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sexta-feira, 16 de maio de 2014

A ciência por trás da bola oficial da Copa

Brazuca (Cortesia: Adidas)
Brazuca, a bola oficial da Copa 2014, é a 12º bola criada pela Adidas para Mundiais.
 A empresa foi duramente criticada pela Jabulani, a bola oficial da África do Sul, em 2010.
"Sua trajetória é imprevisível", disse na época o goleiro italiano Gigi Buffon. "É sobrenatural", afirmou o atacante Luis Fabiano em 2010.
A Adidas afirma, no entanto, que neste ano será diferente - e que a Brazuca proporciona uma "maior estabilidade no campo".
A BBC Mundo conversou com especialistas em aerodinâmica para saber como se comportará a bola oficial desta Copa.

1. Painéis em forma de hélice

A nova bola conta com seis painéis, dois a menos do que os oito da Jabulani e os 14 da Teamgeist (a bola da Copa da Alemanha, em 2006) ou os 32 das bolas tradicionais.
Os painéis são termoselados, ou seja, são unidos com calor e não costurados à máquina, como na Jabulani. E a Brazuca incorpora, segundo a Adidas, "uma inovadora estrutura simétrica de painéis idênticos em forma de hélice" e uma nova superfície, com pequenas protuberâncias para criar mais aderência.
A forma dos painéis e a maneira como são unidos são elementos cruciais, pois mudam a forma em que a bola agita o ar ao se deslocar.

2. Diferenças nas emendas

Simon Choppin, pesquisador do Centro de Engenharia de Esportes da Universidade Sheffield Hallam, na Inglaterra, analisou as uniões dos gomos da bola.
"Descobrimos que a profundidade das emendas da Jabulani é de cerca de 0,48mm, enquanto as da Brazuca têm 1,56mm - mais de três vezes."
"Por outro lado, medi a longitude das uniões de cada bola as delineando com uma corda. A longitude de total é cerca de 203 cm na Jabulani e 327 na Brazuca."
Choppin explicou que quando uma bola se move no ar, suas emendas "agitam o ar, assim como a felpa de uma bola de tênis."
Apesar do menor número de painéis, as emendas mais profundas e longas aumentam uma das características cruciais: a rugosidade.

3. Rugosidade

"O mais importante em uma bola de futebol é seu grau de rugosidade, proque isso afeta a velocidade na qual se produz o máximo do chamadoknuckling effect", disse à BBC Mundo Rabi Mehta, especialista em aerodinâmica do centro de pesquisa Ames, da Nasa.
Esse efeito é produzido quando a bola, se movendo sem ou com pouca rotação, se torna imprevisível e muda de direção ao alcançar certa velocidade.
"Quanto mais lisa a bola, maior a velocidade na qual ela produz esse efeito", disse o engenheiro da Nasa. Para ele, o problema da Jabulani era justamente sua menor rugosidade.
"Na minha opinião, o que aconteceu é que ao fazer uma bola mais lisa em 2010, a velocidade crítica para esse efeito aumento e coincidiu com a velocidade típica dos chutes livres, cerca de 80 quilômetros por hora."
"A velocidade crítica para esse efeito no caso da Brazuca é de cerca de 48 quilômetros por hora. Acredito, então, que ela se comportará mais como a bola tradicional de 32 painéis, por isso deve haver menos queixas do que as que vieram à tona no Mundial anterior."
Para Choppin, a Brazuca vai ser mais estável nessa velocidade do que as bolas anteriores.

4. Vai mais longe

Uma bola rugosa também vai mais longe, e isso pode ser visto nas bolas de golfe.
"Todo mundo sabe que as bolinhas de golfe têm umas protuberâncias. Isso surgiu quando os 'caddies' praticavam golf com bolas velhas e notaram que elas iam mais longe do que as novas", explicou o engenheiro Raúl Bertero, professor titular de Mecânica da Faculdade de Engenharia da Universidade de Buenos Aires e diretor do Laboratório de Dinâmica de Estruturas da mesma universidade.

