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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

"Somos Físicos" A Mitologia Nórdica (Mitologia)

THOR, o deus mais poderoso de toda a Escandinávia, teve sua imagem utilizada pela Marvel e se tornou um herói das HQ's.
Própria dos povos pré-cristãos da Escandinávia e da Islândia, esta mitologia disseminou-se de maneira especial também na Alemanha
Os alemães configuram-se como os maiores divulgadores da vasta cultura nórdica, bem como de sua mitologia. 
Os vikings, por meio de sua voraz expansão marítima, também foram responsáveis pela difusão da cultura e mitologia nórdicas e, não por acaso, as histórias dos povos escandinavos instalaram-se consistentemente no ideário dos povos de língua inglesa, deixando suas peculiaridades em seu léxico, por exemplo.
 Os nomes dos dias da semanas nos países anglófonos derivam dos nomes dos deuses nórdicos. 
Peguemos como exemplo Thursday e Friday: o primeiro se refere ao “dia de Thor“; o segundo, é o “dia de Freya“.
O historiador e poeta islândes Snorri Sturluson (1179 – 1241) compilou grande parte do arsenal da mitologia de seu povo em um livro chamado Edda em Prosa
Nele, Sturluson chamava a atenção para as principais lendas que versavam sobre os deuses que a comunidade havia recentemente rechaçado (a obra é codificada cerca de 300 anos após a conversão da Islândia ao cristianismo). 
Houve também por parte do autor a preocupação em desenvolver um tratato sobre a arte poética, em que explicava o sistema métrico e metafórico dos escaldos (denominação dada aos membros de um grupo de  poetas da corte dos líderes da Escandinávia e Islândia durante a Era Viking que compunham e apresentavam suas interpretações sobre aspectos que, hoje, é conhecido como poesia nórdica antiga). 
Não obstante algumas destas lendas apresentarem eventos essencialmente trágicos, a maioria delas possuem cunho cômico, em especial aquelas em que os deuses  de Asgard (reino dos deuses) são as protagonistas. 
Não há como sabermos o quão cômicas eram as narrativas originais, ou até que ponto as lendas foram deformadas pelo prisma cristão de seu compilador (que poderia, em tese, ridicularizar de alguma maneira o “legado” dos deuses pagãos). 
As histórias cômicas são, contudo, as mais interessantes e representam ricamente a mitologia nórdica. 
Temas envolvendo jogos de enganação, Odin (Wotan), sua trupe e sua rixa eterna com os gigantes, a astúcia e geralmente a perversão de Loki, o grande mentiroso (em analogia à cultura cristã, representa a serpente, aquele que se rejubila em tramar contra os deuses, sempre às escuras, sempre rasteiro) permeiam estas histórias. 
Há variavelmente o sucesso de Odin e de seu bando, principalmente nas lendas em que se instala a comicidade e a violência nas possíveis disputas narradas.
A riquíssima mitologia nórdica é inspiração nítida do fantasioso universo literário do escritor inglês J. R. R. Tolkien. 
O escritor argentino Luis Borges também “bebeu da fonte” dos nórdicos, dedicando as Kenningar ‘metáforas’ que leu da poesia islandesa. Wagner, compositor alemão, também utilizou muitas das essencialidades da estrutura composicional das lendas nórdicas para desenvolver suas composições.

Deuses Nórdicos

THOR
 O senhor dos trovões, filho mais velho de Odin, era o mais forte dos deuses e homens, possuía algo muito precioso, que era seu martelo.
 Do nome Tor deriva Thursday, o quinto dia da semana.

FREY
 Era um dos deuses mais celebrados, responsável pela chuva, pelo brilho do sol e por todos os frutos da terra. 
A deusa Freyja era sua irmã, a mais propícia das deusas, amava a música, a primavera, as flores, os elfos. Apreciava muito as canções amorosas e todos os amantes poderiam invocá-la com proveito. 
Era a deusa da fertilidade.

BRAGI
 Era o deus da poesia, e seus cantos recordavam os feitos dos guerreiros. Sua esposa, Iduna, guardava a caixa de maçãs que os deuses, quando sentiam aproximar-se a velhice, provavam, para recuperar imediatamente a mocidade

Heindall
 Era o vigia dos deuses e, portanto, ficava na fronteira do céu para impedir que os gigantes passassem pela ponte Bifrost (o arco-íris). Heindall dormia menos que um pássaro e enxergava, tanto de dia quanto de noite, num raio de 100 milhas (cerca de 160 km). 
Tinha tão bons ouvidos que podia ouvir o ruído da relva crescendo nos campos e da lã crescendo em um carneiro.

AEGIR

Gigante famoso, Deus Vanir "Senhor do Mar", ele pode ser bom ou mau. Ran e ele possuem nove filhas 
( Ondinas ). 
Ouro, prosperidade, tesouros afundados no fundo do mar, controla mentes e ondas.

AESIR

Principal raça dos deuses de Asgard. 
Os Aesir são liderados pelo deus Odin. 
Eles travam uma guerra com a raça de deuses da fertilidade chamados Vanir, que são depois integrados aos Aesir.


ANGRBODA

Giganta amante de Loki, com o qual gerou as três monstruosidades Jormungand (a serpente de Midgard), o lobo Fenrir e Hel (a Morte). 

ASGARD

O primeiro dos três mundos do universo nórdico. 
É o reino dos deuses. 
Em Asgard está situada Valhalla, o palácio dos guerreiros mortos em batalha. Também em uma região de Asgard está Vanaheim, a terra dos Vanir e Alfheim, a terra dos Elfos Luminosos.
 Em Asgard estão também os palácios de cada um dos deuses, como também Gladsheim, o grande santuário na Planície de Ida. 

ASYNJOR

A deusa, versão feminina de Aesir, assistentes de Frigg em Vingolf. 
Uma delas era a curandeira chamada Eir. 
Os outros eram Fjorgyn, Frima,Fimila, Hnossa a bela.

AUDUMLA

A vaca alimentadora, Mãe terra, nascida como Ymir, de gelo derretido. 
A vaca, para os germanos, era o ancestral da vida, símbolo da fecundidade.
 Das tetas da vaca Audumla corriam quatro rios de leite, alimentava-se do sal que o gelo continha, e que ela fundia ao lamber. 
Enquanto Ymir bebia o leite e ganhava novas forças, aconteceu que a vaca fez surgir, das cálidas gotas que salpicavam os rochedos cobertos de neve, outro ser vivo e de forma humana, Buri. 
Primeiro seus cabelos tomaram forma depois a cabeça e por fim o corpo todo. Buri, que gerou Bor, que gerou Odin, Vili e Ve. 

BALDER / BALDR / BLADUR

Filho de Odin e da deusa Frigg, Baldr a da raça dos Ases. Seu nome aparece raramente nos mitos e nas aventuras divinas; mas o episodio do qual é o centro se refere ao próprio drama do mundo. 
Na Escandinavia era venerado sobre o nome de Baldr; os germanos do Oeste, sobretudo, o honravam. Snorri Sturllasson assim o retrata : " Um segundo filho de Odin é Balder e deste só há o que dizer bem; é tão brilhante que emite luz, e há uma dos campos, tão branca, que foi comparada com o cílios de Baldr: ela é a mais branca de todas as flores do campo.
 É o mais sábio dos Ases, o mais eloquente e o mais benigno. 
Mas uma condição está ligada a sua natureza: nenhum de seus julgamentos poderá ser realizado.
 Habita uma mansão no céu chamada "Breidablink". "
Baldr é, também, juiz; encarnação da pureza e da beleza, seus julgamentos jamais se realizam, talvez para mostrar que a perfeição e a suprema beleza não são deste mundo. 

BERGELMIR

Um gigante, pai de todos os gigantes. 
Ele e a sua esposa foram os únicos sobreviventes da inundação do sangue de Ymir. 

BERSERKS

Guerreiros que ficavam como que enlouquecidos durante as batalhas e atacavam sem nenhum medo de morrer. Acreditava-se que eram protegidos por Odin. 
Em inglês existe a expressão "to go berserk," que quer dizer "ficar violento, enlouquecido, incontrolável." 

BESTLA

Buri, nascido do leite da vaca Audumla, teve um filho, Bor, e este desposou Bestla, filha do gigante, o qual descendia Ymir, da união de Bor e Bestla nasceram três deuses, Odin, Vili e Vé. 

BIFROST

A Ponte do Arco-Íris. Ponte de luz que liga o primeiro mundo, Asgard (o mundo dos deuses), ao mundo-do-meio, Midgard. Bifrost é guardada pelo deus Heimdall. 
Com a chegada do Ragnarok, Bifrost irá ruir. 

BILSKIRNIR

O palácio do deus Thor em Asgard. 

BOR

Pai de Odin. Bor era filho de Buri, que nasceu da vaca primordial Audumla.

BRUDABLIK

O palácio do deus Balder em Asgard. 

