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sexta-feira, 23 de março de 2012

A ORIGEM DO CINEMA

Indícios históricos nos mostram que é antiga a preocupação do homem com o registro do movimento.
O desenho e a pintura foram as primeiras formas de representar os aspectos dinâmicos da vida humana e da natureza, criando narrativas através de figuras. 
O jogo de sombras do teatro de marionetes oriental é considerado um dos mais remotos precursores do cinema.
Experiências posteriores como a câmara escura e a lanterna mágica constituem os fundamentos da ciência óptica, que torna possível a realidade cinematográfica.

A Origem do Cinema

Indícios históricos nos mostram que é antiga a preocupação do homem com o registro do movimento.
O desenho e a pintura foram as primeiras formas de representar os aspectos dinâmicos da vida humana e da natureza, criando narrativas através de figuras. 
O jogo de sombras do teatro de marionetes oriental é considerado um dos mais remotos precursores do cinema.
Experiências posteriores como a câmara escura e a lanterna mágica constituem os fundamentos da ciência óptica, que torna possível a realidade cinematográfica.
A invenção do cinema, não cabe a uma única pessoa ou a um povo específico, foi resultado de trabalhos e curiosidade de muita gente em diferentes países.
Muitos atribuem o nascimento do cinema aos irmãos Lumière, no ano de 1895.
Foi em 28 de Dezembro de 1895 que os irmãos Lumière exibiram no Salon Indien, aquele que veio a ser conhecido como o primeiro filme da história: 
"A Chegada de um Trem na Estação da Cidade". 
Neste filme, um trem parecia sair da tela. 
O interesse pelo descobrimento foi enorme.
Os filmes desta época eram feitos sobre situações do dia a dia, como o trabalho ou relações familiares, mas começaram aperder a magia das primeiras apresentações.
Em função da grande imaginação de George Méliès, o cinema tomou um novo rumo.
A ideia de George foi transformar os sonhos das pessoas em imagens animadas na grande tela. 
Desta forma, Méliès foi o primeiro inventor de ficções cinematográficas.
Alguns de seus filmes:
 "Viagem à Luz" (1902) e
 "Viagem Através do Impossível" (1904).
Em seus filmes, Meliès adorava fazer alguns objetos desaparecerem e depois aparecerem. 
O cinema começava a dar seus primeiros passos.
Fonte: www.virtual.epm.br
História do Cinema

Origens

O cinema desenvolveu-se cientificamente antes que suas possibilidades artísticas e comerciais fossem conhecidas e exploradas. 
Uma das primeiras conquistas científicas que levaram diretamente ao desenvolvimento do cinema foram as observações de Peter Mark Roget, secretário da Real Sociedade de Londres, que em 1824 publicou um importante trabalho intitulado Persistência da visão no que tange aos objetos em movimento, no qual afirmava que o olho humano retém as imagens durante uma fração de segundo posterior ao momento em que elas desaparecem de seu ângulo de visão. 
Essa descoberta estimulou vários cientistas a inventar diversos meios capazes de demonstrar o princípio.

