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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

FORÇAS DA NATUREZA I FURACÃO

FURACÃO
A palavra “furacão” tem origem maia.
De acordo com a mitologia maia, Huracan era o deus responsável pelas tempestades.
 Os espanhóis absorveram a palavra, transformando-a no que ela é hoje.
Os furacões são fenômenos climáticos (ciclones) caracterizados pela formação de um sistema de baixa-pressão. 
Formam-se, geralmente, em regiões tropicais do planeta. São eles os responsáveis pelo transporte do calor da região equatorial para as latitudes mais altas. 
São classificados numa escala de 1 a 5 de acordo com a força dos ventos. Esta escala é denominada Saffir-Simpson. Aquele que atinge a escala 1 possui ventos de baixa velocidade, enquanto o de escala 5 apresenta ventos muito fortes.

Quando ganham muita força, transformam-se em catástrofes naturais, podendo destruir cidades inteiras. 

Há casos em que os ventos podem ultrapassar 200 km/h.
 Eles percorrem determinados caminhos, carregando casas, automóveis e quase tudo que encontram pela frente. 
Existem estações meteorológicas que monitoram constantemente este tipo de fenômeno climático, avisando a população local em caso de evidências de desastre.
O furacão é a mais poderosa e destrutiva força da natureza
Os furacões formam-se depois que os raios do Sol incidem durante vários dias sobre o oceano, provocando o aquecimento da massa de ar situada próximo de sua superfície líquida, quando a sua umidade se eleva. 
Quanto mais ar quente e úmido sobe, mais a temperatura diminui, o que favorece a condensação do vapor em gotas de chuva para formar as nuvens. 

Quanto mais umidade e calor existirem, mais evaporação irá ocorrer, o que poderia provocar o surgimento de várias centenas de tempestades.

Duas são as condições essenciais para a formação de um furacão. 
Em primeiro lugar, a evaporação de massa de água, além de ser suficiente, deve ocorrer acima dos oceanos, onde a temperatura varia entre 26,5º C e 27ºC.
 Esta última condição explica por que os furacões se formam sempre próximo dos trópicos. 

Aliás, é o calor liberado por ocasião da condensação do vapor d`água que dá ao furacão a sua potência. 
Em segundo lugar, a massa de tempestade deve situar-se ou se deslocar a 5º de latitude norte ou sul do equador, onde a força de Coriolis começa a ocorrer. 
A força de Coriolis é um fenômeno produzido pela rotação da Terra ao redor de seu eixo. 

Esta força induz um movimento de rotação à massa tempestuosa, que começa a se enrolar sobre si mesma no sentido anti-horário no hemisfério norte e no sentido horário no hemisfério sul. À medida que se afasta do equador, a força de Coriolis é mais intensa, de modo que a rotação das massas tempestuosas será mais rápida e os ventos se tornarão mais rápidos.
Assim que o furacão toca o continente, ele encontra águas mais frias ao norte no hemisfério norte ou ao sul no hemisfério sul. 
O calor e a umidade necessários para a sua manutenção tornam-se insuficientes e começa o seu declínio. 
Além do mais, quando ele se desloca sobre o continente, o furacão perde rapidamente energia e velocidade em virtude de seu atrito com a superfície terrestre. 


Se a trajetória do furacão o conduz para o equador, onde a força de Coriolis é nula, em conseqüência, além de perder a sua velocidade de rotação, ele se tornará uma mera massa tempestuosa.

No interior dos furacões, os ventos variam de 117 km/h a 300 km/h. Segundo a sua intensidade, o diâmetro do furacão pode atingir os 2.000 quilômetros e pode deslocar-se por vários milhares de quilômetros. 
Alguns se deslocam à velocidade de 20 a 25km/h, apesar da velocidade excessiva dos ventos que o fazem girar.

Um fato curioso e notável é que no centro olho do furacão a tempestade é mais calma.
 Nesta zona, a pressão é muito baixa, podendo ocorrer ventos de somente 30km/h.

O maior perigo é quando um furacão atinge a costa, após ter percorrido uma grande extensão sobre o mar: produz então a denominada maré de tempestade. 