BRÜNNHILDE

A líder das nove Valquírias. 
Por ter desobedecido uma ordem directa de Odin, Brünnhilde perde a imortalidade.
 Odin fá-la adormecer sobre uma pedra no alto de uma montanha e cerca todo o local com fogo. 
Ela deverá ficar dormindo ali até que um guerreiro destemido atravesse o fogo, desperte-a com um beijo e despose-a.
 Esse guerreiro é Siegfried. 

BRYNHILD

Personagem do poema épico germânico Nibelungen. 

BURI

Ser nascido do leite da vaca Audumla; foi pai de Bor que, por sua vez, gerou o deus Odin.

DAIN

Soberano dos Elfos. 

DELLING

Elfos Vermelhos do amanhecer ou leste, amante de Nott ou Nat.

DISIR

Seres Sobrenaturais. V. Hamingja.

DRAUPNIR

Anel mágico (segundo alguns, é uma bracelete) feito pelos anões para o deus Odin. 
Draupnir tem por característica produzir, a cada nona noite, oito anéis de igual peso. 
É um símbolo de riqueza e fartura.

DVALIN

Soberano dos anões.  

EINHERJAR

São os heróis mortos em batalhas que são recolhidos pelas Valquírias e levados para Valhalla, onde eles passam os dias fazendo justas entre si e as noites banqueteando-se no grande salão, presididos pelo próprio Odin. 
Os Einherjar serão accionados no Ragnarok para lutar ao lado de Odin contra as forças do mal.

ELFOS

Chamavam-se Elfos, no uso antigo das línguas germânicas, seres associados à vida da natureza e que o povo julgava residir nas águas, nos bosques, nas montanhas e, mesmo, no seio das flores; suas relações com os homens são diversamente descritas. 
A poesia inglesa da Idade Média os mostra como criaturas aéreas e luminosas, cheias de doçura e bondade; já os alemães da Germânica deles tinham receio, bem como o povo do extremo Norte (Dinamarca), pois acreditavam que eles podiam se irritar, às vezes sem motivo ou causa aparente.
 Os Elfos viviam em sociedade, como os homens; possuíam reis, que eram sumamente respeitados; amavam jogos e as danças, comummente passavam a noite em bailes infatigáveis que só cessavam com o canto do galo, pois temiam a luz e o olhar do homem. 
Aquele que, numa noite enluarada, nas terras solitárias e descampadas, se deixasse fascinar por uma filha dos Elfos, estava perdido para sempre; em geral, porém, suas danças não tinham testemunhas; de manhã percebia-se apenas, na erva húmida o traço ligeiro dos seus pezinhos.

EMBLA

A primeira mulher, esposa de Askr, a mãe do género humano, a Eva germânica, criada por Odin, Honir e Lodur.

ETZEL

Personagem que aparece na epopeia germânica Nibelungos.

FARBAUTI

Gigante, pai de Loki. 

FAFNIR

Filho de um mágico/fazendeiro, transformou-se num dragão por causa da sua ambição pelo tesouro de ouro. 
Fafnir foi morto por Sigurd. 

FARBAUTI

Gigante de fogo. Pai de loki.

FENRIR

Cria de Loki com a giganta Angrboda. 
É um lobo monstruoso que é acorrentado pelos deuses até o advento do Ragnarok, quando ele se soltará e causará grande devastação antes de devorar o próprio Odin.

FJALAR

Um anão irmão de Galar; eles mataram Kvasir e fizeram com seu sangue o hidromel da poesia. 

FREYJA

Irmã de Freyr, é a mais famosa das deusas e protetora do amor e da feitiçaria. 
Compartilhou com Odin a morte em batalha, recebendo o primeiro golpe. 

FREYR

Filho de Njord, é o patrono da fertilidade, o soberano do reino dos duendes responsáveis pelo crescimento da vegetação. 

FRIGG

Esposa de Odin. Deusa da Fertilidade, versão da mãe Terra. É associada a Nerthus (Idade do bronze). 
É conhecida por sua sabedoria e por nunca revelar nada a ninguém, nem mesmo ao seu esposo.
 É representada por uma sacerdotisa nua de cabelos longos, usando um torc (colar de ouro) e pulseiras nos braços e pernas. 

GARM

Grande cão que é acorrentado pelos deuses numa caverna na entrada de Niflheim. Ele se libertará com o Ragnarok e atacará o deus Tyr. Na luta, ambos morrerão.

GLADSHEIM

(Lugar de Alegria) É o santuário dos deuses na Planície de Ida, em Asgard.

GLEIPNIR

Corrente feita pelos anões para prender o lobo Fenrir. 
Ela parece uma fita de seda; porém, depois de amarrado com ela, quanto mais Fenrir luta para livrar-se, mais forte ela fica e mais ele se enreda.

GNA

Serva de Frigg e uma Asynjor.
 Uma mensageira; seu cavalo chama-se Hofvarpnir.

GRIMNIR

Disfarce usado por Odin ao visitar a corte de um rei. 
Usando um desgastado casaco azul e um grande chapéu. 
Os cães do rei não o atacaram.

GULLFAXI

"Crina Dourada"; cavalo do gigante Hrungnir, poderia galopar através do ar. 
Thor conseguiu-o quando matou o gigante, mas deu o cavalo a seu filho Magni.

GULLTOP

Cavalo de crina dourada de Heimdall; pode voar com velocidade grande.

GUNGNIR

Nome da lança mágica de Odin. Gungnir foi feita pelos anões e tem a seguinte peculiaridade: jamais erra o alvo.

GUNNLOD / GUNNLAUTH / GUNNLOED

Giganta filha de Suttung; guarda o hidromel da poesia em uma caverna no submundo.

GYMIR

Gigante pai de Gerd, esposa de Freyr.

HLIDSKJALF

Nome do trono de Odin em seu palácio Valaskjalf, em Asgard. 
Sentado em seu trono, Odin consegue ver o que acontece em todos os nove mundos.

HRUNGNIR

Gigante que competiu com Odin. 
Quando Thor o matou, uma parte da pedra de amolar do gigante alojou-se na cabeça de Thor. 

HUGINN (Pensamento, Entendimento)

Um dos dois corvos de Odin - o outro se chama Muninn (Memória). 
Os corvos voam pelos nove mundos e, ao voltar, dizem no ouvido de Odin tudo o que viram e ouviram.

HYDNDLA

Giganta que guarda a lista genealógica e a cerveja da memoria. 

HYMIR

Gigante que possuía um imenso caldeirão com 5 milhas de profundidade o qual foi confiscado por Thor para nele ser preparada a cerveja dos deuses. 

IDUN

Deusa da saúde e mulher de Bragi, deus da poesia. 
Ela é responsável pela saúde dos deuses, que precisavam comer uma maçã por dia, vinda de seu cofre de madeira de freixo, para manterem sua juventude e força.

JORD / JORTH

"Terra"; giganta mãe de Thor. 

JORMUNGAND

Cria monstruosa de Loki com a giganta Angrboda. 
É uma serpente gigantesca que, logo que nasceu, foi precipitada por Odin no oceano que circunda Midgard.
 A serpente cresceu tanto que contorna toda a Terra até morder a própria cauda.

JOTUNHEIM

Reino dos gigantes, que fica em Midgard. Sua cidadela é Utgard. 
Várias sagas dos deuses têm Jotunheim como palco. 

KOBOLDS

Pequenos seres humanos que vivem dentro ou próximos de celeiros ou estábulos. 
Se tratados amavelmente, são amigáveis.

KVASIR

Um ser humano sábio criado pelos deuses. 
O Hidromel da poesia foi feito do seu sangue. 

LIF

Homem que surgirá de dentro da grande árvore Yggdrasill após o Ragnarok e que, com a mulher Lifthrasir, também surgida da árvore, repovoará a Terra.

LOKI

Deus do fogo, irmão de sangue de Odin, trapaceiro do panteão, é o bom e o mau em uma só pessoa. 
Tem descendência dos povos gigantes. Seu dia: sábado.

MAGNI

Filho de Thor e da giganta Jarnsaxa. 
Ele e seu irmão Modi herdarão Mjollnir, o martelo de Thor, após o Ragnarok.

MIDGARD

A Terra do Meio.
 É o segundo nível do universo, segundo os povos nórdicos. Os três níveis são: Asgard, o reino dos deuses; Midgard, o reino dos homens; e Niflheim, o reino dos mortos. 

MIMIR

Gigante, guardião da Fonte da Sabedoria e amigo de Odin. 

MODGUD

A virgem que guarda a ponte sobre o caminho de Hel.

MODI

Filho de Thor e da giganta Jarnsaxa. Grande guerreiro. 
Ele e o seu irmão Magni herdarão Mjollnir, o martelo de Thor, após o Ragnarok.

MUSPELHEIM

Reino de fogo situado ao sul.
 Do seu encontro com o gelo de Niflheim, situado ao norte, é que resultou na criação da vida no começo dos tempos.

NARFI

Filho de Loki e Signy. 

NIDAVELLIR

Terra dos anões. Situada em Midgard. 

NIDHOGG

Dragão que roí a raiz de Yggdrasill que mergulha em Niflheim. 
Quando o dragão começa a prejudicar a árvore, a águia, que fica no topo desta, desce voando e ataca o dragão. Enquanto Nidhogg lambe as feridas para curá-las, Yggdrasill tem tempo de se recuperar-se - e aí começa um novo ciclo. 

