"Somos Físicos". Assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todos os assuntos resultam de pesquisas coletadas na própria internet.

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

MISTÉRIOS DO UNIVERSO

A física é a ciência que tenta explicar os fatores que regem toda a existência, incluindo os mistérios mais fundamentais da natureza e tudo mais o que existe por alguma razão. Por isso, não é nem um pouco estranho que os físicos sejam atormentados pelas questões mais básicas  em relação ao universo.

Justamente sobre esse assunto, uma revista americana chamada Symmetry Magazine (que, por acaso é publicada por dois laboratórios fundados pelo governo dos Estados Unidos), pediu a um grupo de estudiosos do ramo para listarem as principais questões ainda não respondidas da física. E os principais questionamentos foram os seguintes:


Qual será o destino de nosso universo?
Infelizmente, os físicos ainda não podem dizer se o mundo irá acabar “em gelo ou em fogo” (como disse poeticamente o autor Robert Frost). A solução para a questão proposta por Steve Wimpenny, da Universidade da California, depende amplamente das informações sobre a chamada energia escura — que consiste em uma espécie de “forma hipotética” de energia, que seria responsável pela aceleração da expansão do universo...
Portanto, ainda não é possível chegar a conclusão alguma.


O Bóson de Higgs 
A questão proposta pelo físico Richard Ruiz, da Universidade de Pittsburgh, questiona a natureza e a funcionalidade da partícula descoberta no ano passado. Se por um lado o Bóson de Higgs ajuda muito a explicar como é que todas as outras partículas têm massa, por outro ele levanta uma série maior ainda de perguntas.

Por exemplo, o bóson de Higgs é a primeira partícula fundamental já descoberta dentro do modelo padrão, que apresenta o Spin igual a zero. “Isso é um setor inteiramente novo no que diz respeito ao estudo do modelo padrão da física de partículas”, diz Ruiz.

Como é que o universo é equilibrado a ponto de possibilitar a existência de vida?
De acordo com as estatísticas, nós definitivamente não deveríamos estar aqui. A existência de galáxias, planetas, estrelas e até mesmo das pessoas só é possível porque o universo inteiro esteve se expandindo na velocidade perfeita nos últimos milhões de anos. Esse movimento de crescimento é governado pela força da energia escura disputando com a força gravitacional proveniente da massa de todo o universo, que é dominado pela presença de matéria escura.
Em outro momento, se esses fatos não tivessem ocorrido da exata maneira com que tudo aconteceu, o universo poderia ter se expandido em uma velocidade grande demais para que as galáxias e estrelas tivesse se formado ou, quem sabe, tudo simplesmente poderia ter entrado em um grande colapso. E é justamente essa a indagação que não deixa o cientista Erik Remberg, do Fermilab (laboratório americano dedicado à física avançada), conseguir dormir.

De onde vêm os neutrinos?
Teoricamente, prevê-se que neutrinos de altíssimo nível de energia sejam resultantes do choque entre partículas carregadas energeticamente (chamadas de “raios cósmicos”) com partículas fotônicas (que emitem luz) nas camadas de radiação e micro-ondas que estão espalhadas por todo o universo. Mas “o que coloca esse processo em movimento” e “como é que esses raios cósmicos são acelerados”, são duas questões que simplesmente não possuem respostas.
“Nós não podemos nem ao menos sondar de onde é que todas essas coisas saem”, diz Abigail Vieregg, do Instituto Kavli de Cosmologia e Física (em Chicago, nos EUA), que também foi a realizadora da pergunta.