5. O efeito Magnus

"Quando a bola não gira ou gira muito pouco, temos o chamado efeito knuckling. Quando gira, temos o efeito Magnus, que faz com que a bola tenha o efeito de uma curva", explica Rabi Mehta, da Nasa.
Raúl Bertero explicou à BBC Mundo que esse efeito "é conseguido ao se fazer girar a bola sobre seu eixo. Ao fazer isso e ao avançar na corrente de ar, cada lado da bola passa por uma velocidade do ar distinta."
"Como a diferença de velocidade implica em uma diferença de pressão, a bola recebe uma força lateral – e isso se chama efeito Magnus."

6. A altitude

Segudo Bertero, da Universidade de Buenos Aires, o efeito Magnus varia com a altitude porque a densidade do ar é alterada.

Em 2013, ele se propôs a investigar se era factível o que havia dito o então técnico da Argentina, Daniel Passarella, quando sua seleção perdeu por 2 x 0 em uma partida eliminatória em 1996 em Quito, a mais de 2.700 metros de altitude: "Aqui, a bola não faz curvas."
"Me propus a fazer um modelo do comportamento de uma bola em um planície e no estádio de Siles Suazo, na Bolívia, que está a 3.700 metros de altitude", contou o engenheiro.
Ele pegou como exemplo o famoso chute de Roberto Carlos, que colocou a bola no ângulo com uma curva espetacular, que deixou atônito o goleiro da França, Fabian Barthez, em um amistoso em 1997.
"Se essa mesma bola entra no ângulo na planície, vimos que em La Paz ela chega 4 metros fora do arco", explica.
"Assim, Passarella, que foi muito criticado e ridicularizado, tinha razão. Na altitude, a bola faz menos curvas, mas não da mesma maneira."

7. Poliuretano

Os painéis da Brazuca são de poliuretano.
"Ao se passar das bolas de coro para esses materiais artificiais, como o poliuretano, as bolas se tornaram totalmente impermeáveis, de maneira que quando chove, a massa da bola não muda", explica Mehta, da Nasa.
No entanto, a água pode afetar outro aspecto: "Quando (o argentino) Riquelme vai bater um escanteio, ele seca a bola com a camiseta. Isso não é uma mania dele", disse o engenheiro Bertero. "Faz isso porque sabe, instintivamente, que a bola tem um comportamento diferente se está molhada. A água cobre os gomos e deixa a bola lisa – então o efeito que se quer dar com um determinado chute pode não funcionar por não haver essa rugosidade necessária."
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/05/140513_brazuca_bola_mdb.shtml

AS LUAS DE PLUTÃO

Até Agosto de 2006 o Sistema Solar contava com nove planetas, mas uma mudança feita pela União Astronómica Internacional alterou a definição oficial do termo planeta e Plutão foi rebaixado à categoria dos planetas-anões ou planetóides.
Plutão tem aproximadamente 1/5 da Terra e dá uma volta ao redor do Sol a cada 248 anos e desse tempo, passa 228 anos além da órbita de Netuno.
A exemplo de Netuno, Plutão também foi descoberto matematicamente devido às pequenas perturbações observadas nas órbitas de Urano e Netuno.
Percival Lowell, astrônomo norte-americano, foi um de seus principais estudiosos, mas a primeira imagem fotográfica de Plutão foi feita somente em 8 de fevereiro de 1930, doze anos após sua morte, por outro norte-americano, o astrônomo Clyde Tombaugh, que na época tinha 24 anos.
Foi somente a partir de 1970 que os astrônomos obtiveram mais dados sobre a superfície desse planeta, onde foi detectada a presença de metano congelado a uma temperatura de -210°C e uma fina camada atmosférica supostamente de metano gasoso.
Luas de Plutão
Plutão tem três satélites naturais, o maior deles descoberto em 22 de Junho de 1978 por James Walter Christy e batizado de Caronte.

