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sábado, 18 de fevereiro de 2012

CLEÓPATRA. A RAINHA DO EGITO

No ano de 69 a.C., o rei egípcio Ptolomeu teve a oportunidade de assistir o nascimento de sua filha mais velha, Cleópatra, que viria a ser conhecida como uma das mais famosas e intrigantes rainhas do Egito. 
Nascida na cidade macedônica de Alexandria, esta rainha herdou as heranças gregas e persas que se instituíram na região nordeste da África pela ação do imperador macedônico Alexandre, o Grande.
Longe de ser apenas uma mulher fútil, poderosa e entregue aos prazeres da vida, Cleópatra ansiava dar fim às dominações estrangeiras que tomavam seu reino. 
Além disso, era conhecida como hábil debatedora e dominava várias línguas como aramaico, persa, somali, etíope, egípcio e árabe. 
Segundo o historiador Plutarco, ela não detinha atributos físicos, mas se valia de outros artifícios para alcançar seus objetivos.
Quando chegou ao poder, suas intenções de restabelecer a soberania parecia ser um plano difícil de ser concretizado.
 Após casar com seu irmão Ptolomeu XII para chegar ao trono, observou que as tropas do opulento e vitorioso exército romano estavam próximas demais da cidade de Alexandria.
 Ao mesmo tempo, sua posição real era decorativa em face dos poderes atribuídos aos burocratas que controlavam o Estado.
Estes ministros percebiam as ambiciosas pretensões políticas de Cleópatra e, não por acaso, obrigaram-na a fugir de Alexandria e pedir auxílio militar das tribos do deserto. 
Nessa mesma época, o general romano Pompeu, ao qual Cleópatra já havia prestado apoio, pediu abrigo a suas tropas derrotadas na Farsália. 
O pedido gerou um grande dilema para os dirigentes do governo.
Por um lado, entendiam que o apoio a Pompeu poderia significar a invasão das tropas de Júlio César, outro general romano que ambicionava ser ditador. 
Em contrapartida, a recusa também poderia causar a fúria de Pompeu, que passaria a ver os egípcios como um bando de mancomunados com seu maior inimigo político. 
Por fim, tentando se safar desta situação ambígua, os egípcios decidiram tramar o assassinato de Pompeu.
Após matarem o general romano, as tropas de César se dirigiram até Alexandria para tomar conhecimento do comportamento egípcio em frente a suas tropas.
 Ptolomeu, o rei, receava sob as pretensões dominadoras do general romano e decidiu não ir ao seu encontro.
 Em contrapartida, Cleópatra arquitetou um plano em que conseguiria encontrar Júlio César sozinho e vulnerável à sedução da rainha.
Para conseguir tal feito, se sujeitou a ficar enrolada em um tapete que seria entregue como presente a Júlio César. A ousadia conquistou César, que, em resposta, lutou ao seu lado contra os revoltosos contrários ao governo da rainha no Egito. 
A empreitada quase fracassou, mas com o apoio de Mitríades de Pérgamo, conseguiram abater as ambiciosas tropas egípcias que, no fundo, também disputavam o poder entre si.
A aliança entre César e Cleópatra a transformou em senhora do Egito. 
Contudo, não satisfeita com o objetivo alcançado, resolveu apoiar César em novas conquistas que pudessem transformá-lo em um conquistador de muitas fronteiras. 
Contudo, o general romano sabia que qualquer ambição de poder absoluto poderia acender a fúria do Senado Romano, que não permitiria a dissolução da República.
Por isso, ele teve de se contentar com uma breve temporada em que desfrutou da companhia de sua audaciosa amante. 
Depois disso, forçado a sinalizar sua devoção às instituições romanas, partiu com o seu exército para a região de Ponto, onde abafou a revolta de Farnaces. Nesse meio tempo, a rainha Cleópatra ficou grávida e deu à luz a Cesarião, nome que simplesmente atestava a paternidade de seu filho.
Depois que retornou para Roma, César nunca mais colocou os seus pés no Egito. 
Contudo, em mais uma ação de extrema audácia, a rainha Cleópatra resolveu ir até Roma e visitar o seu amante e parceiro político. Para os romanos mais conservadores, a presença daquela estrangeira era uma ameaça às tradições. Afinal, quais garantias poderiam dizer que César não a transformaria em rainha de Roma?
Por fim, antes que tal ameaça se tornasse real, Júlio César foi assassinado por um grupo de republicanos que temiam as pretensões hegemônicas do ditador. 
Temendo a reação dos romanos com a sua presença, Cleópatra logo retornou para Alexandria e, após se livrar do irmão, colocou o seu filho no poder. Enquanto os romanos decidiam quem assumiria o poder, ela resolveu ficar afastada das questões políticas e militares.
Após as lutas sucessórias, dois generais assumiram o poder político do Império: Otávio, que se preocupava em buscar apoio do Senado e tinha um comportamento frio e ambicioso; e Marco Antônio, que ficara e parecia ser uma figura mais receptível aos engodos da rainha. 
Ao contrário da primeira vez, Cleópatra esperou que o seu mais novo alvo político chamasse pela sua presença. Não demorou muito, Marco Antonio, que estava na Sicília, chamou a senhora do Egito pra discutir o poder na Ásia.
Organizando uma comitiva suntuosa e adornada com vários elementos que faziam menção à mitologia grega, Cleópatra não teve grandes dificuldades para conquistar o general. Entre 41 e 31, Marco Antonio dizimou os inimigos políticos de Cleópatra, abandonou a esposa (que era irmã de Otávio) e passou boa parte desse tempo realizando conquistas militares que atendiam o interesse de sua amada egípcia.
A união entre Marco e Cleópatra deu origem a três filhos e somente colocava em dúvida o compromisso que o general romano teria com sua pátria original. Como se não bastasse toda a situação, os filhos do casal foram transformados em reis da Armênia, da Síria e da Ásia Menor. 
Dessa forma, o cenário político de Roma estava divido entre dois senhores: um comprometido com o Ocidente (Otávio) e o outro maravilhado com o Oriente (Marco Antonio).