NIFLHEIM

O terceiro nível do universo concebido pelos povos nórdicos. Os três níveis são: Asgard, o reino dos deuses; Midgard, o reino dos homens; e Niflheim, o mundo dos mortos também, o país do gelo e das trevas. 
Aí, em companhia dos mortos, só podem viver os gigantes e os anões. A rainha dessa sombria região é a deusa Hel. 
A entrada era guardada pelo terrível cão chamado Garm. Niflheim é o lugar para onde vão todos os que não são mortos em batalha.

NJORD

É o Deus do mar e o protector dos marinheiros e dos pescadores. 
Representação paterna do Vanir, ele é o concessor das riquezas e um corajoso guerreiro.
 Casado com a Deusa Skadi.

NORNES

Deusas do destino: Urd, Verdandi e Skuld. São as três irmãs que tecem o destino dos homens em seus teares. Guardam a Yggdrasill, a árvore do mundo, que sustenta a Terra. 
Todas as manhãs fazem chover hidromel sobre suas raízes, para que as folhas permaneçam verdes. São representadas pela virgem, a mãe e a anciã. 
Urd é muito velha e vive olhando para trás, por sobre os ombros. 
Verdandi é uma jovem e olha sempre para o presente e finalmente Skuld, vive encapuçada e possui um pergaminho fechado sobre seu regaço, que contém os segredos do futuro. 

ODIN

Pai de todos, protector dos poetas, dos guerreiros, dos estadistas e o Deus da morte, da Guerra e da Magia. Carrega a lança Gungnir que nunca erra o alvo e que no cabo, tem runas gravadas, que ditam a preservação da lei. Cavalga o garanhão de oito patas Sleiphir e reúne guerreiros para lutarem com ele. 
Conquistou as runas , alfabeto nórdico, para a humanidade através de um acto de sacrifício pessoal e trocou o seu olho direito por sabedoria. Seu dia: quarta-feira.

RINGHORN

É o grande navio do deus Balder. Dentro dele é colocada a pira que consome o corpo do deus depois que este é morto pelas maquinações de Loki. 

ESSRUMIR

Nome do palácio da deusa Freyja em Asgard. 

SIEGFRIED

Na saga dos Nibelungos, é o filho de Siegmund e de Sieglinde. Grande herói que restaura Nottung, a espada de seu pai, mata o dragão Fafner e conquista a Valquíria Brünnhilde. Siegfried é morto, pelas costas, por Hagen.

SIEGMUND

Na saga dos Nibelungos, é um Wälsung, descende de Odin. 
Grande guerreiro que brandia a espada mágica Nottung. Antes de morrer, Sigmund enfrenta Odin (sem saber que era ele) e quebra Nottung contra a lança do deus. 
Sigmund pede que os pedaços da espada sejam guardados para que seu filho um dia restaure-a. 
O nome do filho é Siegfried.

SKIDBLADNIR

Gigantesco navio pertencente ao deus Freyr que tinha a peculiar característica de poder ser dobrado e guardado no bolso. 

SKOLL

Lobo que persegue o sol e que, no Ragnarok, consegue finalmente alcançá-lo e devorá-lo.

SLEIPNIR

Cavalo de oito pernas, cria de Loki. Loki deu-o de presente a Odin que, desde então, cavalga pelos céus montado nesse veloz ginete. 

SURT

Gigante de fogo que guarda Muspelheim. 
Em Ragnarok, Surt lançará fogo nos nove mundos.

SVARTALFHEIM

Reino dos Elfos Escuros. Fica situado em Midgard.

TANNGNOST E TANNGRISNI

Os dois bodes que puxam a carruagem de Thor. 

THOR

Deus do trovão, filho de Odin. Sua arma, o martelo de pedra Mijollnir.
 Thor é invocado nas mágicas rúnicas como força vingadora. Casou-se com a Deusa Sif, do trigo.
 Seu dia: quinta-feira.

TYR

É o Deus do combate, o general do panteão, ao passo que Thor é mais o guerreiro e Odin, o estadista.
 Seu dia: Terça-feira.

UTGARD

Cidadela principal de Jotunheim. 
É governada pelo gigante Utgard-Loki. 

UTGARD-LOKI

Gigante rei de Utgard.
 É um mestre da magia e da ilusão. 
Ele consegue enganar Thor quando este visita Jotunheim.

VALASKJALF

Nome do palácio de Odin em Asgard.
VALHALLA: Grande palácio em Asgard onde os Einherjar (os guerreiros mortos em batalha e para lá levados pelas Valquírias) esperam a chegada do Ragnarok. 
Enquanto eles esperam, os Einherjar passam os dias em justas entre si e as noites banqueteando-se no grande salão, supervisionados pelo próprio Odin. 
Valhalla é descrito como o palácio mais maravilhosa de toda Asgard.

VALKYRIAS

Mulheres que apareciam para os guerreiros que iam morrer e ficavam invisíveis para os demais. 

VANAHEIM

O reino da raça de deuses Vanir em Asgard. 

VANIR

Raça de deuses da fertilidade que, depois de vencidos em uma grande batalha com os Aesir, foram incorporados a esses. 

IGRID

Grande planície em Asgard onde acontecerá a grande batalha final entre o Bem e o Mal. 

YMIR

Gigante de gelo que surgiu no começo dos tempos. 
Ele surgiu do encontro do gelo do norte com o fogo do sul, no abismo chamado Ginnungagap.
Ymir foi o primeiro ser vivo, juntamente com a vaca Audumla. Mais tarde, os irmãos Odin, Vili e Ve matam Ymir e, do seu corpo, eles criam os nove mundos.

 ÁRVORE GENEALÓGICA

Com os rios do Norte, na Terra de Niflhein, e as nuvens do Sul, na Terra de Muspells, cria-se no Centro, na Terra de Ginnunga, o país do gelo, Ginnungagap. 
Dele, nasce a VACA AUDUMLA e o GIGANTE YMIR.
Da vaca nasce BURI (o qual gera BOR) e do gigante nascem THRUDGELMIR, BERGELMIR e, deles, todos os gigantes do gelo, também o gigante BOLTHORN (o qual gerou BESTLA).

BESTLA
BOR e BESTLA tiveram três filhos homens: ODIN, VILI e VÉ (representando o espírito, a vontade e o sagrado, respectivamente).
BOR e BESTLA

 
FRIGGA e ODIN também tiveram três filhos homens: BALDUR, HOLDUR e HERMOD.
FRIGGA foi filha de FIORYN?, irmã de FULLA e de HERDA...
ODIN teve muitos filhos... THOR nasceu da união que teve com sua cunhada HERDA. 
Com a gigante GRIDR gerou VIDAR. Possivelmente, o guerreiro TYR também foi seu filho. 
Ainda teve um filho terrível chamado LOKI - o qual matou seu irmão BALDUR e teve como filho o LOBO FENRIS. 

O MITO GERMÂNICO

ALFHEIM
Elfos da luz e Elfos da noite, Freyr.
ASGARD
O céu dos deuses nórdicos ou o mesmo que o Olimpo da mitologia grega, significa "residência dos chefes". 

Sua ligação com a Terra, a quem chamam de MIDGARD, se faz através do arco-íris BIFROST, o arco-íris mostrava a entrada de Asgard que era guardada por HEIMDALL (deus do arco-íris), contra os gigantes e monstros.

BALDUR — BALDER
Filho de Odin e Frigga, Baldur era muito bonito e dizia-se que a sua aura resplandecia com uma luz sagrada, pois era a personificação do Sol. 

Deus do Sol, da juventude, da beleza, da bondade e da sabedoria. Vivia em Asgard. 
De acordo com os mitos, o deus era atormentado por pesadelos que lhe prediziam morte prematura.
Dele havia um rival que lhe invejava a juventude e a beleza, esse rival era Loki, o deus do fogo; este disfarça-se de velho e conquista a confiança de Frigga, descobrindo assim, que ela conseguiu fazer todos os seres do País do Meio jurarem que não fariam mal a seu filho, com exceção do humilde visco (uma planta, parasita).
 Loki faz um jogo de dardos com um broto de visco e persuade então o deus cego Holdur a arremessá-los contra o jovem deus. Baldur cai morto imediatamente.
Baldur ressuscita muito tempo depois no acontecimento cataclísmico da mitologia escandinava, conhecido como Ragnarok. Baldur era loiro (seus cabelos lembravam ouro) e tinha grandes olhos azuis.
 Dia: Domingo. Planeta: Sol. Mitologia: Apolo, Adónis.

BILKIRNIR — BILSKIRNIR
O maior palácio de Asgard, com 540 salas onde morava 

Thor.

BOR — BUR
Filho de Buri, casou com Bestla (gigante filha de Botthorn) e com ela teve 3 filhos: Odin, Vili e Vé.


EGILL SKALLA — GRIMSSON
O mais famoso mago rúnico da era viking. 

