"Somos Físicos". Assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todos os assuntos resultam de pesquisas coletadas na própria internet.

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domingo, 29 de julho de 2012

KEPLER, COPÉRNICO, NEWTON...OS PAIS DA MATÉRIA

Kepler, um dos criadores da astronomia, fazia horóscopos nas horas vagas. Newton, fundador da física moderna, escreveu tratados de alquimia.
 Ao nascer, a ciência estava impregnada de misticismo e magia e, no entanto, revolucionou o modo de entendermos o mundo
Hoje é comum pensar que a ciência nasceu pronta, na tranqüilidade de uma universidade, em algum momento do século 16. Mas a verdade é bem diferente: a ciência não apenas surgiu fora das escolas como esteve quase sempre em confronto com elas. Não foi o resultado de uma sacada genial, mas uma obra coletiva, confusa, incerta e demorada. No longo período de gestação do método científico, entre 1500 e 1700, magos e cientistas andaram juntos em sentido contrário da Igreja e das universidades, cujas idéias dominavam as sociedades daquela época.
Parece chocante saber que os fundadores da ciência eram também alquimistas, animistas ou herméticos, entre outras variantes do pensamento místico que ressurgiram na Europa, em pleno século 15. Mas é claro que, na época, eles não sabiam que estavam criando nova forma de conhecimento e não tinham certeza de seu valor ou de sua utilidade.
Um exemplo da ambigüidade em que viviam esses homens é a história de um dos fundadores da astronomia contemporânea, o alemão Johannes Kepler. Por volta de 1600, ele introduziu os preceitos que os astrônomos ainda seguem hoje em dia ao observar, durante meses a órbita de Marte. A partir daí, tirou uma conclusão – a de que a órbita dos planetas não era um círculo, como se pensava desde a Antiguidade, mas uma elipse. 
A marca da ciência, como hoje se sabe, era o rigor dos dados coletados por Kepler e a clareza com que os apresentou, permitindo que qualquer um refizesse as observações para checá-las.
Isso é bem diferente do conhecimento mágico ou hermético, que é obrigatoriamente misterioso: não pode ser obtido com base em observações ou de experiências práticas, porque advém de uma realidade transcendental, ou seja, que não pode ser percebida pelos sentidos, nem explicada pela razão. Um estudioso da questão, o inglês Thomas Vaughn, escreveu em 1888, no livro Magia Adâmica, que o conhecimento místico é feito de visões e de revelações, e que o homem só pode chegar a uma compreensão total do universo mediante uma “iluminação”.
Ou seja, mais do que aprender ou descobrir os fatos, o que se buscava, nesse caso, era “entrar” nessa realidade oculta por meio de orações, rituais ou invocações secretas. As fórmulas mágicas e místicas não precisam fazer sentido para as pessoas comuns: ao contrário, vêm sempre em linguagem metafórica, que só os iniciados podem compreender. .
Hoje, é fácil fazer essas distinções porque estamos acostumados com a ciência e, desde criança, aprendemos o valor das definições precisas, das experiências e das observações. Mas os fundadores da ciência tiveram de aprender à medida que avançavam e, a cada momento, tinham dúvidas, oscilando entre as diversas formas de conhecer o mundo. O próprio Kepler, nas horas vagas, fazia previsões astrológicas para aumentar seu salário de matemático, e várias das suas teses tinham muito a ver com as idéias herméticas do filósofo grego Pitágoras, para quem a realidade que vemos não era o mundo verdadeiro. A realidade autêntica, segundo Pitágoras, eram os números puros e as relações entre eles – assim, quem pensa que está ouvindo uma melodia, está apenas reconhecendo, mentalmente, as relações numéricas, abstratas entre as notas – que, no fundo, seriam inaudíveis, só uma “ilusão” dos ouvidos (uma espécie de Matrix matemática).
Kepler gastou um bom tempo tentando desvelar a harmonia oculta no movimento dos planetas, que os pitagóricos supunham formar um círculo perfeito. Mas acabou convencido de que estaria mais próximo da verdade se aceitasse a realidade que suas medidas lhe indicavam, mesmo que fosse a realidade “imperfeita” de uma elipse.
A mesma ambigüidade marcou a vida do alquimista alemão Philipp von Hohenheim, mais conhecido como Paracelso. Ele era um defensor radical da magia como “a sabedoria secreta”, dizendo que a razão não passava de “uma loucura pública”. Achava que as coisas inanimadas tinham espírito e estava convencido de que os astros exerciam influência direta sobre a saúde das pessoas.
Nada disso é compatível com o método científico. Mas Paracelso também fez observações cuidadosas do corpo humano e corrigiu diversos erros cometidos por Galeno, um dos grandes médicos da Antiguidade. Além disso, foi um pioneiro no estudo da química médica e desenvolveu o conhecimento sobre diversas substâncias importantes, como o enxofre e o mercúrio.
Paracelso nunca defendeu o método científico e não é reconhecido como um pai da ciência. Mas hoje já se admite que seu trabalho contribuiu para o avanço da pesquisa médica. Segundo o historiador italiano Paolo Rossi, um dos maiores especialistas no estudo da origem da ciência, Paracelso “destruiu a medicina de Galeno e transformou a prática médica e o ensino universitário”. Tudo isso no bom sentido, eliminando concepções ultrapassadas e abrindo novas possibilidades de pesquisa.
Do ponto de vista científico, não teve papel inferior ao do alquimista belga Jean-Baptiste van Helmont, que também seguia idéias similares às de Paracelso e foi perseguido pela Igreja. Diversas vezes foi preso e teve de abjurar suas descobertas. Em 1642, publicou o livro Ortus Medicinae, que teve repercussão extraordinária sobre o estudo dos gases. Van Helmont foi um dos primeiros a ressaltar a importância do gás carbônico no corpo humano, especialmente na respiração. Também demonstrou que a digestão não é só uma trituração mecânica da comida, mas uma decomposição química por meio de ácidos.
Como se vê, mesmo hoje não é fácil distinguir a ciência de outras formas de conhecimento. Mas o que agitava as mentes dos sábios e pensadores, a partir do século 15, era algo novo em todo os sentidos. Pela primeira vez admitiu-se que o aprendizado na prática também tinha valor, em alguns casos, era mais valioso que o conhecimento contido nos livros.
Místico e religioso
Essa nova forma de pensar não renegava os grandes ensinamentos da filosofia ou da religião, da lógica ou da intuição, mas determinava que todas as descobertas, além de serem coerentes com a razão, tinham de ser descritas em linguagem direta e demonstradas de maneira igualmente clara, de modo que outro estudioso pudesse repetir a demonstração e comprovar-lhe o resultado. Esses requisitos eram incompatíveis com o pensamento religioso e teológico, que, apesar de aceitar o racionalismo lógico, também se baseava na existência de uma realidade transcendental relacionada à existência de Deus e à fé.