Por que o universo é feito de matéria e não de antimatéria?
Como a própria etimologia do termo indica, antimatéria é realmente o inverso da matéria, contendo as mesmas propriedades e tudo mais, mas com a diferença crucial de que ela é carregada energeticamente. Supostamente, o universo começou com a mesma quantidade das duas coisas, até que (de alguma forma desconhecida) a matéria conseguiu vencer o embate — mesmo que a maioria das substâncias tenham se aniquilado mutuamente logo após o Big Bang.
Agora, por que razão a antimatéria foi sobrepujada pela sua parte contrária é a que o cientista da Universidade do Colorado, Alysia Marino, gostaria muito de saber.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

PLANETAS HABITÁVEIS DO TAMANHO DA TERRA

A busca por outros planetas como a Terra na galáxia teve um grande impulso ontem (04 de novembro), com a descoberta de centenas de planetas alienígenas recém identificados pela sonda Kepler, da NASA, incluindo 104 novos mundos que poderiam suportar a vida.
O número total de candidatos a planetas subiu para 3.538. Dos 104 planetas na zona habitável, 10 deles são do tamanho da Terra, segundo os cientistas.
A sonda Kepler, lançada em 2009, teve como objetivo determinar que fração de estrelas na Via Láctea abriga planetas do tamanho da Terra que orbitam a zona habitável. Agora, os cientistas estão à beira de responder a essa pergunta.
O telescópio Kepler passou os últimos quatro anos olhando para um pedaço do céu na constelação de Cygnus, identificando variações minúsculas no brilho das estrelas, o que indica que um planeta está cruzando a sua frente.
E uma variedade muito grande de planetas foi detectada, incluindo “Júpiteres quentes”, mundos gigantes gasosos que orbitam muito perto suas estrelas hospedeiras; mundos gelados semelhantes a Netuno, e as chamadas “Super-Terras”.
O Kepler parou funcionar no dia 11 de maio, quando sofreu uma falha na segunda das quatro rodas de reação. Mas os cientistas vão continuar explorando as vastas quantidades de dados já tomadas para encontrar novos planetas.

Planetas habitáveis do tamanho da Terra são comuns no universo

Cerca de uma em cada cinco estrelas como o sol observadas pela sonda Kepler, da NASA, tem um planeta do tamanho da Terra na chamada zona habitável, onde a água líquida – e, potencialmente, a vida – pode existir. Se estes resultados se aplicarem em outras partes da galáxia, o tal planeta mais próximo poderia estar a apenas 12 anos-luz de distância.
“Os seres humanos têm observado as estrelas durante milhares de anos”, disse o pesquisador Erik Petigura, estudante de pós-graduação da Universidade da Califórnia, nos EUA. “Quantas dessas estrelas têm planetas que são de alguma forma parecidos com a Terra? Estamos muito animados hoje para começar a responder a essa pergunta”.
A descoberta, detalhada ontem (04 de novembro) na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, não dizem nada sobre se esses planetas realmente suportam a vida – só que neles se encontram alguns dos critérios conhecidos para a habitabilidade. Ontem também foi anunciada a descoberta de 833 candidatos a planetas, incluindo 104 habitáveis.
“Eu acho que é, de longe, a estimativa mais confiável disponível, mas eu não acho que é a final,” disse François Fressin, astrônomo do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, que não estava envolvido no estudo.
Para encontrar esses exoplanetas do tamanho da Terra, Petigura e seus colegas usaram medições do brilho estelar para procurar variações de brilho na estrela, o que indica a presença de um planeta.
Petigura e seus colegas desenvolveram um software para peneirar um conjunto gigantescos de dados do Kepler. O campo de visão da sonda inclui cerca de 150.000 estrelas, mas a maioria destas são brilhantes demais para detectar um planeta. A equipe examinou 42 mil estrelas “tranquilas”, encontrando 603 candidatos a planetas em torno destas estrelas, dos quais 10 eram do tamanho da Terra e estavam na zona habitável.
A equipe definiu planetas do tamanho da Terra como os que têm um raio de uma a duas vezes o do nosso planeta. Planetas foram considerados na zona habitável se eles recebiam cerca de tanta luz quanto a Terra recebe do Sol.
Eles usaram o telescópio Keck I, no Havaí, para verificar os espectros das estrelas, a fim de definir o raio dos planetas.
Os pesquisadores foram rápidos em apontar que o fato de que esses planetas são do tamanho da Terra e se encontram na zona habitável não significa que eles podem suportar a vida. Mesmo que os planetas tenham todos os ingredientes básicos para a vida, os cientistas não podem ainda calcular as chances da vida existir nesses planetas, pois muitos outros fatores devem ser levados em consideração.
A definição de planetas do tamanho da Terra neste estudo foi bastante ampla, Fressin disse. Por exemplo, um planeta que tem um raio duas vezes o tamanho da Terra pode até não ser rochoso, disse ele.
Na semana passada, pesquisadores relataram a descoberta do planeta alienígena Kepler-78b, um mundo rochoso que possui quase o mesmo tamanho e densidade da Terra. Mas Kepler-78b está perto demais de sua estrela para ser habitável, com uma temperatura superficial de mais de 2.000 graus Celsius