Além de possuir dotes mágicos, foi um guerreiro de tremenda força física. Seus feitos lendários foram reunidos na Egils Saga.

EIRA
Tem a habilidade da medicina para todas as mulheres.


FREY — FREYR — FRÖ — FRE
Deus nórdico da fertilidade. Ele é representado por um gnomo sentado de pernas cruzadas com um capuz pontudo e um grande órgão genital masculino ereto. A palavra Frey significa "Senhor". 

Deus fálico da paz, da felicidade, da colheita e da abundância. Não se faziam sacrifícios em sua honra.
Conhecido também como Vanir, adorado como divindade da fertilidade, da sabedoria, do amor e da paz pelos povos escandinavos anteriores à Idade do Ferro.
 Sua festa principal era celebrada na época da colheita (no final de agosto). Frey dá a humanidade paz, casamentos e prazer sensual.

FREYA — FRÖJA — FREJA (esposa de Odin)
A palavra Freya significa "Senhora". Deusa da sensualidade e padroeira da adivinhação, era uma espécie de Afrodite (grega), ou Vênus (romana). 

Possuía um colar mágico que lhe dava poder de sedução, que obteve dos quatro gnomos, em troca de favores sexuais. Freya irmã gêmea de Freyr, filhos de Njord e Nerthus. 
Os irmãos representam o amor carnal.
O animal simbólico de Freya era o javali e o de Freyr era o cavalo. 
Diz a mitologia que Freya permitiu que Ottar, um de seus amantes, tomasse a forma de seu javali de ouro e conduziu-o até a terra dos mortos, para que o amado pudesse conhecer a sua ancestral, uma das sábias gigantas do outro mundo.
Freya também assume o seu lado negro, tomando a forma de uma égua, quando ela é invocada nos cultos da magia negra. Freya era irmã e esposa de Freyr, deusa da fertilidade, da sexualidade e do parto, é também a deusa dos mortos e do mundo dos espíritos.

FRIGGA — FRIGG (esposa de Odin)
Rainha dos deuses e rainha de Asgard, a deusa-mãe era casada com Odin e à ele deu três filhos: Baldur (o bondoso e belo), Holdur (o cego) e Hermod (o ágil). 

Sempre sensata e prudente, além de exemplar divindade tutelar do casamento e a maternidade, também era a deusa da fertilidade, pois estava ligada ao casamento ritual realizado na primavera para encorajar o crescimento das lavouras.
Filha de Fiorgyn, irmã de Fulla (símbolo da fecundidade e aquela que guardava as jóias de Frigga) e irmã de Herda (também conhecida como Iord ou Jordi, a deusa Mãe-Terra), Frigga ou Frigg quer dizer: "A bem amada" ou "Esposa" representa o amor maternal e humanitário.
Outra história de Frigga, porém menos usada, seria que ela era filha de Odin e Jord e nesse caso irmã de Thor. 
Frigga tinha cabelos longos, sempre usava um torc (colar de ouro) e usava também pulseiras nos braços e pernas. 
Dia: Segunda-feira. Planeta: Lua. Mitologia: Hera (grega), Juno (romana).

GNA

A divina e veloz mensageira.

HLIN

A deusa que assegurava o consolo à dor dos mortais.

HOLDA

Deusas das bruxas, senhora da noite, da Lua e da feitiçaria, é representada sempre acompanhada de seu séquito de bruxas e pássaros noturnos.

LOFN

A padroeira do amor.

LOKI

Deus da mitologia germânica, "o demônio", filho obscuro de Odin, espirituoso e enganador, representa a sagacidade, a malícia construtiva e a astúcia, é completamente imprevisível. Deus do fogo e das trevas. 

Matou Baldur com uma flecha mágica feita de visco, uma planta que crescia agarrando-se ao carvalho. 
Seu filho, o lobo Fenris.

NIFLHEIM

País do Norte ou País dos Mortos, mundo das águas, trevas e frio (Hein significa lar, pátria, terra).

NJORD

O deus Vanir do mar, era casado com Nerthus, era pai de Freyr e Freya. Controlava as ondas e os ventos, patrono dos pescadores. 

Outra versão da história era que Njord casou-se com Skadi.

NORNAS — NORNS

Eram 3 deusas ligadas à adivinhação que teciam tela de algodão.

ODIN
 (representa o espírito)
Também conhecido por Woden, Wotan ou Watan. 

O soberano dos deuses germânicos, deus dos deuses, senhor da magia, da adivinhação e da linguagem escrita. Odin ressuscitava os mortos, adivinhava o futuro e mudava de aparência à vontade.
Era conhecido também pelo nome de GRIN que significa: encoberto ou mascarado. 
Está associado a Hermes. 
Era casado com Frigga. 
O mestre das runas tinha a cabeça coberta por um capuz de pele branca, bolsa com amuletos que levava preso ao cinto e um manto com pedras na bainha.
Odim era, em primeiro lugar o deus da sabedoria, mas esta também não era uma virtude inata, como tudo na mitologia nórdica, pois o conhecimento custava esforço até aos deuses. Para conseguí-lo, Odin foi em humilde peregrinação até o poço de Mimir, para pedir-lhe a ciência que havia nas suas águas, mas o ciumento Mimir não cedeu o seu direito gratuitamente, senão que pediu em troca um olho do deus. 
Odin arrancou o olho sem duvidar e entregou-o a Mimir, que lançou-o para o fundo do poço.
 Uma vez bebida a água do poço, Odin soube imediatamente tudo o que se podia saber, até o fim que esperava o Universo e os deuses, após a luta final que teria que ter lugar no campo de Vigrid.
Saber tudo transformou a radiante deus num ser taciturno, dado que a carga da ciência, a responsabilidade do conhecimento, supunha também a maturidade, a consciência da temporalidade de todo o Universo, divino e humano. Mas esta tinha sido simplesmente a primeira etapa e o deus continuou o seu percurso, agora vestido de vagabundo procurando o sábio Vafthrudnir, para confirmar a validade do seu conhecimento, contrastando-o com o imenso caudal de sabedoria do gigante.
Seguindo conselho da sua prudente esposa Frigga, Odin apresentou-se perante o sábio como Gangrad, para dar início ao mútuo e mortal interrogatório, dado que o preço que tinha que pagar quem deixasse uma pergunta sem responder era o da própria vida. Primeiro foi o turno de perguntas do gigante, e Odin respondeu a todas e cada uma das questões apresentadas pelo sábio.
Depois correspondeu a Odin perguntar ao gigante todas as suas dúvidas, desde a origem do Universo até quais foram as palavras que o Pai supremo tinha dito ao seu filho Baldur junto da pira funerária. 
Com essa pergunta, o gigante compreendeu que se encontrava diante do próprio Odin, soube que tinha perdido o torneio e que o esperava a morte; mas não parece que assim aconteceu, pois nunca ninguém disse que Odin arrancou a cabeça do vencido gigante, dado que não queria conseguir a vitória sobre esse oponente, senão comprovar se a sua inteligência era suficiente.
Planeta: Mercúrio.

SIGMUND ou SIGURD
 (seu dia é comemorado em 23/04)
Herói escandinavo, foi o único que conseguiu retirar a espada de Odin, cravada numa árvore, e com ela obteve inúmeras vitórias em várias batalhas.

 Caçador de dragões é representado, na tradição cristã, por São Jorge.


TERRA DE ERIK
Povoado localizado a noroeste de Brocelândia, é habitado por descendentes de vikings que mantém as mesmas tradições de séculos atrás.
THOR
Thor era conhecido também como Donnar, Donar ou Donner. Este deus era amplamente cultuado pelos vikings e tido como "Senhor do Trovão", "Senhor do Céu e das Chuvas Benéficas", "Senhor dos Trovões, Trovoadas, Relâmpagos, Raios e Tempestades"; venerado como "Príncipe dos Deuses"; pois, presidia e governava o céu, o trovão, o ar, o vento, as chuvas, as tempestades, o tempo bom, as colheitas, as frutas da Terra; também combatia a doença e a fome, e está associado aos feitos de resistência sobre-humana. 