Uma série de imagens mostraram que sua translação é de cerca de 6.39 dias, que parece coincidir com a rotação do planeta. Caso estes dados se confirmem, a coincidência entre a translação de Caronte e o movimento de rotação de Plutão seria única no sistema solar. Neste caso, como um satélite geoestacionário, Caronte nunca nasce ou se põe, mantendo sempre a mesma posição no céu de Plutão.
Além de Caronte, Plutão também conta com outros dois satélites - Nyx e Hidra - descobertos em maio de 2005 pelo telescópio espacial Hubble. Apesar de não haver medidas diretas, estima-se que ambos os satélites tenham cerca de 40 km de diâmetro.
Até a reclassificação de Plutão, alguns astrônomos consideravam Caronte e Plutão como um planeta duplo enquanto outros sustentavam que Plutão não era de fato um planeta, mas apenas mais um objeto do Cinturão de Kuiper, uma região que se estende além da órbita de Netuno e onde já foram catalogados mais de mil outros pequenos corpos.
Com o objetivo de estudar esse astro e suas luas Caronte, Hidra e Nyx, em janeiro de 2006 os EUA lançaram a nave New Horizons , que deverá atingir o astro em julho de 2015.
A New Horizons não deverá pousar em Plutão ou em qualquer de suas luas. A maior aproximação da nave será de 10 mil quilômetros da superfície plutoniana e de 27 mil quilômetros da superfície de Caronte.
 17 jan 2006 - 06h28 
A sonda americana New Horizons parte hoje de Cabo Kennedy, na Flórida, em uma viagem de quase dez anos, para estudar o mais distante, frio e misterioso Plutão e sua principal lua, Caronte.Plutão e sua Caronte são tão distantes e pequeno que mesmo vistos pelo telescópio espacial Hubble, não passam de um pequeno borrão de luz
http://www.apolo11.com/tema_astronomia_plutao.php
http://www.apolo11.com/plutao.php?posic=dat_20060117-063229.inc

TELESCÓPIOS GIGANTES

GEMINI
Em astronomia nunca vemos isso, mas o passado. Vemos a Lua, um segundo, o Sol, a 8 minutos após o mais estrela mais próxima, quatro anos depois, a galáxia mais distante 10000000000 anos depois. 

Os telescópios são máquinas de volta no tempo. 
Um telescópio é um instrumento óptico que aumenta o brilho do objeto observado para aumentar a sua imagem. 
Seu papel como receptor de luz é muitas vezes mais importante do que a ampliação. 
Telescópios terrestres são, por definição, localizadas em terra e são usados principalmente em astronomia. 
Eles estão equipados com espelho refletivo acoplada a espectrômetros e várias câmaras com estreito campo de objetos fracos, amplo campo para imagens planetárias e câmeras infravermelhas. 
A geração mais velha de telescópios de 6 metros de diâmetro espelhos monolítica usando não-deformável, muito grosso e muito pesada. 
Telescópios do futuro, que abrem o caminho para uma nova era da astronomia moderna, usando a oportunidade de monitorar continuamente as deformações dos Espelhos monolíticos ou segmentados, flexível e, portanto, deformável sob a ação da gravidade, vento, efeitos térmicos , etc...

O limite tecnológico de cerca de 8 metros de diâmetro para um grande espelho monolítico ainda é prevalente, mas a segmentação permite telescópios gigantes, além de 10 metros. 

A primeira luz é esperado em 2018 com o EELT, European Extremely Large Telescope. 
A nova geração de telescópios gigantes estão no horizonte. 


MAGELLAN
 
The Great Magellan Telescope (UTC) EUA-Austrália terá um espelho de 21 metros. 


TRISTY
 
O Thirty Meter Telescope (TMT), construído pelos americanos e canadenses irão incluir um espelho de 30 metros. 

Os europeus optaram pela European Extremely Large Telescope (EELT), com um espelho de 42 metros composto por mais de mil segmentos com construção prevista para começar em 2010.


EUROPEAN EXTREMELY
* Co-financiado pela UE, a Comissão Europeia E-ELT telescópio "European Extremely Large Telescope" deveria ter um orçamento de cerca de 1 bilhão de euros para o European Southern Observatory (ESO) para construir esse telescópio revolucionário com um espelho de 42 metros de diâmetro, que entrará em serviço em 2018.

ATACAMA-CHILE

O SEGUNDO SOL

Novamente voltaram a ser vistos uma espécie de segundo Sol , ou o chamado Hercobólus, que segundo alguns, poderia ser o Nibiru. Esse segundo Sol, possivelmente seria um planeta, de órbita bem diferente dos demais do nosso sistema solar. 