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

QUEM SOMOS NÓS?

Certamente, você já encontrou alguém que se sente o melhor, maior, mais belo, inteligente, poderoso... Pegando carona no vídeo do Prof. Mario Cortella, resolvi ilustrar melhor quem somos.
Tá vendo eu ali? Do lado do de capa azul?

É bom frisar que falamos desse instante da existência: não de 50 anos para trás, quando a maioria desta geração ainda não existia, ou de 50 anos para frente, quando provavelmente, não estaremos mais aqui...pelo menos não gozando de pleno vigor físico como hoje.
Uma proporção para entender bem as proporções: se o Sol fosse do diâmetro das traves de um gol de futebol de campo, o planeta Terra seria do tamanho de uma laranja.
Sim: nosso Sol é uma minuscula e pequena estrela em relação às outras.
E aqui,  uma noção mais clara (e desatualizada, já que Antares já não é mais uma das maiores estrelas catalogadas pela NASA entre os 250 milhões delas em cada Galáxia)...
Ah sim... milhares de bilhões de galáxias podem ser comprovadas daqui, de nosso grande mundo. 
Qual nosso "ranking" no quadro de medalhas estelar? Eis aí uma foto da Via Láctea:
Eu to ali, ó! Do lado do careca, dando "tchauzinho".
Ainda não deu? Uma galáxia vizinha, um pouco maior que a nossa: Andrômeda, bem espaçosa e de frente para o mar? Sei que segundos dados, essa galáxia está a 2,5 milhões de anos luz daqui. Como no espaço a luz se propaga mais rápido, calculemos que esta viaje a 300 mil quilômetros por SEGUNDO, precisaremos de um carro meio rápido para fazer o percurso ( a luz do sol, nessa velocidade, demora 8 minutos para chegar na Terra) e chegar, nessa velocidade, daqui a 2.500.000 anos.

Sendo assim, o que vemos agora nos céus são imagens de anos atrás. A luz do sol que vemos agora, saiu fazem oito minutos de lá, as imagens vistas agora de Andrômeda são luzes emitidas há mais de dois milhões de anos atrás.

Algum planeta por aí. com uma boa luneta, pode estar nos vendo a milhares de anos atrás, no dia em que esse planeta foi formado.
Mas você não precisa se  à ter a apenas à essa ou aquela pequena conjunção de estrelas de 2 galáxias com seus bilhões de estrelas.
 Faremos assim: mais algumas opções para você não se sentir pressionado a pensar que não tem opções.

E você achando que a possibilidade de vida só surgiu aqui.

Portanto: quem você pensa que é mesmo?

Fonte: http://www.cristaoconfuso.com/2012/09/quem-somos-em-relacao-vida.html#ixzz2jQiqdCvX


terça-feira, 29 de outubro de 2013

ESTRELAS FASCINANTES

No que diz respeito às estrelas, a nossa é bastante comum e simples: uma bola gigante de gás absurdamente quente que apareceu há alguns milhares de milhões de anos, restando-lhe ainda mais alguns milhares de milhões. 
Mas o nosso sol é apenas uma entre pelo menos 70 sextilhões de estrelas no universo. Com um número tão grande, existem estrelas muitos mais interessante e bizarras do que a nossa. Conheça aqui 10 das mais interessantes.