Primeiras experiências

Tanto nos Estados Unidos como na Europa, animava-se imagens desenhadas à mão como forma de diversão, empregando dispositivos que se tornaram populares nos salões da classe média. 
Concretamente, descobriu-se que se 16 imagens estáticas de um movimento que transcorre em um segundo são passadas sucessivamente também em um segundo, a persistência da visão as une, fazendo com que sejam vistas como uma só imagem em movimento.
O zoótropo, que chegou até nossos dias, traz uma série de desenhos impressos horizontalmente em tiras de papel, colocadas no interior de um tambor giratório montado sobre um eixo. 
Na metade do cilindro, uma série de ranhuras verticais pelas quais se olha permite que, ao girar-se o tambor, veja-se imagens em movimento. 
A máquina mais elaborada foi o praxinoscópio, do inventor francês Charles Émile Reynaud. 
Ele consistia em um tambor giratório com um aro dotado de espelhos colocado no centro e os desenhos colocados na parede interior. 
Conforme se girava o tambor, os desenhos pareciam animar-se.
Naqueles mesmos anos, William Henry Fox Talbot, no Reino Unido, e Louis Daguerre, na França, trabalhavam em um novo projeto que possibilitaria o desenvolvimento do cinematógrafo: a fotografia.
 Em 1861, o inventor norte-americano Coleman Sellers patenteou o quinematoscópio, que conseguia animar uma série de fotografias fixas montadas sobre uma roda giratória dotada de palhetas.
Um passo relevante para o desenvolvimento da primeira câmera de imagens em movimento foi dado pelo fisiologista francês Etienne Jules Marey, cujo cronofotógrafo (um fuzil fotográfico) portátil movia uma única faixa, que permitia obter doze imagens em uma placa giratória que dava uma volta completa em um segundo. 
Por volta de 1889, os inventores americanos Hannibal Goodwin e Georges Eastman desenvolveram películas de emulsão fotográfica de alta velocidade montadas em um celulóide resistente: sua inovação eliminou um obstáculo essencial para uma experimentação mais eficiente com as imagens em movimento.
Na década de 1890, Thomas Alva Edison construiu a primeira máquina de cinema, o quinetoscópio, que tinha uns 15 metros de película em um dispositivo análogo a uma espiral sem fim, que o espectador, individual, tinha que ver através de uma lente de aumento. 
As experiências com projeção de imagens em movimento visíveis por mais de um espectador foram realizadas simultaneamente nos Estados Unidos e na Europa. 
Na França, os irmãos Louis e Auguste Lumière, em 1895, chegaram ao cinematógrafo, invento que era ao mesmo tempo câmara, copiadora e projetor, que é o primeiro aparelho que se pode qualificar autenticamente de cinema. Produziram também uma série de curta-metragens, no gênero documentário, com grande êxito. 
Em 1896, o ilusionista francês Georges Méliès demonstrou que o cinema servia não apenas para registrar a realidade, mas também para torná-la divertida ou falseá-la. 
Realizou uma série de filmes que exploravam o potencial narrativo do novo meio e rodou o primeiro grande filme a ser exibido, cuja projeção durou cerca de quinze minutos: L’affaire Dreyfuss (O caso Dreyfuss, 1899). 
Mas Méliès é famoso sobretudo por suas notáveis fantasias, como Viagem à lua (1902), nas quais experimentava as possibilidades de trucagens com a câmara cinematográfica.
O estilo documentalista dos irmãos Lumière e as fantasias teatrais de Méliès fundiram-se nas ficções realistas do inventor americano Edwin S. Porter, que produziu o primeiro filme interessante de seu país, Great train robbery, em 1903.
 Esse filme teve um grande êxito e muito contribuiu para que o cinema se transformasse em um espetáculo de massa. 
As pequenas salas de exibição, conhecidas como "cinema poeira", espalharam-se pelos Estados Unidos e o cinema começou a firmar-se como indústria.

Os filmes mudos

Entre 1909 e 1912, todos os aspectos da nascente indústria ficaram sob o domínio de um truste americano, a Motion Pictures Patents Company. 
O grupo dissolveu-se em 1912, permitindo assim que os produtores independentes pudessem formar suas próprias empresas de distribuição e exibição.
O cineasta mais influente desse período foi o produtor e diretor D.W. Griffith, que aperfeiçoou os elementos até então empregados para fazer cinema. 
Em sua escola de interpretação formaram-se futuras estrelas, como Mary Pickford, Lillian Gish e Lionel Barrymore. 
Em 1913, Griffith terminou aquela que seria a primeira de suas obras épicas, Judith of Bethulia, e em 1915 lançou O nascimento de uma nação, película de 12 bobinas, considerada a primeira obra-prima do cinema. 
Entre 1915 e 1920 as grandes salas de cinema proliferaram por todo o território dos Estados Unidos, enquanto a indústria se mudava para Hollywood, onde os produtores independentes, como Cecil B. de Mille e Mack Sennett, construíram seus próprios estúdios. 
A imensa maioria dos filmes era ou do gênero faroeste, ou comédias pastelão, ou elegantes melodramas. Mack Sennett chegou a ser então o rei da comédia e um grande descobridor de talentos; entre eles, Gloria Swanson, Harold Lloyd e Charlie Chaplin. 
Este, junto com Mary Pickford e Douglas Fairbanks, fundou a produtora United Artists, precursora do star system e iniciadora da época de ouro de cinema mudo.