Um montículo de água se forma sob o centro do furacão, onde a água se eleva por aspiração. 
Sobre o oceano, esse relevo semelhante a uma bossa e ligeiramente visível vai crescendo à medida que se aproxima da costa.
 Ao tocar a costa, a água invade as terras, provocando destruições indescritíveis. 
OS NOMES
Quando começaram a ser batizadas, as tempestades recebiam nome do santo do dia em que tocavam em terra. No início do século 20 um meteorologista australiano resolveu dar nomes de pessoas.
 Inicialmente começou a dar nomes de políticos dos quais não gostava.
Meteorologistas militares estadunidenses adotaram a prática de batizar os furacões com o nome de amigas ou mulheres. A partir de 1953, 
o Serviço de Meteorologia adotou uma norma para identificar os furacões com nomes de mulheres.
 Em 1979, passaram a ser utilizados nomes masculinos. Atualmente quem define o nome é um comitê da Organização Meteorológica Mundial, sediado na Suiça.
Sempre que os ventos atingem 62 km/h os metorologistas batizam o evento climático.
Existem seis listas com 21 nomes, de A a W, para a bacia do Atlântico e seis com 23 nomes, de A a Z, para a do Pacífico Norte-oriental (a costa americana), e o uso é rotativo, isto, os nomes utilizados em 2005 estão sendo utilizados em 2011.
No caso do Atlântico, se a quantidade de furacões em um ano superar os 21, a identificação continua adiante utilizando as letras do alfabeto grego: Alfa, Beta, Gama, Delta.
 Em 2005, pela primeira vez na história a Organização Meteorológica usou desse recurso em razão de terem sido registados tantos fenômenos que a lista acabou.
O nome de um furacão pode ser retirado da lista para sempre. 
Isso acontece quando o fenômeno causa danos excessivos. Sessenta e sete nomes já foram retirados da lista desde que foi implantada. 
O primeiro foi Hazel, em 1954. Em 1998, o furacão Georges deixou mais de 300 mortos na República Dominicana e Haiti e foi retirado da lista. 
O mesmo aconteceu com Mitch que matou mais de 18 mil pessoas em 1998 na América Central, com mais prejuízos para Honduras e Nicarágua.
KATRINA

TORNADOS
A palavra tornado é originária do termo espanhol tornada, que significa tempestade. 
O tornado apresenta dimensões e duração bem menores que a de um furacão.
 Entretanto, esse fenômeno é capaz de promover grandes destruições por onde passa, como, por exemplo, o que atingiu Shaturia, Blagladesh, em 1989, matando aproximadamente 1.300 pessoas e deixando outras 50 mil desabrigadas.

Os tornados são redemoinhos atmosféricos caracterizados por um espiral, em forma de funil de vento, que gira em torno de um centro de baixa pressão atmosférica; são produzidos por uma única tempestade convectiva. Normalmente, a sua formação ocorre no final da tarde, pois nesse período a atmosfera apresenta maior instabilidade, contém em média 100 metros de extensão, e, ao contrário dos furacões, sua duração é de poucos minutos. 

Os tornados são fenômenos tipicamente continentais, formados através da chegada de frentes frias em regiões onde o ar está mais quente e instável, favorecendo o desencadeamento de uma tempestade, que, por sua vez, impulsiona a formação desse tipo de ciclone. 

Por apresentarem aspectos físicos favoráveis para a ocorrência dos tornados, em alguns países esse fenômeno ocorre com maior regularidade, entre eles estão: Estados Unidos, Uruguai, Argentina e o sul do Brasil. 
A massa de ar frio forma uma “tampa” sobre a massa de ar quente próxima ao solo, impedindo a formação de nuvens. Com a entrada de uma frente fria ou pelo aquecimento excessivo da faixa de ar próxima ao solo, o ar quente rompe a tampa e invade a massa de ar frio. 
O ar quente sobe e se expande, com velocidade que pode chegar a 250 KM/h. 
A instabilidade na atmosfera pode fazer com que o movimento de expansão ocorra em forma espiral. 
A umidade condensada cai em forma de chuva. Com a evaporação, o tornado se forma abaixo da “tampa”, em área onde não há chuva. 
Ao contrário dos furacões, os tornados são compactos e de curta duração.

