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terça-feira, 22 de outubro de 2013

ESTRELAS CADENTES


Assim como orcas não são baleias e tomates não são legumes, estrelas cadentes não são estrelas. São rastros luminosos de meteoroides (pequenos pedaços de material sólido que vagam pelo espaço entre os planetas do Sistema Solar) que entram na atmosfera da Terra e queimam com o atrito.
A maior parte dos meteoroides vem dos cometas: eles orbitam o Sol e, quando passam perto dele, o calor faz com que algumas partes se desprendam e continuem circulando pela órbita do cometa, viajando ao redor do Sol.
Quando a Terra cruza essa órbita, ou passa muito perto dela, o planeta pode chocar-se com estes pequenos pedaços. A uma velocidade de até 250 mil km/h, eles entram em contato com os gases da nossa atmosfera, queimam por atrito e produzem aqueles traços luminosos. 
São as estrelas cadentes ou, usando termos científicos, meteoros.
A maioria deles queima-se completamente entre 90 e 130 quilômetros de altitude. Leva poucos segundos para se desintegrar, e o rastro luminoso dura pouco. Chuvas de meteoros acontecem o tempo inteiro, só que são mais visíveis nas noites escuras - entre as fases minguante e crescente da lua.
Como o movimento da Terra é bem determinado e as órbitas dos cometas são conhecidas, é possível prever chuvas de meteoros com antecedência. 
 A chuva de estrelas cadentes é tão famosa que tem até nome: Leônidas. O nome decorre do fato de ela ocorrer na direção da constelação do Leão - isso não quer dizer que os meteoroides vêm de lá: é apenas um ponto de orientação para quem quiser observar a chuva.
Há meteoroides maiores que surgem durante a colisão de asteroides e se encontram com a Terra no caminho. Eles provocam grandes meteoros, algo muito mais visível que as estrelas cadentes (que são finos traços luminosos). Quando o meteoroide atravessa a atmosfera e cai na superfície terrestre sem ser totalmente desintegrado no ar, ele passa a ser chamado de meteorito.

Os meteoritos

Apesar de alguns provocarem crateras imensas e grande destruição, os meteoritos, quando analisados, são úteis para identificar a origem e as características dessas rochas espaciais.
Hoje, os cientistas os classificam em três categorias, de acordo com a composição química: metálicos, ferropétreos e rochosos.
Os metálicos são constituídos de uma liga de ferro (90 a 95%) e níquel (5 a 10%). Eles costumam ter a superfície lisa e arredondada, por causa da fricção com o ar, do aquecimento e da fusão do metal no momento em que entram na atmosfera. Eles também apresentam depressões, que parecem ter sido modeladas com os dedos. São fortemente atraídos por ímã.
Os ferropétreos são compostos de silicatos - porque são ricos em silício e oxigênio - e uma mistura de ferro e níquel. São mais raros e parecem rochas comuns - só que dentro deles, há cristais escuros e arredondados feitos a partir de minerais.
E os rochosos são os mais parecidos com as rochas terrestres - tanto do lado de fora quanto de dentro. Pesquisas indicam que são os materiais mais antigos do Sistema Solar - existem há 4,6 bilhões de anos.
Consultoria: Enos Picazzio, professor no Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP
Russia-14-02-2013

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