"Somos Físicos". Assuntos diversos relacionados a Ciência, Cultura e lazer.Todos os assuntos resultam de pesquisas coletadas na própria internet.

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domingo, 2 de dezembro de 2012

O SONHO DE NABUCODOSOR

Um sonho a decifrar...

Certo dia teve o rei Nabucodonosor um sonho e tudo indica o texto que ele esquecera o que havia sonhado. Ele se perturbou demais, pois sabia que o sonho era importante. O rei manda então chamar os magos e adivinhos que estavam na corte e ordena que eles digam qual foi o sonho e o que significava, qual a sua interpretação. Se não fizessem seriam mortos... se fizessem seriam cumulados com riquezas e honrarias.
Os adivinhos ficaram muito perturbados, pois sabiam que era impossível dizer o que o rei havia sonhado. Se eles soubessem o sonho talvez pudessem ate arriscar uma interpretação... mas sem saber o sonho a tarefa era realmente impossível. Então, perante a negativa dos magos, o rei se sentindo enganado, manda executar a ordem.

 Todos os sábios, magos e adivinhos deveriam ser mortos. Arioque, o capitão da guarda começa então a procurar os sábios para executar a sentença. Chega ate Daniel e lhe explica o que esta acontecendo.
 Pelo que indica o texto Daniel não sabia da decisão do rei. Daniel então pede para ser levado a presença do rei... Então, Arioque depressa introduziu Daniel na presença do rei e disse assim: Achei um dentre os filhos dos cativos de Judá, o qual fará saber ao rei a interpretação. Respondeu o rei e disse a Daniel (cujo nome era Beltessazar):
 Podes tu fazer-me saber o sonho que vi e a sua interpretação? Respondeu Daniel na presença do rei e disse: 
O segredo que o rei requer, nem astrólogos, nem magos, nem adivinhos o podem descobrir ao rei.
 Mas ha. um Deus nos céus, o qual revela os segredos; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que ha de ser no fim dos dias; o sonho e as visões da tua cabeça na tua cama são estas: 
Tu, 'o rei, estavas vendo e eis aqui uma grande estatua: essa estatua, que era grande e cujo esplendor era excelente estava em pé diante de ti, e a sua vista era terrível. A cabeça daquela estatua era de ouro fino; o seu peito era e os braços, de prata, o seu ventre e as suas coxas, de cobre: as pernas de ferro; os pés, em parte de ferro e em parte de barro. Estavas vendo isto quando uma pedra foi cortada, sem auxilio de mão, a qual feriu a estatua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o cobre, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras no estio, e o vento os levou e não se achou lugar algum para eles, mas a pedra que feriu a estatua se fez um grande monte e encheu toda a terra. Este 'e o sonho: também a interpretação dele diremos na presença do rei. Tu, 'o rei, 'es rei de reis, pois o Deus dos céus te tem dado o reino e o poder, e a forca, e a majestade. E onde quer que habitem os filhos dos homens, animais do campo e aves do céu, ele te entregou na tua mão e fez que dominasses sobre todos eles, tu 'es a cabeça de ouro. E, depois de ti, se levantara outro reino inferior ao teu, e um terceiro reino, de metal, o qual terá domínio sobre toda a terra. E o quarto reino será forte como ferro, pois, como o ferro esmiúça e quebra tudo, como o ferro quebra todas as coisas, ele esmiuçará e quebrantara. 
E quanto ao que viste dos pés da e dos artelhos, em parte de barro oleiro e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. 
E, como os artelhos eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se pelo casamento, mas não se ligaram um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.
 Mas nos dias destes reis, o Deus do céu, levantara um reino que não será jamais destruído: e esse reino não passara a outro povo; esmiuçará e consumira todos esses reino e será estabelecido para sempre. ... certo 'e o sonho é fiel a sua interpretação.
O texto citado 'e um tanto longo, mas 'e de suma importância para nos. A estatua com a qual Nabucodonosor sonhara representa então todos os governos, todos os impérios que surgiriam na terra depois de Nabucodonosor. 
Seu aspecto era terrível por quê? Porque todos os governos do homem são malignos, pois não pautam em seguir a Deus. Dai o aspecto terrível da estatua. Notem também que ela esta dividida em partes e a primeira 'e a cabeça de ouro, que o texto não deixa duvidas da sua interpretação, ela represente o Império Babilônico. O Império Babilônico foi um domínio esplendoroso, muito rico. Nabucodonosor era um rei poderoso e sob suas ordens o império cresceu muito a ponto de historiadores dizerem que o sol nunca se punha sobre o Império Babilônico, de tão grande que era.
Nabucodonosor foi o responsável pela construção dos Jardins Suspensos de Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Este reinado, através de Nabucodonosor e seus sucessores, foi glorioso e se estende ate o ano de 533 AC, quando o Rei Ciro vem e conquista Babilônia.

 Ele faz secar o rio Tigre, que servia de proteção à cidade de Babilônia. Entra mata o rei Belsazar, um dos sucessores de Nabucodonosor e conquista Babilônia e reina ali. Dario, com 52 anos, depois de Ciro, continua o reinado sobre aquela região. 
Os dois, Ciro primeiro e Dario depois, formam o Império Medo-Persa que 'e representado na estatua pelo peito e pelos braços de prata. Dois braços: Ciro e Dario, dois povos, os medos e persas.

O Império Medo-Persa foi também um governo fabuloso, mas não teve a grandeza do Império Babilônico. Observem que os metais que formam estatua vão decaindo de valor: ouro, prata, cobre, ferro.
Este Império Medo-Persa, 'e representado também em outro texto de Daniel, onde ele narra uma visão que teve de quatro animais. Capitulo 7, versículo 5: Continuei olhando e eis aqui um segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os dentes, e foi-lhe dito assim: Levanta-te e devora muita carne.

O primeiro animal 'e um leão, descrito no versículo anterior (versículo 4). Este leão representa o rei Nabucodonosor e seu império. E notem que 'e colocado no leão um coração de homem. Isto significa que Nabucodonosor, no decorrer de sua historia se converteu ao Senhor, nos encontraremos o rei Nabucodonosor na gloria.
O urso, o segundo animal, 'e uma criatura muito forte, poderosa e este levantar de um lado, significa que o Império Persa se firmou primeiro, conquistando a Media em seguida, formando o Império Medo-Persa. As três costelas que ele tem em sua boca são as regiões conquistadas por este reino, ou seja, a Síria, o Egito e a Ásia Menor. Dentes aqui têm um significado de exércitos. Um urso tem quarenta e dois dentes. E foram usados quarenta e dois exércitos para se fazer estas conquistas. Mas este poderoso império também será conquistado...

