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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

UMA LUA ESPECIAL


O imenso oceano da lua Europa, de Júpiter, espirra água através de um escudo de gelo , uma evidência de que a gelada lua pode ser capaz de abrigar vida como a conhecemos.

Oceano submerso da lua Europa

Cientistas detectaram produtos químicos na superfície congelada da lua Europa que só pode ser proveniente do oceano de água líquida submerso.
“Nós agora temos evidências que o oceano submerso de Europa não está isolado, e sim mantém “contato” direto com a superfície da lua”, disse o autor estudo o autor Mike Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia.
Brown e o co-autor do estudo, Kevin Hand, estudaram a superfície da lua Europa com o poderoso telescópio Keck II, no Havaí, que ostenta uma óptica adaptativa que permite compensar o desfoque causado pela atmosfera da Terra.
Europa mantém sempre uma mesma face voltada para o planeta Júpiter, e o Keck detectou um estranho sinal do lado de trás da lua, que nenhum outro instrumento havia visto anteriormente.
Após muitas análises e cálculos, os pesquisadores determinaram que o sinal espectroscópico havia sido emitido por sal de sulfato de magnésio, denominado epsomite. Esse sulfato é proveniente do oceano líquido submerso, localizado abaixo de uma camada de gelo.

Um oceano como o da Terra?

Os astrônomos não acreditam o que o oceano de Europa, que deve ter 100 km de profundidade, seja rico em sulfato de magnésio. Se assim o fosse, o sinal também deveria ter sido registrado no lado frontal da lua.
Segundo os pesquisadores, o oceano submerso da lua Europa pode ser semelhante aos mares da Terra, quando se fala em composição. Se esse for o caso, Europa se torna ainda mais interessante quando o assunto é busca por vida extraterrestre
Credito:  google imagens
"Fora da Terra, a Europa é o lugar do nosso sistema solar com a maior probabilidade de se encontrar vida, e deveríamos explorá-la", afirmou Robert Pappalardo, cientista responsável do Jet Propulsion Laboratory (JPL) da agência espacial americana Nasa.
"A Europa é recoberta por uma camada de gelo relativamente fina, possui um oceano (líquido sob o gelo) em contato com rochas no fundo, é geologicamente ativa e bombardeada por radiações que criam oxidantes e formam, ao se misturar com a água, uma energia ideal para a vida", explicou.
Mas, a pedido da Nasa, a missão que exploraria a lua Europa foi revista devido a um corte de custos, explicou à imprensa o cientista, durante a conferência anual da Associação americana pelo avanço da ciência (AAAS, em inglês) reunida em Boston de 14 a 18 de fevereiro.
O JPL, junto com o laboratório de física aplicada da Universidade Johns Hopkins em Maryland, concebeu um novo projeto de exploração chamado "Clipper" num valor total de 2 bilhões de dólares, sem contar com o lançamento da nave.
O aparato seria colocado na órbita de Júpiter e realizaria vários vôos de aproximação à Europa, seguindo o exemplo da sonda Cassini em Titã, uma lua de Saturno.
"Desta forma, podemos cobrir de forma eficaz toda a superfície da Europa, pela metade do custo inicial", assegurou Pappalardo. Se for aprovado, o "Clipper" pode ser lançado em 2021 e demoraria de três a seis anos para chegar à lua Europa.
Em comparação, são necessários apenas seis meses para se chegar a Marte. De qualquer forma, a Nasa informou não possuir fundos suficientes para sustentar a missão Clipper no atual contexto de cortes orçamentários.
No entanto, a agência espacial anunciou em dezembro o envio de um novo robô a Marte em 2020 seguindo o exemplo do Curiosity, um projeto de 2,5 bilhões de dólares. Tendo chegado ao planeta vermelho em agosto de 2012, o Curiosity busca determinar se Marte pode ter desenvolvido alguma forma de vida.
De acordo com os projetos atuais de exploração robótica da Nasa, os Estados Unidos não terão mais sondas na parte mais longínqua do sistema solar após a chegada da nave Juno à órbita de Júpiter em 2016, programada para se chocar contra o planeta um ano mais tarde.
Por outro lado, a Nasa pode participar da missão da Agência Espacial Europeia (ESA) a Júpiter e as suas luas, batizada de "Jupiter Icy Moon Explorer", com previsão de chegada para 2030.
Embora Pappalardo admita que Marte representa grande parte da exploração do sistema solar pela Nasa, ele acredita que a agência "também deveria explorar lugares que constituem uma grande prioridade científica". "Uma das perguntas fundamentais é saber se existe vida fora do sistema solar", completou.
Enquanto Marte pode ter sido habitada a bilhões de anos atrás, a Europa pode ser propícia à vida neste momento, insistiu o cientista.
"Se a Europa é o melhor lugar do sistema solar para abrigar vida depois da Terra, a Encelade, uma lua de Saturno, a segue de perto", ressaltou Amanda Hendrix, do Instituto de ciência planetária em Tucson (sudoeste).
A Encelade conta com "um mar e um oceano de água líquida embaixo de uma camada de gelo e é geologicamente ativa com uma fonte de calor no polo sul, além de um gêiser que emite partículas de água", explicou na mesma coletiva de imprensa. A Europa foi observada de perto pela primeira vez pelas sondas americanas Voyager em 1979 e Galileo nos anos 1990.


fontes:http://www.frizz.com.br/noticias/circulando%20papo%20cabeca/17,77593,17,02,cientistas-procuram-vida-em-lua-de-jupiter.shtml


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