"Somos Físicos". Assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todos os assuntos resultam de pesquisas coletadas na própria internet.

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domingo, 27 de julho de 2014

AMOR AO PRÓXIMO, GREGORY KLOEHN (MATÉRIA DE FÉRIAS)

O artista da Califórnia Gregory Kloehn estava acostumado a criar belas esculturas de arte caras, mas ele ganhou uma nova inspiração no lixo, isso mesmo, no lixo! 
Gregory começou a fazer estruturas de coisas que ele encontrava em lixeiras, e as dá aos moradores de rua em seu bairro. As "mini-casas" são aproximadamente do tamanho de um sofá com um telhado inclinado e rodas para que as pessoas possam movê-las.
"Antes eu fazia somente esculturas, mas eu percebi que elas não servem para muita coisa. E você está apenas as vendendo para pessoas ricas. Então decidi de alguma maneira criar coisas mais úteis e ajudar moradores de rua"
A fundação é feita de paletes de madeira descartados.
Até agora ele construiu 10 dessas casas.
Que com certeza podem fazer a diferença na vida de alguém.
Ele quer começar a fazer oficinas durante fins de semana para ensinar aos outros como criar as casas. "Muitas pessoas que ouvem sobre o que estou fazendo querem ajudar", disse ele.
http://www.blogblux.com.br/2014/05/ele-encontra-coisas-no-lixo-mas-espere.html

VENCENDO PRECONCEITOS (MATÉRIA DE FÉRIAS)

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Vicent Low, nascido na Malásia, é esse jovem que está na ilustração acima, feita por ele mesmo.
 Ele é mais um caso de um talento salvo apesar do massacre da família e da escola.
Como ele sofria de dislexia tinha péssimo desempenho escolar, criticado por pais, colegas de classe e professores.
 Foi tido como "irrecuperável."
Até que descobriu seu talento no desenho e ganhou notoriedade. 
Hoje usa seus desenhos para ajudar a reduzir os preconceitos contra os disléxicos.

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https://catracalivre.com.br/geral/design-urbanidade/indicacao/dislexico-descobre-talento-no-desenho/

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A ERA "DISCO" (MATÉRIA DE FÉRIAS)


A DISCO MUSIC, também conhecida como “discothéque”, é um estilo musical que surgiu a partir da fusão de elementos como o soul, jazz, original funk e música latina. A origem do movimento DISCO está no início dos anos 70, nas discotecas de Chicago, Nova York e Filadélfia.