O cinema sonoro

Em 1926, a produtora Warner Brothers lançou o primeiro sistema sonoro eficaz, conhecido como Vitaphone, e em 1927 produziu O cantor de jazz, de Alan Crosland, protagonizado por Al Jolson. 
Em 1931, surgiu o sistema Movietone, que passou a ser adotado como padrão.
 A transição do cinema mudo para o sonoro foi tão rápida que muitos dos lançamentos distribuídos entre 1928 e 1929, que tinham começado seu processo de produção como filmes mudos, foram sonorizados depois para adequar-se a uma demanda crescente.
Nos primeiros anos da década de 1930, um grupo de diretores liberou o cinema de uma absoluta dependência do microfone fixo para restabelecer a fluidez do cinema e descobrir as vantagens da sincronização posterior (a dublagem, o som ambiente e a sonorização em geral que se seguem à montagem). 
Entre esses inovadores estavam Ernst Lubitsch e King Vidor.
Os filmes policiais e musicais dominaram as telas durante esses anos. O êxito de Alma no lodo (1930), de Mervyn Le Roy, lançou o astro Edward G. Robinson. 
Os filmes musicais eram intimistas, com danças e canções, como os de Fred Astaire e Ginger Rogers. 
Comediantes populares, como W.C. Fields, os Irmãos Marx, Mae West e Stan Laurel e Oliver Hardy (o Gordo e o Magro) criaram na época universos cômicos distintos e pessoais, com os quais o público de cada um deles se identificava.
A maioria dos diretores da década de 1930 preocupou-se sobretudo em proporcionar em seus filmes meios para fazer brilhar os astros e estrelas mais famosos, como Katharine Hepburn, Bette Davis, Humphrey Bogart, Joan Crawford e Clark Gable, cujas personalidades eram apresentadas perante a opinião pública como uma extensão dos personagens que interpretavam. 
Os filmes baseados em romances de sucesso, na verdade dramalhões românticos, alcançaram seu ponto máximo na década de 1930.
A tendência a evadir-se de uma realidade não muito agradável acentuou-se naqueles anos.
 Um ciclo de filmes de terror clássico gerou uma série de seqüências e imitações ao longo de toda a década. 
Um que obteve um fantástico sucesso de bilheteria foi King Kong (1933), de Merian C. Cooper. 
No gênero fantástico, destacou-se também O mágico de Oz (1939), de Victor Fleming.
Um cineasta americano oriundo do rádio, o roteirista-diretor-ator Orson Welles, surpreendeu já em sua primeira obra, com seus novos enquadramentos, perspectivas de câmera e efeitos de som, entre outras inovações, que ampliaram consideravelmente a linguagem cinematográfica. 
Seus filmes, Cidadão Kane (1941) e Soberba (1942) tiveram uma influência capital na obra dos cineastas posteriores de Hollywood e do mundo inteiro.

Desenvolvimento do filme colorido

As experiências com filme colorido haviam começado já em 1906, mas só como curiosidade.
 Os sistemas experimentados, como o Technicolor de duas cores, foram decepcionantes e fracassaram na tentativa de entusiasmar o público. 
Mas por volta de 1933, o Technicolor foi aperfeiçoado com um sistema de três cores comercializável, empregado pela primeira vez no filme Vaidade e beleza (1935), de Rouben Mamoulian. Na década de 1950, o uso da cor generalizou-se tanto que o preto e branco ficou praticamente relegado a "pequenos" filmes.

O cinema comercial após a II Guerra Mundial

No pós-guerra, a chegada da televisão colocou um desafio à indústria cinematográfica que ainda hoje permanece.
 A indústria respondeu com uma oferta de mais espetáculo, que se concretizou no aumento de tamanho das telas.

O formato panorâmico

Em 1953, a Twentieth Century-Fox estreou com seu filme bíblico O manto sagrado, de Henry Koster, um sistema novo denominado CinemaScope, que iniciou a revolução dos formatos panorâmicos que, em geral, usavam apenas uma câmera, um único projetor e um filme padrão de 35 mm, adaptando-se mais facilmente a todos os sistemas.