10. Estrelas duplas com planetas duplos a circundá-las
Até ao momento, apenas quatro planetas foram descobertos orbitando um sistema duplo de estrelas, o que significa que Tatooine é ainda menos provável que exista do que você poderia ter imaginado. 
Assim, quando um sistema de dupla estrela recente foi descoberto com não um, mas dois planetas que orbitam ao redor deles, a reação dentro da comunidade científica era nada menos do que puro choque.
O sistema Kepler-47 tem duas estrelas, uma mais ou menos do tamanho do Sol e outras três vezes mais pequena. A orbitando as duas está um par de planetas, sendo que um deles fica na lendária "zona habitável", a distância de uma estrela igual à nossa, sendo um sinal potencial para a vida. 
Ou melhor, seria se o planeta em questão não fosse um gigante gasoso. Independentemente disso, a existência do sistema Kepler renova a esperança entre os astrónomos de que existam planetas habitáveis.
Estrelas duplas com planetas duplos a circundá-las
9. Uma fria estrela a morrer que ainda é mais brilhante do que a nossa 
O nosso Sol, como a maioria das estrelas, é um pouco quente. Não é até que elas começam a morrer que as estrelas arrefecem para um nível apenas ligeiramente menos tolerável do que nadar em lava derretida. 
Quando isso acontece, porém, essas estrelas tornam-se praticamente invisíveis, especialmente para a visão. Mas tal não é o caso de La Superba, um gigante vermelho a morrer que fica a cerca de 710 anos-luz de distância. 
Com cerca de 2400°C, La Superba é praticamente frígida, em termos estelares. E ainda assim ela brilha com um brilho que faz com que o nosso Sol pareça escuro, com mais de 4400 vezes mais luminosidade (principalmente atribuída a grandes quantidades de radiação infravermelha). 
Esta radiação ajuda a dar a La Superba uma aparência vermelha incrivelmente brilhante, o que lhe permite ser vista a olho nu.
Uma fria estrela a morrer que ainda é mais brilhante do que a nossa
8. A estrela que transformou outra estrela em diamante
Em muitos casos, um sistema estelar binário inclui uma estrela que realmente faz coisas, enquanto a outra está muito ocupada a ser destruída para contribuir. Uma tal relação, entre PSR J1719 -1438 e os seus irmãos falecidos PSR J1719 - 1438b, resultou na estrela morta sendo alterada de uma forma muito incomum. 
1438b, uma anã branca extinta, foi despojada de praticamente todas as suas qualidades de estrela, deixando para trás um núcleo rochoso que é mais planeta do que estrela. Mais do que provável, o assassino é a estrela hospedeira, cuja gravidade sugou toda a massa de 1438b, deixando para trás nada além de um núcleo.
Apesar de pequena e despojada de todos os elementos excepto o carbono e o oxigénio, 1438b é incrivelmente denso e pesado, mais ainda do que Júpiter. 
Esta composição ultra-compacta parece ser de natureza cristalina, o que significa que grande parte do PSR J1719 - 1438b provavelmente assemelha-se a um gigante diamante.
A estrela que transformou outra estrela em diamante

