"Somos Físicos". Assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todos os assuntos resultam de pesquisas coletadas na própria internet.

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

MISTÉRIOS DO UNIVERSO

A física é a ciência que tenta explicar os fatores que regem toda a existência, incluindo os mistérios mais fundamentais da natureza e tudo mais o que existe por alguma razão. Por isso, não é nem um pouco estranho que os físicos sejam atormentados pelas questões mais básicas  em relação ao universo.

Justamente sobre esse assunto, uma revista americana chamada Symmetry Magazine (que, por acaso é publicada por dois laboratórios fundados pelo governo dos Estados Unidos), pediu a um grupo de estudiosos do ramo para listarem as principais questões ainda não respondidas da física. E os principais questionamentos foram os seguintes:


Qual será o destino de nosso universo?
Infelizmente, os físicos ainda não podem dizer se o mundo irá acabar “em gelo ou em fogo” (como disse poeticamente o autor Robert Frost). A solução para a questão proposta por Steve Wimpenny, da Universidade da California, depende amplamente das informações sobre a chamada energia escura — que consiste em uma espécie de “forma hipotética” de energia, que seria responsável pela aceleração da expansão do universo...
Portanto, ainda não é possível chegar a conclusão alguma.


O Bóson de Higgs 
A questão proposta pelo físico Richard Ruiz, da Universidade de Pittsburgh, questiona a natureza e a funcionalidade da partícula descoberta no ano passado. Se por um lado o Bóson de Higgs ajuda muito a explicar como é que todas as outras partículas têm massa, por outro ele levanta uma série maior ainda de perguntas.

Por exemplo, o bóson de Higgs é a primeira partícula fundamental já descoberta dentro do modelo padrão, que apresenta o Spin igual a zero. “Isso é um setor inteiramente novo no que diz respeito ao estudo do modelo padrão da física de partículas”, diz Ruiz.

Como é que o universo é equilibrado a ponto de possibilitar a existência de vida?
De acordo com as estatísticas, nós definitivamente não deveríamos estar aqui. A existência de galáxias, planetas, estrelas e até mesmo das pessoas só é possível porque o universo inteiro esteve se expandindo na velocidade perfeita nos últimos milhões de anos. Esse movimento de crescimento é governado pela força da energia escura disputando com a força gravitacional proveniente da massa de todo o universo, que é dominado pela presença de matéria escura.
Em outro momento, se esses fatos não tivessem ocorrido da exata maneira com que tudo aconteceu, o universo poderia ter se expandido em uma velocidade grande demais para que as galáxias e estrelas tivesse se formado ou, quem sabe, tudo simplesmente poderia ter entrado em um grande colapso. E é justamente essa a indagação que não deixa o cientista Erik Remberg, do Fermilab (laboratório americano dedicado à física avançada), conseguir dormir.

De onde vêm os neutrinos?
Teoricamente, prevê-se que neutrinos de altíssimo nível de energia sejam resultantes do choque entre partículas carregadas energeticamente (chamadas de “raios cósmicos”) com partículas fotônicas (que emitem luz) nas camadas de radiação e micro-ondas que estão espalhadas por todo o universo. Mas “o que coloca esse processo em movimento” e “como é que esses raios cósmicos são acelerados”, são duas questões que simplesmente não possuem respostas.
“Nós não podemos nem ao menos sondar de onde é que todas essas coisas saem”, diz Abigail Vieregg, do Instituto Kavli de Cosmologia e Física (em Chicago, nos EUA), que também foi a realizadora da pergunta.

Por que o universo é feito de matéria e não de antimatéria?
Como a própria etimologia do termo indica, antimatéria é realmente o inverso da matéria, contendo as mesmas propriedades e tudo mais, mas com a diferença crucial de que ela é carregada energeticamente. Supostamente, o universo começou com a mesma quantidade das duas coisas, até que (de alguma forma desconhecida) a matéria conseguiu vencer o embate — mesmo que a maioria das substâncias tenham se aniquilado mutuamente logo após o Big Bang.
Agora, por que razão a antimatéria foi sobrepujada pela sua parte contrária é a que o cientista da Universidade do Colorado, Alysia Marino, gostaria muito de saber.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

PLANETAS HABITÁVEIS DO TAMANHO DA TERRA

A busca por outros planetas como a Terra na galáxia teve um grande impulso ontem (04 de novembro), com a descoberta de centenas de planetas alienígenas recém identificados pela sonda Kepler, da NASA, incluindo 104 novos mundos que poderiam suportar a vida.
O número total de candidatos a planetas subiu para 3.538. Dos 104 planetas na zona habitável, 10 deles são do tamanho da Terra, segundo os cientistas.
A sonda Kepler, lançada em 2009, teve como objetivo determinar que fração de estrelas na Via Láctea abriga planetas do tamanho da Terra que orbitam a zona habitável. Agora, os cientistas estão à beira de responder a essa pergunta.
O telescópio Kepler passou os últimos quatro anos olhando para um pedaço do céu na constelação de Cygnus, identificando variações minúsculas no brilho das estrelas, o que indica que um planeta está cruzando a sua frente.
E uma variedade muito grande de planetas foi detectada, incluindo “Júpiteres quentes”, mundos gigantes gasosos que orbitam muito perto suas estrelas hospedeiras; mundos gelados semelhantes a Netuno, e as chamadas “Super-Terras”.
O Kepler parou funcionar no dia 11 de maio, quando sofreu uma falha na segunda das quatro rodas de reação. Mas os cientistas vão continuar explorando as vastas quantidades de dados já tomadas para encontrar novos planetas.