Nos dois casos, místicos e religiosos aceitavam a verdade obtida por meio de uma revelação que não podia ser demonstrada na prática. Imbatíveis durante a maior parte da história da humanidade, durante a Idade Média eles passaram a ser colocados em dúvida. Nesse período, a civilização havia crescido muito (e rapidamente) e, no século 11, a Europa movimentava uma riqueza dez vezes maior que a do Império Romano em seu ápice, no século 3, com uma população também dez vezes superior. Tantas mudanças colocaram em xeque os conhecimentos que a Igreja havia sistematizado desde o século 5, e transformado no saber oficial da Europa. Nessa época, só os místicos faziam oposição à autoridade da Igreja. Era natural, portanto, que do meio deles nascesse o pensamento científico. Rossi conta que os místicos cresceram sob a influência de dois livros: o Secreta Secretorum, atribuído ao filósofo grego Aristóteles, no século 3 a.C., e o Corpus Hermeticum, supostamente de autoria do sábio Hermes Trimegisto, figura lendária do século 2. Esses dois textos foram editados por volta de 1460 e difundiram-se largamente pelo continente, influenciando muitos dos protagonistas da revolução científica.
O astrônomo polonês Nicolau Copérnico, em 1554, invocou a autoridade de Hermes Trimegisto para apoiar sua tese de que era o Sol, e não a Terra, o centro do universo. Na mesma época, o físico inglês William Gilbert, um dos pioneiros no estudo do magnetismo, achava que a força dos ímãs era reflexo do mundo transcendental, nos moldes do vitalismo. O filósofo alemão William Leibniz e o francês Renê Descartes, estrelas do pensamento racional no século 17, eram adeptos do lulismo mágico, uma forma obscura de misticismo. A lógica de Leibniz, segundo Rossi, tem pitadas da cabala. O físico inglês Isaac Newton teria dedicado mais de 1 milhão de palavras de sua obra para descrever processos alquímicos.
Com as navegações, a Europa passou a concentrar as conquistas tecnológicas de outros povos. Formaram-se centros de estudos nos quais se buscavam utilizações mais amplas e universais para o conhecimento de até então. Foram aprimorados o papel, a bússola, a pólvora e os foguetes chineses, e absorvidos dos árabes conceitos como o zero e a própria idéia de universidade, um local voltado exclusivamente para o saber.
A isso somaram-se as contribuições da Europa medieval: a produção em larga escala de metais, vidros e tecidos. Foram as primeiras fábricas da história, tocadas pela força da água. A produção de vidro foi importante para a construção de novos instrumentos, como o telescópio e o microscópio. Além deles, surgiram o termômetro, o barômetro e o relógio.
Sociedade avançada
A transformação foi enorme, mas não repentina. O mundo mudou nos séculos 16 e 18 e a ciência nasceu da adaptação do conhecimento a essas mudanças. Para se ter uma idéia, em 1680, enquanto Newton estudava o movimento dos corpos, ainda não havia eletricidade e ninguém sabia dizer as horas com precisão superior a 10 minutos. Não chega a surpreender que o gênio que coroou a revolução científica acreditasse que a luz era “o espírito da matéria viva” e Deus, “o espírito da luz”. Para ele, a Terra estava viva, como um “vegetal inanimado”.
No campo da biologia, desde 1555 o francês Pierre Belon havia notado semelhanças entre os esqueletos dos animais, abrindo caminho para a idéia da evolução das espécies. Em 1628, o médico inglês William Harvey descobriu a circulação sanguínea. Em 1661, o holandês Franciscus Sylvius estabeleceu que a digestão exige tanto a trituração quanto a decomposição química dos alimentos. Em 1665, o físico inglês Robert Hooke fez os primeiros desenhos de células vistas ao microscópio, mil vezes menores que 1 milímetro. Em 1676, o holandês Anton van Leeuwenhoek sugeriu que poderiam ser coisas vivas. Eram o que hoje chamamos de protozoários.
Em 1597, o alemão Andreas Libau revisou todos os tratados de alquimia e separou o que se podia comprovar do que era obscuro, abrindo caminho para que, em 1661, o irlandês Robert Boyle, descobrisse as regras básicas de combinação dos elementos, tornando-se o fundador da química moderna. No geral, as experiências envolviam elementos conhecidos desde a Antiguidade, como carbono, ouro, prata, cobre, enxofre, estanho, chumbo, mercúrio e ferro. Em 1669, o alemão Hennig Brand batizou o fósforo, o primeiro elemento químico a ter um descobridor oficial. Entre 1750 e 1800, surgiram platina, oxigênio, cloro, hidrogênio, potássio, cálcio e sódio.
Aos poucos, as personagens predominantes na sociedade européia também começaram a mudar: até 1500, diz Rossi, as figuras centrais eram “o santo, o monge, o médico, o professor universitário, o militar, o artesão e o mágico”. Nos séculos seguintes, surgem “o mecânico, o filósofo naturalista e os livres empreendedores”. Nessa última classe, inclui-se o alemão George Agrícola, que se tornou um ídolo da nova sociedade pela compilação que fez dos conhecimentos químicos práticos, extremamente úteis para a metalurgia.
O belga Simon Stevin fez algo parecido no campo da mecânica, por volta de 1585, ensinando, muito antes de Newton, regras claras para calcular as forças que atuam nas máquinas. Ele projetou e construiu uma carruagem a vela, com capacidade para 28 passageiros. Causou sensação e aumentou muito a confiança na nova maneira de entender o conhecimento.
Esses criadores livres, às vezes amigos, às vezes adversários dos místicos, foram aos poucos agrupando-se em associações abertas a qualquer cidadão e a todo o tipo de pesquisa – desde que seguissem as normas da ciência. Elas foram criadas, aprimoradas e disseminadas pelos pesquisadores de maneira coletiva, independentemente do que cada um pensava em particular. Como salienta o sociólogo israelense Joseph Ben-Davi no livro O Papel do Cientista na Sociedade, eles tiveram de organizar suas regras de conduta e seus critérios de verdade na prática, como um meio de se fortalecer ante os modelos antigos de conhecimento.
 A luta da ciência, diz Ben-Davi “foi, em grande parte, uma luta pelo método exato, paulatino e operacional do cientista”.
O resultado, segundo Rossi, é que as regras da ciência estão descritas nos estatutos de todas as instituições erigidas pelos novos pensadores, como as academias, os liceus e as sociedades científicas. Assim, um texto da Sociedade Real de Ciência, inglesa, pedia que os membros da sociedade dessem “preferência à linguagem dos artesãos e dos comerciantes em lugar da linguagem dos filósofos”, e exigia “postura crítica em relação às afirmações de quem quer que seja”. Uma frase desse estatuto pode ser usada como definição histórica da ciência: “a verdade não está ligada à autoridade de quem a enuncia, somente à evidência dos experimentos e à força das demonstrações”.
Saiba mais
Livros
O Nascimento da Ciência Moderna na Europa, Paolo Rossi, Blackwell, 2001, O autor derruba mitos e mostra que não havia grandes diferenças práticas entre os místicos e os primeiros cientistas
Isaac Newton, James Gleick, Pantheon, 2003, A melhor biografia popular de Newton. Gleick situa o físico inglês no tempo, quando a ciência apenas engatinhava. Imperdível
A History of the Warfare of Science with Theology, Andrew White, Prometheus, 1993, Traz histórias sobre a ingerência do pensamento religioso na ciência. Uma delas conta que até o século 19 a Igreja sugeria que esqueletos fósseis seriam restos mortais de anjos