Hercólobus, o planeta vermelho, também chamado de losna ou Barnard 1, o último nome dado por seu descobridor, o astrônomo conhecido como Barnard. Até agora não temos nenhuma informação. 
O planeta Hercólobus é um gigante com tamanho 6 vezes maior que Júpiter, dentro do sistema ou Tylo Tyler, cuja órbita ao redor do Sol leva cerca de 35 mil anos.
A Órbita de Hercólobus atinge 500.000 quilômetros da Terra, ou talvez algo ainda menos. O perigo de colisão é nulo, já que, teoricamente, as órbitas planetárias não conseguem atravessar. Mas, quais as conseqüências da aproximação com a Terra de um planeta de proporções tão colossais?
As consequências, sem dúvida, seriam muito desastrosas. Quatro possibilidades são muito comentadas, todas ligadas a grandes extinções e mudanças dramáticas no clima. 
Dizem que Hercólubus foi a causa da extinção dos dinossauros e que sua última aproximação deslocou o eixo da Terra ao seu estado atual e inverteu sentido da sua rotação.

Textos dão conta de cálculos, ilustrações e posições siderais, lançadas em 11 de junho de 1940, sobre a entrada lenta no sistema solar de uma massa cósmica brilhante em direção à Terra cna forma de um corpo gigantede órbita elíptica semelhante a de um cometa e massa e largura de um planeta. 

Dizem tratar-se de um palneta de alta vibração, pesado e um poderoso campo eletromagnético três vezes maior que Júpiter, em alta velocidade. Supõe-se que esteja em rota vertical, viajando para a frente em órbita elíptica a 13.333.3 anos-luz, 133,3 séculos entre o Sol e Sol negro e que esteja morrendo 32 trillion milhas.
Este corpo celeste poderia passar mais rápido dentro da órbita da Terra com uma velocidade estimada de 66 mil quilômetros por segundo.

Os textos falam sobre as probabilidades de esta nova e gigantesca massa cósmica poder modificar o eixo da terra causando grandes perturbações gravitacionais e geofísicas. E, ainda assim, poderia influenciar o campo gravitacional da lua. 

A órbita elíptica da Terra ficaria, então, paralela ao Equador celeste e os dois pólos seriam removidos ao mesmo tempo, como nos dias de equinócios de primavera e outono. 
A CIENCIA EXPLICA PORQUE APARECEU O SEGUNDO SOL NA CHINA
Foi uma miragem?
Mais especificamente, foi um exemplo de refração ótica. O efeito é causado por mudanças na atmosfera da Terra, quando partículas causam refração na luz – ou seja, quando desviam a luz de seu caminho original. Miragens geralmente acontecem alinhadas acima ou abaixo da fonte original de luz. No caso, o segundo Sol não apareceu nem acima nem abaixo do Sol original, como era de se esperar: ele apareceu ao lado.
Isso não é impossível, no entanto: se uma parte da atmosfera à frente do Sol estiver muito densa, a luz pode ser desviada de forma que o segundo Sol aparecesse ao lado. E, apesar de ser incrivelmente raro, o efeito já foi fotografado e analisado antes.
Em 1993, por exemplo, o astrônomo belga Marcel Minnaert catalogou visões duplas tanto do Sol como da Lua. As imagens dele são quase idênticas ao que vimos na China.


Fonte: http://www.bibliotecapleyades.net/hercolobus/esp_hercolobus_1_01.htm#hercobolus
 

A EVOLUÇÃO DOS TELESCÓPIOS

Os telescópios são instrumentos que revolucionaram a maneira pela qual olhamos para o céu e grande parte de nossas descobertas a respeito do espaço e sobre os corpos celestes mais longínquos foi possível graças a sua criação e o seu aperfeiçoamento, desde o modelo mais simples utilizado por Galileu Galilei no século XVII até os mais modernos radiotelescópios e telescópios espaciais. Exibiremos a seguir, imagens e descrições dos telescópios que foram de fundamental importância para as descobertas na astronomia:


1- Telescópio de Galileu: Um modelo simples, consistindo de duas lentes nas extremidades de dois tubos onde um desliza dentro do outro (Telescópio refrator). O instrumento foi usado pela primeira vez em observações da Lua, principalmente nas sombras de montanhas e bordas de crateras; permitiu a descoberta das manchas solares; as quatro maiores luas de Júpiter (Io, Europa, Ganimedes e Calisto ),conhecidas como luas galileanas, em sua homenagem.