O terceiro reino que terá domínio sobre toda a terra, de acordo com o versículo 39, 'e o governo que vai substituir o Império Medo-Persa, ou seja, o Império Greco-Macedonio. Representado na estatua do sonho como sendo o ventre e as coxas de bronze (duas coxas: uma o Império Grego e a outra o Império Macedônio). E no capitulo 7, na visão dos animais ele 'e descrito no versículo 6: Depois disso, eu continuei olhando e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha quatro asas de ave nas suas costas, tinha também esse quatro cabeças e foi-lhe dado domínio.
Este Império teve inicio quando o pai de Alexandre, Felipe II conquistou a Grécia, anexou-a 'a Macedônia, formando o Império Greco-Macedonio. Os gregos eram homens de uma grande cultura, os macedônios nem tanto. Mas Alexandre foi um homem privilegiado, pois foi criado aos pés de Aristóteles, ao qual ele chamava de A Cabeça, devido a sua sabedoria. E Alexandre aos vinte anos sai em suas conquistas... Isto mais ou menos no ano 335 AC. 

Arrebatando para si muitos povos, numa velocidade impressionante. Notem que o animal 'e um leopardo, um dos mais rápidos entre os animais e ainda por cima era alado. Isto deixa claro que este reino se expandiu velozmente. Alexandre morre aos trinta e dois anos e dizem os historiadores que ele chorava angustiado por não ter mais povos para conquistar... Porem, ao morrer o reino de Alexandre não passou para os seus dois filhos, pois foram assassinados. E o seu reino foi dividido entre seus quatro generais (por isso o animal tem quatro cabeças): O General Ptolomeu I, grego, ficou com o Egito, a Sirinaica e toda a Arábia, o General Seleucos, ficou com a Síria e toda a Babilônia, o General Cassandro ficou com a Macedônia e Grécia e o General Lisimacos ficou com a Tracia e toda a Ásia Menor. Alexandre 'e o chifre notável do capitulo 8, versículo 8 de Daniel.
O quarto reino (versículo 40) 'e representado na estatua pelas duas pernas e 'e formado de ferro. Este império 'e o Império Romano e foi o que mais durou de todos. O domínio dele na palestina vai de 146 AC ate o ano 476 DC, e 'e dividido também em dois: o Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente. Por isso as duas pernas de ferro. O Império Romano do Ocidente cuja capital era Roma, caiu em 476 DC, mas o Império Romano do Oriente, cuja capital era Constantinopla, atual Istambul (Turquia) dura ate 1453 DC.

E não existe melhor simbológico para o Império Romano do que ser ele de ferro. Se você assistir "O Gladiador", por exemplo, você vai ter uma noção do que era o exército romano...

 Era como dentes de ferro devorando, esmiuçando tudo que estava em sua frente.
E 'e também, no capitulo 7 o animal que não tem paralelo. Versículo 7: ... eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro, ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés tudo o que sobejava, era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres.

Estes dez chifres aqui, prestes atenção, vêm dar origem ao ultimo segmento da estatua: os pés e os dez dedos. Dez chifres, dez dedos. E chifre 'e símbolo de império, de poder, de reino...

Esta ultima parte da estatua então são os dois pés, que se originam das pernas e os pés tem dez dedos, ou dez artelhos e são formados de uma parte de ferro e uma parte de barro. Aqui nos estamos diante do ultimo império que vai dominar o mundo que 'e o Império do Anticristo.

'E interessante notar que desde que queda do Império Romano, tanto o ocidental quanto o oriental, não se formaram mais impérios sobre a face da terra. Carlos Magno tentou no século VIII formar a Sacro Império Romano e fracassou... outros reis carolíngios tentaram e fracassaram. Napoleão Bonaparte tentou conquistar o mundo e fracassou. Adolf Hitler tentou inaugurar o Terceiro Reich (reich em alemão significa reino - o primeiro foi o Império Romano, o segundo a tentativa de Carlos Magno e o terceiro seria inaugurado por ele). 

Hitler também fracassou.

Isto acontece porque de acordo com o sonho o reino que vai dar segmento ao Império Romano 'e o Império do Anticristo. Por isso todos que tentaram conquistar o mundo fracassaram. Mas 'e interessante que no capitulo 7 versículo 8, Daniel prossegue:

 Estando eu considerando os chifres e eis que entre eles subiu outro chifre pequeno, diante do qual três dos chifres foram arrancados; e eis que nesta ponta havia olhos como olhos de homem e uma boca que falava grandes coisas. 
Então do quarto império, o Império Romano, vai surgir o Império do Anticristo. Note bem que 'e das pernas que saem os pés que tem na sua formação o mesmo metal das pernas: o ferro. Só que nos pés e nos dedos o ferro 'e misturado com o barro.

O Império Romano,  esta sendo restaurado através do Mercado Comum Europeu, a Unificação da Europa.

 Hoje o Mercado Comum 'e formado por mais de vinte paises, mas no estagio final serão dez. Não se pode dizer como será isto ainda. Se serão dez paises com a saída de alguns ou se dentre da comunidade formada por muitos paises se destacarão dez que representarão a forca política deste Império Romano Renascido. Pode ser que dentro da Comunidade (pés) se destaquem dez dedos (paises) formando uma confederação ou uma organização militar.
 Isto ainda não podemos dizer ao certo. Sabemos apenas que no final dez irão dominar.

Quanto à mistura do ferro com o barro isto significa a mistura dos paises. A mistura de paises extremamente ricos e poderosos (ferro) com paises pobres (barro). Eles se misturam pelo casamento (contratos), mas não se unem. Notem que com a entrada para a comunidade um pais não perde as suas fronteiras. 

Ele continua sendo o que era, esta unido mais não se mistura. O ferro não se mistura com o barro.
Daniel interpretou o sonho e disse a Nabucodonosor que a árvore que ele viu era ele próprio e que ele (Nabucodonosor) seria tirado dentre os homens e sua morada seria com os animais e comeria erva como os bois e molhado pelo orvalho do céu até que se passassem sete tempos e até que o rei reconhecesse que Deus tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer.
Daniel ainda exortou o rei que repensasse sua vida, que deixasse seus pecados, caso contrário tudo aquilo sobreviria a ele. Nabucodonosor não aceitou o conselho de Daniel e se passaram doze meses.