domingo, 15 de julho de 2012

CIDADES PERDIDAS

"Ilhas de coral num mar azul carregado. A sua aparência de distinção: aparência de individualidade, ou de uma decisiva diferença de uma e outro.... Mas tudo é projeção do mesmo fundo marinho.
 A diferença entre o mar e a terra não é decisiva. Em toda água, há terra, em toda terra, há água"
(Charles Fort)
A cerca de 50 quilômetros de Machu Picchu, Peru, a imponente e pouco conhecida cidade sagrada de Ollantaytambo inexplicavelmente se ergue quase no topo desta enorme montanha.
E nela as colossais edificações verdadeiramente tiram o fôlego devido à sua grandiosidade!
As imensas escadarias e as superpostas edificações, supostamente atribuídas aos Incas, podem na verdade ser bem mais antigas do que se pensa. E tal como várias outras, as fantásticas "marcas" de um povo desconhecido e que ocupou essas paragens em épocas muito anteriores à colonização espanhola!
Da mesma forma que em Machu Pichhu, não se sabe como os enormes blocos rochosos foram talhados e transportados desde 12 quilômetros de distância para as tão grandes altitudes de Ollantaytambo! Na foto, uma curiosa edificação no topo da montanha.
Ei-la, vista sob um outro ângulo..... Cada bloco rochoso destes pesa cerca de 12 toneladas!
E aqui um estranho ídolo, talhado em um outro único bloco rochoso e ainda por cima vazado, sendo portanto oco! Para fazer isso foi necessário um ferramental altamente avançado e teoricamente impossível de existir naqueles recuados tempos! Segundo corajosamente afirmaram os arqueólogos peruanos Julip Tello, Rafael Hoyle, e também o Professor Wendell Bennet, da Universidade norte-americana de Yale - em razão de certas descobertas que em 1940 efetuaram em várias ruínas tais como essas e supostamente atribuídas à Civilização Incaica- um misteriosos povo civilizado se espalhou através de uma larga área do Peru Central e Setentrional, aproximadamente DOIS MIL ANOS ANTES DOS INCAS!
E também encontramos Ollantaytambo a mesma "marca registrada" das demais enigmáticas cidades perdidas que se espalham pela América do Sul, obras das quais os Incas certamente usufruíram sem contudo serem os seus legítmos construtores. A precisão do corte e encaixe dessas pedras, sem qualquer tipo de argamassa, choca pela extemporânea manifestação de tecnologia! O maior de todos os enigmas, porém, é representado pela pergunta que não quer calar: - Afinal de contas, para onde foram os habitantes dessas desconhecidas culturas pré-colombianas, que desapareceram sem deixar rastros, como se tivessem sido tragados pela própria terra?
Talvez a resposta esteja precisamente aqui, no chamado "Portal de Aramu Muru", entre o Peru e a Bolívia, próximo do Lago Titicaca e situado em uma região sugestivamente denominada "O Vale dos Espíritos". Aqui, onde por sinal várias pessoas mais afoitas já desapareceram ao tentarem desvendar os seus segredos, um colossal bloco rochosos veda uma nítida entrada - muito possivelmente um dos acessos para uma vasta rede de túneis subterrâneos que comprovadamente percorrem todo o território da América do Sul!!
Vamos agora mais para o Oriente. Esta é uma visão das impressionantes ruínas de Mohenjo Daro, no Vale do Indo - uma avançadísisma cultura que floresceu há mais de 5000 anos e que desapareceu sem deixar vestígios. aliás, Mohenjo Daro apresenta um estonteante enigma arqueológico, uma vez que imensas áreas estão literalmente vitrificadas - o que de pronto sugere ter ali ocorrido há muitos milhares de anos uma explosão nuclear!
Contudo, alguns fragmentos esparsos dessa cultura foram preservados, assim como este busto que possivelmente retrata um habitante de Mohenjo Daro......
....Da mesma forma que essas manifestações de arte. Note-se na parte superior esquerda os caracteres da misteriosa escrita daquele povo, até hoje indecifrada!
E por acaso você já ouviu falar da "Civilização Dravidiana"? Certamente não! Mas ela - ou qual tenha sido o seu verdadeiro nome - existiu realmente e deixou a suas impressionantes ruínas também no Vale do Indo. O pouco que se sabe é que essa desconhecida e evoluída cultura floresceu mais de mil anos antes da própria fundação da Grécia e de Roma!
"Se a nossa civilização for destruída por alguma guerra nuclear, todos os livros do mundo poderão desaparecer no cataclismo, e cinco mil anos depois do nosso arrogante século nada mais restará do que algumas lembranças raciais truncadas que falarão de antepassados que usaram mal as forças existentes dentro do átomo e causaram a própria destruição"
(W. Raymond Drake)
A enorme extensão do Vale do Indo é verdadeiramente pródiga em vestígios arqueológicos inexplicados e que dizem respeito a algumas perdidas civilizações de um passado muito remoto. As imponentes ruínas de Elora, que se situam a cerca de 300 quilômetros a nordeste de Bombaim, não somente impressionam pelo majestoso porte como principalmente pelas intrigantes cavernas, artificialmente escavadas rocha adentro - sempre nas suas vizinhanças e fazendo parte integrante dos monumentos!
Nessas ruínas muito antigas os motivos artísticos e arquitetônicos denotam inquestionavelmente a interveniência de uma civilização muito avançada que, na noite dos tempos, certamente as habitaram!
Aqui, uma visão das intrigantes e profundas cavernas artificiais que se dirigem às profundezas das montanhas. Não se sabe a verdadeira finalidade delas. E muito menos mediante o emprego de quais técnicas foram perfuradas!