Cinema em terceira dimensão

Durante um breve período, no início da década de 1950, uma novidade conhecida como 3D apareceu no mercado. Consistia na superposição de duas imagens distintas da mesma cena, cada uma tomada com um filtro de cor diferente e de um ângulo ligeiramente diferente. 
Essas cenas eram vistas através de óculos especiais, em que cada lente tinha um filtro colorido na cor equivalente à usada durante a filmagem, de forma a reproduzir a visão estereoscópica e dar impressão de relevo.

O cinema americano das décadas de 1960-1990

O impacto do cinema europeu sobre os cineastas americanos e a posterior decadência do sistema de grandes estúdios foram as duas linhas de força que, durante as décadas de 1960 e 1970, fizeram mudar o estilo do cinema americano.
Surgiu uma nova geração de realizadores sob a influência das tendências européias e com o desejo de trabalhar com diferentes distribuidores.
 Muitos deles realizaram filmes de grande qualidade. 
Pode-se citar Stanley Kubrick, Woody Allen, Arthur Penn, Francis Ford Coppola e Martin Scorsese.
Diante da filmografia representada pelos realizadores do cinema "de autor" e em que pese o fato de ser americano e ligado por vezes à indústria hollywoodiana, o cinema americano deu seqüência a outras linhas de produção para o consumo de massa, especialmente de crianças e adolescentes. 
Seus filmes baseiam-se principalmente nos efeitos especiais proporcionados pelas novas tecnologias e que bem se enquadram nos temas escolhidos. 
Dentro dessa categoria figuram os filmes de catástrofes, como O destino do Poseidon (1972), de Ronald Neame, e Inferno na torre (1974), de John Guillermin e Irvin Allen; as aventuras de personagens das histórias em quadrinhos, como Superman (1978), de Richard Donner, e Batman (1989), de Tim Burton, com suas intermináveis continuações; ou os filmes de guerra e de ficção científica, como Guerra nas estrelas (1977), de George Lucas. Nesses gêneros comerciais destacou-se Steven Spielberg.
Fonte: www.virtual.epm.br 
Fonte: www.saocarlosoficial.com.br

terça-feira, 6 de março de 2012

FÍSICA - EXPERIMENTOS ÓTICA



1) DESENHO MÁGICO
Material:Um rectângulo de cartolina
Tesoura
Canetas de feltro
Furador
Dois elásticos
Execução:

Desenhar em cada face da cartolina um desenho que a ilustração mostra, por exemplo.
Perfurar a cartolina de um e de outro lado
Fazer passar por essas perfurações os dois elásticos, tal como sugere a ilustração.
Puxando em sentido oposto os dois elásticos para fazer rodar as cartolinas podemos ver os dois desenhos sobrepostos.

2)  TESTA A TUA RESPIRAÇÃO
Quando respiras, o teu corpo solta água para o ar que te rodeia. A água que expeles forma um vapor invisível. Quando a tua respiração quente bate num espelho frio podes vê-la transformar-se novamente em líquido.Segura um espelho junto à tua boca e respira. O vapor de água presente na tua respiração transforma-se em gotas de água, fazendo embaciar o espelho.
Quanto mais frio estiver o espelho, mais visível se torna o vapor de água presente na tua respiração.


2) OBSERVA AS CARACTERÍSTICAS DAS IMAGENS OBTIDAS NOS ESPELHOSEm frente a um espelho mostra a tua mão direita.
Observa a imagem. É do mesmo tamanho?
O que vês é a mão direita ou a mão esquerda?


3) A MULTIPLICAÇÃO DE IMAGENS
Coloca um objecto entre dois espelhosQue formam entre si um certo ângulo.
Observas um certo número de imagens que se formam. Diminui o ângulo entre os espelhos e observa que o número de imagens que vês é cada vez maior. Podes contar o número de imagens que vês em cada posição do espelho.


4) OBSERVAÇÃO DE IMAGENS COM ESPELHOS CURVOSUsando espelhos curvos podem-se visualizar imagens diferentes das obtidas anteriormente. Faz uma descrição das imagens que vês. Faz uma lista de objectos que podes encontrar em casa, por exemplo, onde poderás ver imagens idênticas.
Acende uma vela. Tenta obter a imagem dessa vela a arder, em frente de uma parede clara. Como é essa imagem?