Um dia Nabucodonosor estava passeando no seu palácio e admirando toda a extensão do se reino, quando fez a maior besteira que poderia fazer, com conseqüências babilônicas.
 O rei disse: “Não é esta a grande babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?” (Daniel 4:30). Ele nem bem fechou a boca e veio uma do céu que disse: “A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: Passou de ti o reino. E serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças que o Altíssimo domina sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer.” (Daniel 4:31-32)
Deus não divide Sua glória com ninguém, ainda mais neste caso que Ele já havia advertido Nabucodonosor. Com Deus não se brinca, aliás nem se pensa em brincar. Nabucodonosor era um rei poderoso, a Babilônia era um reino prospero, só que tudo isso vinha de Deus e não dos feios olhos do rei, mas ele não reconheceu, não atribuiu a glória a Deus, ao oposto, tomou para si toda glória e aí não teve jeito, passou sete anos pastando como o boi.
A Bíblia diz que na mesma hora se executou a sentença contra Nabucodonosor e seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceram pêlos, como as penas da águia e suas unhas cresceram e ninguém fazia caso dele. Ele virou um bicho, literalmente.
Um dia (passados sete anos), Nabucodonosor levantou os olhos ao céu e bendisse ao Deus Altíssimo. O rei reconheceu que tudo vinha de Deus e era para o louvor da Sua glória. Naquele instante tornou para o rei o seu entendimento e a Bíblia usa uma bela expressão para explicar o que se seguiu e diz que tornou a vir a majestade e o resplendor sobre ele, então seus servos levaram o rei de volta ao palácio e foi restabelecido o seu reino e sua glória foi aumentada.
Nabucodonosor reconheceu que tudo vem de Deus e tributou a glória devida ao Seu nome e não foi da “boca pra fora”, ele escreveu uma carta que rodou todos os domínios do seu reino contando tudo o que havia acontecido e glorificando o nome do Deus Altíssimo. Foi uma carta-testemunho.
Toda glória é devida somente ao Nome do Senhor. Ainda que o ser humano (na arrogância do seu coração) não reconheça, tanto faz, isso não muda um milímetro a realidade bíblica. O melhor que temos a fazer é sempre, sempre tributar a Deus toda honra, glória e louvor, ou então, um dia Deus pode se cansar de nossa arrogância e daí a virar boi é um passo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

ALICE E O PAÍS DAS MARAVILHAS


Um clássico de Walt Disney, assistido por milhões de crianças e adultos, é uma história que passa despercebida entre tantos contos de fadas e personagens infantis. Um desenho que muitas vezes chega às raias do ridículo. Quem assistiu pelo menos uma vez com certeza deve ter ficado intrigado com aquele coelho apressado, coelho esse que às vezes aparece em alguma outra produção, filme ou musica. “Siga o coelho branco”, foi o que Trinity falou a Neo em uma das metáforas metafísicas de acordar. Logo em seguida sua campainha toca e, ao abrir a porta, se depara com uma mulher com a tatuagem de um coelho branco no ombro.
O Coelho Branco é aludido várias vezes na série Lost. 
É o nome de um episódio em que John Locke diz que Jack está seguindo o Coelho Branco na forma de seu pai. O Coelho Branco é também o símbolo da estação "Looking Glass Station" Darma ou Dharma, tem como símbolo um coelho, significa “Lei Natural" ou "Realidade”. Seu significado espiritual pode ser “o Caminho para a Verdade Superior".
No filme uma lagarta azul fumando narguilê sentada em um cogumelo, uma clara alusão ao uso de drogas, especialmente pelo cogumelo, que tem um enorme significado no mundo esotérico como um meio de comunicação com o divino. A essência tóxica de alguns cogumelos quando em contato com o cérebro leva a sérios sintomas e alucinações, e são usados há milhares de anos por pessoas que acreditam receber mensagens dos deuses. Destes o cogumelo “agário –das –moscas” (amanita muscaria), de cor vermelha com pontos brancos, é utilizado há milhares de anos por xamãs e curandeiros na Ásia, África, Europa e Américas, sobretudo para propósitos religiosos tais como curas, profecias, invocação de espíritos, comunicação com antepassados e percepção da imortalidade divina. Especula-se também que este cogumelo esteja presente no despontar das principais religiões do planeta, presente em contos populares e em textos de alquimia. Especificamente este cogumelo torna a pessoa tão alucinada que ela tem a sensação de que alguns objetos s ão maiores ou menores do que realmente são, e também com frequência a pessoa pode adormecer por algumas horas e ter sonhos vívidos e quando acorda a pessoa continua a ter visões. Notamos então a mudança na percepção de Alice quando ela come o bolo. 
Ela está encolhendo enquanto os objetos crescem, o bolo é o cogumelo ou foi feito de cogumelo.
Alice é convidada a sentar á mesa com o Chapeleiro maluco, que veste além de uma cartola maçônica um traje típico de um líder maçon do alto escalão. 
O significado das rainhas branca e vermelha, que no filme são irmãs, representa a dualidade de Vênus, a estrela da manhã, que anuncia um novo dia o retorno do sol “que traz a luz” ou “Lúcifer” (em latim lux significa luz, eferre significa trazer ou vestir). Vênus como estrela da manhã tem um significado positivo no ocultismo, por isso é reverenciado por muitas sociedades secretas através do nome Lúcifer. Ao mesmo tempo Vênus também é a estrela da noite, a que anuncia a escuridão, e seu nome é Satã. Seu símbolo é o pentagrama, que também é símbolo de Sirius, que são evidências da religião egípcia como novo sol.
Sirius a força geradora masculina, Vênus o lado feminino, juntos contribuindo para o nascimento de um novo sol.           

O Coelho 
Agora chegamos ao significado do coelho branco, símbolo muito popular, mas seu significado é entendido por poucas pessoas. Ele é o motivo pelo qual Alice cai no submundo. Há uma conexão entre os coelhos e os cogumelos agários-das-moscas, e os caracóis e a nossa velha lagarta, e é por isso que ela está sentada no cogumelo . Além disso, voltamos à questão das cores: coelhos albinos têm a pela branca e olhos vermelhos, as mesmas cores do agário-das-moscas, que por sua vez são as cores de Vênus. 
A complexidade do símbolo aumenta quando chegamos a toca do coelho, quando suas ramificações simbolizam as do espírito humano que aumenta com o consumo do cogumelo. Além disso, quando a parte visível deste sai acima do solo, resta uma espécie de ninho através do qual um novo cogumelo irá crescer, após um curto período de tempo, e esta é a razão pela qual os ovos de páscoa são escondidos nas festividades : representam o estágio inicial do cogumelo.

