos por nitritos e nitratos, provenientes de fertilizantes. A ingestão desses produtos causa problemas respiratórios, devido à produção de meta-hemoglobina (hemoglobina oxidada);
- A queima da cana libera grandes quantidades de gases nitrogenados, que retornam ao ambiente na forma de “chuva seca” de fertilizantes, segundo pesquisa do químico ambiental Arnaldo Cardoso e publicada na revista “Unesp Ciência, edição de fevereiro de 2010.  Nos ambientes aquáticos, o efeito é muito rápido: proliferação de algas, com liberação de toxinas e consumo de quase todo oxigênio da água, o que provoca a morte de um grande número de espécies.
A queima da palha da cana espalha fertilizante pelo ar
Crédito: Sandro Falsetti / 'Unesp Ciência' fevereiro de 2010, pág. 43.
A agricultura não produz somente alimentos, mas também várias matérias-primas para a indústria. Atualmente, encontram-se em expansão as áreas destinadas a gêneros para a produção de fontes renováveis de energia, os biocombustíveis.
  A produção de biocombustíveis tem gerado controvérsias entre ONGs, agricultores e governos. Seus defensores argumentam que a diminuição das reservas petrolíferas fará com que, a médio prazo, a oferta desse combustível deixe de acompanhar a procura, e que por isso é necessário buscar formas alternativas de geração de energia. Outro aspecto apontado na defesa dos biocombustíveis é que eles resultam em volume menor de emissão de poluentes, em comparação ao petróleo.
  Já o principal questionamento diz respeito à possibilidade de o aumento das áreas plantadas com matérias-primas para os biocombustíveis provocar a diminuição da produção de alimentos, elevando seu preço e, consequentemente, a fome no mundo. Outras críticas apoiando-se na tendência monocultora estimulada pela produção de biocombustíveis, que reduz a diversidade de gêneros agrícolas disponíveis.
  O biocombustível mais consumido no mundo é o etanol, e seus maiores produtores são os Estados Unidos e o Brasil. Nos Estados Unidos, o milho é a matéria-prima empregada na fabricação do etanol, ao passo que no Brasil emprega-se a cana-de-açúcar, que produz um rendimento energético maior. Em alguns países europeus o etanol tem como matéria-prima a beterraba. Em outros países, como a Rússia, o etanol é produzido por meio do eucalipto.
  O milho é utilizado para várias funções, e ao priorizar seu uso empregando-o em larga escala para a produção de biocombustível, seu preço no mercado internacional aumenta, o que prejudica quem o consome como alimento. O mesmo não ocorre com a cana-de-açúcar, pois ela não é tão consumida como alimento quanto o milho.
  A produção agrícola em larga escala baseada na monocultura tem relação histórica com muitos dos problemas sociais e econômicos dos países pobres agroexportadores e, consequentemente, com o aumento da pobreza global. Desse modo, é preciso que os países subdesenvolvidos se integrem com maior soberania no comércio mundial, buscando combinar o plantio de alimentos em grande quantidade com o estímulo a práticas racionais de produção de biocombustíveis.

  Na década de 2000 houve no Brasil um aumento significativo da área plantada com cana-de-açúcar e do número de usinas. Essa expansão desperta preocupações, uma vez que provoca grande pressão sobre as fronteiras agrícolas, que passam a se estender sobre áreas de vegetação.


FONTE: Geografia, 3° ano: ensino médio/organizadores Fernando dos Santos Sampaio, Ivone Silveira Sucena. - 1. ed. - São Paulo: Edições SM, 2010. - (Coleção ser protagonista).
http://www.vestibulandoweb.com.br/biologia/teoria/biocombustiveis.asp

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