5) CONSTRÓI UM PERISCÓPIO
Material necessário:
Cartolina: 30x20 cm aproximadamente
Dois espelhos, de 6 cm de lado
Régua
Tesoura
Fita adesiva
Pode construir o seu periscópio caseiro formando um tubo, de secção quadrangular, em cartolina (ou cartão).
Com um lápis divida uma folha de cartolina (30x20 cm aproximadamente) em quatro partes iguais, no sentido do comprimento. Recorte dois quadrados e a seguir duas ranhuras inclinadas de um ângulo de 45º, tal como mostra a figura. Dobre a cartolina pelas linhas e una o tubo com fita adesiva. Introduza os espelhos através das ranhuras.
              
Experimente o periscópio o observe objectos situados em desníveis diferentes.

6)   CONSTRÓI UM CALEIDOSCÓPIO
Material necessário:Cartolina
Três espelhos rectangulares iguais
Papel vegetal
Tesoura
Fita adesiva
Papéis coloridos e missangas
Para obter um caleidoscópio, construa um prisma triangular, unindo com fita adesiva três espelhos iguais, com as faces espelhadas voltadas para dentro.Coloque o prisma sobre um cartão e desenhe nele um triângulo, de modo a recortar e colar no prisma. Faça um furo no centro do triângulo.
Recorte outro triângulo, mas em papel vegetal e coloque-o na outra extremidade do prisma, depois de ter colocado dentro do prisma missangas coloridas ou pedacinhos de papel colorido.
Olhando através do orifício (pode estar tapado com um plástico transparente para as missangas não caírem) dirija a face translúcida para uma fonte de luz.Rode o prisma e divirta-se com o novo caleidoscópio.

7)   UMA CAIXINHA MÁGICA
Material necessário:
Uma caixinha
Um espelho
Um vidro
(ou plástico transparente)
Tesoura
Fita-cola
Papel de fantasia
Procedimento:
Forra-se o interior de uma caixa.
Numa das faces laterais da caixa faça uma ranhura; volte essa face para cima.
Coloque, dentro da caixa, um espelho de modo que as arestas deste coincidam com as arestas AB e CD da caixa.
Tape a abertura da caixa com uma película aderente ou uma placa de vidro.
Experimente introduzir uma moeda pela ranhura...
Se optar por construir a caixa em cartão sugerem-se as medidas indicadas a seguir:



 A medida do quadrado de vidro para tapar a janela terá de ser inferior a 7x7cm, conforme a espessura do mesmo.
O espelho terá dimensões aproximadas de 9,2 cm x 6,9 cm, podendo variar conforme a espessura deste.
As faces interiores que ficam voltadas para o observador podem ser forradas com papel de fantasia, de preferência com padrões de pequenas dimensões. Pode ainda forrar toda a caixa exteriormente.
Não se esqueça de fazer a ranhura, só assim esta caixinha servirá de mealheiro.
 http://www.prof2000.pt/users/gracsantos/NetMag/exper_optica.htm

FÍSICA- BEXIGAS CARREGADAS (ELETRICIDADE)



Objetivo

    Mostrar a existência de cargas elétricas e suas propriendades.

Contexto

    Alguns materiais apresentam, sob determindas condições, fenômenos elétricos que podemos explicar usando um modelo teórico.
    Estes fenômenos são observados pelo homem desde a antigüidade.
     E desde então houveram vários modelos que foram propostos para tentar explicar a sua origem.
    O modelo que melhor explicou tais fenômenos é o modelo de cargas elétricas, que é usado até os dias de hoje.
     Este modelo prevê a existência de dois tipos de cargas elétricas, uma carga de sinal positivo e outra de sinal negativo.
    Para explicar os fenômenos elétricos que eram observados, foi proposta a lei da atração e repulsão: cargas elétricas de mesmo sinal se repelem entre si e cargas elétricas de sinais opostos se atraem entre si. Veja o esquema das leis de atração e repulsão na figura abaixo.