Tinha por função proteger homens e deuses da influência negativa dos gigantes, sendo defensor de Asgard contra seus inimigos.
Thor é filho de Odin com Herda e, devido a isso, seu nome era muitas vezes associado à fecundidade e às questões agrícolas. Um homem enorme e belíssimo guerreiro de longos cabelos e barba ruiva, detentor de apetite voraz, sede incontrolável, voz estrondosa e penetrantes olhos que chispavam como fagulhas, empunhava um cetro assemelhando-se a Júpiter.
Usava um cinturão de ferro e o seu famoso martelo, que era sua principal arma, o martelo Miolnir ou Mjolnir, signo que faziam os crentes para pedir proteção divina, era um artefato mágico que sempre retornava às mãos do poderoso guerreiro como um bumerangue, servia para dar validade e sagrar um casamento e os demais atos judiciais.
Também para marcar com estacas as propriedades; usava-se a ferramenta sacramental para bendizer o lar; para rematar a pira funerária e sua inscrição em lápides funerárias assegurava o não retorno dos mortos.
Ele habitava o maior palácio de Asgard, o palácio Bilkirnir, que tinha 540 salas para alojar todas as pessoas humildes após a sua morte, assegurando-lhes a felicidade eterna, em igualdade para todos, para compensá-los de tudo o que na Terra tinham padecido.
Teve também uma vida doméstica importante, pois casou duas vezes, a primeira com a giganta Jarnsaxa, que lhe deu dois filhos, Magni (força) e Modi (coragem), os que foram herdeiros do martelo mágico e foram os seres destinados a povoar o novo mundo que se abriria após o fatal acaso dos deuses. E o segundo casamento, que foi, muito mais importante no mito do deus Thor, foi Sif, a bela dama dos cabelos tão louros como o ouro, que lhe deu duas filhas Lorride e Thurd.
Quando da Terra se ouvia o bramido da tempestade, os humanos sabiam que, por cima de suas cabeças, no céu, estava passando o carro de Thor, puxado pelas suas duas cabras, e estava indo lutar contra os gigantes gelados, o maior perigo para os nórdicos, sempre ameaçados pelo frio; este grande adversário e exterminador de gigantes, por quem nutria um ódio incontrolável, era também conhecido como "Senhor dos Bodes", título oriundo da crença de que as trovoadas seriam nada mais que um passeio do príncipe em seu carro.
Thor quebra as barreiras, para ele não existem obstáculos intransponíveis, vence as dificuldades, é tido como o mais forte e corajoso, amplia os horizontes, era muitas vezes invocado em cerimônias de casamento com a intenção de suprimir qualquer dificuldade que pudesse vir a interferir na harmonia familiar dos recém-casados, além de atribuir fecundidade às esposas, ele representa a força destruidora dos elementos utilizada para fins positivos.
Na Irlanda, um dos antigos nomes dados aos vikings era "O Povo de Thor", devido à sua coragem e força nos campos de batalha. Dia: Quinta-feira (Thursday). Cor: vermelho-fogo. Mineral: ágata-de-fogo. Mitologia: Zeus, Júpiter, Hércules ou Héracles.

TYR — TYW — TIWAZ

Deus original germânico da guerra e o patrono da justiça, o precursor de Odin. Na época dos vikings, Tyr preparou o caminho de Odin; no qual tornou-se o rei da guerra. 

Na mitologia antiga, Tyr tornou-se o principal dos deuses. Ele também era conhecido como Tiwaz, Tiw e Ziu. 
No velho inglês: Tiw.
Diz-se que o manco Tyr foi denominado posteriormente o filho de Odin e Frigga, ou talvez de Odin e de uma gigante, personificação do mar enfurecido; ou ainda possivelmente do gigante Hymir. Tyr foi, indiscutivelmente, a divindade da guerra e um dos doze grandes deuses do Asgard.
Ele é o mais corajoso dos deuses, que inspira coragem e heroísmo nas batalhas. Tyr é representado como um homem de uma mão só, porque sua mão direita foi arrancada pelo gigante lobo Fenris.
Seu atributo é uma espada, o símbolo da justiça, assim como da arma. A sua invencível espada, o próprio símbolo da sua divindade foi forjada pelos anões filhos de Ivald, também armeiros de Odin.
A sua espada também pertence a lenda e há uma muito especial que Guerber colheu nos finais do século passado, onde se contava que a espada venerada pelos Cheruski, uma vez roubada do templo em que era adorada, passou para as mãos de Vitelio, prefeito romano que encorajado pela sua posse, se auto nomeou imperador, mas não soube lutar com ela e morreu pelas mãos de um de seus legionários germanos que a empunhou para cortar-lhe o pescoço pela sua covardia.
Átila, depois, encontrou-a enterrada na margem do Danúbio e, com ela, quase se apropriou da Europa, para terminar por ser morto com o seu fio, pelas mãos da princesa Ildico, que vingava assim as mortes dos seus, produzidas pelo Huno.
Para terminar com a lenda, digamos que se acabava contando que, finalmente, tinha sido propriedade do vitorioso duque de Alba e que este, após a batalha de Muhlberg e por não querer seguir as superstições do paganismo, a fez chegarão arcanjo S. Miguel, para que ele, do seu posto no céu, a brandisse eternamente na defesa do cristianismo.
Voltando ao deus Tyr, digamos que também se adscreviam ao seu comando as Valquírias, e que era ele quem indicava às virgens guerreiras quais eram os guerreiros mortos que deviam ser escolhidos e levados para o Valhalla, para desfrutar de todos os seus gozos e esperar lá, ávida e felizmente, o grande momento, a hora da última e definitiva batalha em que tinha de acabar-se o primeiro Universo e dar lugar ao segundo.
O terrível lobo Fenris, foi um dos monstruosos filhos do deus Loki e a gigante Angur. Odin tentou domesticá-lo enquanto era um filhote e levou-o para o Asgard. Tyr foi o encarregado de alimentar a fera, dado que era o único que se atrevia a aproximar-se dela.
Assim o fez vendo como o animal crescia em tamanho e ferocidade e não melhorava de maneira nenhuma a sua conduta. Então os doze amarraram o lobo em correntes, para evitar que pudesse converter-se num perigo apara todos; mas as correntes não serviam de nada, pois Fenris partia-as com toda a facilidade; de maneira que os deuses pediram aos elfos que fizessem algo indestrutível.
Os elfos misturaram alguns ingredientes e teceram uma corda inquebrável Gleipnir que, quanto mais se puxava por ela, mais se apertava. Foram todos, deuses e lobos para a ilha de Lyngvi, para propor a Fenris que provasse a sua resistência, coisa nada fácil, dado que ele receava de uma liga tão sutil.
Como os doze insistiam, Fenris aceitou com a condição de que um deles pusesse o seu braço dentro das fauces, para pagar por todos se algo saísse mal. De maneira que Tyr foi de novo o escolhido e deixou o seu braço à prova dentro da boca de Fenris, enquanto se lhe atava o Gleipnir ao pescoço e as garras.
O lobo esticou e esticou a atadura, mas esta só se apertava cada vez mais; entretanto os deuses riam, bem nem todos, pois Tyr, perdeu a mão direita para sempre. O lobo uivava furioso e os deuses meteram-lhe uma espada na boca, para calá-lo; do sangue que brotou do seu paladar nasceu o rio Von e lá, ficou Fenris, a espera do dia final, até que chegasse o momento em que se partisse a sua ligadura e fosse o momento da sua vingança.
No dia de Ragnarok, Tyr iria matar Garm, o guardião do inferno, mas morreu pelo ataque do animal. Signo: Áries. Planeta: Marte. Mitologia: Ares.

ULL

Na antiga mitologia escandinava, Ull (glória) é o deus da justiça e do julgamento, assim como o deus patrono da agricultura. 
Ele é excelente com arcos e flechas, também com esquis, e vive em Ydalir.
 Ele é reconhecido como filho de Sif e Thor. 
Quando o gigante Skadi divorciou-se de Njord, ela casou-se com Ull. No antigo nórdico: Ullr.

URD

A mãe do destino.

UTGARD

Na mitologia nórdica é o lugar dos gigantes, situada em Jotunheim. Utgard-Loki fez seu castelo aqui.

VALHALLA — VALACHA

Reino mítico onde o grande Odin recebia os guerreiros mortos em batalha. 
Alí os valorosos heróis desfrutavam de cerveja e hidromel fornecido por HEIDRUNN, a cabra sagrada.

VALQUÍRIAS

As Valquírias são mulheres jovens e belas que vivem montadas em cavalos e armaduras com arco e fechas. 
Odin necessitava de bravos soldados para a batalha de Ragnarok, e as Valquírias foram aos campos de batalha para encontrar as mais bravas guerreiras e acharam seus heróis, desde Elnherjar até Valhalla, o território de Odin.
As Valquírias são também as mensageiras de Odin, enquanto cavalgam em suas jornadas, causam uma estranha luz chamada de "Aurora Boreal" ou "Luzes do Norte". Velho nome: Valkyrja.
Outra versão: Deusas guerreiras, filhas de Freya, vinham montadas em cavalos brancos buscar os espíritos dos guerreiros vikings mortos em campos de batalha, para levá-los ao Valhala (céu).

VANAHEIM

É a casa de Vanir. Localizada em Asgard, no mais alto nível do Universo.

VANIR

Na mitologia nórdica, Vanir é originalmente um grupo de deuses e deusas da natureza e fertilidade, os inimigos dos deuses guerreiros de Aesir. 
Eles eram considerados aqueles que traziam a saúde, juventude, fertilidade, sorte e vida, os mestres da magia. Vanir vive em Vanaheim.
Aesir e Vanir estiveram em guerra por um longo período quando decidiram fazer as pazes. 
Para garantir esta paz eles trocaram reféns: Vanir enviou seus mais renomados deuses, o saudável Njord e seus filhos Freya e Freyr.
 Em troca Aesir enviou Honir, um grande homem de fina aparência. Ele foi acompanhado por Mimir, o mais importante homem de Aesir e em retorno Vanir enviou seu homem mais importante Kvasir.
Porém Honir não era tão esperto quanto Aesir achava e Mimir foi alertado sobre isso.
 Vanir teve suspeitas das respostas que Honir deu quando Mimir não estava por perto.
Eles descobriram que haviam sido desonestos e, cortaram a cabeça de Mimir e devolveram-na para Aesir. Porém este fato não levou a nova guerra. 
E todos os deuses de Vanir foram integrados com Aesir. Nada foi descoberto a cerca de Vanir antes da assimilação. O nome "Vanir" deve ser derivado da velha palavra nórdica vinr, que significa "amigo".