Ou seja, nada a ver com a páscoa judaica, que segundo as instruções divinas aconteceu depois da matança dos primogênitos no Egito. Cada família hebréia deveria sacrificar um cordeiro e expandir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal para que o mensageiro de Deus não atingisse aquela casa com a décima praga. Em comemoração a este livramento deveriam então observar a festa da Páscoa. 
A chamada páscoa cristã foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era, baseada em motivos judaicos supostamente, a passagem do mar vermelho, a viagem pelo deserto o maná que explicaria a eucaristia e em outros ritos desaparecidos ao longo do tempo. 
Por tanto o coelho branco mostra o caminho para os cogumelos, que te levará a uma viagem ao mundo secreto dos espíritos, para se comunicar com Deus, fantasmas, demônios e outras criaturas, e essa é a verdade sobre a toca do coelho. Um jargão esotérico diz o seguinte “Siga o coelho Branco e atingirá a iluminação espiritual”.

Isso também está ligado aos símbolos astrológicos: o próprio coelho. É um componente astrológico na constelação de Lepus, conhecido como Lebreabaixo do cinturão de Orion, que desempenha um grande papel no meio oculto e esotérico como o grande caçador, com seus dois cães (Canis Minor e Canis Major), que seguem o coelho, pois este sabe o caminho para o submundo da escuridão.

No filme o coelho está sempre checando seu relógio com pressa, representando a caçada astrológica, além do que a ingestão do agário-das–moscas pode também causar a perda da noção do tempo, descido a alucinação.
O ultimo sinal tem grande importância, porque é a casa da estrela Sirius: a estrela mais brilhante do céu noturno. Conhecida no antigo Egito como Spodet (do grego: Sothis), e que os egípcios tomarão como base de seu calendário o nascer helíaco de Sirius, o dia em que ela se torna visível pouco antes do nascer do Sol, e que ocorria antes da inundação anual do Nilo. É o olho do cão, que no filme é arrancado e trazido de volta por Alice em troca de um favor: agora Canis Minor e Canis Major mostram o caminho a Alice. 

Bandersnatch é uma criatura desagradável, fedorenta e que fala pelos cotovelos. Grande e com um corpo asqueroso, a criatura faz Alice relembrar o péssimo reinado da Rainha Vermelha.

cão Bayard é um cúmplice forçado do exército da Rainha Vermelha, ele se tornada aliado de Alice e ajuda o Mundo Subterrâneo.


Alice

A história de Alice no País das Maravilhas pode parecer a primeira vista nada mais do que uma crença astrológica aliada ao uso de drogas, baseada na mitologia grega onde a protagonista é Sofia: a personificação da Sabedoria. Na tradição gnóstica, Sophia é uma figura feminina, análoga à alma humana e simultaneamente um dos aspectos femininos de Deus. Os gnósticos afirmam que ela é a sizígia de Jesus (noiva de Cristo) e o Espírito Santo da Trindade. É referenciada pelo equivalente hebreu Achamōth.  Nos textos da Biblioteca de Nag Hammadi, Sophia é o mais baixo dos Aeons (em termos latos, um enorme período de tempo, ou a eternidade, ou a expressão da emanação da luz de Deus).

Ela é considerada como a responsável pela criação do mundo material, ou uma das responsáveis, dependendo da tradição gnóstica.

Ela, assim como Alice, caiu do mundo espiritual, do paraíso chamado Pleroma, para o mundo material. A antítese de Pleroma, chamado Kenoma, a mesma coisa acontece com Alice. Assim como Lúcifer, o portador da luz que caiu do céu a terra. O nome Alice é derivado da palavra grega “Aletheia”, que significa “Verdade”.

Sophia cai no caos em Kenoma, e Alice no caos do País das Maravilhas. Ambas perdem seu senso de direção devido ao efeito de alguma substância alucinógena. Ambas recebem ajuda de criaturas misteriosas em sua viagem espiritual. No caso de Sophia o Cristo Cósmico, e Alice do gato (Cheschire Cat): as iniciais coincidem. Ambas têm que lutar com criaturas ou monstros: Alice contra o dragão Jabberwocky, Sophia contraJeová em forma de dragão: as iniciais também coincidem.

Ambas têm que superar desafios para poderem voltar para casa, e finalmente ambas são a personificação da alma humana na busca da iluminação espiritual. Alice tem que resolver mistérios que muitas vezes refletem a natureza humana e Sophia descobrir a oração correta para se autocompreender e encontrar seu lugar no reino da Eternidade. Histórias totalmente gnósticas e que lembram totalmente o “G” no logo oficial dos maçons, que significa Gnose.
O filme segue o padrão preto e branco xadrez dos maçons. Vamos dar uma analisada no autor de Alice no País das Maravilhas:

A história oficial é de Lewis Carroll, cujo verdadeiro nome era Charles Dodgson. Ele teve a idéia de escrever Alice num passeio de barco ao rio Tamisa. A bordo com ele estavam o reverendo Robinson Duckworth e três crianças da família Liddell: Edith, Lorina e Alice. Oficialmente Lewis foi considerado como um diácono cristão, mas através de suas obras vemos seu interesse em hipnose. Ele fazia parte da Sociedade Teosófica, que também tinha como membro L.Frank Baum, autor de O Mágico de Oz. Lewis não confessava abertamente fazer parte desta Sociedade.  

Um capítulo da vida de Carroll tem a ver com Alice Lidell, uma das filhas do reverendo, que com 7 anos fazia passeios de canoa com Carroll. Ela posava para suas fotos e acabou sendo a musa inspiradora dos clássicos Alice no País das Maravilhas (1865) e Através do Espelho (1871)- este inclusive termina com um poema em que as primeiras letras de cada estrofe formam o nome da menina. Qualquer pessoa pensaria logo em pedofilia, e é claro que não se pode deixar de pensar nisso, pois uma amizade entre um homem de 31 anos e uma menina de 7 não é nada comum.