O MAIOR TORNADO JÁ REGISTRADO DA HISTÓRIA
No dia 3 de maio de 1999, 66 tornados golpearam Oklahoma deixando uma trilha de 61 kilometros de devastação na cidade.
 O maior destes twisters — um F5 — arruinou quase 8,000 edifícios causando mais de um bilhão de dólares de prejuízo. 
Apesar desta destruição incrível, menos de 40 pessoas foram mortas.
CICLONES
Os ciclones são fenômenos naturais que provocam ventos com velocidade superior a 200 quilômetros por hora, além de fortes chuvas, causando grandes transtornos por onde passa. São redemoinhos atmosféricos que giram em torno de um centro de baixa pressão, atingindo as regiões equatoriais e, principalmente, as tropicais.
A formação dos ciclones ocorre sobre as águas quentes dos oceanos. 
O aquecimento de uma determinada superfície origina um centro de baixa pressão atmosférica, proporcionando condições favoráveis para o desenvolvimento dos ciclones.
Dependendo da localização e de sua intensidade, o ciclone pode receber outras nomenclaturas, como furacão, tufão, tempestade tropical, tempestade ciclônica, depressão tropical ou simplesmente ciclone. 
Quando esse fenômeno ocorre no oceano Atlântico, por exemplo, ele é chamado de furacão; já no oceano Pacífico, o ciclone recebe o nome de tufão.
A movimentação da massa de nuvens e dos ventos de um ciclone varia conforme o Hemisfério onde o fenômeno se desenvolve: sentido horário no Hemisfério Sul e sentido anti-horário no Hemisfério Norte.
 Essa característica é determinada pela aceleração da força de Coriolis.
Conforme a velocidade que os ventos atingem, os ciclones se enquadram em diferentes categorias:
Categoria 1 (intensidade mínima): ventos entre 118 Km/h e 152 Km/h.
Categoria 2 (intensidade moderada): ventos entre 153 Km/h e 176 Km/h.
Categoria 3 (intensidade forte): ventos entre 177 Km/h e 208 Km/h.
Categoria 4 (intensidade extrema): ventos entre 209 Km/h e 248 Km/h.
Categoria 5 (intensidade catastrófica): ventos com velocidade superior a 249 Km/h.

TUFÕES
Furacão ou tufão são nomenclaturas utilizadas para designar um tipo de ciclone, ou seja, redemoinhos atmosféricos que giram em torno de um centro de baixa pressão atmosférica. Dependendo da localização geográfica e de sua intensidade, esse fenômeno pode ser chamado de vários outros nomes, tais como furacão, tufão, tempestade tropical, tempestade ciclônica, depressão tropical ou simplesmente ciclone. 

Tufão – é a nomenclatura utilizada para os ciclones tropicais de maior intensidade que ocorrem no Oceano Pacífico Noroeste, a oeste da linha internacional da data. Ocorre, principalmente, no sul da Ásia e na parte ocidental do oceano Índico, tendo as mesmas características de um furacão. 

Furacão - é um ciclone tropical formado no Oceano Atlântico Norte, Oceano Pacífico Nordeste, a leste da linha internacional da data, e no Oceano Pacífico Sul, a leste da longitude 160°E.