Detalhes do complexo. Ao fundo, uma outra dessas intrigantes cavernas.
Estranhos símbolos e certas intrigantes imagens, por sua vez guarnecem essas misteriosas aberturas.
Aqui, um outro detalhe de uma dessas imagens.
Porém, o que também mais surpreende no vasto complexo arqueológico do Vale do Indo são as misteriosas ruínas de Kailasa, que se situam no monte do mesmo nome. Velhas, tão antigas talvez quanto o próprio tempo, representam um dos mais intrigantes enigmas do planeta. Inteiramente elaboradas em um único bloco montanhoso (também não se sabe com QUAIS tipos de tecnologia) o famosos Templo de Kailasa torna-se verdadeiramente inexplicável e estonteante.
Nesta foto, os detalhes da sua impresionante arquitetura.
Outros belísismos detalhes decorativos da sua fachada.
Mas quem afinal de contas habitou as antigas Elora e Kailasa? Segundo acreditam alguns historiadores, foi contudo mais modernamente e por durante muito tempo, que esses locais considerados sagrados serviram de abrigos e locais de retiros espirituais, preces e meditações para vários monges budistas e hindus os quais, curiosamente, habitavam as cavernas desprezando as edificações que as rodeavam. Por que exatamente este temor e essa solene reverência pelas antigas ruínas? Volte um pouco, prezado visitante, e reexamine com bastante atenção as fotos anteriores. Note principalmente as ruínas de Kailasa.... Não parecem carbonizadas, como se em épocas muito recuadas tivessem sido varridas por um fogo infernal? De fato! E para onde exatamente foram todos os antigos habitantes do Vale do Indo, deixando atrás de si somente essas mudas e assustadoras ruínas?
 A incrível resposta está exatamente nos antigos livros sagrados e tradicionais da Índia! Os Hinos do Rig Veda, por exemplo, dizem claramente que "Seres celestiais desciam à Terra para amar e também fazer a guerra". Além disso, vários outros tratados históricos descrevem pormenorizadamente conflitos entre esses "deuses", através dos quais foram empregadas terríveis armas destrutivas - algumas delas ainda fora do alcance da nossa Ciência! Ouçamos alguns trechos do Drona Parva: "Os deuses invocaram arma agneya. Densas nuvens de setas partiram então dela no céu....Caíram meteoros de fogo do firmamento. Ventos nefastos começaram a soprar. Os próprios elementos pareciam estar perturbados. O Universo crestado por calores parecia estar em febre. Os elefantes e as alimárias da terra, chamuscados pela energia daquela arma, corriam aterrados, arfando ruidosamente e desejosos de proteção contra a terrível força. Tendo a própria água ficado aquecida, também as criaturas que nela viviam foram queimadas. Feridos e queimados, os guerreiros hostis tombavam como árvores queimadas por um incêndio avassalador. Elefantes enormes queimados por essa arma caíam na terra por toda a parte, soltando gritos ferozes. Outros, chamuscados pelo fogo, corriam para aqui e para lá, berrando aterrados, como no meio de um incêndio na floresta. Os corcéis e os carros, também crestados pela energia dessa arma pareciam, assim como a copa das árvores, queimados"
E que descrição melhor do que esta para reportar uma antiga explosão nuclear? Ninguém, mesmo que se encontre a uma distância considerável do epicentro da explosão, estará a salvo. Somente alguns poucos privilegiados que eventualmente se refugiarem em CAVERNAS, e mesmo assim desde que situadas bem distantes do local do impacto, conseguirão precariamente se livrar dos efeitos danosos da radiação. A detonação nuclear é cruel, demoníaca. Esse tipo de armamento não detona em contacto com o solo, ao contrário do que muitos pensam. As armas atômicas são propositadamente reguladas para explodir a cerca de 600 metros de altitude, de modo a aumentar o seu raio de ação e o poder de dispersão da radioatividade. Ondas de choque se espalham em círculos, mediante violentísismas velocidades, queimando tudo que encontrar pelo caminho (veja simulação acima), principalmente os seres humanos que literalmente são..... Derretidos!
Agora, Prezado Visitante, faremos um pequeno teste com você. As ruínas mostradas na foto pertencem a qual "civilização perdida"? Se você respondeu que se trata do hall municipal da cidade de Hiroshima, volatilizada em 6 de agosto de 1945 pelo avião da Força Aérea Americana comandado pelo Coronel Paul Tibbets (que por sinal declarou décadas depois em uma entrevista que sentira "apenas alívio" no momento da explosão da bomba), acertou em cheio. Agora, por favor, retorne ao topo desta página e faça as devidas comparações com as incríveis semelhanças mostradas em algumas fotos das intrigantes ruínas provenientes do nosso mais obscuro passado!
Hoje, muitos milênios depois, a Ciência pervertida redescobriu um pecado muito antigo e mortal. 
As armas nucleares estocadas em todo o planeta (sem contar as clandestinas em poder de organizações terroristas) se superaram, recentemente alcançando o Fator Overkill 400 - isto é, suficientes para explodir 400 vezes este nosso pequeno planeta. E precisamente desse remoto e obscuro passado vêm - mas somente para aqueles dotados dos olhos para ver - as mais graves e severas advertências dirigidas à nossa tresloucada e ensandecida humanidade. Elas, precisamente essas impressionantes advertências, através da grandiosidade do seu silêncio, nos fazem lembrar de uma profunda e sinistra verdade: 
O Homem caiu, pela primeira vez, por abusar dos frutos da sempre perigosa árvore da CIÊNCIA do bem e do mal!