Até hoje não se sabe a verdade realmente, embora em muitas de suas fotos não há outra impressão para se ter de que estamos lidando com um pedófilo. 
Essas são especulações que nunca foram comprovadas. Estranho e conveniente o desaparecimento de quatro de treze de seus diários, vão na mesma direção, faltam os anos de 1853 até 1862, período do nascimento de Alice até o ano de uma suposta proposta de casamento de Carroll para Alice com 11 anos de idade: fato esse que não incomodou nem mesmo Henry Liddell, pai de Alice.






Alice Liddell
A foto A Pequena Mendiga (acima) foi tirada pelo próprio Carroll quando a menina tinha ainda 7 anos 


Fato é que nenhuma criança entende Alice no País das Maravilhas, pois não foi escrito para crianças e sim para aqueles que faziam parte da sociedade secreta, seja a maçonaria ou a sociedade Teosófica, com seus códigos e mensagens e conspirações astrológicas, mascaradas em um conto infantil.

Texto baseado no documentário alemão Pop Okkultur volume I e II traduzido e publicado pelo canal Matrixxx Brasil.


Joice Alves Duarte

30 anos, mãe e Técnica em Radiologia

Apaixonada pelos mistérios do Antigo Egito e Suméria








Fonte: http://aborigine42.blogspot.com.br/

terça-feira, 30 de outubro de 2012

CICLO DO CARBONO

Esse fenômeno é o que, por fim, consegue converter o dióxido de carbono em alimento para as plantas e liberar oxigênio e vapor de água na atmosfera reduzindo a temperatura do microclima em que se encontra, e também "filtrando" a atmosfera.

O ciclo do carbono é o processo pelo qual o o dióxido de carbono é recolhido da atmosfera, processado na litosfera pelas plantas, florestas e afins e na hidrosfera (oceanos) pelas algas, plânctons e outros organismo que possuam a capacidade de realização de fotossíntese.
Esse fenômeno é o que, por fim, consegue converter o dióxido de carbono em alimento para as plantas e liberar oxigênio e vapor de água na atmosfera reduzindo a temperatura do microclima em que se encontra, e também “filtrando” a atmosfera. Atualmente se sabe que apenas em determinadas condições esse fenômeno ocorre na litosfera e os oceanos conseguem decompor de forma bem mais eficiente o dióxido de carbono.
Além disso, também se sabe que o solo armazena cerca de três vezes mais carbono que a atmosfera. Em estudos realizados por diversos pesquisadores, em dois ambientes tropicais, a floresta e o cerrado, a perda pelo cultivo e manejo do solo em relação ao seu estado in natura para as florestas é de 43 para 28,5 ton (há elevado a -1) enquanto no cerrado é de 18 para 16 ton (há elevado a -1). Como pode-se constatar, a poluição e o desmatamento tendem a agir de forma diferenciada.
Por exposto, percebe-se que o solo é um importante sumidouro e fonte de CO² e o manejo inadequado de grandes regiões de solo tem um impacto crítico no processo atmosférico, por exemplo, em 10 anos de cultivo mais de 50% do carbono estocado no solo se perde para a atmosfera em forma de dióxido de carbono.
Tal processo de estocagem de carbono no solo, a partir de materiais em decomposição, além de reter, também é o formador de combustíveis fósseis como o gás natural e o petróleo. Esse processo ocorre desde os primórdios da formação da Terra.
No início de sua formação geológica, a terra era um lugar de atmosfera tóxica e alta concentração de gases como o dióxido de carbono, enxofre e metano na atmosfera. Com sucessivos fenômenos como o efeito estufa, que ainda perdura em nosso planeta e é um dos principais responsáveis pela diversidade da vida mantendo o clima global em uma média de 15°C (não houvesse tal fenômeno, a temperatura seria de cerca de -17°C). Com a dinâmica ocorrida, houve acúmulo de vapor de água e uma chuva de milhares de anos formou o que hoje conhecemos como oceanos onde surgiram as primeiras formas de vida. A partir disso, o fenômeno do efeito estufa não cessou e portanto tivemos o surgimento das áreas ecúmenos continentais, ou seja, o lugar em que vivemos hoje fora dos oceanos e onde a vida terrestre existe.
Existem diversas teses que afirmam que as eras glaciais, fenômeno que leva o planeta a um grande esfriamento é circular e ocorre em períodos entre 10 mil e 40 mil anos aproximadamente e que além disso, devido ao aquecimento global estaríamos impedindo um evento que seja natural, como se estivéssemos atrasados para um compromisso que seria inevitável, da mesma forma que outros pesquisadores e ecologistas afirmam que o aquecimento global seja também um fenômeno natural e inevitável. De uma forma ou de outra, qualquer uma das duas possibilidades assim como o aquecimento global e a mudança no equilíbrio fossem causados pela espécie humana em níveis mais avançados levariam possivelmente à extinção ou, ao menos, a mudança drástica da história humana nesse planeta.
Diversos elementos de ficção trabalham com essa possibilidade desde os devaneios de uma guerra nuclear, que nos levaria ao fenômeno do inverno nuclear (quando diversas bombas nucleares explodem levantando uma quantidade enorme de poeira e partículas bloqueando a luz solar, diminuindo o nível da fotossíntese e entrada de calor, causando a extinção em massa de toda vida na terra. 
O mesmo ocorreria com o choque de um grande esteróide, mas sem a radiação) até a possível reversão das probabilidades de uma era glacial instantânea como no filme Um dia depois de Amanhã. 
De qualquer maneira, as idéias existem na idéia humana para catástrofes como para paraísos, vale apenas o que se consome primeiro.

CICLO DA ÁGUA


A água, tal como o Sol, é essencial para a vida na Terra. As plantas verdes captam a energia radiante solar e utilizam-na no processo da fotossíntese que transforma, por meio de reações químicas, a água, o dióxido de carbono e sais minerais em compostos orgânicos, que são indispensáveis aos seres vivos como fonte de energia e para constituição e renovação das células.

A fotossíntese liberta ainda oxigênio livre para a atmosfera que permite a respiração aeróbia. Assim, só depois do aparecimento na Terra da fotossíntese se puderam desenvolver os animais. Estes não têm, como as plantas verdes, capacidade para fabricar compostos orgânicos a partir de um ambiente inorgânico e, por isso, nutrem-se de plantas e outros animais, formando-se cadeias alimentares.

