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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

FORÇA DA NATUREZA VI ICEBERGS

Existe uma expressão que diz:
 "Isso é só a ponta do iceberg...". 
Essa expressão vem do fato de que a parte que se vê, acima do nível do mar, é apenas uma pequena parte de um imenso bloco de gelo. 
Os icebergs são blocos de gelo que se desprendem de geleiras existentes em áreas polares do planeta. 
Por isso, eles são comuns nos chamados oceanos glaciais: no Ártico, ao norte, e no Antártico, ao sul do planeta. 
Essas grandes massas de gelo são formadas de água doce, variam em seu tamanho e também em sua forma, podendo ser achatados ou pontiagudos.
A formação de um iceberg acontece assim:
 O movimento das ondas e o calor fazem aparecer rupturas nas geleiras.
 Os fragmentos que resultam dessas rupturas, como já vimos, são os próprios icebergs, que passam a flutuar pelo oceano.
 É isso mesmo, flutuar.
Isso acontece porque a densidade da água que forma um iceberg é menor que a densidade da água salgada do mar que o cerca. 
Na verdade, isto é uma característica do gelo: sua densidade
 (ou seja, a sua massa dividida pelo volume que ele ocupa) é menor que a da água.  
A flutuação do iceberg também pode ser explicada pelo Pricípio de Arquimédes:
 "um corpo imerso em um líquido irá flutuar, afundar ou ficar neutro de acordo com o peso do líquido deslocado por este corpo". 
Em outras palavras, o peso de todo o líquido que um iceberg desloca é maior que seu peso, o que faz com que ele flutue.
Gelados e pesados, esses gigantes seguem seu caminho flutuando pelos mares. 
Aos pouquinhos, vão derretendo... 
Aos pouquinhos? 
Não mais. 
Em virtude do que hoje chamamos aquecimento global, ou seja, o aumento brusco da temperatura na superfície da Terra, esse processo de derretimento está acontecendo cada vez mais rápido. 
Imagina se todo esse gelo virar água em pouco tempo...
Aquecendo icebergs
Em alguns países a água que resulta do derretimento de icebergs é vendida para consumo.
 As pessoas pagam caro por pequenas garrafas que prometem carregar a água mais pura, água de icebergs. 
O aquecimento dos blocos de gelo feito por estas indústrias acontece em apenas algumas partes do mundo.
 Mas existe um outro tipo de aquecimento, um processo maior, que envolve todo o planeta. 
Trata-se do aquecimento global, resultado do aumento da emissão de gases poluentes que dificultam a dispersão do calor, o chamado Efeito Estufa, do desmatamento e das queimadas, entre outros fatores.
O processo de aquecimento global provoca, como o próprio nome já diz, o aumento do calor na Terra.
 Aumentando o calor, as geleiras se partem mais facilmente. 
Mais geleiras fragmentadas, mais icebergs. 
Concluindo: o calor faz crescer o número de icebergs e, ao mesmo tempo, faz com que estes icebergs derretam mais rápido.
Existem duas graves consequências desse mecanismo. 
A primeira delas diz respeito à vida de animais que habitam as regiões polares, como pinguins e ursos, os quais têm seu ambiente prejudicado em virtude da quebra das geleiras. 
Quando um iceberg se forma pode acontecer, por exemplo, de animais serem separados de outros e ficarem longe de seu alimento. Afastados de seu grupo e de comida, muitos não resistem.
Outro resultado preocupante do derretimento de geleiras é o aumento do nível da água dos oceanos.
 É isso que cientistas preveem que acontecerá caso o derretimento das calotas polares continue de forma tão veloz: 
a água dos oceanos pode invadir regiões costeiras e algumas cidades podem chegar a ser totalmente inundadas.
 Este desastre poderia provocar também a extinção de espécies de animais e vegetais. 
Esses gigantes gelados, que parecem distantes, podem interferir em nossas vidas, na vida do planeta. 
Muito mais que imaginamos.
 E nós também podemos interferir na formação desses gigantes flutuantes e na qualidade da vida em toda a Terra. 

Muito mais que imaginamos. 
Consultoria: Miguel de Oliveira, biólogo / Museu da Vida (Fiocruz).
NOTA:
Os Icebergs são de água doce porque eles são formados pela NEVE que cai do céu, e não pelo congelamento da água salgada do mar.

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