Atingiu o auge com a abertura da casa Studio 54 – em Nova York – e com o lançamento do filme “Embalos de Sábado à Noite“, em 1977. Época em que a DISCO se espalhou pelas rádios, gravadoras e discotecas. Representada por artistas como Donna Summer, Chic, KC & The Sunchine Band, The O`Jays e A Taste Of Honey, a DISCO MUSIC gerou bilhões de dólares por ano.
No entanto, a DISCO MUSIC foi sabotada pela elite preconceituosa e rockeira norte-americana, que se sentia ameaçada pelo sucesso do estilo e pela liberdade comportamental que reinava nas pistas de dança. Foi o movimento musical que reuniu negros, brancos e latinos pela primeira vez num mesmo ambiente.
Disco Suck´s foi um movimento idealizado por esta parte da sociedade que era contra a DISCO, e culminou na queima de milhares de vinis num estádio em Chicago, em 1978. Mas a queima de discos não foi suficiente para apagar as luzes desse estilo musical que sobrevive até hoje sob diversas denominações, além de ser influência freqüentemente citada por diversos artistas dos mais variados segmentos como Madonna, Mano Brown, entre outros. Tudo isso por causa da musicalidade presente no estilo, que levava pra dentro de estúdios de gravações orquestras pra fazer as chamadas “cordas” pro acompanhamentos das bandas.
Já no Brasil tivemos até novela influenciada pela DISCO, “Dancing Days” era o nome da discoteca onde se passava toda a trama. Foi na pista de dança que a novela mostrou a moda e os personagens característicos da época, o comportamento e o modo de vida das pessoas no final da década de 70. Na música brasileira, também tivemos nossos artistas do estilo, representados principalmente pelas Frenéticas e Lady Zu.
Frenéticas
Lady Zu
Bee Gees
Andy Gibb era o irmão mais novo da família Bee Gees, nunca chegou a ser um integrante oficial da banda, teve carreira solo e contava com o apoio constante dos irmãos Gibb. Gostava de cantar com o irmão Barry Gibb, que escrevia e produzia os seus discos. Barry, mais velho, sempre tava ao seu lado auxiliando em sua carreira seja escrevendo ou produzindo seus discos. Várias vezes Barry, Robin e Maurice o convidaram pra participar do Bee Gees, mas Andy prefiria carreira solo.
Andy participou em 1979 de um show emocionante na Tour Spirit 79. Em 1988 quando Andy estava inclinado a entrar na banda, ele veio a falecer devido a uma miocardite (uma inflamação no coração), com apenas 30 anos de idade. Andy também se apresentou em São Paulo em 1984.
CHIC
Chic é um dos ícones da DISCO MUSIC, a banda foi formada entre 1975 pelo guitarrista Nile Rodgers e pelo baixista Bernard Edwards. Seus grandes sucessos são “Dance Dance Dance” (1977), “Everybody Dance” (1977), “Le Freak” (1978), “I Want Your Love” (1978), “Good Times” (1979) e “My Forbidden Lover” (1979).
A história da banda começa em 1970 quando Nile Rodgers e Bernard Edwards se conhecem a acabam por formar uma banda de rock chamada The Boys que posteriormente mudou o nome para Big Apple, nas foram impedidos pelos fato de serem negros. Então, em 1976, eles juntam-se ao ex-percussionista das bandas Labelle e Ecstacy, Passion & Pain Tony Thompson, e começam a tocar inicialmente como um trio.
Mas a banda precisava de um vocalista e, no mesmo ano, a cantora Norma Jean entra na banda e em 1977 lançam o álbum de estréia, que fez muito sucesso com os sons “Dance Dance Dance” e “Everybory Dance”. O álbum rendeu à banda logo de cara um disco de ouro.
Logo após o disco de estréia, Nile e Bernard (os “cabeças” da banda) começam a preparar o disco solo de Norma. O disco foi lançado no mesmo ano com o nome de Norma Jean e trouxe o sucesso dançante “Saturday”. Ao sair da banda, Norma indicou sua amiga Luci Martin para ser a nova vocalista, mas antes de sair  Norma participou do histórico discoWe Are Family, do quarteto Sister Sledge, que era produzido por Nile e Bernard.
THE O’JAYS
The O’Jays foi um grupo representante do chamado “soul da Filadélfia” (Philadelphia soul) nos anos 70, originalmente composto por Walter Williams, Bill Isles, Bobby Massey, William Powell e Eddie Levert. Eles formaram a banda na cidade de Canton, Ohio, em 1958, na época em que cursavam o ensino médio.
Originalmente conhecidos como The Triumphs, posteriormente mudando o nome para The Mascots, a primeira gravação do grupo foi “Miracles” em 1961, que teve um pequeno sucesso na região de Cleveland. O nome “The O’Jays” é um tributo ao disc-jóquei Eddie O’Jay.
O grupo teve como primeiro grande sucesso a música “I’ll Be Sweeter Tomorrow (Than I Was Today)”. Apesar do sucesso, cogitaram deixar a música, até que os famosos produtores Kenneth Gamble e Leon Huff tiveram interesse por eles. Com Gamble e Huff, os O’Jays emergiram como pioneiros do Philadelphia soul com as músicas “Back Stabbers” e “Love Train”, em 1972. Durante o resto da década, continuaram a lançar músicas que alcançaram os primeiros lugares, incluindo “For the Love of Money”, “Let Me Make Love to You”, “Give the People What They Want”, e o sucesso disco “I Love Music”. Powell morreu de câncer em 1977.