7. A estrela pouco maior do que Júpiter
Uma das primeiras coisas em que você pensa sobre as estrelas, além de "é muito quente" é "elas são grandes". No nosso Sol podem caber cerca de 1,3 milhões de Terras e ainda é uma das estrelas mais pequenas que conhecemos. 
Mas em comparação com OGLE-TR 122b, é gigantesca. OGLE é uma anã castanha, o que significa que nunca ganhou tamanho suficiente, calor ou energia nuclear para ser uma estrela eficaz por conta própria. Ela tem uma outra estrela, muito maior no seu sistema para orbitar.
Mas mesmo as mais fracas anãs castanhas são geralmente muito grandes, sendo que OGLE é uma exceção. OGLE é apenas 16 a 18% maior do que Júpiter, fazendo dela a menor estrela já vista pelos cientistas, sendo até menor do que muitos planetas conhecidos noutros sistemas solares e galáxias. 
No entanto, continua a ser uma estrela em plenos direitos, sendo também brilhante como qualquer outra estrela. No entanto, sendo tão pequena e tão fraca, ela provavelmente não teria sobrevivido sem a sua grande irmã para a apoiar.
A estrela pouco maior do que Júpiter
6. A mais massiva estrela no Universo
Neste caso, "massiva" não significa "grande". Não, nós estamos a focar-nos no peso e massa pura, e o atual campeão é o grande R136a1. Esta gigante azul é 265 vezes mais pesada do que o Sol, uma façanha que se pensava ser uma impossibilidade física. 
Mais bizarro ainda é que os cientistas acreditam que esta estrela tem realmente perdido peso ao longo do tempo, desde que se formou há vários milhões de anos, podendo ter pesado 320 vezes mais do que o sol. 
E se isso não bastasse, ele também supera o Sol em tamanho, sendo cerca de 35 vezes maior do que o pobre e velho Sol. Mas esta estupidamente grande e pesada estrela não pode durar muito tempo, como é evidenciado pela rápida perda de peso. 
Os cientistas esperam que R136a1 expluda em apenas alguns milhões de anos. No lado positivo, fica a mais de 170.000 anos-luz de distância, por isso não vamos ser afetados por ela.
A mais massiva estrela no Universo
5. As estrelas que roubaram luas a planetas
No nosso sistema solar, os planetas menores são os mais próximos ao Sol, todos os nossos gigantes gasosos estão enfiados na seção de comida congelada da nossa pequena loja do cosmos. Outras estrelas, no entanto, guardam os seus maiores planetas perto delas, bem perto. 
Estes planetas gigantescos são chamados de Júpiter quentes, e muitos estão muito mais perto da sua estrela do que Mercúrio está da nossa. E evidência recente mostrou que esses planetas podem ser vítimas de roubo. Os planetas massivos como Júpiter exercem uma elevada força gravitacional, sendo que é facil para eles acumularem detritos na sua órbita e ter vastos números de satélites. 
No entanto, a enorme força gravitacional da estrela muitas vezes gigantesca gradualmente puxa o planeta cada vez mais perto, e uma vez que fica a uma distância atingível a estrela vai confiscar todas as luas que orbitam o planeta, forçando-as a girar em torno de si mesma e, em última análise, sugando-as e incinerando-as completamente.
As estrelas que roubaram luas a planetas
4. As duas estrelas metálicas de chumbo-pesados
Geralmente, uma estrela com nada além de gás puro é uma raridade. O nosso Sol tem 10 mil milhões de vezes mais hidrogénio do que o chumbo, por exemplo, por isso, quando duas estrelas encontradas são positivamente embaladas com metal, os cientistas tendem a prestar atenção. 