Prevendo uma possível reviravolta, Otávio começou a realizar ataques sistemáticos contra o comportamento de Marco Antonio e resolveu colocar Cleópatra como uma séria ameaça para os romanos. Marco Antonio, que não resolveu abrir mão de sua aventura amorosa, decidiu combater as tropas do general Otávio. Sem obter o sucesso almejado, ainda tentou se aliar com as tropas de Cleópatra para resistir à sua iminente derrota.

Sitiados e abatidos na cidade de Alexandria, o general e a rainha decidiram acabar com suas próprias vidas. Não satisfeito, Otavio aniquilou completamente a linha sucessória dos herdeiros de Cleópatra bem como transformou o Egito em uma mera província subordinada aos representantes do poder romano. Com isso, o sinal de lealdade representado pela vitória militar transformou Otávio no primeiro imperador romano.
Afinal, onde foi parar Cleópatra? 
Claro que ela continua por toda parte - com o seu nome imortalizado em caça-níqueis, jogos de tabuleiro, dançarinas eróticas e até mesmo em um projeto de monitoramento da poluição do mar Mediterrâneo. Também orbita ao redor do Sol, como o asteroide 216 Kleopatra. 
Seus "rituais de banho e modo de vida luxuriosos" são mencionados em propagandas de perfume. Mais: a mulher que foi o derradeiro faraó do Egito e costumava testar poções venenosas em prisioneiros está, em vez disso, envenenando os seus súditos como a marca de cigarros mais popular do Oriente Médio. § Em uma frase memorável de Harold Bloom, ela foi a "primeira celebridade do mundo". 
Se a história é um palco, nenhuma atriz foi tão versátil em seus papéis: filha, mãe e irmã de uma família que faria os mafiosos Sopranos, da série de TV, parecerem normais. Alvo de fantasias masculinas, Cleópatra tornou-se uma musa de fascínio inesgotável. A lista de obras sobre ela inclui 77 peças de teatro, 45 óperas e cinco balés.
 A rainha também é estrela de pelo menos sete filmes; a última dessas versões, ainda a ser filmada, será personificada em Hollywood por Angelina Jolie. E uma recente biografia, escrita por Stacy Schiff e já lançada no Brasil, rapidamente se tornou best-seller mundo afora.
Contudo, mesmo que esteja por toda parte, Cleópatra também não se encontra em lugar nenhum. Apesar de seu pretenso poder de sedução, não temos nenhuma representação confiável de suas feições. 
Os raros semblantes dela que chegaram até nós se baseiam em pouco lisonjeiras efígies de moedas. Há ainda um obscuro relevo de 6 metros de altura em um dos templos de Dendera e, nos museus, alguns bustos de mármore, cuja maioria talvez nem seja dela.
Os historiadores da Antiguidade preferiram exaltar o carisma de Cleópatra, e não sua beleza. Não resta dúvida, porém, de que ela foi capaz de despertar a paixão de dois romanos poderosos: Júlio César, com quem teve um filho, e Marco Antônio, que foi seu amante por mais de uma década e com quem teve três filhos. 
No entanto, a beleza dela, segundo o historiador grego Plutarco, não era "tal que deslumbrasse aqueles que a vissem; mas sua conversa era cativante, e sua figura, ajudada pela graça e pela vivacidade no trato, parecia cravar um aguilhão no espírito. 
Quando falava, o som de sua voz era adocicado, e com facilidade modulava a língua, como se fosse um instrumento melodioso".