Depois da entrada de Sammy Strain, os O’Jays continuaram a gravar, porém com sucesso muito limitado. Em 1978 tiveram destaque com “Use Ta Be My Girl”, e também nas paradas de R&B em 1987, com a música “Lovin’ You .
DONNA SUMMER
La Donna Adrian Gaines, mais conhecida como Donna Summer é a Rainha da Disco, com 32 anos de carreira, estima-se que tenha vendido mais de 130 milhões de cópias.
Summer foi um caso raro na cena disco porque sua carreira começou antes da explosão do estilo, e continuou após aquela fase. Apesar de ela ser uma das mais conhecidas artistas da “Era Disco’”, seu repertório incluiu diversos gêneros, incluindo “rhythm’n blues” e rock, inclusive, ganhou vários prêmios Grammy nestas categorias. Seu trabalho ainda é aplaudido pela crítica e ela permanece como uma das poucas artistas da “Era Disco” ainda aceitas no mercado na música.
Summer começou cantando no coral da igreja que freqüentava e mais tarde juntou-se a um grupo de rock chamado The Crow. Poucos meses antes de concluir o ensino médio, Summer deixou o curso e se juntou à produção alemã do musical Hair.
Giorgio Moroder
Após conhecer o produtor Giorgio Moroder e Pete Bellotte, lançou seu primeiro LP, Lady of the Night em 1975, e alcançou o reconhecimento com a música “Love to Love You Baby”, que foi um grande hit no continente. A gravadora Casablanca Records começou a distribuir o álbum nos EUA, tornando-a uma sensação por lá também. Em seguida surgiu uma versão de 17 minutos de “Love to Love You Baby” aclamada pela crítica, e que estabeleceu um padrão hoje conhecido por “extended mix”: versões extensas voltadas para pistas de dança.
Continuando a trabalhar com Moroder and Bellotte, surgiu o disco Love Trilogy em 76 e no mesmo ano, lançou o álbum conceitual Seasons of Love. O trabalho seguinte, I Remember Yesterday (de 1977) incluía o sucesso “I Feel Love”, a primeira música de sucesso com acompanhamento inteiramente feito por sintetizador, por este motivo e pelas inovaçoes do produtor Moroder, esta música deu origem a música eletrônica hoje ouvida em todo mundo.
KC & AND THE SUNSHINE BAND
O KC and the Sunshine Band foi fundado em 1973, as suas músicas mais conhecidas são “That’s the Way (I Like It)”, “(Shake, Shake, Shake) Shake Your Booty”, “Keep It Comin’ Love”, “Boogie Shoes”, “I’m Your Boogie Man”, “Give It Up”, “Get Down Tonight” e “Please Don’t Go”.
Fundado em 1973 por Harry Wayne Casey (“KC”), Jerome Smith, Richard Finch e Robert Johnson, a banda lançou o compacto simples das canções Blow Your Whistle, no mesmo ano, e Sound Your Funky Horn, no ano seguinte. Ainda em 1974, Casey e Finch veriam a canção “Rock Your Baby”, parceria de ambos, levar o cantor George McCrae ao primeiro lugar na parada musical norte-americana.
Com o lançamento do segundo álbum KC and the Sunshine Band em 1975, o grupo emplacou “Get Down Tonight”, primeiro e maior sucesso da banda nos Estados Unidos. Outro grande hit do LP foi “That’s the Way (I Like It)”. No ano seguinte, o grupo foi bem no Grammy Awards. O álbum Part 3, de 1976, teve três sucessos: “I’m Your Boogie Man”, “(Shake, Shake, Shake) Shake Your Booty” e “Keep It Comin’ Love”. Após lançarem o quarto disco, Who Do Ya Love, em 1978, e participarem da trilha sonora do filme “Saturday Night Fever”, lançado naquele mesmo ano, KC and Sunshine Band faturou seu quinto e último 1º lugar nos EUA com “Please Don’t Go”, do LP Do You Wanna Go Party, de 1979.
Formada em 1971 em Los Angeles, Califórnia, o grupo A Taste of Honey foi um dos grandes sucessos da DISCO. Os membros da banda eram a vocalista e baixista Janice Marie Johnson, Dorhan Carlita (vocalista e guitarrista), Perry Kibble (teclados, co-produtor) e Donald Ray Johnson  na bateria.
Amigos de longa data, Kibble e Johnson foram os integrantes originais do grupo. Ter duas mulheres tocando guitarra e baixo na linha de frente da banda era a inovação da época, e os dois criaram uma tendência musical para elas. Perry tinha uma maneira particular de ajudar as mulheres a trabalhar sua musicalidade, motivo que fez com que assinassem contrato com a Capitol Records.
Seu primeiro single,”Boogie Oogie Oogie”, do álbum de estréia chamado A Taste of Honey, dominou as pistas de dança  e três semanas após seu lançamento, estavam em primeiro lugar (# 1) no Hot 100, em 1978. O single vendeu dois milhões de cópias e o grupo foi premiado com dois discos de platina. Eles então ganharam o Grammy de Melhor Artista Revelação em 1979. Esta foi a primeira música a alcançar um duplo disco de platina e o Taste of Honey e – segundo informações da internet – foi o primeiro grupo negro a receber um Grammy Award.