Fonte:http://www.dominiosfantasticos.xpg.com.br/id170.htm

sexta-feira, 13 de julho de 2012

ARQUIMÉDES

Arquimedes nasceu em Siracusa, atual Itália, no ano 287 a.C. Foi um matemático, engenheiro, físico, inventor e astrônomo grego, filho de um astrônomo, que provavelmente o apresentou à matemática. Arquimedes estudou em Alexandria, onde teve como mestre Canon de Samos e, assim, entrou em contato com Erastótenes. 
A este último Arquimedes dedicou seu método, no qual expôs sua genial aplicação da mecânica à geometria, desta maneira, “pesava” imaginariamente áreas e volumes desconhecidos para determinar seu valor. Voltou logo a Siracusa, onde se dedicou totalmente ao trabalho científico.
Da biografia de Arquimedes, o maior matemático da antiguidade, a quem Plutarco creditou uma inteligência bem acima do normal, somente é conhecida uma série de anedotas. A mais divulgada é aquela relatada por Vitrúvio e se refere ao método que utilizou para comprovar se existiu fraude na confecção de uma coroa de ouro pedida por Hierão II, tirano de Siracusa e protetor de Arquimedes, quem sabe, até seu parente. 
Ao tomar banho, Arquimedes percebeu que a água transbordava da banheira, na medida em que mergulhava nela. Esta observação lhe permitiu resolver a questão que lhe havia sido proposta pelo tirano. Conta-se que ao descobrir como detectar se a coroa era ou não de ouro, tomado de tanta alegria, partiu correndo nu pelas ruas de Siracusa em direção à casa de Hierão gritando “Eureka!, Eureka!”, ou seja, descobri!, descobri!
Segundo outra anedota famosa, contada por Plutarco, Arquimedes assegurou ao tirano que, se lhe dessem um ponto de apoio, conseguiria mover a terra. Acredita-se que, incentivado pelo rei a pôr em prática o que dizia, Arquimedes, com um complexo sistema de roldanas, pôs em movimento, sem esforço, um grande navio com três mastros e totalmente carregado.
São famosas as diversas invenções bélicas de Arquimedes que, segundo se acredita, ajudaram Siracusa a resistir, durante três anos, ao assédio romano, antes de cair nas mãos das tropas de Marcelo.
Dentre seus mais famosos livros podemos citar:
 Equilíbrios Planos, onde fundamentou a lei da alavanca, deduzindo-a por meio de poucos postulados, determinou o centro de gravidade de paralelogramos, trapézios, retângulos e de um segmento de parábola; 
Sobre a Esfera e o Cilindro, aqui Arquimedes utilizou um método conhecido como exaustão, precedente do cálculo integral, para determinar a superfície de uma esfera e para estabelecer a relação entre uma esfera e o cilindro circunscrito nela.
Arquimedes foi morto (212 a.C.) por um soldado romano ao recusar-se a abandonar um problema matemático no qual estava imerso.