Até hoje, muitos se perguntam sobre o local da sepultura de Cleópatra, desde que foi vista pela última vez no mausoléu - de acordo com o lendário relato de sua morte -, ataviada com o diadema e os ornamentos régios e reclinada no que Plutarco descreveu como um leito dourado. 
Após o assassinato de César, o herdeiro deste, Otaviano, digladiou-se com Marco Antônio pelo controle do Império Romano por mais de uma década e, em seguida à derrota de Marco Antônio e Cleópatra na Batalha de Ácio, as tropas de Otaviano tomaram Alexandria no verão do ano 30 a.C. 
Cleópatra refugiou-se atrás das maciças portas de seu mausoléu, em meio a pilhas de ouro, prata, pérolas, objetos de arte e outros tesouros que ela jurou queimar a fim de que não caíssem nas mãos dos inimigos.
Agonizando com os golpes de espada que infligira a si mesmo, Marco Antônio foi levado a esse mausoléu no dia 1o de agosto para que tomasse uma última taça de vinho e expirasse nos braços de Cleópatra. 
Possivelmente foi ali que, cerca de dez dias após a morte de Marco Antônio, a própria Cleópatra, aos 39 anos de idade, esquivou-se à humilhação da derrota e do cativeiro, suicidando-se com a picada de uma víbora venenosa.
 Segundo o historiador romano Dion Cássio, o corpo de Cleópatra foi embalsamado, tal como o de Marco Antônio. Plutarco comentou que, por ordem de Otaviano, a última rainha do Egito fosse sepultada ao lado de seu derrotado consorte romano.
 Dezesseis séculos depois, Shakespeare proclamou: "Nenhuma sepultura jamais encerrará/um par tão famoso".
Hoje, contudo, não fazemos a menor ideia de onde poderia estar essa sepultura.
Alexandria e a área circundante atraíram menos interesse que os sítios arqueológicos mais antigos ao longo do Nilo, como as pirâmides de Gizé ou os monumentos de Luxor. 
E isso é compreensível: terremotos, ondas de maré, elevação no nível do mar, afundamento no terreno, guerras e a pragmática reciclagem do material de construção acabaram destruindo a antiga região litorânea em que Cleópatra e seus antepassados viveram durante três séculos. 
Quase todos os resquícios gloriosos da antiga Alexandria estão atualmente 6 metros abaixo da superfície do mar.
Nas últimas décadas, porém, os arqueólogos passaram afinal a se dedicar ao enigma do destino de Cleópatra e a buscar o local de seu sepultamento. 
Escavações subaquáticas iniciadas em 1992 pelo explorador francês Franck Goddio e seu Instituto Europeu de Arqueologia Submarina permitiram que os pesquisadores mapeassem as áreas inundadas da antiga Alexandria, seus quebra-mares e esplanadas, e o solo submerso antes ocupado pelos palácios reais.
Os achados trazidos à superfície - maciças esfinges de pedra, gigantescos blocos de calcário usados em pavimentos, colunas e capitéis de granito - estão despertando o apetite por uma melhor compreensão do mundo de Cleópatra. 
"Meu maior sonho é encontrar uma estátua - com um cartucho indicando que se trata de Cleópatra", avisa Goddio. 
Até agora, as buscas submarinas ainda não revelaram nenhuma sepultura.
Nos últimos tempos, os pesquisadores seguem novas pistas: um templo no deserto perto de Alexandria tornou-se o foco de outra busca, desencadeada pela ideia de que uma rainha tão calculista e previdente quanto Cleópatra talvez tivesse mandado construir sua tumba em um local mais significativo em termos espirituais que o centro de Alexandria ,ou seja, em um lugar no qual seus restos mumificados pudessem descansar em paz ao lado do amado Marco Antônio.