2-Telescópio de Newton: O exemplar construído por Isaac newton, diferente do de Galileu, utilizava um espelho para captar e focalizar a luz incidente (Telescópio refletor) e possuia vantagens em relação ao telescópio refrator, devido ao último sofrer efeitos de distorção de imagens. Atualmente os telescópios de grande porte são do tipo refletores. 


3- Telescópio de Herschel: Possuia 12 metros de comprimento e através dele foi possível a descoberta de dois satélites naturais de Saturno ( Encélado e Mimas) , e os dois maiore satélites de Urano (Titânia e Oberon).



4- Telescópio Hooker: Inaugurado em 1917, foi utilizado por Edwin Hubble para reunir os indícios de que o Universo se encontrava ( e se encontra) em expansão.



5- Antena de Rádio de Karl Jansky: Construida para monitorar ondas curtas de rádio, acabou registrando ondas que vinham do dentro da Via Láctea. Representava o início da Radioastronomia.

6- Telescópio Hale do Observatório Palomar (Sul de Los Angeles): Levou 20 anos para ser construído e foi um instrumento fundamental no estudo dos Quasares.

7- Telescópio Espacial Hubble: Foi colocado em órbita da Terra a 400 Kms de distância possibilitando observações astronômicas sem interferência da atmosfera terrestre.

8- Os telescópios "Gêmeos" Keck: Estão localizados a 4.150 metros no pico do monte Mauna Kea (Havaí). 

Tem sido indispensáveis na detecção de planetas extrassolares. 

9-Observatório Chandra de Raios-X: Pioneiro em várias observações na faixa do raio- X, incluindo a primeira observação de jatos de matéria em Sagitário A e o buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea. 


10- Telescópio Espacial Spitzer: Último dos grandes observatórios espaciais da NASA, este observa na faixa do infravermelho.Permitiu Um grande avanço no conhecimento da origem e evolução de estrelas , e de outros sistemas solares. 

TELESCÓPIO ESPACIAL HUBBLE
TELESCÓPIO ESPACIAL NUSTAR
TELESCÓPIO ESPACIAL HERSCHEL

TELESCÓPIO ESPACIAL JAMES WEBB
HUBBLE
SPITZER
KEPLER

sexta-feira, 9 de maio de 2014

COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS

Existem três grandes tipos de combustíveis fósseis: o carvão, o petróleo e o gás natural. Os três foram formados há milhões de anos atrás na época dos dinossauros, daí o nome de combustível fóssil.
Os combustíveis fósseis são resultado de um processo de decomposição das plantas e dos animais.
As plantas armazenam a energia recebida do sol transformando-a no seu próprio alimento. A este processo chama-se fotossíntese. Por sua vez, os animais comem as plantas para adquirirem energia. Finalmente, as pessoas comem os animais e as plantas para obter a energia necessária para trabalhar.
Quando as plantas, dinossauros e outras criaturas morreram, a terra decompôs os seus corpos enterrados, camada por camada, debaixo da terra. São necessários dois milhões de anos para que estas camadas de matéria orgânica se transformem em pedra preta e dura a que chamamos o carvão, num líquido negro: o petróleo, ou ainda no gás natural.
Os combustíveis fósseis podem ser encontrados debaixo da terra em muitos locais do nosso planeta. Portugal não é um desses locais (não é um país rico em combustíveis fósseis).
Cada um dos combustíveis fósseis é extraído de diferente maneira.
 O carvão retira-se de minas profundas através da escavação.
As companhias petrolíferas extraem o petróleo escavando poços muito fundos. O petróleo é então bombeado e trazido para a superfície terrestre (tal como o furo de água existente em algumas das casas campestres). Normalmente são transportados em tanques e barcos próprios até chegar á maioria dos países do mundo (é o que acontece em Portugal, pois quase todo o petróleo é exportado). O petróleo tem de ser transformado ou refinado noutros produtos antes de ser usado.
Refinarias
O petróleo é armazenado em grandes tanques antes de ser distribuído pelo mundo
Existem muitos produtos que derivam do petróleo, como por exemplo, os fertilizantes para as quintas, as roupas que vestes, a pasta de dentes, as garrafas e canetas de plástico, etc. Quase todos os plásticos têm origem no petróleo.
Nas refinarias o petróleo bruto é separado em vários produtos pelo aquecimento deste espesso combustível. Estes produtos são: a gasolina, o gasóleo, o combustível dos aviões, os óleos, etc.