Algumas lendas dizem que Arquimedes descobriu, enquanto tomava banho, que um corpo fica mais leve quando esta imerso na água devido a uma força verticalmente para cima que o líquido exerce sobre este corpo. Essa força que o líquido exerce no corpo é chamada de empuxo.
princípio de Arquimedes diz que:
Todo corpo imerso em um fluido sofre ação de uma força (empuxo) verticalmente para cima, cuja intensidade é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo.

JOHANNES KEPLER

Johannes Kepler (1571 – 1630) foi um astrônomo e filósofo alemão, que ficou famoso por formular e verificar as três leis do movimento planetário conhecidas como as leis de Kepler. 
Ele nasceu do dia 27 de dezembro de 1571, em Weil der Stadt, em Württenberg, e estudou teologia e ciências exatas na universidade de Tübingen. Ali foi influenciado por um professor de matemática, chamado Michael Maestlin, partidário da teoria heliocêntrica do movimento planetário desenvolvida, inicialmete, pelo astrônomo polonês Nicolau Copérnico. Kepler aceitou imediatamente a teoria de Copérnico ao acreditar que a simplicidade da ordem planetária tinha de ter sido o plano de Deus.
Em 1594, quando Kepler foi embora de Tübingen e foi para Graz, Áustria, elaborou uma hipótese geométrica complexa para explicar a distância entre as órbitas planetárias (órbitas que eram, erroneamente, consideradas circulares). 
Posteriormente, Kepler deduziu que as órbitas dos planetas são elípticas. Kepler propôs que o sol exerce uma força que diminui de forma inversamente proporcional à distância e impulsiona os planetas ao redor de suas órbitas. Publicou, em 1596, suas teorias em um tratado chamado Mysterium Cosmographicum. 
Esta obra é importante porque apresentava a primeira demonstração ampla e convincente das vantagens geométricas da teoria de Copérnico.

O modelo do sistema solar idealizado por Kepler.
Kepler foi professor de astronomia e matemática na universidade de Graz desde 1594 até 1600, quando se tornou ajudante do astrônomo Tycho Brahe em seu observatório de Praga. A morte de Brahe, em 1601, fez com que Kepler assumisse seu cargo de matemático imperial e astrônomo da côrte do Imperador Rodolfo II. Uma de suas obras mais importantes durante este período foi Astronomia Nova (1609), foi o ápice de seus esforços para calcular a órbita deMarte. Este tratado contém a exposição de duas das chamadas leis de Kepler sobre o movimento planetário. 
Segundo a primeira lei de Kepler (lei das órbitas), os planetas giram em órbitas elípticas ao redor do sol. 
segunda lei de Kepler (lei das áreas), afirma que uma linha imaginária desde o sol a um planeta percorre áreas iguais a uma elipse durante intervalos iguais de tempo, em outras palavras, um planeta girará com maior velocidade quanto mais próximo estiver do sol.
Em 1612, Kepler se tornou matemático dos estados da Áustria. Enquanto vivia em Linz, publicou seu Harmonices mundi, Libri (1619), cuja parte final contém outra descoberta sobre o movimento planetário (terceira lei de Kepler), a relação do cubo da distância média de um planeta ao sol e o quadrado do período da revolução do planeta é uma constante e é a mesma para todos os planetas.
Na mesma época, publicou um livro, Epítome astronomiae copernicanae (1618 – 1621), que reúne todas as descobertas de Kepler em um só livro. 
Igualmente importante foi o primeiro livro de astronomia baseado nos princípios de Copérnico, e durante as três décadas seguintes teve uma influência capital convertendo muitos astrônomos ao copernicanismo kepleriano.
A última obra importante foram as Tabelas Rudolfinas (1625). Baseando-se em dados de Brahe, as nove tabelas de movimento planetário reduzem os erros médios da posição real de um planeta. 
O matemático e físico inglês Isaac Newton baseou-se nas teorias e observações de Kepler para formular sua lei da gravitação universal.
Kepler também contribui no campo da ótica e desenvolveu um sistema infinitesimal em matemática, que foi um antecessor do cálculo.
Morreu no dia 15 de novembro de 1630, em Ragensburg.
FONTE:


GALILEU GALILEI

Galileu: um dos maiores astrônomos da história
Grande Físico, Matemático e Astrônomo, Galileu Galilei nasceu na Itália no ano de 1564. Durante sua juventude ele escreveu obras sobre Dante e Tasso. Ainda nesta fase, fez a descoberta da lei dos corpos e enunciou o princípio da Inércia. Foi um dos principais representantes do Renascimento Científico dos séculos XVI e XVII.
Galileu foi o primeiro a contestar as afirmações de Aristóteles, que, até aquele momento, havia sido o único a fazer descobertas sobre a física. 
Neste período ele fez a balança hidrostática, que, posteriormente, deu origem ao relógio de pêndulo. A partir da informação da construção do primeiro telescópio, na Holanda, ele construiu a primeira luneta astronômica e, com ela, pôde observar a composição estelar da Via Látea, os satélites de Júpiter, as manchas do Sol e as fases de Vênus. 
Esses achados astronômicos foram relatados ao mundo através do livro Sidereus Nuntius (Mensageiro das Estrelas), em 1610. Foi através da observação das fases de Vênus, que Galileu passou a enxergar embasamento na visão de Copérnico (Heliocêntrico – O Sol como centro do Universo) e não na de Aristóteles, onde a Terra era vista como o centro do Universo. 
A partir de 1610 fez observações da Via Láctea que o levaram a adoptar o sistema de Copérnico. As suas primeiras descobertas foram publicadas nesse ano de 1610, no “Sidereus Nuncius”, manuscrito que causou sensação pela Europa inteira. 
Em 1612 publica o “Discurso sobre as Coisas que estão sobre a Água” e “História e Demonstrações sobre as Manchas Solares.” As suas descobertas tiraram a importância do Homem como centro do Universo, maculando a perfeição dos céus.
Por sua visão heliocêntrica, o astrônomo italiano teve que ir a Roma em 1611, pois estava sendo acusado de herege. Condenado, foi obrigado a assinar um decreto do Tribunal da Inquisição, onde declarava que o sistema heliocêntrico era apenas uma hipótese. 
Contudo, em 1632, ele voltou a defender o sistema heliocêntrico e deu continuidade aos seus estudos. 
Muitas idéias fundamentadas por Aristóteles foram colocadas em discussão por indagações de Galilei. Entre elas, a dos corpos leves e pesados caírem com velocidades diferentes. Segundo ele, os corpos leves e pesados caem com a mesma velocidade. 
Em 1642, ele morreu cego e condenado pela Igreja Católica por suas convicções científicas. Teve suas obras censuradas e proibidas. 
Contudo, uma de suas obras (sobre mecânica) foi publicada mesmo com a proibição da Igreja, pois seu local de publicação foi em zona protestante, onde a interferência católica não tinha influência significativa. A mesma instituição que o condenou o absolveu muito tempo após a sua morte, em 1983.

As ideias de Galileu Galilei levaram a experiências para testar teorias científicas com o auxílio dos cálculos matemáticos no estudo dos resultados. Sua maior contribuição à ciência está no estabelecimento das bases do pensamento científico moderno, o método experimental, ressuscitado dos tempos do velho Arquimedes.
 É por isso que Galileu Galilei ainda hoje é considerado por muitos como o "pai" da Física Moderna.

Das suas realizações, salientamos:
· Contestou, pela primeira vez, as ideias de Aristóteles;
· Enunciou a lei do (isocronismo das pequenas oscilações do) pêndulo , quando era professor na Universidade de Pisa, estudou o movimento do pêndulo tendo determinado que o seu período não depende da massa, mas apenas do comprimento do fio. 
Foi o primeiro a pensar que este fenómeno permitiria fazer relógios muito mais precisos e chegou mesmo, já no final da sua vida, a trabalhar no mecanismo de escapo, que mais tarde originaria o relógio de pêndulo;
· Enunciou a lei da (aceleração uniforme da) queda dos corpos , diz que dois corpos caem à mesma velocidade, mesmo que tenham massas diferentes.
· Enunciou o princípio da Inércia
· Abriu o caminho ao progresso científico.
Galileu Galilei inventou:
. A Luneta Astronómica, com a qual descobriu, entre outras coisas, as montanhas da Lua, os satélites de Júpiter, as manchas solares, e, principalmente, planetas ainda não conhecidos. O aperfeiçoamento que introduziu ao telescópio inventado por Lippershey, um novo processo de polimento das lentes que permitia curvaturas corretas, possibilitou obter ampliações de 20 vezes, o que facilitava a ampliação sem grandes manchas ou distorções. As características da sua luneta permitiram-lhe ser a primeira pessoa a utilizar o telescópio para estudar os céus, em especial o céu nocturno tendo feito inúmeras descobertas sobre planetas e sobre estrelas, destacando-se os quatro principais satélites de Júpiter: Lo, Europa, Ganimedes e Calisto.
. A  balança hidrostática - um objeto imerso num líquido, por exemplo a água, pesa menos que no ar. A diferença de pesos é igual ao peso do volume de água deslocado, isto é, ocupado pelo objecto. A balança podia identificar os metais pelo seu peso e calcular as proporções em misturas de metais. Esta descoberta foi particularmente apreciada, porque os ourives tentavam por vezes enganar os clientes, misturando metais caros com metais de reduzido valor.
. O termoscópio - O termoscópio inventado por Galileu, enquanto professor em Pádua, era utilizado para medir a temperatura e a pressão atmosférica.
. O  compasso proporcional – permitia calcular todo o tipo de somas, raízes quadradas, cambio de moeda, determinava volumes e a densidade de objectos.
Ficaram célebres as seguintes frases de Galileu Galilei:
"A Matemática é o alfabeto com que Deus escreveu o Universo."
"Meça o que é mensurável e torne mensurável o que não é."
"Todas as verdades são fáceis de entender, uma vez descobertas. O caso é descobri-las".