Os conhecimentos de biologia permitem afirmar, com pequena margem de incerteza, que a Vida apareceu primitivamente na água, sob formas muito rudimentares. As espécies foram-se aperfeiçoando sucessivamente e algumas delas evoluíram para se adaptar à vida terrestre e aérea.

Nem toda a água absorvida pelas plantas é utilizada na fotossíntese. Uma parte é emitida para a atmosfera, sob a forma de vapor, por transpiração, através de pequenos orifícios das folhas, os estomas.

A transpiração das plantas e a evaporação direta da água da superfície do Globo constituem um dos mais importantes fluxos da água e é um elemento regularizador dos climas.

A água é a substância que existe em maior quantidade nos seres vivos. Representa cerca de setenta por cento do peso do corpo humano. Além de entrar na constituição dos tecidos, a água é o dissolvente que transporta as substâncias não aproveitadas pelo organismo. A falta de água provoca a debilidade ou até a morte dos seres vivos.

O homem necessita ingerir líquido numa quantidade diária de dois a quatro litros. Pode sobreviver 50 dias sem comer, mas perece após 4 dias sem água, em média.

Essencial à Vida 

As mais bonitas imagens da Terra, aquelas que são agradáveis aos olhos, à imaginação, as que são um convite ao relaxamento, sempre têm a água em sua composição: as ondas do mar, as cachoeiras, um riacho cristalino, a neve sobre as montanhas, os lagos espelhados, a chuva caindo sobre as plantas, o orvalho... 

A ciência tem demonstrado que a vida se originou na água e que ela constitui a matéria predominante nos organismos vivos. É impossível imaginar um tipo de vida em sociedade que dispense o uso da água: água para beber e cozinhar; para a higiene pessoal e do lugar onde vivemos; para uso industrial; para irrigação das plantações; para geração de energia; e para navegação. 

A água é um elemento essencial à vida. Mas, a água potável não estará disponível infinitamente. Ela é um recurso limitado. Parece inacreditável, já que existe tanta água no planeta! 

Quantidade e Composição 
A água ocupa 70% da superfície da Terra. A maior parte, 97%, é salgada. Apenas 3% do total é água doce e, desses, 0,01% vai para os rios, ficando disponível para uso. O restante está em geleiras, icebergs e em subsolos muito profundos. Ou seja, o que pode ser potencialmente consumido é uma pequena fração. 

Há muita coisa a saber a respeito da água. Ela está presente nos menores movimentos do nosso corpo, como no piscar de olhos. Afinal, somos compostos basicamente de água. 

Esse líquido precioso está nas células, nos vasos sangüíneos e nos tecidos de sustentação. Nossas funções orgânicas necessitam da água para o seu bom funcionamento. Em média, um homem tem aproximadamente 47 litros de água em seu corpo. Diariamente, ele deve repor cerca de 2 litros e meio. Todo o nosso corpo depende da água, por isso, é preciso haver equilíbrio entre a água que perdemos e a água que repomos. 

Quando o corpo perde líquido, aumenta a concentração de sódio que se encontra dissolvido na água. Ao perceber esse aumento, o cérebro coordena a produção de hormônios que provocam a sede. Se não beber água, o ser humano entra em processo de desidratação e pode morrer de sede em cerca de dois dias. 

A água é composta por dois elementos químicos: Hidrogênio e Oxigênio, representados pela fórmula H2O. Como substância, a água pura é incolor, não tem sabor nem cheiro.

Quimicamente, nada se compara à água. É um composto de grande estabilidade, um solvente universal e uma fonte poderosa de energia química. A água é capaz de absorver e liberar mais calor que todas as demais substâncias comuns.

Quando congelada, ao invés de se retrair, como acontece com a maioria das substâncias, a água se expande e, assim, flutua sobre a parte líquida, por ter se tornado "mais leve". De acordo com leis da física, isso não deveria acontecer. Por causa dessa propriedade incomum da água é que os rios, lagos e oceanos, ao congelarem, formam uma camada de gelo na superfície enquanto o fundo permanece líquido. No que diz respeito a uma série de propriedades físicas e químicas, a água é uma verdadeira exceção à regra. 

A Terra está a uma distância do sol que permite a existência dos três estados da água: sólido, líquido e gasoso.
O ciclo da Água 
A água desenvolve um ciclo. O chamado ciclo da água é o caminho que ela percorre. A chuva, basicamente, é o resultado da água que evapora dos lagos, rios e oceanos, formando as nuvens. Quando as nuvens estão carregadas, soltam a água na terra. Ela penetra o solo e vai alimentar as nascentes dos rios e os reservatórios subterrâneos. Se cai nos oceanos, mistura-se às águas salgadas e volta a evaporar, chove e cai na terra. 

A quantidade de água existente no planeta não aumenta nem diminui. A abundância de água é relativa. É preciso levar em conta os volumes estimados de água acumulados e o tempo médio que ela permanece nos ambientes terrestres. Por exemplo: nos rios o volume estimado de água é de 1700 quilômetros cúbicos e o tempo de permanência no leito é de duas semanas. As geleiras e a neve têm 30 milhões de quilômetros cúbicos e a água deve ficar congelada por milhares de anos. A água atmosférica tem o volume de 113 mil quilômetros cúbicos e permanece por 8 a 10 dias no ar. 

Acredita-se que a quantidade atual de água seja praticamente a mesma de há 3 bilhões de anos. Isto porque o ciclo da água se sucede infinitamente. Não seria engraçado se o alimento que comemos ontem tivesse sido preparado com as águas que, tempos atrás, foram utilizadas pelos romanos em seus famosos banhos coletivos? 

Qualidade da Água 
A água pode ser saudável ou nociva. Na natureza não existe água pura, devido à sua capacidade de dissolver quase todos os elementos e compostos químicos. A água que encontramos nos rios ou em poços profundos contém várias substâncias dissolvidas, como o zinco, o magnésio, o cálcio e elementos radioativos. 

Dependendo do grau de concentração desses elementos, a água pode ou não ser nociva. 

Para ser saudável, a água não pode conter substâncias tóxicas, vírus, bactérias, parasitos. 

Quando não tratada, a água é um importante veículo de transmissão de doenças, principalmente as do aparelho intestinal, como a cólera, a amebíase e a disenteria bacilar, além da esquistossomose. 

Essas são as mais comuns. Mas existem outras, como a febre tifóide, as cáries dentárias, a hepatite infecciosa.

