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terça-feira, 13 de agosto de 2013

SONDA KEPLER


A sonda Kepler consiste em um observatório espacial projetado pela Nasa que deverá procurar por planetas extrasolares. Para esta finalidade, a sonda deverá observar as 100 000 estrelas mais brilhantes do céu por um período de quatro anos, a fim de detectar alguma ocultação periódica de uma estrela por um de seus planetas.
Kepler não deverá permanecer em órbita da Terra, mas sim em uma órbita de perseguição à órbita solar da Terra, a fim de que a Terra não oculte estrelas que estejam sendo observadas pelo observatório, além de este ficar distante das luzes da Terra. O observatório foi lançado em 6 de março de 2009.
A sonda tem uma massa estimada de 995 kg, e seu principal instrumento é um fotômetro de 0,95 metro de diâmetro. Ele tem um campo de visão aproximado de dois punhos fechados, na distância de um braço esticado. Deverá bater uma foto a cada três segundos e deverá custar em torno de 467 milhões de dólares.
A sonda Kepler está atualmente em operação. Os primeiros resultados principais foram anunciados em 4 de janeiro de 2010, estudos realizados na Terra sobre os dados das primeiras seis semanas, revelam cinco planetas antes desconhecidos, todos bem próximos de suas estrelas, um do tamanho próximo ao de Netuno e quatro do tamanho de Júpiter. Um deles, Kepler-7b é o planeta menos denso descoberto até agora.
Trata-se da primeira missão da NASA concebida para detectar planetas, rochosos como a Terra, que orbitem estrelas de que não estejam muito próximas nem muito afastadas, de modo que as temperaturas possam manter a água em estado líquido à superfície, condição considerada essencial ao desenvolvimento da vida.

   Colocada em torno do Sol, a sonda fará "um recenseamento planetário de grande importância para a compreensão da frequência do aparecimento dos planetas da mesma categoria de tamanho que a Terra na nossa galáxia (a Via Láctea)", explicou Jon Morse, diretor da divisão de astrofísica da NASA. 
Permitirá também "preparar futuras missões que detectarão diretamente e estabelecerão as características desses planetas em órbita de estrelas próximas", acrescentou o astrofísico. 


O telescópio espacial recebeu o nome em homenagem ao astrônomo alemão do século XVII  Johannes Kepler, a quem se deve a descoberta de que os planetas descrevem elipses em torno do Sol e não círculos perfeitos. 
Missão de três anos e meio

A missão Kepler, orçada em 600 milhões de dólares (477 milhões de euros), deverá perscrutar durante pelo menos três anos e meio mais de 100 mil estrelas semelhantes ao Sol situadas na região de Cisne e Lira da Via Láctea. 

A sonda deverá encontrar nessa "minúscula região" centenas de planetas do tamanho da Terra, ou maiores, e mais ou menos afastados da sua estrela. 

Se houver muitos planetas de tipo terrestre na zona considerada habitável do seu sistema solar, o telescópio poderá descobrir dezenas deles, segundo os responsáveis do projeto. 

Pelo contrário, se não os encontrar, isso poderá querer dizer que a Terra é uma exceção no Universo, segundo William Borucki, responsável científico da missão. 

Em busca de exoplanetas

O satélite europeu Corot, posto em órbita em 2006 para procurar exoplanetas (exteriores ao Sistema Solar), descobriu o mais pequeno até agora observado - com perto de duas vezes o diâmetro da Terra - mas muito próximo da sua estrela e muito quente, segundo anunciaram os astrônomos em Fevereiro. 

Desde 1995, foram descobertos 337 exoplanetas em torno de estrelas, mas todos muito maiores do que a Terra e situados em zonas onde a vida é impossível. 

O telescópio Kepler, cuja objectiva mede 0,95 metros de diâmetro, vai munido de numerosos sensores de luz com um total de 95 milhões de píxeis capazes de detetar fracas variações luminosas indicadoras da passagem de um planeta à frente da sua estrela. 

Essa intensidade luminosa mais ou menos grande e a sua frequência permitirão calcular o tamanho do planeta e a duração da sua rotação em volta do seu astro. 

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