    Os materiais em seu estado fundamental são neutros; a somatória de suas cargas elétricas é nula.
    É por isso que os fenômenos elétricos só podem ser observados em determinadas condições, ou seja, para que haja repulsão ou atração entre dois ou mais materiais é preciso que a somatória de suas cargas não seja nula.
     Isso quer dizer que é preciso que hajam cargas positivas ou negativas em excesso no material.
    É possível fazer com que um material que está neutro fique carregado elétricamente. 
    Para isso basta fornecer ou retirar algumas cargas elétricas neste material, fazendo com que ele fique com uma carga líquida positiva ou negativa.
     Este processo é chamado de eletrização.
    Há vários métodos de eletrização que são empregados, de forma que cada método é usado dependendo do resultado que se quer obter.
    A eletrização só se dá entre materiais isolantes, pois os materiais condutores não tem a capacidade de reter cargas elétricas, pois elas escoam pelo material.
    Já os materiais isolantes não permitem que as cargas se movimentem em seu interior.
    Neste experimento, para demonstrarmos a existência de cargas elétricas, utilizaremos do método de eletrização por atrito.
    Esta eletrização é feita com dois materiais de características elétricas diferentes.
     Um deve ter mais facilidade para receber cargas negativas, estes materiais são chamados de eletronegativos e o outro deve ter mais facilidade para doar cargas negativas, estes são chamados de materiais eletropositivos.
     Assim quando estes materias são atritados as cargas negativas migram de um material para o outro.
    Ao afastá-los um deles terá recebido cargas elétricas negativas, se tornando um material eletrizado negativamente.
     E o outro se tornará um material eletrizado positivamente, pois ao doar cargas negativas, ficou com excesso de cargas positivas em seu interior. Como mostra a figura abaixo.


    Podemos a partir daqui compreender como se dá a repulsão e a atração entre materiais carregados.
    Para que haja repulsão entre dois materiais, eles devem estar carregados com a mesma carga. 
    Ao serem aproximados haverá uma força de repulsão entre eles que se opõe à aproximação.
     Veja a figura abaixo.


    Para que haja atração entre dois materiais é preciso que eles estejam carregados com cargas elétricas de sinais opostos ou que um deles esteja carregado e o outro neutro.
    A atração entre um material carregado e outro neutro é mais comum, pente e papel por exemplo, e pode ser explicado utilizando-se da idéia da formação de dipolos elétricos, fenômeno comumente citado como "separação de cargas".
    O átomo neutro torna-se um dipolo elétrico quando os centros de carga positiva e negativa se separam. Isto acontece quando ele é submetido à ação de outras cargas elétricas.
    Se um material tem uma superfície eletrizada e se aproxima de um material neutro elétricamente, os átomos do material neutro se tornarão dipolos elétricos (polarização) na região de aproximação.
    Por exemplo se aproximarmos um material eletrizado negativamente de um material neutro, as cargas negativas em excesso do material eletrizado vão atrair as cargas positivas dos átomos da região de aproximação e consequentemente vão repelir as cargas de sinal negativo destes átomos.
    Isso faz o átomo assumir uma nova distribuição espacial na forma de um dipolo, como se fosse um íma, positivo de um lado e negativo de outro. 
    Como mostra a figura abaixo.


    Note que o material continua neutro, pois o número de cargas continua o mesmo. A atração é favorecida devido a formação dos dipolos.

Idéia do Experimento

    Se atritarmos uma bexiga com os cabelos ela se eletrizará, pois a bexiga é um material isolante e se eletriza por atrito.
    É importante ressaltar que para se conseguir uma boa eletrização, a bexiga e os cabelos devem estar limpos e secos.
    Para verificarmos a existência de cargas podemos fazer um experimento simples com duas bexigas.
    Um primeiro teste é a verificação da repulsão entre elas. Eletrizamos as duas bexigas por atrito com os cabelos. Assim, as duas bexigas receberão o mesmo tipo de carga dos cabelos e ao proximarmos uma da outra elas se repelirão. 
    Note que para garantir que as bexigas irão se eletrizar com as mesmas cargas, elas devem ser do mesmo material e serem eletrizadas no mesmo cabelo. 
    E para se garantir que elas irão se repelir as áreas de aproximação devem ser as mesmas áreas que foram eletrizadas. 
    Veja a figura abaixo.