As subanãs azuis HE 2359-2844 e HE 1256-2738 contêm quantidades gigantescas de chumbo - com 10.000 vezes mais do que o nosso sol. Além disso, as estrelas também contêm 10 mil vezes mais ítrio e zircónio do que o Sol, o que levou a ciência a criar uma nova categoria descritiva: "Sub-anãs de metais pesados​​", composta exclusivamente por estas duas estrelas. 
Mas o metal na superfície dessas estrelas não está espalhado em algum terreno ensolarado estranho. Continua a ser uma grande bola de gás. Grande parte desse metal, especialmente o chumbo, encontra-se numa enorme camada de nuvens com mais de 100 quilómetros de espessura. Outros elementos metálicos podem produzir outros, possivelmente mais pesados, bem como outras camadas.
As duas estrelas metálicas de chumbo-pesados
3. O maior sistema de estrelas triplo já descoberto 
Sistemas de estrelas triplos não são uma coisa nova ou até mesmo uma coisa recorde de exploração; nós encontramos um sistema quíntuplo de estrelas. Mas, geralmente, essas estrelas são bastante próximas umas das outras. 
Tal não é o caso do sistema Fomalhaut. Uma vez pensado ser um sistema com duas estrelas regulares, notável devido a um grande disco de detritos e não muito mais, a sua visão foi modificada por um terceiro companheiro recentemente descoberto e um muito isolado do resto do grupo.
LP867-10 tinha sido familiar para os astrónomos, mas foi considerado um mero vizinho do sistema Fomalhaut. No entanto, novos dados sobre a velocidade da estrela e os padrões de movimento colocam-no firmemente dentro de Fomalhaut, ganhando o nome criativo de Fomalhaut-C. 
Fica extremamente longe de Fomalhauts A e B (se observamos as três estrelas do nosso céu, C ficava a cerca de 11 luas da Terra dos outros dois), mas todos os sinais apontam para as três estrelas trabalharem em conjunto para aquecer a sua pequena parte do universo.
2. A estrela que está a ser comida por um buraco negro 
É de conhecimento comum que os buracos negros são extremamente famintos, lentamente engolindo qualquer coisa que passe muito perto das suas bocas gravitacionais. Mas é extremamente raro ver isso acontecer, e ainda menos frequentes quando o prato principal é uma estrela. 
Os cientistas descobriram uma estrela, chamada Swift J1644+57, que está a ser devorada por um buraco negro um milhão de vezes mais massivo do que o sol. Esta descoberta ocorreu porque os cientistas notaram brilhantes explosões de raios gama que eram diferentes, mais brilhantes, e que se moviam mais rapidamente do que a maioria dos outros raios gama que tinham visto. 
Na verdade, como os raios estavam a aproximar-se do centro da sua galáxia, eles estavam a mover-se a 99,5% da velocidade da luz, o que praticamente nunca acontece. Os cientistas concluiram que a fonte de raios foi o jantar de um enorme buraco negro, que geralmente se forma no centro de uma galáxia. As câmeras foram apontadas para a fonte, e várias fotos dos dias finais da estrela foram registados para a posteridade.
A estrela que está a ser comida por um buraco negro
1. A estrela que fechou por um ano e meio
PSR J1841-0500 é um pulsar, uma ultra-leve e ultra-rápida estrela que pode completar uma rotação em menos de metade de um milésimo de segundo. Tal velocidade absurda faz com que os raios extremamente brilhantes de luz (conhecido como pulsos) passem em intervalos regulares. 