O consumo de uma água saudável é fundamental à manutenção de um bom estado de saúde. Existem estimativas da Organização Mundial de Saúde de que cerca de 5 milhões de crianças morrem todos os anos por diarréia, e estas crianças habitam de modo geral os países do Terceiro Mundo. Existem alguns cuidados que são fundamentais. O acesso à água tratada nem sempre existe na nossa população - principalmente na população de periferia. Deve-se tomar muito cuidado porque a contaminação dessa água nem sempre é visível. A água de poço e a água de bica devem ser usadas com um cuidado muito especial, porque muitas vezes estão contaminadas por microrganismos que não são visíveis a olho nu. Mesmo com a água tratada deve-se ter alguma cautela, porque muitas vezes há contaminação na sua utilização: recipientes que são utilizados com falta de higiene, mãos que não são suficientemente bem lavadas... Todos esses fatores podem estar interferindo num caso de diarréia. Muitas outras doenças importantes também podem ser causadas pela água contaminada.

A água também se encontra ameçada pela poluição, pela contaminação e pelas alterações climáticas que o ser humano vem provocando. Além do perigo que representa para a saúde e bem-estar do homem, a degradação ambiental é apontada pela Organização Mundial de Saúde como uma importante ameaça ao desenvolvimento econômico. Em geral, uma pessoa só toma consciência da importância da água quando ela lhe falta... 

Enchente não é, necessariamente, sinônimo de catástrofe. É apenas um fenômeno natural dos regimes dos rios. Não existe rio sem enchente. Por outro lado, todo e qualquer rio tem sua área natural de inundação. As inundações passam a ser um problema para o homem quando ele deixa de respeitar esses limites naturais dos rios. Por exemplo, quando remove as várzeas e quando se instala junto às margens. Ou então quando altera o ambiente de modo a modificar a magnitude e o regime das enchentes, quando desmata, remove a vegetação e impermeabiliza o solo. 

As alterações que o homem provoca na bacia hidrográfica, alterando suas características físicas, também aumentam o prejuízo dessas enchentes. Como o homem altera as características da bacia? 

De diversas formas. A primeira, ou a mais importante, é quando ele suprime a cobertura vegetal e introduz obras com características de impermeabilização do solo, como construção de casas, telhados, pavimentação de ruas, quintais etc. 

Perdemos a capacidade de retenção da água através da vegetação e perdemos também a capacidade de infiltração dessa água no solo. Por conseguinte, os volumes de água que chegarão nos rios serão sempre maiores. E, portanto, os prejuízos das inundações também serão maiores. 

A pergunta que fica é: como podemos enfrentar o problema dos prejuízos decorrentes das inundações? 

Existem basicamente três formas:
 a primeira é não ocupar as áreas de inundação;


 a segunda é não alterar - ou alterar o menos possível - as características físicas da bacia hidrográfica.

E, por último, através da implantação de obras de contenção de cheias, como a construção de barragens, reservatórios, construção de diques para proteção de áreas de riscos altos de inundação, enfim, outras obras de engenharia, do tipo desassoreamento de rios e ampliação de seus leitos. 

Todas essas obras têm uma característica comum: são extremamente caras e onerosas para a sociedade. Conquanto tenha um certo grau de eficiência, nós podemos dizer que elas não são absolutamente eficazes porque, mesmo contando com essas obras, sempre haverá um evento de chuva, um evento de cheia que provocará uma inundação maior do que aquelas para as quais essas obras foram projetadas.

A água tem se tornado um elemento de disputa entre nações. Um relatório do Banco Mundial, datado de 1995, alerta para o fato de que "as guerras do próximo século serão por causa de água, não por causa do petróleo ou política". 

Hoje, cerca de 250 milhões de pessoas, distribuídos em 26 países, já enfrentam escassez crônica de água. 

Em 30 anos, o número de pessoas saltará para 3 bilhões em 52 países. Nesse período, a quantidade de água disponível por pessoa em países do Oriente Médio e do norte da África estará reduzida em 80 por cento. A projeção que se faz é que, nesse período, 8 bilhões de pessoas habitarão a terra, em sua maioria concentradas nas grandes cidades. Daí, será necessário produzir mais comida e mais energia, aumentando o consumo doméstico e industrial de água. Essas perspectivas fazem crescer o risco de guerras, porque a questão das águas torna-se internacional.

Em 1967, um dos motivos da guerra entre Israel e seus vizinhos foi justamente a ameaça, por parte dos árabes, de desviar o fluxo do rio Jordão, cuja nascente fica nas montanhas no sul do Líbano. O rio Jordão e seus afluentes fornecem 60 por cento da água necessária à Jordânia. A Síria também depende desse rio. 

A populosa China também sofre com o problema. O grande crescimento populacional e a demanda agroindustrial estão esgotando o suprimento de água. Das 500 cidades que existem no país, 300 sofrem com a escassez de água. Mais de 80 milhões de chineses andam mais de um quilômetro e meio por dia para conseguir água, e assim acontece com inúmeras nações. 

Um levantamento da ONU aponta duas sugestões básicas para diminuir a escassez de água: aumentar a sua disponibilidade e utilizá-la mais eficazmente. Para aumentar a disponibilidade, uma das alternativas seria o aproveitamento das geleiras; a outra seria a dessalinização da água do mar. 

Esses processos são muito caros e tornam-se inviáveis para a maioria dos países que sofrem com a escassez. É possível, ainda, intensificar o uso dos estoques subterrâneos profundos, o que implica utilizar tecnologias de alto custo e o rebaixamento do lençol freático.

O Brasil é um país privilegiado no que diz respeito à quantidade de água. Sua distribuição, porém, não é uniforme em todo o território nacional. 

A Amazônia, por exemplo, é uma região que detém a maior bacia fluvial do mundo. O volume d'água do rio Amazonas é o maior do globo, sendo considerado um rio essencial para o planeta. Essa é, também, uma das regiões menos habitadas do Brasil. 

Em contrapartida, as maiores concentrações populacionais do país encontram-se nas capitais, distantes dos grandes rios brasileiros, como o Amazonas, o São Francisco e o Paraná. E há ainda o Nordeste, onde a falta d'água por longos períodos tem contribuído para o abandono das terras e para a migração aos centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, agravando ainda mais o problema da escassez de água nessas cidades. 

Além disso, os rios e lagos brasileiros vêm sendo comprometidos pela queda de qualidade da água disponível para captação e tratamento. 