    Para verificarmos a atração entre dua bexigas, eletrizamos por atrito uma bexiga com os cabelos, e aproximamos esta de uma bexiga neutra.
    Devemos observar neste caso uma atração quando se aproxima a bexiga eletrizada da bexiga que está neutra. As cargas da superfície da bexiga neutra se rearranjarão em dipolos fazendo com que as bexigas se atraiam. 
    Veja figura abaixo.


    Com os testes deste experimento, podemos mostrar a existência de cargas elétricas bem como suas propriedades de atração e repulsão.

Tabela do Material.


Item

Observações

Bexigas

Encontradas em lojas para festas, bazares, supermercados etc.
Montagem
  • Para fazer a atração entre as bexigas.
    • Encha duas bexigas de forma que elas fiquem firmes e pequenas.
    • Atrite uma delas no cabelo de uma pessoa. Atrite toda a superfície da bexiga no cabelo.
    • Aproxime a bexiga eletrizada da bexiga neutra.
  • Para fazer a repulsão entre as bexigas.
    • Encha duas bexigas de forma que elas fiquem firmes e pequenas.
    • Atrite as duas bexigas no cabelo de uma pessoa. Atrite toda a superfície das bexigas no cabelo.
    • Solte lentamente uma das bexigas sobre uma mesa e aproxime dela a bexiga que ficou na mão.
Comentários
  • Ao encher a bexiga ela deve ficar o menor possível, mas também deve ficar cheia o suficiente para que fique firme.
  • Ao atritar a bexiga com os cabelos, a bexiga e os cabelos devem estar limpos e secos.
  • Ao atritar a bexiga com os cabelos vá girando a bexiga, para que toda a sua superfície fique eletrizada.
  • Dê preferência para modelos pequenos de bexigas, pois ficam firmes e pequenas depois de cheias.

Projeto Experimentos de Física com Materiais do Dia-a-Dia - UNESP/Bauru

WGQ/FCL

FÍSICA - AQUARELA (ÓTICA)


Objetivo
    O objetivo deste experimento é mostrar que a luz pode ser formada de componentes coloridas. 
    Em outras palavras, é mostrar que todas as cores podem ser obtidas pela composição das cores primárias.
Contexto
    Existem instrumentos ópticos, como por exemplo o prisma, que são capazes de dividir a luz em todas as suas componentes. 
    O contrário também acontece, ou seja, é possível, a partir de suas componentes, gerar uma cor.
     Na natureza existem três cores básicas, as quais podemos chamar de cores primárias, são elas: vermelho, amarelo e azul. 
    A partir destas cores podemos gerar qualquer outra cor, inclusive o branco.
     Fazendo com que cada pigmento destas cores ocupem um o lugar do outro muito rapidamente, pela nossa capacidade visual, a cor que enxergaríamos seria uma mistura das duas cores. 
    Por exemplo, se fizermos com que dois objetos de cores azul e amarelo alternem suas posições com uma frequência maior do que a frequência com que nossa visão poderia distinguir a alternância das posições, não conseguiríamos distinguir em determinado momento qual seria o objeto colorido que estaria ocupando aquele lugar. 
    Então, o que conseguiriamos ver seria uma soma das ondas emitidas por cada pigmento desses dois objetos; neste caso, a soma das ondas luminosas entre azul e amarelo, é a onda que corresponde à cor verde.
    Para se gerar a cor branca o processo é um pouco mais complicado, segundo Isaac Newton a cor branca é uma soma de todas as cores. 
    Só que dependendo do conjunto de cores usado, cada uma tem uma proporção de participação diferente e não muito fácil de calcular.
Idéia do Experimento
    Para alternar a posição das cores utilizamos um disco pintado cada parte de uma cor e o giramos utilizando uma brincadeira de criança muito comum que consiste em passar um barbante duas vezes pelos disco, enrolá-lo e depois desenrolá-lo.
Tabela do Material
ItemComentários
Tampa plásticaNós utilizamos a tampa de plástico translúcido do achocolatado NESCAU devido à sua leveza e a facilidade que se tem para furá-la, porém, pode-se utilizar qualquer tampa plástica com tamanho aproximado.
Barbante de algodãoAproximadamente 120cm.
Papel branco
Canetinha hidrocorPode ser substituída por lápis de cor, giz de cera, tinta ou até mesmo recortes de papel colorido.
Cola
Montagem
  • Retire as bordas da tampa que será utilizada de maneira a formar um disco.
  • Recorte um círculo de papel do tamanho do disco e divida-o em seis partes.
  • Pinte cada parte utilizando as cores azul e vermelho alternadamente.
  • Faça dois furos na mesma linha, não muito próximos e equidistantes do centro do disco.
  • Passe o barbante pelos dois furos e ate as duas pontas.
  • Coloque o disco aproximadamente no centro do barbante.
  • Enrole o barbante fazendo movimentos circulares com o disco.
  • Estique o barbante e o disco começará a rodar, afrouxe o barbante para que, com o movimento do disco, ele enrole novamente.
  • Começe, então, um movimento de vai e vem com o barbante.
  • Notar-se-á que o movimento das cores vermelha e azul resultará na cor roxa.
Comentários
  • Este experimento pode ser realizado utilizando a várias combinações de cores, como azul e amarelo, que resulta na cor verde; vermelho e amarelo, que resulta em alaranjado etc.
  • Sugerimos, até, que coloque-se uma combinação de cores de um lado do disco e outra do outro.