No entanto, em 2009, os pesquisadores notaram que os pulsos regulares de luz simplesmente pararam. Se isso tivesse acontecido com o nosso Sol, teríamos congelado demasiado rápido para realmente perceberem. 

Mas os astros pulsar param regularmente, normalmente só por alguns minutos até uma hora. No entanto, PSR J1841-0500 desligou (e assim permaneceu) durante 580 dias. Depois de um tempo, os pesquisadores declararam a estrela morta. Mas, em agosto de 2011, a estrela reapareceu, pulsando regularmente de novo, como se nada tivesse acontecido. 

Ninguém sabe ao certo porque a estrela se desligou, o que fez com que ela se voltasse a ligar novamente, ou se ela ainda estava a girar (embora muito mais lentamente) durante a sua pausa. O seu ressurgimento, no entanto, abre a possibilidade de que mais pulsares possam abrandar e desaparecer a qualquer momento, recuperando efetivamente o fôlego sem realmente secar e morrer.
A estrela que fechou por um ano e meio
fontes:
http://www.ciencia-online.net/2013/10/10-estrelas-fascinantes.html




terça-feira, 22 de outubro de 2013

ESTRELAS CADENTES


Assim como orcas não são baleias e tomates não são legumes, estrelas cadentes não são estrelas. São rastros luminosos de meteoroides (pequenos pedaços de material sólido que vagam pelo espaço entre os planetas do Sistema Solar) que entram na atmosfera da Terra e queimam com o atrito.
A maior parte dos meteoroides vem dos cometas: eles orbitam o Sol e, quando passam perto dele, o calor faz com que algumas partes se desprendam e continuem circulando pela órbita do cometa, viajando ao redor do Sol.
Quando a Terra cruza essa órbita, ou passa muito perto dela, o planeta pode chocar-se com estes pequenos pedaços. A uma velocidade de até 250 mil km/h, eles entram em contato com os gases da nossa atmosfera, queimam por atrito e produzem aqueles traços luminosos. 
São as estrelas cadentes ou, usando termos científicos, meteoros.
A maioria deles queima-se completamente entre 90 e 130 quilômetros de altitude. Leva poucos segundos para se desintegrar, e o rastro luminoso dura pouco. Chuvas de meteoros acontecem o tempo inteiro, só que são mais visíveis nas noites escuras - entre as fases minguante e crescente da lua.
Como o movimento da Terra é bem determinado e as órbitas dos cometas são conhecidas, é possível prever chuvas de meteoros com antecedência. 
 A chuva de estrelas cadentes é tão famosa que tem até nome: Leônidas. O nome decorre do fato de ela ocorrer na direção da constelação do Leão - isso não quer dizer que os meteoroides vêm de lá: é apenas um ponto de orientação para quem quiser observar a chuva.
Há meteoroides maiores que surgem durante a colisão de asteroides e se encontram com a Terra no caminho. Eles provocam grandes meteoros, algo muito mais visível que as estrelas cadentes (que são finos traços luminosos). Quando o meteoroide atravessa a atmosfera e cai na superfície terrestre sem ser totalmente desintegrado no ar, ele passa a ser chamado de meteorito.

Os meteoritos

Apesar de alguns provocarem crateras imensas e grande destruição, os meteoritos, quando analisados, são úteis para identificar a origem e as características dessas rochas espaciais.
Hoje, os cientistas os classificam em três categorias, de acordo com a composição química: metálicos, ferropétreos e rochosos.
Os metálicos são constituídos de uma liga de ferro (90 a 95%) e níquel (5 a 10%). Eles costumam ter a superfície lisa e arredondada, por causa da fricção com o ar, do aquecimento e da fusão do metal no momento em que entram na atmosfera. Eles também apresentam depressões, que parecem ter sido modeladas com os dedos. São fortemente atraídos por ímã.
Os ferropétreos são compostos de silicatos - porque são ricos em silício e oxigênio - e uma mistura de ferro e níquel. São mais raros e parecem rochas comuns - só que dentro deles, há cristais escuros e arredondados feitos a partir de minerais.
E os rochosos são os mais parecidos com as rochas terrestres - tanto do lado de fora quanto de dentro. Pesquisas indicam que são os materiais mais antigos do Sistema Solar - existem há 4,6 bilhões de anos.
Consultoria: Enos Picazzio, professor no Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP
Russia-14-02-2013

sábado, 12 de outubro de 2013

AS PARTÍCULAS ELEMENTARES DA FÍSICA QUÂNTICA

http://www.ciencia-online.net/2013/06/o-que-e-um-atomo.html
                                                       Bóson                                                         
 Uma classe de partículas frequentemente associadas com forças (como portadoras de força).
Elas obedecem às estatísticas de Bose-Einstein, e foram nomeadas em homenagem ao físico indiano Satyendra Nath Bose (1894-1974).
O bóson de Higgs, proposto por Peter Higgs (entre outros) em 1964 – se existir realmente – é a partícula que dá massa à matéria.
O apelido de partícula-Deus, ou partícula de Deus, foi dada pelo físico norte-americano Leon Lederman – “se Deus fez a luz, o bóson de Higgs deu-lhe materialidade”.


Quark
Uma partícula fundamental que se combina para formar uma série de outras partículas, incluindo os bem conhecidos prótons e nêutrons, as partículas que compõem o núcleo atômico.
O termo foi tirado do intraduzível romance Finnegans Wake, de James Joyce, pelo físico norte-americano Murray Gell-Mann (nascido em 1929) em 1962.
Gell-Mann conta que teve a ideia do som, e queria batizar a partícula de kwork.
“Então, em uma das minhas folheadas ocasionais de Finnegans Wake, de James Joyce, deparei-me com a palavra ‘quark’ na frase ‘Três quarks para Muster Mark’,” conta ele em seu livro, o Quark e o Jaguar.