VAR — VOR — VARA

Na mitologia nórdica, Var é a deusa dos contratos e dos casamentos, uma das principais deusas. Vor era a deusa que nunca poderia ser carregada, pois era enorme.
 Ela ouve os votos e os pactos feitos entre os homens e mulheres (esses pactos são chamados de varar). 
Ela se vinga daqueles que quebram esses votos. 
Vara garante o cumprimento dos juramentos e do castigo ao perjuro. Outra versão: Aquele que sabia tudo o que acontecia no Universo.

VÉ (representa o sagrado)

Vé é um dos velhos deuses escandinavos e junto com Odin e Vili, o filho do primordial par de gigantes Bor e Bestla. 
Os três irmãos criaram o céu e a terra do corpo de Ymir e construíram os vinte reinados.
 Eles também criaram Ask e Embla, o primeiro casal de humanos.

Na mitologia nórdica, Vidar é o filho de Odin e da gigante Gridr. Ele é o deus do silêncio e da revanche, o segundo deus mais forte dos deuses. 
Na destruição do mundo, Odin seria morto pelo lobo Fenris, e Vidar ajudaria seu pai matando o lobo com as suas mãos. 
Ele pressionaria com seus pés a boca do lobo e depois o partiria ao meio. 
Ele é um dos deuses que regeria o novo mundo quando da sua criação. Sua casa em Asgard é Vidi.

VILI (representa a vontade)

Na mitologia escandinava, um dos deuses primordiais, irmão de Odin e Ve.
 Os três eram responsáveis pela criação do cosmos, assim como dos primeiros humanos.

VJOFN

Tuteladora da paz e a concórdia.

WAYLAND — WELAND

Weyland era um herói anglo-saxão que desempenhou o importante papel de ferreiro dos deuses.
 Patrono dos artesãos e da sabedoria oculta nas entranhas da terra. 
O ferreiro pertencia a uma linhagem de gigantes, usava saiote escocês e era coxo de uma perna.
Filho do rei da Finlândia, era um dos três irmãos que se tornaram amantes das Donzelas dos Cisnes. 
Seu ofício era de forjar jóias e armas. 
Os ferreiros eram considerados mágicos naturais porque sabiam domar cavalos selvagens e trabalhar com o fogo e o ferro.
Nas dunas de Berkshire, perto da famosa figura da colina de White Horse em Wayland’s Smithy, Uffington?, há um cemitério pré-histórico.
 Diz o folclore que quem deixar um cavalo alí, à meia noite, durante a lua cheia e voltar ao amanhecer, vai verificar que Waland ajustou-lhe ferraduras novas...
Wayland é associado ao dragão ou serpente que nas mitologias saxônica e escandinava guarda os túmulos e os tesouros que eles contém.

WEALTHEOW

Rainha de Hrothgar, foi a líder ideal, pois era ao mesmo tempo versada nas artes mágicas, possuía o dom do aconselhamento e sabia organizar seus guerreiros em batalha. Sua vida heróica foi contada na Beowulf Saga.

YMIR — AURGELMIR

Também chamado Hrim, o gigante do gelo.
 Na mitologia nórdica, Ymir é um gigante primordial e o progenitor da raça dos gigantes do gelo. 
Ele foi criado através do gelo de Niflheim, quando o gelo entrou em contato com o ar quente de Muspell. Este gigante do gelo nasceu como de uma nuvem...

YGGDRASIL

Na mitologia nórdica, Yggdrasil (o terrível cavalo), também chamado da Árvore do Mundo é a árvore gigante que interligava todos os mundos.
 Abaixo da árvore nascem os paraísos de Asgard, Jotunheim e Niflheim.
 Três bens vivem em sua base: o bem da sabedoria Mímisbrunnr, guardado por Mimir; o bem do destino Urdarbrunnr, guardado pelas Nornas; e Hvergelmir (Roaring Kettle – o ranger das águas dos rios), recursos estes de vários rios.
Quatro veadinhos rodeiam os galhos da árvore e comem as folhas, eles representam os quatro ventos. 
Existem outros habitantes na árvore, tal como o esquilo, um crítico notório e Vidofnir (a cobra da árvore), o pássaro dourado que fica no topo da árvore. 
As raízes são guardadas por Nidhogg e outras serpentes. No dia de Ragnarok, o gigante do fogo Surt colocará a árvore em fogo. 
Outros nomes: Pergunta de Yggdrasil, Madeira de Hoddmimir’s, Laerad e Cavalo de Odin. No velho nórdico: Mimameidr.
A mitologia nórdica, mitologia viking ou mitologia escandinava se refere a uma religião pré-cristã, crenças e lendas dos povos escandinavos, incluindo aqueles que se estebeleceram na Islândia, onde a maioria das fontes escritas para a mitologia nórdica foram construídas. 
Esta é a versão mais bem conhecida da mitologia comum germânica antiga, que inclui também relações próximas com a mitologia anglo-saxônica. 
Por sua vez, a mitologia germânica evoluiu a partir da antiga mitologia indo-européia.
A mitologia nórdica é uma coleção de crenças e histórias compartilhadas por tribos do norte da Germânia (atual Alemanha), sendo que sua estrutura não designa uma religião no sentido comum da palavra, pois não havia nenhuma reivindicação de escrituras que fossem inspirados por algum ser divino. 
A mitologia foi transmitida oralmente principalmente durante a Era viking, e o atual conhecimento sobre ela é baseado especialmente nos Eddas e outros textos medievais escritos pouco depois da Cristianização.
No folclore escandinavo estas crenças permaneceram por mais tempo, e em áreas rurais algumas tradições são mantidas até hoje, recentemente revividas ou reinventadas e conhecidas como Ásatrú ou Odinismo.
 A mitologia remanesce também como uma inspiração na literatura assim como no teatro e no cinema.
A família é o centro da comunidade, podendo ser estreitamente relacionada com a fertilidade-fecundidade quanto com a agressividade de um povo hostil e habituado as guerras, em uma sociedade totalmente rural que visa a prosperidade e a paz para si.
 Deste modo, a religião é muito mais baseada no culto do que no dogmatismo ou na metafísica, uma religiosidade baseada em atos, gestos e ritos significativos, muitas vezes girando em torno do sacrifício humano a certos deuses, como Odin e Tîwaz (identificado por alguns estudiosos como predecessor de Odin).
Pode-se dizer que a religião Viking não existia sem um ritual e abordava exclusivamente o culto aos ancestrais. 
É uma religião que ignorava o suicídio, o desespero, a revolta e mais do que tudo, a dúvida e o absurdo.
 Uma religião da vida: de vida, simplesmente (Boyer, 2004a: 341)

Mitologia Nórdica

A maior parte desta mitologia foi passada adiante oralmente, sendo que grande parte dela foi perdida. 
Entretanto, parte de sua história foi registrada por estudiosos cristãos, particularmente no Eddas e no Heimskringla, desenvolvido por Snorri Sturluson, que rejeitava a idéia de que as divindades da era pré-cristã eram formadas somente por diabos. 
Há também o Gesta Danorum, desenvolvido pelo dinarmaquês Saxo Grammaticus onde, entretanto, os deuses nórdicos estão descaracterizados fortemente.
A Prose or Younger Edda foi escrita no início do Século XIII. À primeira vista, ele parece um manual para aspirantes a poetas, que lista e descreve os contos tradicionais que deram forma à base de expressões poéticas padronizadas, tais como os kennings. 
O autor da Prose or Younger Edda é reconhecido como sendo Snorri Sturluson, o renomado chefe, poeta e diplomata da Islândia.
O Elder Edda (também conhecido como o Edda Poético) foi escrito aproximadamente 50 anos mais tarde. Contém 29 poemas longos, sendo que 11 tratam sobre as divindades germânicas e o resto se referem aos heróis legendários como Sigurd, da Saga de Volsunga (o Siegfried da versão alemã do poema Nibelungenlied).
 Embora os estudiosos acreditem que esta coleção de poemas tenha sido desenvolvida mais tarde do que o Youger Edda, é creditado o nome de Elder Edda para esta obra por causa da antiguidade atribuída aos textos.
Além destas fontes, há diversas lendas que sobrevivem no folclore escandinavo, e há centenas de nomes de lugares na Escandinávia cuja origem se encontra nos deuses da mitologia nórdica.
 Algumas inscrições rúnidas, tais como Rök Runestone e o amuleto de Kvinneby, fazem referências a mitologia. Há também diversas imagens entalhadas na pedra que descrevem cenas da mitologia nórdica, tais como a viagem de pesca de Thor, cenas da saga de Völsunga, Odin e Sleipnir, Odin sendo devorado por Fenrir, e Hyrrokkin viajando ao funeral de Balder. Há também imagens menores, tais como os figuras que descrevem os deuses Odin (com só um olho), Thor (com seu martelo) e Freyr.