Esquema Geral de Montagem
Projeto Experimentos de Física com Materiais do Dia-a-Dia - UNESP/Bauru
AGR/FCL

FÍSICA - ARCO - ÍRIS (ÓTICA)


Objetivo
    O objetivo deste experimento é decompor a luz, mostrando que ela é formada por componentes coloridas.
Contexto
    A luz normal, também chamada de luz branca, assim como a cor branca, é a formada por componentes de luz de todas as cores. 
    Só podemos perceber que cada objeto tem sua cor porque quando luz branca incide sobre ele, este reflete a cor que o pigmento consegue emitir. 
    Um objeto de cor vermelha, por exemplo, apesar de estar recebendo todas as cores, só reflete a componente vermelha; um objeto branco reflete todas as componentes e não absorve nenhuma; um objeto preto absorve todas as cores e não reflete nenhuma. 
    Por isso é que quando estamos expostos ao sol, vestindo uma roupa branca, sentimos estar esquentando menos que com uma roupa escura: a roupa branca reflete todas as componentes coloridas da luz branca, enquanto a preta absorve todas.
    Quando a luz branca sofre refração, cada cor que a compõe é refratada com um ângulo diferente. 
    Isto se deve a cada cor ter um índice de refração diferente, o que justifica cada cor ser refratada com um ângulo.
Idéia do Experimento
    Um raio de luz penetra na água e sofre refração. 
    Cada cor refrata com um ângulo diferente e então as componentes seguem caminhos separados; após, cada raio é refletido por um espelho imerso na água e volta para a superfície; quando o raio sai da água, sofre novamente refração e cada cor já decomposta se decompõe em outras cores da mesma "família", como por exemplo, a componente vermelha da luz dá origem a vários tons de vermelho. 
    Quando os raios saem da água, atingem um aparato onde é possível ver que a luz branca que incidiu na água é decomposta em todas as cores que a constitui. Esta decomposição é chamada de espectro, que é o mesmo visto em um arco-íris.
Tabela do Material
ItemComentários
EspelhoDesses pequenos com moldura alaranjada. São encontrados em qualquer supermercado ou bazar.
AssadeiraPode ser substituída por uma bandeja funda, bacia ou tuperware.
Água
CartolinaPara ser usada como aparato de observação do espectro.
Montagem
  • Encha a assadeira com água.
  • Coloque o espelho inclinado dentro dela.
  • Faça com que a luz do Sol reflita no espelho no interior da assadeira e atinja um aparato de preferência de cor clara.
  • Observe que a luz refletida é um espectro composto pelas cores do arco-íris.
Comentário
  • O melhor resultado é obtido refletindo a luz do Sol em um local menos iluminado, como por exemplo uma parede clara à sombra ou uma cartolina não iluminada diretamente pela luz solar.
  • Pode-se realizar também este experimento refletindo a luz emitida por uma lâmpada fuorescente (luz fria) em uma folha branca.

Esquema Geral de Montagem
Projeto Experimentos de Física com Materiais do Dia-a-Dia - UNESP/Bauru
AGR/FCL