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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

CÉSIO 137-O BRILHO DA MORTE

O césio é um metal com poucas aplicações, as duas principais aplicações é a de ele ser usado para células fotoelétricas e detector de infravermelhos, devido sua capacidade de ionização quando exposto a luz. Também com frequente uso em pilhas alcalinas.
O metal alcalino césio esta localizado na família 1A da classificação dos elementos, possui símbolo Cs, ponto de fusão de 28°C, ponto de ebulição de 670°C, número atômico 55, massa atômica 132,9 u. É um dos poucos metais que se pode considerar que seja líquido a temperatura praticamente ambiente, sua configuração eletrônica está baseada no cerne e gás nobre xenônio qee apresenta uma coloração metálica amarelo claro levemente prateada, é um dos metais alcalinos de menor ocorrência.
Sua descoberta ocorreu no ano de 1860, pelos cientistas Kirchoff e Bunsen, sendo o primeiro elemento a ser descoberto por espectroscopia, através da análise do espectro de água mineral, seu nome tem origem do latim “caesius”, que significa céu azul, em função tanto do metal quanto de seus compostos emitirem uma luminosidade de coloração azul. Em estado metálico deve ser armazenado em líquidos apolares ou gases inertes em virtude de sua alta reatividade. Reage com água violentamente produzindo CsOH, com liberação de hidrogênio e promovendo ataque ao vidro, motivo, pelo qual ele é usado na gravação deste.
O césio quimicamente é um metal capaz de formar vários sais, reage violentamente e exotermicamente com ácidos concentrados e diluídos, com água, ainda serve como catalisador na hidrogenação catalítica na síntese orgânica.

É encontrado natureza nos minerais pollucite e lepidolita, e obtido a partir do resíduo da purificação do lítio, suas reservas estão localizadas principalmente no Canadá. É um metal extremamente tóxico e radioativo, emissor de raios alfa é utilizado em aparelhos de raio-X, capaz de transformar energia luminosa em energia elétrica, é componente de células fotovoltaicas. Outra importante utilização do césio é nos relógios atômicos que só atrasam 1 segundo a cada 60 milhões de anos, um deles é o NIST-F1, o qual marca o horário da América.
Vale apena lembrar, do maior acidente radioativo acontecido fora de uma usina nuclear, foi no Brasil no dia 13 de setembro 1987 com o isótopo 137Cs, no estado de Goiás quando o dono de um ferro velho desmontou um equipamento de em raios-X encontrado em um instituto de radioterapia destivado, e retirou de seu interior o CsCl, um sólido branco, que no escuro emitia uma luminosidade azul, em virtude da curiosidade das pessoas do local este composto espalhou-se, por vários locais provocando doenças e óbitos.
Em 13 de setembro de 1987, dois catadores de lixo de Goiânia deram início ao que seria o maior acidente radioativo do Brasil. Ao arrombarem um aparelho radiológico, encontrado nos escombros de um antigo hospital, expuseram o césio 137, pó branco que emitia um estranho brilho azul quando colocado no escuro. Considerado sobrenatural, o elemento radioativo criado em laboratório passou de mão em mão, contaminando o solo, o ar e centenas de moradores da capital goiana.
Foram necessários 16 dias para perceberem que a substância estava deixando um monte de pessoas doentes. Durante esse tempo, a contaminação só se espalhava. Após o desastre, os trabalhos de descontaminação produziram 13,4 toneladas de lixo radioativo entre roupas, utensílios, plantas, animais, restos de solo e materiais de construção. Tudo isso foi armazenado em cerca de 1200 caixas, 1900 tambores e 14 contêineres, guardados em um depósito construído na cidade de Abadia de Goiânia, a 24 quilômetros da capital - e lá deve ficar por pelo menos 180 anos.
"O brilho da morte", como o césio foi chamado por Devair Alves Ferreira, primeira pessoa a entrar em contato direto com o elemento, fez centenas de vítimas. Quatro morreram cerca de um mês após a exposição. Entre elas, uma criança de 6 anos, Leide das Neves, considerada a maior fonte humana radioativa do mundo. Atualmente, as vítimas reclamam do descaso do governo, afirmando que estão sem assistência médica e medicamentos. O governo nega a acusação e afirma que as vítimas usam o acidente para justificar todos os seus problemas de saúde. Em 1996, a Justiça condenou, por homicídio culposo, três sócios e um funcionário do hospital abandonado a três anos e dois meses de prisão. Mas as penas foram trocadas por prestação de serviços.
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