Por tudo quanto fica expresso, esperando que não considerem pretensiosa a adopção do nome simbólico de Galileu por parte deste aprendiz. Esta escolha foi feita exactamente pelo exemplo que tão ilustre cientista representa para nós. O pragmatismo do seu pensamento, a utilização do método experimental para comprovar as suas teorias, a sua persistência e empenho na busca da explicação para os fenómenos físicos que observava com especial perspicácia, o seu gosto pela matemática e pela astronomia, complementados pela música que desde sempre acompanhou a sua vida, fazem de Galileu Galilei uma figura de referência para o nosso desenvolvimento pessoal, na busca do saber e do conhecimento.
Tendo sido Galileu, antes de mais, o astrónomo que primeiro analisou as estrelas, os planetas e os seus satélites, que melhor referência poderíamos nós arranjar para a nossa caminhada na loja maçónica, onde desde os antigos tempos os candidatos prestam juramento de fidelidade e de descrição, tomando por testemunhas exactamente o Sol, a Lua e os astros. A física e a matemática, em cujo estudo e desenvolvimento Galileu tanto se empenhou foram algumas das ciências que os antigos candidatos da Maçonaria tiveram que estudar, mas a maior coincidência entre os princípios da Maçonaria e as posições de Galileu estão expressas nas perseguições que a inquisição fez a ambos. A vida deste cientista ficou marcada pelo desejo de justiça, da verdade e da honra de que o privaram mas também pelo progresso para que ele contribuiu com o desenvolvimento que trouxe à ciência, correspondendo assim, por inteiro, ao lema da Maçonaria.

FONTES:

NICOLAU COPÉRNICO

Nicolau Copérnico (1473-1543), conhecido por afirmar que a Terra girava em torno do Sol , e não ao contrário, como se acreditava , nasceu em Torun, na Polônia, filho de um mercador. Quando jovem, estudou matemática na Universidade de Cracóvia, continuando depois a estudar astronomia, direito, classicismo e medicina em diversas universidades da Itália. Após se formar em direito canônico, Copérnico voltou à Polônia, em 1506, para trabalhar como médico particular do tio, um bisco católico. Em seu tempo livre, aplicava a matemática à astronomia para calcular posições planetárias  e prever datas de eventos celestiais, como eclipses.
Em sua época, os cálculos planetários eram dificultados pelos movimentos retrógrados – aparentes rotações para trás – dos planetas externos. Marte, Júpiter e Saturno davam a impressão de parar em suas órbitas e dar uma volta para trás antes de continuar para frente novamente. Ptolomeu, astrônomo grego da Antigüidade, conseguiu explicar esses movimentos para trás usando uma combinação de pequenos círculos que se moviam em torno de círculos maiores. 
Seu sistema complexo usava um total de 70 círculos.
Copérnico concordava com a idéia de que o movimento planetário é circular, mas acreditava que o Sol, e não a Terra, ocupava o centro do sistema. Colocar o Sol no centro dos planetas facilitava os cálculos e reduzia o número de círculos necessários. Copérnico mostrou que o movimento retrógrado ocorria quando a Terra ultrapassava Marte, ou um dos outros planetas externos, fazendo-o ficar para trás. Ele formulou um sistema matematicamente detalhado e, depois, resumiu suas idéias em um documento curto, escrito à mão, e o mandou para seus amigos e colegas cientistas, em 1530.
Nicolau Copérnico, pintura da escola de Hans Holbein. Musée de I’Observatoire de Paris.
Conforme o tempo ia passando, Copérnico fazia acréscimo ao manuscrito. A confiança que depositava em sua visão do sistema planetário foi reforçada por novas evidências. Durante um período de cerca de dois anos, por exemplo, Marte foi se apagando, deixando de ser um objeto vermelho brilhante e se tornando muito mais opaco. O sistema planetário com a Terra no centro não oferecia explicação para esta observação. No entanto, Copérnico observou que, se Marte e Terra se movessem em torno do Sol em velocidades diferentes, eles às vezes estariam perto um do outro e isso faria Marte parecer mais brilhante. Outras vezes, os dois planetas estariam muito afastados, e Marte pareceria mais apagado.
Copérnico juntou as provas que tinha a favor do sistema planetário heliocêntrico. Na época, o governo e os religiosos não incentivavam pensamentos originais por medo de que novas idéias pudessem causar instabilidade. Copérnico hesitou por 13 anos antes de tomar o perigoso passo de enviar sua obra De Revolutionibus Orbium Coelestium (A Revolução dos Corpos Celestes) para o prelo. A primeira cópia do livro ficou pronta em 24 de maio de 1543, quando Copérnico estava acamado e muito doente. Um amigo colocou o livro em suas mãos e ele morreu naquele mesmo dia. O livro de Copérnico, ao lado de De Humani Corpus Fabrica (A Matéria do Corpo Humano), de Andreas Versalius, também publicado em 1543, marcam o início da ciência moderna.
Fonte:http://www.ahistoria.com.br/biografia-nicolau-copernico/