Planetas habitáveis do tamanho da Terra são comuns no universo

Cerca de uma em cada cinco estrelas como o sol observadas pela sonda Kepler, da NASA, tem um planeta do tamanho da Terra na chamada zona habitável, onde a água líquida – e, potencialmente, a vida – pode existir. Se estes resultados se aplicarem em outras partes da galáxia, o tal planeta mais próximo poderia estar a apenas 12 anos-luz de distância.
“Os seres humanos têm observado as estrelas durante milhares de anos”, disse o pesquisador Erik Petigura, estudante de pós-graduação da Universidade da Califórnia, nos EUA. “Quantas dessas estrelas têm planetas que são de alguma forma parecidos com a Terra? Estamos muito animados hoje para começar a responder a essa pergunta”.
A descoberta, detalhada ontem (04 de novembro) na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, não dizem nada sobre se esses planetas realmente suportam a vida – só que neles se encontram alguns dos critérios conhecidos para a habitabilidade. Ontem também foi anunciada a descoberta de 833 candidatos a planetas, incluindo 104 habitáveis.
“Eu acho que é, de longe, a estimativa mais confiável disponível, mas eu não acho que é a final,” disse François Fressin, astrônomo do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, que não estava envolvido no estudo.
Para encontrar esses exoplanetas do tamanho da Terra, Petigura e seus colegas usaram medições do brilho estelar para procurar variações de brilho na estrela, o que indica a presença de um planeta.
Petigura e seus colegas desenvolveram um software para peneirar um conjunto gigantescos de dados do Kepler. O campo de visão da sonda inclui cerca de 150.000 estrelas, mas a maioria destas são brilhantes demais para detectar um planeta. A equipe examinou 42 mil estrelas “tranquilas”, encontrando 603 candidatos a planetas em torno destas estrelas, dos quais 10 eram do tamanho da Terra e estavam na zona habitável.
A equipe definiu planetas do tamanho da Terra como os que têm um raio de uma a duas vezes o do nosso planeta. Planetas foram considerados na zona habitável se eles recebiam cerca de tanta luz quanto a Terra recebe do Sol.
Eles usaram o telescópio Keck I, no Havaí, para verificar os espectros das estrelas, a fim de definir o raio dos planetas.
Os pesquisadores foram rápidos em apontar que o fato de que esses planetas são do tamanho da Terra e se encontram na zona habitável não significa que eles podem suportar a vida. Mesmo que os planetas tenham todos os ingredientes básicos para a vida, os cientistas não podem ainda calcular as chances da vida existir nesses planetas, pois muitos outros fatores devem ser levados em consideração.
A definição de planetas do tamanho da Terra neste estudo foi bastante ampla, Fressin disse. Por exemplo, um planeta que tem um raio duas vezes o tamanho da Terra pode até não ser rochoso, disse ele.
Na semana passada, pesquisadores relataram a descoberta do planeta alienígena Kepler-78b, um mundo rochoso que possui quase o mesmo tamanho e densidade da Terra. Mas Kepler-78b está perto demais de sua estrela para ser habitável, com uma temperatura superficial de mais de 2.000 graus Celsius


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

QUEM SOMOS NÓS?

Certamente, você já encontrou alguém que se sente o melhor, maior, mais belo, inteligente, poderoso... Pegando carona no vídeo do Prof. Mario Cortella, resolvi ilustrar melhor quem somos.
Tá vendo eu ali? Do lado do de capa azul?

É bom frisar que falamos desse instante da existência: não de 50 anos para trás, quando a maioria desta geração ainda não existia, ou de 50 anos para frente, quando provavelmente, não estaremos mais aqui...pelo menos não gozando de pleno vigor físico como hoje.
Uma proporção para entender bem as proporções: se o Sol fosse do diâmetro das traves de um gol de futebol de campo, o planeta Terra seria do tamanho de uma laranja.
Sim: nosso Sol é uma minuscula e pequena estrela em relação às outras.
E aqui,  uma noção mais clara (e desatualizada, já que Antares já não é mais uma das maiores estrelas catalogadas pela NASA entre os 250 milhões delas em cada Galáxia)...
Ah sim... milhares de bilhões de galáxias podem ser comprovadas daqui, de nosso grande mundo. 
Qual nosso "ranking" no quadro de medalhas estelar? Eis aí uma foto da Via Láctea:
Eu to ali, ó! Do lado do careca, dando "tchauzinho".
Ainda não deu? Uma galáxia vizinha, um pouco maior que a nossa: Andrômeda, bem espaçosa e de frente para o mar? Sei que segundos dados, essa galáxia está a 2,5 milhões de anos luz daqui. Como no espaço a luz se propaga mais rápido, calculemos que esta viaje a 300 mil quilômetros por SEGUNDO, precisaremos de um carro meio rápido para fazer o percurso ( a luz do sol, nessa velocidade, demora 8 minutos para chegar na Terra) e chegar, nessa velocidade, daqui a 2.500.000 anos.

Sendo assim, o que vemos agora nos céus são imagens de anos atrás. A luz do sol que vemos agora, saiu fazem oito minutos de lá, as imagens vistas agora de Andrômeda são luzes emitidas há mais de dois milhões de anos atrás.

Algum planeta por aí. com uma boa luneta, pode estar nos vendo a milhares de anos atrás, no dia em que esse planeta foi formado.
Mas você não precisa se  à ter a apenas à essa ou aquela pequena conjunção de estrelas de 2 galáxias com seus bilhões de estrelas.
 Faremos assim: mais algumas opções para você não se sentir pressionado a pensar que não tem opções.

E você achando que a possibilidade de vida só surgiu aqui.

Portanto: quem você pensa que é mesmo?

Fonte: http://www.cristaoconfuso.com/2012/09/quem-somos-em-relacao-vida.html#ixzz2jQiqdCvX