Cosmologia

Na mitologia nórdica, se acreditava que a terra era formada por um enorme disco liso. Asgard, onde os deuses viviam, se situava no centro do disco e poderia ser alcançado somente atravessando um enorme arco-íris (a ponte de Bifrost). 
Os gigantes viviam em um domicílio equivalente chamado Jotunheim (Casa dos Gigantes). Uma enorme ábade no subsolo escuro e frio formava o Niflheim, que era governada pela deusa Hel. Este era a moradia eventual da maioria dos mortos. Situado em algum lugar no sul ficava o reino impetuoso de Musphelhein, repouso dos gigantes do fogo. Outros reinos adicionais da mitologia nórdica incluem o Alfheim, repouso dos elfos luminosos (Ljósálfar), Svartalfheim, repouso dos elfos escuros, e Nidavellir, as minas dos anões. 
Entre Asgard e Niflheim estava Midgard, o mundo dos homens

O universo segundo a mitologia nórdica

Os Mundos da Mitologia Nórdica

Não há uma clara definição sobre quais seriam os mundos da mitologia nórdica, pois muitos se sobrepoem e vários nomes são utilizados, designando, normalmente, o mesmo lugar. 
Diferentemente de outras culturas mitológicas, na nórdica não há uma clara definição sobre os lugares que, as vezes, são separados por mares ou oceanos, não constituíndo mundos separados na acepção da palavra.
 Deste modo, podemos verificar a existência de nove mundos, conhecidos como os Nove Mundos da Mitologia Nórdica, que podem ser considerados os principais.


No entanto, há outros a serem considerados, como Hel, que vários autores consideram um palácio localizado em Niflheim. 

Seres supernaturais

Há três "clãs" de divindidades: os Æsir, os Vanir e os Iotnar (referenciados como os gigantes neste artigo). A distinção entre o Æsir e o Vanir é relativa, pois na mitologia os dois finalmente fizeram a paz após uma guerra prolongada, ganha pelos Æsir. Entre os embates houve diversas trocas de reféns, casamentos entre os clãs e períodos onde os dois clãs reinavam conjuntamente. Alguns deuses pertencem à ambos os clãs. Alguns estudiosos especulam que esta divisão simboliza a maneira como os deuses das tribos invasoras indo-européias suplantaram as divindades naturais antigas dos povos aborígenes, embora seja importante notar que esta afirmação é apenas uma conjectura. Outras autoridades (compare Mircea Eliade e J.P. Mallory) consideram a divisão entre Æsir/Vanir simplesmente a expressão dos nórdicos acerca da divisão comum Indo-Européia acerca das divindades, paralela aos deuses Olimpicos e os Titãs da mitologia grega, e algumas partes do Mahabharata.
O Æsir e o Vanir são geralmente inimigos dos Iotnar (Iotunn ou Jotuns no singular; Eotenas ou Entas, em inglês arcaico). São comparáveis ao Titãs e aos Gigantes da mitologia grega e traduzidos geralmente como "gigantes", embora trolls e demônios sejam sugeridos como alternativas apropriadas. Entretanto, os Æsir são descendentes dos Iotnar e tanto os Æsir como os Vanir realizaram diversos casamentos entre eles. Alguns dos gigantes são mencionados pelo nome no Eddas, e parecem ser representações de forças naturais. Há dois tipos gerais de gigante: gigantes da neve e gigantes do fogo. Havia também elfos e anões e, apesar de seu papel na mitologia ser bastante obscuro, normalmente são apresentados tomando o partido dos deuses.
Além destes, há muitos outros seres supernaturais: Fenris (ou Fenrir) o lobo gigantesco, e Jormungard, a serpente do mar (ou minhoca) que circula o mundo inteiro. Estes dois monstros são descritos como primogênitos de Loki, o deus da mentira, e de um gigante. Hugin e Munin (pensamento e memória), são criaturas mais benevolentes, representadas por dois corvos que mantêm Odin, o deus principal, informado do que está acontecendo na terra; Ratatosk, o esquilo que atua como mensageiro entre os deuses e Yggdrasil, a árvore da vida, figura central na concepção deste mundo.
Assim como muitas outras religiões politeistas, este mitologia não apresenta o característico dualismo entre o bem e o mal da tradição do oriente médio. Assim, Loki não é primeiramente um adversário dos deuses, embora se comporte frequentemente nas histórias como o adversário primoroso contra o protagonista Thor, e os gigantes não são fundamentavelmente malignos, apesar de normalmente rudes e incivilizados. O dualismo que existe não é o mal contra o bem, mas a ordem contra o caos. Os deuses representam a ordem e a estrutura visto que os gigantes e os monstros representam o caos e a desordem.

Völuspá: a origem e o final do mundo

A origem e o final eventual do mundo são descritas em Völuspá ("A profecia dos Völva" ou "A profecia de Sybil"), um dos poemas mais impressionantes no Edda poético. Estes versos assombrados contêm uma das mais vívidas criações em toda a história religiosa e representa a destruição do mundo, cuja originalidade está na sua atenção aos detalhes.
No Völuspá, Odin, deus principal do panteão dos nórdicos, conjura do espírito de um Völva morto (Shaman ou Sybil) e requer que este espírito revele o passado e o futuro. 
O espírito se mostra relutante: "O que você pede de mim? Porque você me tenta?"; mas como ela se encontra morta, não mostra nenhum medo de Odin, e continuamente o pergunta, de forma grosseira: "Bem, você quer saber mais?" Mas Odin insiste: se deve cumprir sua função como o rei dos deuses, deve possuir todo o conhecimento. 
Uma vez que o sybil revela os segredos de passado e de futuro, cai para trás em forma de limbo: "Eu dissiparei agora".

O Passado

No início havia somente o mundo das névoas, Niflheim e o mundo de fogo, Musphelhein, e entre eles havia o Ginungagap, "um grande vazio" no qual nada vivia. 
Em Ginnungagap, o fogo e a névoa se encontraram formando um enorme bloco de gelo. 
Como o fogo de Muspelheim era muito forte e eterno, o gelo foi derretendo até surgir a forma de um gigante primordial, Ymir, que dormiu durante muitas eras, o seu suor deu origem aos primeiros gigantes.
E do gelo também surgiu uma vaca gigante, Audumbla, cujo o leite jorrava de suas tetas primordiais em forma de 4 grandes rios que alimentavam Ymir. A vaca lambeu o gelo e criou o primeiro deus, Buro, que foi pai de Borr, que por sua vez foi pai do primeiro Æsir, Odin, e seus irmãos, Vili e Ve. Então, os filhos de Borr, Odin, Vili e Ve, destroçaram o corpo de Imir e, a partir deste, criaram o mundo.
 De seus ossos e dentes surgiram as rochas e as montanhas e de seu cérebro surgiram as nuvens.
Os deuses regularam a passagem dos dias e noites, assim como das estações. Os primeiros seres humanos eram Ask (carvalho) e Embla (olmo), que foram esculpidos em madeira e trazidos à vida pelos deuses Odin, Honir/Vili e Lodur/Ve. Sol era a deusa do sol, filha de Mundilfari e esposa de Glen. Todo dia, ela montava através do céu em sua carruagem puxada por dois cavalos nomeados Alsvid e Arvak. Esta passagem é conhecida como Alfrodul, que significa "glória dos elfos", que se tornou um kenning comum para o sol. Sol era perseguida durante o dia por Skoll, um lobo que queria devorá-la. Os eclipses solares significavam que Skoll quase a capturava. Na mitologia, era fato que Skoll eventualmente conseguia capturar Sol e a devorava; entretanto, a mesma era substituída por sua filha. O irmão de Sol, a lua, Mani, era perseguido por Hati, um outro lobo. Na mitologia nórdica, a terra era protegida do calor do sol por Svalin, que permanecia entre a terra e a estrela. Nas crenças nórdicas, o sol não fornecia luz, que emanava da juba de Alsvid e Arvak.
A Sybil descreve a enorme árvore que sustenta os nove mundos, Yggdrasil e as três Nornas (símbolos femininos da fé inexorável, conhecidas como Urðr (Urdar), Verðandi (Verdante) e Skuld, que indicam o passado, a atualidade e futuro), as quais tecem as linhas do destino. Descreve também a guerra inicial entre o Æsir e o Vanir e o assassinato de Balder. Então, o espírito gira sua atenção ao futuro.