OS 8 MAIORES TUFÕES DO MUNDO

8 – TUFÃO NANCY

Tufão Nancy foi formado em 12 de setembro de 1961, na região noroeste do Pacífico. Nancy teve, possivelmente, os ventos mais fortes já medidos em um ciclone tropical (tempestades tropicais, furacões e tufões). 
Estima-se que os ventos de Nancy atingiram 343 km/h, tornando a tormenta de categoria 5 um super-tufão.
No entanto, as medidas tiradas há muito tempo hoje acredita-se que podem estar erradas; um pouco altas demais. 
Tufões extremamente fortes chegaram a velocidades de no máximo 306 km/h, o segundo maior já registrado.
Nancy causou grande devastação em todo o Japão; 191 pessoas morreram.
7 – TUFÃO MEGI
O Tufão Megi aterrisou no dia 18 de outubro de 2010 nas Filipinas, e foi um dos mais fortes tufões já registrados. Abrangendo mais de 600 km, a tempestade criou mega-ventos de 287 km/h.
Megi tornou-se um super-tufão quando a velocidade do vento chegou a sua 241 km/h – isto é o que designa um super-tufão no noroeste do Pacífico. 
Um ciclone tropical deve atingir ventos de pelo menos 119 km/h a fim de ser considerado um tufão.
Megi matou 69 pessoas nas Filipinas e no Taiwan.
6 – TUFÃO VERA
Um dos tufões mais mortais do mundo, Vera despencou no Japão em setembro de 1959, matando 5.098 pessoas e ferindo mais de 40 mil.
Muito dos danos causados por Vera não vieram de seus ventos fortes de até 305 km/h, mas de graves inundações.
 A tempestade destruiu barreiras do mar, afundou lavouras e interrompeu estradas e ferrovias. Cerca de 1,5 milhões de pessoas ficaram desabrigadas após o tufão, e grandes surtos de disenteria, gangrena e tétano se seguiram.
A devastação causada por Vera exigiu a construção do Sistema de Radar Monte Fuji para antecipar grandes tempestades no futuro.
5 – TUFÃO SARAH
O super-tufão Sarah, que atingiu um pico de 310 km/h, desembarcou no sul da Coréia do Sul em 17 de setembro de 1959. 
Os ventos fortes e chuvas de Sarah causaram seis mortes, destruíram 6 mil casas e arruinaram milhões de dólares em plantações.
Porém, ao longo do país, as inundações extremas mataram 669 pessoas e deixaram 782.126 desabrigadas. 
O Japão também foi atingido com as inundações que mataram 24 pessoas, com milhares de casas destruídas ou danificadas.
4 – TUFÃO FORREST
Em setembro de 1983, no Oceano Pacífico, o super-tufão Forrest foi desenvolvido.
 Foi o ciclone tropical de mais rápido surgimento, com uma queda de pressão de 100 milibares, em um período de 24 horas (uma queda bastante rápida chega a 1 milibar por hora).
Forrest atingiu o Japão como uma tempestade tropical no dia 28 de setembro com ventos de até 137 km/h. Cerxca de 483 mm de chuva caíram em todo o Japão, danificando 46 mil casas. 
No geral, a tempestade causou 21 mortes e danos moderados.
3 – TUFÃO JOHN
John foi o ciclone tropical de maior duração e que atingiu as maiores distâncias já observadas. 
Formado durante o forte El Niño de 1991 a 1994, John atingiu seu pico como um furacão de Categoria 5.
Durante sua vida, John percorreu 13.280 km, do Pacífico Oriental até o Pacífico Ocidental e de volta para o Pacífico Central, com duração de 31 dias no total. 
Porque existiu no leste e no oeste do Pacífico, John era um amontoado de um pequeno número de ciclones tropicais, designado tanto como furacão, quanto tufão.
John permaneceu na maior parte do tempo sobre o oceano e causou apenas danos pequenos no Havaí.
2 – TUFÃO NORA
Distinto pela sua temperatura, o tufão Nora ficou conhecido por ter o mais quente dos olhos de qualquer ciclone tropical, 30° C.
Nora tornou-se um supertufão, com ventos de até 298 km/h. Mas enfraqueceu quando atingiu o sudeste da China no dia 10 de outubro de 1973. 
O tufão causou 18 mortes e mais de R$ 4,2 milhões em danos.
1 – TUFÃO TIP
O tufão Tip se formou no noroeste do Oceano Pacífico em outubro de 1979 e foi o ciclone tropical maior e mais intenso já visto. 
O diâmetro das tempestades atingiu 2.220 km, quase metade do tamanho dos Estados Unidos.
A tempestade tinha uma pressão medida em 870 milibares (o normal é de 1.013 milibares) e ventos de superfície sustentados em 306 km/h. Tip matou 86 pessoas em todo o Japão.
Também foi um dos ciclones tropicais mais vigiados.
 A Força Aérea dos EUA enviou 60 missões para o tufão.
Apesar de seu currículo impressionante e mortal, o nome Tip não foi aposentado e foi reutilizado em 1989. 
IMAGENS
Tufão
NOTA:
A diferença entre um furacão e um tornado, é que o furacão atinge mais de 2 Km de extensão, o que o torna com uma força muito maior e destrutiva que um tornado.
Recentemente eu vi uma reportagem, que alguns pesquisadores concluíram, que um furacão tem sua origem no lugar mais quente do planeta, o deserto do Saara.
A massa de ar quente do deserto do Saara avança em direção ao
Atlântico  se encontrando com a massa de ar fria do oceano, e sob a força coriolis, vai ganhando seu formato e magnitude avassalador.

2 comentários:

  1. Olá, gostei muito dessa pesquisa porque estava procurando uma parte para um Trabalho de Geografia, e aqui eu achei a melhor reposta .Parabéns.

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AGRADEÇO SUA VISITA.
VOLTE SEMPRE.