Love Unlimited 


Boney M.

Os Embalos de Sábado a Noite
Buso Palace-São Caetano



http://www.doladodeca.com.br/2010/10/02/conheca-a-historia-e-os-classicos-da-disco-music/

terça-feira, 22 de julho de 2014

A INVEJA (MATÉRIA DE FÉRIAS)

meninas más
A inveja é sempre proporcional ao grau de repressão que uma pessoa impõe aos seus desejos. Na falta de possibilidades reais (ou imaginárias) de se deliciar na vida, o sujeito olha para o lado e suspira triste pelo bem-estar alheio, como que se projetando amargurado sobre a conquista que não é sua.
Quando vê alguém bem sucedido ,ele não necessariamente deseja que a pessoa perca o que tem, mas se recorda que ainda não tem aquilo que almeja e se entristece. Nos casos de inveja leve a pessoa pragueja um pouco ou faz uma crítica do tipo: “é rico, mas é infeliz”ou “que adianta ser casada e chifruda”.
 Essa é uma maneira de atacar imaginariamente para diminuir a sensação de menos valia. 
Nos casos doentios a pessoa vai atacar abertamente, fofocar e até colocar a casca de banana no caminho do outro para que o “inimigo” caia.
Vivemos numa cultura machista que privilegia as realizações masculinas e até as facilita em detrimento das femininas. Haja visto muitas afirmam que se pudessem nasceriam homem em outra vida. Sim, goste ou não os salários ainda são maiores para homens e oportunidades de melhores empregos ou cargos de lideranças são prioritariamente masculinos.
Basta notar a menor inveja de certos tipos de mulheres que são mais desencanadas.
A competitividade das mulheres é sempre em função da liberdade que sentem que vem da outra. No fundo é isso que as perturba, perceber que a outra teve mais ousadia para se vestir, falar, interagir e trabalhar. 
A invejosa que sempre foi educada para conter a si mesma lamenta não ter o despudor de dizer o que pensa, por isso secretamente maldiz a outra que obteve mais destaque. Parte dela, ainda que não admita gostaria de ser tão livre e espontânea para no mínimo ter a opção de fazer aquilo, mesmo que escolha não fazer.
Pessoas emocionalmente mais realizadas tem menor propensão em cobiçar o bem alheio já que estão degustando com mais liberdade o seu prato saboroso.
Segundo uma pesquisa, mulheres bonitas se dão mal na hora de procurar e arranjar empregos.
Bradley Ruffle e Ze’ev Shtudiner, pesquisadores de Israel, enviaram mais de 5 mil currículos fictícios para 2,5 mil vagas reais. Cada currículo tinha duas versões: uma com foto e outra sem. Os homens bonitos fizeram sucesso, e receberam quase o duas vezes mais convites para entrevistas que os homens comuns.
Mas já as mulheres atraentes não se deram muito bem nessa. Em comparação com currículos sem fotos, as chances de resposta reduziram em 30% para as bonitas. Quando não eram tão atraentes assim, a perspectiva também reduzia, mas para 22%.
E a explicação para isso nem é tão surpreendente assim. No estudo realizado, 93% dos recrutadores eram mulheres! E 34% disseram não gostar de currículos femininos com fotos… mas outras 43% aprovam quando os homens anexam fotos. A conclusão dos pesquisadores: a inveja feminina prejudica as mulheres bonitas na hora de conseguir um convite para entrevista de emprego.
Mulheres são ou não invejosas? Inveja feminina sempre foi um tema divertido para os homens, porque eles sempre acham que o motivo da inveja é a disputa por eles.