O Futuro

A visão antiga dos nórdicos sobre o futuro é notavelmente sombria e pálida. No final, as forças do caos serão superiores em número e força aos guardiões divinos e humanos do bem e da ordem. Loki e suas crianças monstruosas explodirão suas uniões; os mortos deixarão Niflheim para atacar a vida. Heimdall, guardião das divindades, convoncará os deuses com o soar de sua trombeta de chifre. Se seguirá uma batalha final entre o bem e o mal (Ragnarök), que os deuses perderão, como é seu destino. Os deuses, cientes de sua sina, recolherão os guerreiros mais finos, o Einherjar, para lutar em seu lado quando este dia vier.
 No entanto, no final, seus poderes serão pequenos para impedir que o mundo caia no caos onde ele se emergiu, e os deuses e seu mundo serão destruídos. Odin será engolido por Fenrir, o lobo. Mesmo assim, ainda haverá alguns sobreviventes, humanos e divinos, que povoarão um mundo novo, para começar um novo ciclo. Ou assim Sybil nos diz; os estudiosos ainda se dividem na interpretação das últimas estrofes e deixam em dúvida se esta não foi uma adição atrasada ao mito por causa da influência cristã. Se a referência for anterior a cristianização, o mito do final dos tempos do Völuspá pode refletir uma tradição Indo-Européia que se deriva dos mitos do Zoroastrismo persa. O Zoroastrismo inspirou também os mitos de final de mundo do judaísmo e do cristianismo.

Os Reis e os Heróis

O Ramsund descreve trechos da Saga de VölsungaA mitologia nórdica não trata somente dos deuses e das criaturas supernaturais, mas também sobre heróis e reis. Muitos deles, provavelmente, existiram realmente e as gerações de estudiosos escandinavos tentam extrair a história do mito a partir das sagas. Às vezes, o mesmo herói ressurge em diversas formas dependendo de que parte do mundo germânico os épicos sobreviveram. Como exemplos temos o Völund/Weyland e Siegfried/Sigurd, e provavelmente em Beowulf/Bödvar Bjarki. Outros heróis notáveis são Hagbard, Starkad, Ragnar Lodbrok, O Anel de Sigurd, Ivar Vidfamne e Harald Hildetand. Notáveis também são as shieldmaidens, que eram as mulheres "comuns" que tinham escolhido o caminho do guerreiro.

Os Centros da Fé

As tribos germânicas raramente ou quase nunca tiveram templos em um sentido moderno. O Blót, a forma de adoração praticada pelos germânicos antigos e os povos escandinavos se assemelham aos dos celtas e dos bálticos, ocorrendo normalmente em bosques considerados sagrados. Poderiam também ocorrer em casas e/ou em altares simples de pedras empilhadas conhecidas como horgr. Entretanto, parece ter havido alguns centros mais importantes, tais como Skiringsal, Lejre e Uppsala. Adan de Bremen reivindica que houve um templo em Uppsala com três estátuas de madeira de Thor, de Odin e de Freyr.

Padres

Apesar de um certo tipo do sacerdócio parece ter existido, nunca houve um caráter profissional e semi-hereditário como o arquétipo do druida céltico. Isto ocorre porque a tradição xamanisma foi mantida pelas mulheres, as Völvas. É geralmente aceito que os reinados germânicos evoluíram a partir dos escritórios dos padres. O papel de sacerdócio do rei condizia com o papel comum do godi, que figurava como o chefe de um grupo de famílias e que administrava os sacrifícios.

Sacrifícios Humanos

O único testemunho ocular do sacrifício humano germânico sobreviveu no conto de Ibn Fadlan sobre um enterro do navio de Rus, onde uma escrava menina se ofereceu para acompanhar seu senhor ao mundo seguinte. Testemunhos mais indiretos são dados por Tacitus, Saxo Grammaticus e Adan de Bremen. O Heimskringla descreve que o rei sueco Aun sacrificou nove de seus filhos em um esforço para prolongar sua vida até que seu trabalho o impediram de matar seu último filho, Egil. De acordo com Adam de Bremem, os reis suecos sacrificavam escravos do sexo masculino a cada nono ano durante os sacrifícios de Yule no Templo em Upsalla. Os suecos tinham o direito de eleger e depôr os próprios reis, e tanto o rei Domalde e o rei Olof Trätälja são conhecidos por terem sido sacrificados após anos de inanição. Odin foi associado com a morte por enforcamento, e uma prática possível do sacrifício de Odin por estrangulamento tem alguma sustentação arqueológica na existência de corpos preservados perfeitamente pelo ácido das turfas em Jutland. Um exemplo é Homem de Tollund. Entretanto, não há nenhum testemunho escrito que interprete explicitamente a causa destes estrangulamentos, que poderiam, obviamente, ter outras explicações.

Carl Larsson, "Midwinter Sacrifice", 1915: O sacrifício do Rei Domalde em Gamla Uppsala.

Interações com o Cristianismo


Desenho de 1830 de Ansgar, um missionário cristão convidado à Suécia por seu rei, Björn at Hauge em 829.
Um problema complexo ao interpretar esta mitologia são que, frequentemente, os testemunhos mais próximos que existem das épocas mais remotas foram escritos por cristãos. Como um exemplo de caso, o Younger Edda e o Heimskringla foram escritos por Snorri Sturluson no Século XIII, após quase duas centenas de anos depois que a Islândia se tornou cristã, em torno do ano 1000, em um momento histórico sob um intenso clima político anti-pagão na Escandinávia.
Virtualmente, toda a literatura sobre as sagas vikings se originou na Islândia, uma ilha relativamente pequena e remota. Mesmo contando com o clima de tolerância religiosa que permanecia naquela época nesta região, Sturluson foi guiado por um ponto de vista essencialmente cristão. O Heimskringla, cujas cópias são tão difundidas na Noruega atual quanto a bíblia, fornece algumas introspecções interessantes nesta direção. Snorri Sturluson introduz Odin como um lorde guerreiro mortal da Ásia que adquire poderes mágicos, se estabelece na Suécia, e se torna um semi-deus após sua morte. Ao remover a divindade de Odin, Sturluson fornece então a história de um pacto do rei sueco Aun com o Odin para prolongar sua vida, sacrificando seus filhos. Mais tarde, no Heimskringla, Sturluson apresenta em detalhes como o Santo Olaf Haroldsson converteu brutalmente os escandinavos ao cristianismo.
Na Islândia, tentando evitar a guerra civil, o parlamento votou a favor da cristianização, mas tolerou a prática de cultos pagãos na privacidade dos lares. A atmosfera mais tolerante permitiu o desenvolvimento da literatura acerca das sagas, que foi uma janela vital para auxiliar a compreender a era pagã.
Por outro lado, a Suécia teve uma série de guerras civis durante o século XI, que terminou com a queima do templo em Uppsala.
Durante a cristianização da Noruega, o rei Olaf Trygvasson mantinha as völvas (mulheres xamãs) amarradas em pequenas rochas à mercê da maré. Uma terrível e longa espera pela morte.
A conversão não aconteceu rapidamente, independente se a nova fé fosse mais ou menos imposta pela força. O clérigo trabalhou fortemente no sentindo de ensinar à população que os deuses nórticos eram apenas demônios, mas seu sucesso era limitado e os deuses nunca se tornaram realmente malignos na mente popular. Dois achados arqueológicos extremamente isolados podem ilustrar quanto tempo a cristianização levou para atingir toda a região. Os estudos arqueológicos das sepulturas na ilha sueca de Lovön mostraram que a cristianização levou entre 150 a 200 anos.
Do mesmo modo, na cidade comercial de Bergen, duas inscrições rúnicas do século XIII foram encontradas, onde a primeira diz pode Thor o receber, pode Odin possui-lo. A segunda inscrição é um galdra que diz eu entalhei runas de cura, eu entalhei runas de salvação, uma vez contra os elfos, duas vezes contra os trolls, tres vezes contra os thurs. A segunda menciona também a perigosa valquiria Skögul.
Apesar de haver poucos testemunhos do século XIV até o século XVIII, o clérigo, tal como Olaus Magnus (1555) escreveu sobre as dificuldades de extinguir a opinião antiga sobre os deuses antigos. o Þrymskviða parece ter sido uma canção raramente resistente ao tempo, como o romântico Hagbard e o Signy, e as versões de ambas foram gravadas no século XVII e século XIX. No século XIX e no início do século XX, os folcloristas suecos documentaram o que o povo comum acreditava, e o que eles deduziram era que muitas tradições dos deuses da mitologia nórdica haviam sobrevevido. Entretanto, as tradições estavam muito longe do sistema coeso desenvolvido por Snorri. A maioria dos deuses tinham sido esquecidos e somente o caçador Odin e a figura de matador de gigantes de Thor aparecia em numerosas legendas. Freya era mencionado algumas vezes e Balder sobrevivia somente nas lendas sobre nomes de lugares.
Outros elementos da mitologia nórdica sobreviveram sem ser percebido como tal, em especial a respeito dos seres supernaturais no folclore escandinavo. Além disso, a opinião dos nórdicos sobre o destino foi muito firme até épocas modernas. Desde que o inferno cristão se assemelhou ao domicílio dos mortos na mitológia nórdica, um dos nomes foi aproveitado da fé antiga, Helvite, isto é, punição de Hel. Alguns elementos das tradições de Yule foram preservados, como a tradição sueca de matar um porco durante o Natal, que era originalmente parte do sacrifício a Frey.


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