O Gás Natural
O gás natural é mais leve que o ar, sendo constituído maioritariamente por metano. O metano é um composto químico simples constituído por átomos de carbono e hidrogênio. A sua fórmula química é o CH4. Este gás é altamente inflamável e encontra-se em reservatórios subterrâneos perto do petróleo. Desta forma é bombeado e transportado de forma semelhante á do petróleo.
O gás natural não tem odor nem pode ser visto, por isso, antes de ser canalizado por tubos até aos tanques de armazenamento, mistura-se um químico que lhe confere um forte odor parecido com ovos podres. Assim, é facilmente identificada uma fuga de gás.
O gás armazenado nos tais tanques é distribuído através de tubos até ás nossas casas, fábricas e centrais eléctricas servindo de combustível para produzir eletricidade.

Preservação dos combustíveis fósseis
Os combustíveis fósseis demoram dois milhões de anos para se formarem. Atualmente os humanos gastam desmesuradamente recursos que se formaram á mais de 65 milhões de anos no tempo dos dinossauros. Uma vez esgotados não é possível fabricá-los e temos que esperar muito tempo para voltarem a existir. Assim, é melhor preservá-los e poupá-los antes que esgotem. 
Eles não se renovam nem se fabricam. 
http://www.abcdaenergia.com/enervivas/cap05.htm