Freud quando falava do “complexo de édipo”, expunha a competição da filha com a mãe para tentar “apanhar” o pai para ela. Na maior parte das vezes, a inveja feminina começa exatamente por conta de uma disputa por atenção que começa na infância dentro de casa, onde os valores do universo feminino empregado pelos pais são pequenos. 

Meigas e fortes, poderosas e arrasadoras, era desta forma, que os pais educavam em sua maioria, suas filhas. As mulheres foram treinadas para isso. A nossa sociedade, por séculos, treinou as mulheres para competirem pelo melhor marido das redondezas. O marido poderoso era a única chance de ascensão social para a mulher. Para os pais,  a filha tinha que ser a mais linda, a mais prendada, a mais carinhosa para atrair o macho poderoso, um bom casamento, que iria abrir-lhe oportunidades para a vida de toda a família. 

Hoje em dia, claro, as coisas mudaram, o investimento dos pais está sendo em preparar as filhas para o mundo dos clicks, da moda, das passarelas e das capas de playboy, nem isso acabe com a essência natural dela.

Na minha humilde opinião (que quase não vale, pois eu sempre convivi mais com homens e sempre fui mais "menino" do que menina) sim, somos mais invejosas sim, como aquela velha história, a mulher não se arruma para ela ou para o companheiro, e sim para as outras mulheres, para tentar causar inveja nelas.
O que sinceramente é uma falta de tempo, se preocupar com a opinião das outras e perder toda a diversão tentando se melhor. As mulheres não precisam mais disso na sociedade de hoje. O que se deve fazer é questionar a educação recebida desde a infância e a forma como isso foi adquirido em uma vida adulta. Temos é que reconhecer os “dotes” das outras pessoas, e aprender a conviver mais com os nossos, pois existe espaço para nós neste mundo.
Mas e na sua opinião, elas são ou não invejosas?
http://www.olaserragaucha.com.br/blogs/cai-na-real/4801/A-inveja-feminina.htm
http://www.sobreavida.com.br/2013/05/28/mulheres-sao-invejosas-e-competitivas/

PSICOPATAS (MATÉRIA DE FÉRIAS)