Hádron
Uma partícula feita de quarks.
O nome foi proposto pelo físico teórico russo Lev Okun (nascido em 1929) em 1962.
Ele escreveu: “Neste relatório, vou chamar as partículas de interação forte de hádrons… o grego ‘hadros’ significa ‘grande’, ‘maciço’, em contraste com ‘leptos’ que significa ‘pequeno’, ‘leve’. Espero que esta terminologia demonstre-se conveniente.”
O famoso LHC, o maior experimento científico já construído , mostra bem do que se trata – seu nome é Grande Colisor de Hádrons (a sigla vem do inglês Large Hadron Collider)
Ou seja, o LHC é uma máquina onde hádrons são acelerados a altas velocidades e direcionados para chocarem-se uns contra os outros. Foi lá que as pegadas mais fortes de bósn de Higgs e foram encontradas.

       Férmion

Uma classe de partículas que, ao contrário dos bósons, obedecem as estatísticas de Fermi-Dirac.
Os férmions são normalmente associados com a matéria, em vez da força.
Eles são foram batizados em homenagem ao físico italiano Enrico Fermi (1901- 1954), considerado um dos pais da bomba atômica, juntamente com Robert Oppenheimer.
Um tipo de férmion proposto pelo físico britânico Tony Skyrme (1922-1987).
                                                          Glúon

Um tipo de bóson respovela força forte entre os quarks.
O termo deriva d palavra inglesa glue (cola).
Foi proposta pela primeira vez em 1962 por Murray Gell-Mann, que sugeriu a existência de partículas compostas de certo número de glúons, que ele chamou glueballs.
Neutrino
Partículas sem carga elétrica criadas como resultado de certos tipos de decaimento radioativo, com uma massa minúscula, mesmo para os padrões das partículas subatômicas.
Elas foram as estrelas de uma controvérsia recente, sobre se poderiam ou não viajar em velocidade maior do que a da luz.
Neutrino significa “um pequeno neutro” em italiano.
A existência dessa partícula foi proposta por Wolfgang Pauli (1900-1958) em 1930, que lhe deu o nome de “nêutron”.
Enrico Fermi rebatizou-a três anos depois, porque “nêutron” (do latim para “neutro”) estava então sendo usado para se referir à partícula sem carga presente no núcleo atômico.

Elétron

Uma quantidade indivisível de carga elétrica, proposta em 1894 pelo físico irlandês George Johnston Stoney (1826-1911).
Derivado da palavra “elétrico” (ou do latim “elektro”) mais o sufixo grego “-on”.

 Méson
Laws of symmetry
Tradução:
Espere até que a simetria é esclarecido em primeiro lugar!
Se o ser alienígena é feito de antimatéria, um abraço resultará em ambos desaparecendo numa nuvem de energia.
Uma partícula composta de um quark e um anti-quark.
O nome vem do grego “meso” que significa “meio”, porque os mésons, quando observados pela primeira vez, pareciam ter uma massa em algum lugar entre a massa de um elétron e dos núcleons (as partículas – prótons e nêutrons – que compõem o núcleo atômico).

Múon

Uma de um grande número de partículas com o nome de letras do alfabeto grego, neste caso, “mu”.
Ela foi originalmente pensada para ser um tipo de méson (o méson mu, distinta, digamos, do méson pi), mas foi rebatizada mais tarde.
Os mésons passaram a ser entendidos como partículas feitas de quarks, enquanto os múons são partículas elementares.
Os cientistas do CERN encurralaram o bóson de Higgs (ou o provável bóson de Higgs) utilizando um detector conhecido como CMS (Compact Muon Solenoid), que mede a energia e o momento de múons, fótons, elétrons e outras partículas geradas pelas colisões de hádrons.
Lépton 
É um tipo de partícula elementar (os exemplos incluem os elétrons e os neutrinos), cujo nome vem do grego “leptos” que significa “pequeno” ou “leve”.

Fóton 
Um quantum de luz. O nome deriva do grego “phos”, que significa “luz”.

Próton

Nome dado ao núcleo de hidrogênio por Ernest Rutherford, em 1920. A palavra vem do grego “protos”, que significa “primeiro”.