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A CONSTRUÇÃO DAS PIRÂMIDES

A construção das pirâmides botou milhares de egípcios para suar, exigiu conhecimentos avançados de matemática e muitas pedras. Das cem pirâmides conhecidas no Egito, a maior (e mais famosa) é a de Quéops, única das sete maravilhas antigas que resiste ao tempo. Datada de 2 550 a.C., ela foi a cereja do bolo de uma geração de faraós com aspirações arquitetônicas. Khufu (ou Quéops, seu nome em grego), que encomendou a grande pirâmide, era filho de Snefru, que já tinha feito sua piramidezinha. O conhecimento passou de geração em geração, e Quéfren, filho de Quéops, e Miquerinos, o neto, completaram o trio das pirâmides de Gizé. Para botar de pé os monumentos, que nada mais eram que tumbas luxuosas para os faraós, estima-se que 30 mil egípcios trabalharam durante 20 anos. "Esses trabalhadores eram trocados a cada três meses. 
A maioria trabalhava no corte e transporte dos blocos", diz Antonio Brancaglion Jr., egiptólogo do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além do pessoal que pegava pesado, havia arquitetos, médicos, padeiros e cervejeiros. Tudo indica que esses caras eram livres (e não escravos), pagos com cerveja e alimentos. Mas há controvérsias. 
Alguns apostam em 100 mil trabalhadores, além de teses que atribuem a obra a ETs!
Pedra sobre pedraCerca de 2,3 milhões de blocos ajudaram a botar de pé a pirâmide de Quéops
As pedras foram o começo de tudo - cada bloco pesava em média 2,5 toneladas, mas isso variava: o tamanho diminuía de acordo com a altura, e em lugares específicos, como a câmara do rei, havia pedras gigantes, estimadas em até 80 toneladas. Depois de cortados nas pedreiras, os blocos eram lixados e catalogados: escrevia-se o nome do faraó e o do grupo de trabalhadores responsáveis. No total, 2,3 milhões de blocos teriam sido usados na construção da pirâmide de Queóps
É PEDREIRA!
Para erguer as pirâmides, o terreno foi aplainado. Além de deixar a terra pronta para o trabalho, o processo rendeu uma fonte natural de matéria-prima: o platô era rico em rochas calcárias, um tipo de pedra mais mole, extraída com ferramentas de cobre. Rochas de calcário mais fino, usadas para dar brilho à pirâmide, vinham da região próxima de Tura
VOU DE BARCO
O faraó escolheu granito para decorar a câmara do rei, onde ele foi sepultado. Como a pedra não era encontrada na região, os blocos vinham de até 800 quilômetros de distância, da pedreira de Assuã, em barcos pelo rio Nilo. Os pesadíssimos blocos, alguns com até 80 toneladas, também revestiam as câmaras e os corredores internos
BASE CONCRETA
Para alguns pesquisadores, a análise da taxa de minerais presentes em partes dos blocos da pirâmide mostra que pode ter sido usado um tipo de concreto primitivo tanto na parte externa quanto na interna. Se a teoria for verdade, essa terá sido a primeira aplicação de concreto de que se tem notícia - antes disso, os pioneiros eram os romanos
Rock'n'rollTeorias explicam como os egípcios rolaram as pedras
A proeza de transportar os blocos gigantes é tão complexa que até hoje não existe consenso. Isso pode ter sido feito com cordas; com uma espécie de trenó de troncos de madeira cilíndricos, sobre os quais as pedras deslizavam; ou com a ajuda de tafla, um tipo de barro que, molhado, fica escorregadio e ajuda a deslizar os blocos. Depois de assentados, os blocos eram cortados em um ângulo de 51º, o que deixava a face da pirâmide lisa
SUBINDO A LADEIRA
O que é - Uma rampa feita de terra e cascalho, com escoras nas laterais
Pontos positivos - Como ocuparia apenas uma das faces, esta rampa deixaria as laterais da pirâmide livre - assim, seria mais fácil checar se a obra estava "torta"
Pontos negativos - Para que a rampa alcançasse a altura total, teria que ser muuuito longa, e o trabalho teria que ser interrompido toda vez que fosse necessário espichá-la
ZIGUEZAGUE
O que é - Rampa única em ziguezague construída em torno da pirâmide. É a teoria mais popular atualmente
Pontos positivos - A rampa teria uma inclinação constante, ao contrário da rampa única
Pontos negativos - A rampa tampa a visão da totalidade da obra. Assim, haveria o risco de, ao desmanchar a rampa, perceber que as faces da pirâmide estavam tortas
DEBAIXO DOS CARACÓIS
O que é - Até os 43 metros de altura, usa-se a rampa externa. A partir daí, seria usada uma rampa interna em espiral, recuada a 15 metros da face externa. No fim de cada andar, uma aresta permite que as pedras girem 90º
Pontos positivos - Reaproveitaria o material da rampa externa para o resto da construção. Um sistema de contrapeso carregaria as pedras maiores
Pontos negativos - Como a linha não é reta, a rampa aumentaria a distância pela qual os blocos teriam que ser arrastados
PAU NA MÁQUINA
O que é - Várias teorias sugerem que máquinas eram usadas para subir os blocos pirâmide acima. Essas máquinas poderiam ser guindastes, alavancas ou sistema de gangorras, com um cesto de areia de um lado e o bloco de outro
Pontos positivos - As máquinas dariam alívio à dureza do trabalho braçal
Pontos negativos - Faltaria espaço para manobrar, e as máquinas não dariam conta dos blocos maiores
TAMANHO É DOCUMENTO
Comparada com prédios e campos de futebol, a pirâmide sai ganhando
ALTURA - 147 metros
Equivale a - Prédio de 49 andares - o Copan, por exemplo, tem 140 metros
PESO DE 1 BLOCO - 2,5 toneladas
Equivale a - 3 Fuscas de 800 quilos
PESO TOTAL - 6,5 milhões de toneladas
Equivale a - 11,5 navios de carga carregados
ÁREA - 13 acres (52 598 m2)
Equivale a - 6 campos de futebol

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-foram-erguidas-as-piramides-do-egito?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_mundoestranho