Suzane von Richtofen
Os psicopatas são exageradamente narcisistas, dão grande importância para sua auto-estima, possuem um egocentrismo espantoso, e noções do que é correto.
Scott O. Lilienfeld e Hal Arkowitz
O termo “psicopata” caiu na boca do povo, embora na maioria das vezes seja usado de forma equivocada. Na verdade, poucos transtornos são tão incompreendidos quanto a personalidade psicopática.
Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. Encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente.
No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança. Com freqüência adotam comportamentos irresponsáveis sem razão aparente, exceto pelo fato de se divertirem com o sofrimento alheio. Os psicopatas não sentem culpa. Nos relacionamentos amorosos são insensíveis e detestam compromisso. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas. Raramente aprendem com seus erros ou conseguem frear impulsos.
Elize Matsunaga
Não é de surpreender, portanto, que haja um grande número de psicopatas nas prisões. Estudos indicam que cerca de 25% dos prisioneiros americanos se enquadram nos critérios diagnósticos para psicopatia. No entanto, as pesquisas sugerem também que uma quantidade considerável dessas pessoas está livre. Alguns pesquisadores acreditam que muitos sejam bem-sucedidos profissionalmente e ocupem posições de destaque na política, nos negócios ou nas artes.
Especialistas garantem que a maioria dos psicopatas é homem, mas os motivos para esta desproporção entre os sexos são desconhecidos. A freqüência na população é aparentemente a mesma no Ocidente e no Oriente, inclusive em culturas menos expostas às mídias modernas. Em um estudo de 1976 a antropóloga americana Jane M. Murphy, na época na Universidade Harvard, analisou um grupo indígena, conhecido como inuíte, que vive no norte do Canadá, próximo ao estreito de Bering. Falantes do yupik, eles usam o termo kunlangeta para descrever “um homem que mente de forma contumaz, trapaceia e rouba coisas e (...) se aproveita sexualmente de muitas mulheres; alguém que não se presta a reprimendas e é sempre trazido aos anciãos para ser punido”. Quando Murphy perguntou a um inuit o que o grupo normalmente faria com um kunlangeta, ele respondeu: “Alguém o empurraria para a morte quando ninguém estivesse olhando”. 
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá
O instrumento mais usado entre os especialistas para diagnosticar a psicopatia é o teste Psychopathy checklist-revised (PCL-R), desenvolvido pelo psicólogo canadense Robert D. Hare, da Universidade da Colúmbia Britânica. O método inclui uma entrevista padronizada com os pacientes e o levantamento do seu histórico pessoal, inclusive dos antecedentes criminais. O PCL-R revela três grandes grupos de características que geralmente aparecem sobrepostas, mas podem ser analisadas separadamente: deficiências de caráter (como sentimento de superioridade e megalomania), ausência de culpa ou empatia e comportamentos impulsivos ou criminosos (incluindo promiscuidade sexual e prática de furtos).
Guilherme de Pádua e Paula Thomaz 
Três mitos
Apesar das pesquisas realizadas nas últimas décadas, três grandes equívocos sobre o conceito de psicopatia persistem entre os leigos. O primeiro é a crença de que todos os psicopatas são violentos.
Estudos coordenados por diversos pesquisadores, entre eles o psicólogo americano Randall T. Salekin, da Universidade do Alabama, indicam que, de fato, é comum que essas pessoas recorram à violência física e sexual. Além disso, alguns serial killers já acompanhados manifestavam muitos traços psicopáticos, como a capacidade de encantar o interlocutor desprevenido e a total ausência de culpa e empatia. No entanto, a maioria dos psicopatas não é violenta e grande parte das pessoas violentas não é psicopata. 
Dias depois do incidente da Universidade Virginia Tech, em 16 de abril de 2007, em que o estudante Seung-Hui Cho cometeu vários assassinatos e depois se suicidou, muitos jornalistas descreveram o assassino como “psicopata”. O rapaz, porém, exibia poucos traços de psicopatia. Quem o conheceu descreveu o jovem como extremamente tímido e retraído.
Infelizmente, a quarta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-IV-TR) reforça ainda mais a confusão entre psicopatia e violência. Nele o transtorno de personalidade anti-social (TPAS), caracterizado por longo histórico de comportamento criminoso e muitas vezes agressivo, é considerado sinônimo de psicopatia. Porém, comprovadamente há poucas coincidências entre as duas condições. 
O segundo mito diz que todos os psicopatas sofrem de psicose. Ao contrário dos casos de pessoas com transtornos psicóticos, em que é freqüente a perda de contato com a realidade, os psicopatas são quase sempre muito racionais. Eles sabem muito bem que suas ações imprudentes ou ilegais são condenáveis pela sociedade, mas desconsideram tal fato com uma indiferença assustadora. Além disso, os psicóticos raramente são psicopatas. 
O terceiro equívoco em relação ao conceito de psicopatia está na suposição de que é um problema sem tratamento. No seriado Família Soprano, dra. Melfi, a psiquiatra que acompanha o mafioso Tony Soprano, encerra o tratamento psicoterápico porque um colega a convence de que o paciente era um psicopata clássico e, portanto, intratável. Diversos comportamentos de Tony, entretanto, como a lealdade à família e o apego emocional a um grupo de patos que ocuparam a sua piscina, tornam a decisão da terapeuta injustificável. 
Graciele Ugulini

Embora os psicopatas raramente se sintam motivados para buscar tratamento, uma pesquisa feita pela psicóloga Jennifer Skeem, da Universidade da Califórnia em Irvine, sugere que essas pessoas podem se beneficiar da psicoterapia como qualquer outra. Mesmo que seja muito difícil mudar comportamentos psicopatas, a terapia pode ajudar a pessoa a respeitar regras sociais e prevenir atos criminosos.
Without conscience – The disturbing world of the psychopaths among us. Robert D. Hare. Guilford Press, 1999. 
Bernardo

Isabella Nardoni


Ives Otta
Massataka Ota teve o filho de 8 anos assassinado e sentiu a dor da perda com todo o corpo

Eloá

Daniella Peres


Joao Hélio






Handbook of psychopathy. Christopher J. Patrick (ed.), Guilford Press, 2007.
http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/o_que_e_um_psicopata_.html