Na região amazônica e no Pantanal, por exemplo, rios como o Madeira, o Cuiabá e o Paraguai já apresentam contaminação pelo mercúrio, metal utilizado no garimpo clandestino. E nas grandes cidades esse comprometimento da qualidade é causado principalmente por despejos domésticos e industriais. 

Se a bacia é ocupada por florestas nas condições naturais, essa água vai ter uma boa qualidade porque vai receber apenas folhas, alguns resíduos de decomposição de vegetais, uma condição perfeitamente natural.

Mas, se essa bacia começar a ser utilizada para a construção de casas, para implantação de indústrias, para plantações, então a água começará a receber outras substâncias além daquelas naturais, como, por exemplo o esgoto das casas e os resíduos tóxicos das indústrias e das substâncias químicas aplicadas nas plantações.

Isso vai contribuir para que a água vá piorando de qualidade. Por isso ela deve ser protegida na fonte, na bacia. Essa água, depois, vai ser submetida a um tratamento para ser usada pela população. Mas, mesmo a estação de tratamento tem suas limitações. Ela retira com facilidade os produtos de uma floresta, de uma condição natural.

Mas esgotos pioram muito, e a presença de substâncias tóxicas vai tornando esse tratamento cada vez mais caro. Acima de um certo limite, o tratamento nem mais é possível, porque existe uma limitação para a capacidade depuradora de uma estação de tratamento. Então, a água se torna totalmente imprestável.

Esses problemas atingem também os principais rios e represas das cidades brasileiras, onde hoje vivem 75% da população: 

 Em Porto Alegre, o rio Guaíba está comprometido pelo lançamento de resíduos domésticos e industriais, além de sofrer as conseqüências do uso inadequado de agrotóxicos e fertilizantes. 

 Brasília, além de enfrentar a escassez de água, tem problemas com a poluição do lago Paranoá. 

A ocupação urbana das áreas de mananciais do Alto Iguaçu compromete a qualidade das águas para abastecimento de Curitiba.

 O rio Paraíba do Sul, além de abastecer a região metropolitana do Rio de Janeiro, é manancial de outras importantes cidades de São Paulo e Minas Gerais, onde são graves os problemas devido à mineração de areia, ao garimpo, à erosão, aos desmatamentos e aos esgotos.

Belo Horizonte já perdeu um manancial para abastecimento - a lagoa da Pampulha - que precisou ser substituído pelos rios Serra Azul e Manso, mais distantes do centro de consumo. Também no rio Doce, que atravessa os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, a extração de ouro, o desmatamento e o mau uso do solo agrícola provocam prejuízos enormes à qualidade de suas águas. 

 O Estado de São Paulo sofre com a escassez de água e com problemas decorrentes de poluição em diversas regiões: no Alto Tietê junto à região metropolitana; no rio Turvo; no rio Sorocaba, entre outros. 

Em seu processo de crescimento, a cidade foi invadindo os mananciais que outrora eram isolados , estavam distantes da ocupação urbana. E também é muito importante frisar que toda ação que ocorre numa bacia hidrográfica vai afetar a qualidade da água desse manancial. Não é simplesmente a ação em torno do espelho d'água que faz com que você degrade mais ou menos.

Muito pelo contrário: pode ocorrer o surgimento de uma área industrial distante desse espelho d'água principal, mas com grande capacidade de poluição e, portanto, com possibilidade de degradar totalmente esse manancial.

 Os corpos d'água são entes vivos. Eles conseguem se recuperar, mas possuem um limite. Portanto, é muito importante que a população esteja consciente de que é preciso disciplinar todo tipo de uso e ocupação do solo das bacias hidrográficas, principalmente das bacias cujos cursos d'água formam os mananciais que abastecem a população.

A proteção dos mananciais que ainda estão conservados e a recuperação daqueles que já estão prejudicados são modos de conservar a água que ainda temos. Mas isso apenas não basta. É preciso fazer muito mais para alcançarmos esse objetivo de modo que o uso se torne cada vez mais eficaz. 

Mas, o que fazer? Qual o papel de cada cidadão? Cada um de nós deve usar a água com mais economia. 

Na agricultura, por exemplo, o desperdício de água é muito grande. Apenas 40% da água desviada é efetivamente utilizada na irrigação. Os outros 60 por cento são desperdiçados, porque se aplica água em excesso, se aplica fora do período de necessidade da planta, em horários de maior evaporação do dia, pelo uso de técnicas de irrigação inadequadas ou, ainda, pela falta de manutenção nesses sistemas de irrigação. 

Na indústria é possível desenvolver formas mais econômicas de utilização da água através da recirculação ou reuso, que significa usar a água mais do que uma vez. Por exemplo, na refrigeração de equipamentos, na limpeza das instalações etc. Essa água reciclada pode ser usada na produção primária de metal, nos curtumes, nas indústrias têxteis, químicas e de papel. 

Nos sistemas de abastecimento de água uma quantidade significativa da água tratada - 15 % ou mais - é perdida devido a vazamentos nas canalizações, assim como dentro de nossas casas. 

É fácil observar como a população colabora na conservação da água em cidades que têm problemas de abastecimento ou onde existe pouca água. Ou, ainda, onde a água é muito cara.

Nessas cidades, as pessoas costumam usar a mesma água para diferentes finalidades. Por exemplo, a água usada para lavar roupa é depois usada para lavar quintal.

As pessoas ainda mudam seus hábitos para usar a água na hora em que ela está disponível; evitam vazamentos; só regam jardins e plantas na parte da manhã ou no final da tarde; lavam seus carros apenas eventualmente; não lavam calçadas, apenas varrem; não instalam válvulas de descarga nos vasos sanitários e sim caixas de descarga, que são mais econômicas e produzem o mesmo resultado e conforto.

O crescente agravamento da falta de água tem levado as pessoas a estabelecer uma nova forma de pensar e agir, inclusive mudando seus hábitos, usos e costumes. Essa forma de pensar e agir visa o crescimento econômico respeitando a capacidade dos recursos do meio ambiente, sobretudo a água. 

A conscientização e a educação do povo, do consumidor, são fundamentais. 

Racionalizar o uso da água não significa ficar sem ela periodicamente. Significa usá-la sem desperdício, considerá-la uma prioridade social e ambiental, para que a água tratada, saudável, nunca falte em nossas torneiras.