                Edição 136 - Em busca de Cleópatra - Parede de Dendera, no Egito, com imagem de Cleópatra
Cleópatra é a figura à esquerda na parede de um templo em Dendera - esta é uma das raras imagens que trazem o seu nome. Ela é representada em suas funções de soberana, fazendo oferendas aos deuses. A seu lado está o filho que teve com Júlio César, reforçando a posição dele como herdeiro do trono. 
Após a morte da rainha, porém, ele foi executado.

                Edição 136 - Em busca de Cleópatra - Bracelete egípcio de ouro
Um bracelete egípcio de ouro, da época de Cleópatra, exibe duas serpentes entrelaçadas, símbolos de proteção e regeneração.

                Edição 136 - Em busca de Cleópatra - Busto de Cleópatra
 Este busto de mármore com a faixa de cabeça que simboliza a realeza pode representar Cleópatra e talvez tenha sido esculpido quando ela visitou Roma. Traços como a curva do nariz se parecem com os das efígies oficiais em moedas. Autores da Antiguidade afirmam que Cleópatra cativava a todos com sua inteligência. 
Dois homens poderosos se apaixonaram por ela - o imperador Júlio César e o general Marco Antônio.

                Edição 136 - Em busca de Cleópatra - Estátua de Hapi
A metade superior de um colosso de granito é içada para a superfície do mar na baía Aboukir, a nordeste de Alexandria. Com 6 metros de altura, a estátua representava Hapi, a divindade das cheias anuais no Nilo, que tornavam férteis as terras do Egito. Provavelmente ela ficava fora do templo principal de Herakleion. 
Essa cidade foi um centro de comércio e um local ritualístico para Cleópatra e outros faraós ptolomaicos.

                Edição 136 - Em busca de Cleópatra - Parte da esfinge da antiga Alexandria
Descoberta em uma parte afundada da antiga Alexandria, uma esfinge de madeira se compõe de corpo de leão e o rosto daquele que provavelmente foi o pai de Cleópatra, Ptolomeu XII. O faraó usa o enfeita de cabeça real contumaz, com uma naja na testa. Essas figuras representavam o poder divino do governante e eram colocadas na entrada de prédios importantes.

                Edição 136 - Em busca de Cleópatra - Kathleen Martinezem busca de Cleópatra
Desde 2005, Kathleen Martinez procura vestígios do túmulo de Cleópatra nas ruínas do templo de Osiris em Taposiris Magna.

2 comentários:

  1. bem como cleopatra era um das mais belasmulheres e adimirada com um extremo poder tenha enveja

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  2. O nome do filho de Cleópatra e César era Cesárium ou Cesário em Português!

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AGRADEÇO SUA VISITA.
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